Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

EFEITO BERGOGLIO NA IRLANDA: NÃO SÓ A MISSA ACABOU! no ideário de Antonio Socci (Lo Straniero)

Bergoglio e l'Irlanda

Arai Daniele

«EFFETTO BERGOGLIO IN IRLANDA: LA MESSA E’ FINITA»

Como tenho descrito sem cessar os ingredientes e os efeitos dessa torta venenosa que foi confeccionada pelo Vaticano 2 para drogar a humanidade com a erva ecumenista, agora devo ceder a palavra a quem fala da sua cerejinha ao arsênico, que é Bergoglio.

A ocasião é esta da pavorosa débâcle moral da ex Irlanda católica com o referendo para a legalidade do matrimônio gay, cuja aprovação contou até com o «arcebispo» de Dublin.

Note-se que não falo da derrota no tal diabólico alçapão referendário, porque me parece claro que um católico não pode submeter ao voto popular o que ofende a Lei de Deus. Seria como votar se o que sabemos pela Revelação seja digno de ser ouvido e seguido! Mas passo a palavra a um jornalista que, apesar de ainda não ter chegado às conclusões inevitáveis, na ordem da pavorosa realidade espiritual que vivemos, já a vislumbra.

  • «Que a Irlanda, antigo reduto do catolicismo, lance em pleno clamor popular o
    casamento gay (“e quem sou eu para julgar”, dirá o «bispo de Roma» …), é um evento
    histórico. Percebe-se um surdo rumor de desabamento de solo, como se uma montanha – efeito Bergoglio? – estivesse desabando. De resto, na América do Sul já há anos a Igreja está em colapso (dados terríveis): agora a Europa, o coração da Cristandade.
  • O que torna o secularismo dominante – disse o cardeal De Lubac – é que suscita “um cristianismo cada vez mais deficiente, reduzido a um teísmo vago e impotente… hoje, apenas este teísmo é permitido. Em vez da Igreja Católica, até agora conhecida, fica ameaçada até mesmo a sobrevivência. Só resta espaço para uma sua ridícula paródia secularizada, a “cortesã” humanitária, de uma “agência religiosa” que sobre os grandes temas da vida se submete ao diktat ideológico obamiano, que renuncia ao proselitismo e ao “Deus católico” (“não existe um Deus católico”, diz Bergoglio), que se dissolve no ecumenismo maçonizado de muitas religiões, que lida com o clima e separação do lixo diferenciado, ensinando boas maneiras (bom dia, boa noite, obrigado e desculpa) e contando historinhas sobre a assistência caritativa aos pobres.
  • Para a verdadeira Igreja Católica que iluminou e venceu o tenebroso mundo dos deuses e inverteu a história pagã e anti-humana, a Igreja do Verbo de Deus encarnado que tem a justa pretensão de anunciar a Verdade, a Igreja dos grandes santos, dos mártires, dos missionários, a Igreja da liturgia divina e da grande arte… Igreja do pensamento forte, dos grandes papas e do padre Pio, da presença do sobrenatural, a Igreja que enfrentou durante séculos a ferocidade muçulmana e os grandes totalitarismos genocidas do XXº século, esta Igreja hoje perde o direito de cidadania. Ontem, monsenhor Galantino – segundo um tweet, parece ter dito num congresso: “Quando a Igreja era católica e a Missa era em latim…”. Um lapsus freudiano revelador e explosivo. De fato, estamos agora no último ato da “liquidação da Igreja Católica”, como preconizou Giuseppe Prezzolini, leigo, mas preocupado com o abismo para o qual estava correndo o mundo católico, ansioso de “modernizar-se” e render-se a todas as modas ideológicas do momento. Porém a liquidar a Igreja não são as perseguições, nem o ódio laicista, mas – como confessou Paulo VI – a sua interna “auto-demolição”. »

Devo lembrar aqui que Prezzolini foi o leigo que, diante do programa de «justiça e Paz» de Paulo 6º, explicou a este que não há justiça sem o gládio, Noto aqui também como Socci, autor com quem compartilho o interesse e a atividade no estudo e atenção ao «Terceiro Segredo» de Fátima, começa a repetir a mesma expressão de Igreja «liquidada» que uso para o entendimento da visão do «Segredo»! Como para tantos outros, foi preciso chegar a Bergoglio para que compreendesse a tragédia da Sede ocupada!

  • Nos últimos dias nos jornais, recordou-se que estamos a 50 anos também da primeira Missa em italiano e outro intelectual secular como Elémire Zolla, naqueles dias, chegou a marcar a ocasião desse evento com tons apocalípticos: “7 de março: morre a Missa, morre o Gregoriano. Ouvido pela última vez. Agora, como um ramo seco, a Igreja vai ser queimada.” Na verdade, o problema não foi tanto o uso do vernáculo na liturgia, mas a sucessiva “reforma litúrgica” de 1969 e especialmente a proibição substancial (não jurídica) da anterior liturgia católica milenar. Joseph Ratzinger fez entender, muitos anos mais tarde, o grande erro, mesmo teológico cometido, com consequências colossais na trágica perda de fé. Curiosamente naquele tempo a fazer ouvir o alarme em modo dramático sobre a Igreja de recusava o seu rito bimilenar (aquele para o qual foram construídas as nossas catedrais), foram sobretudo intelectuais leigos, protestando com a mesma consternação com que hoje consideramos as trágicas devastações efetuadas pelo Isis no antigo Médio Oriente. No dia 5 de setembro 1966 saia um primeiro apelo a Paulo VI para salvaguardar a liturgia latino-gregoriana (poucos meses antes que uma inundação devastasse a antiga beleza católica de Florença). Aquele manifesto-apelo foi subscrito por uma quarentena de grandes intelectuais e impressiona reler hoje alguns desses nomes: Jorge Luis Borges, Salvatore Quasimodo, Eugenio Montale, Giorgio De Chirico, Robert Bresson, Jacques Maritain, François Mauriac, Gabriel Marcel, Maria Zambrano, Cristina Campo, Elena Croce, Wystan Hugh Auden, Jorge Guillen, Elémire Zolla, Philip Toynbee, Evelyn Waugh, Salvador De Madariaga, Carl Theodor Dreyer, Julien Green, Elsa Respighi, Francesco Gabrieli, José Bergamin, Fedele D’Amico, Luigi Dallapiccola, Victoria Ocampo, Wally Toscanini, Gertrud von Le Fort, Augusto Del Noce, Lanza Del Vasto.
  • O apelo fez muita impressão, também no Vaticano, mas não conseguiu sustar a débâcle. Assim, em 1971 saiu ainda outro e desta vez foram ainda mais os intelectuais que se acrescentaram. Lembro alguns nomes: Agatha Christie, Graham Greene, Harold Acton, Mario Luzi, Andrés Segovia, William Rees-Mogg (il direttore del Times), Joan Sutherland, Guido Piovene, Giorgio Bassani, Adolfo Bioy Casares, Ettore Paratore, Gianfranco Contini, Giacomo Devoto, Giovanni Macchia, Massimo Pallottino, Rivers Scott, Wladimir Ashkenazy, Colin Davis, Robert Graves, Yehudi Menuhin, Kenneth Clark, Malcolm Muggeridge.
  • « AUTO-DEMOLIÇÃO? Foi quasi inútil, mas em seguida o mesmo Paulo VI percebeu a dimensão da tragédia em ato: a queda da frequência religiosa, milhares de padres e religiosos que abandonaram o hábito, intelectuais católicos alterados pela ideologia marxista, grande parte de jovens seduzidos pelos mitos da revolução (de Fidel Castro a Mao, dos Vietcongs ao Che Guevara, até por Stalin), a difusão da Teologia da libertação e das teologias modernistas que demoliam a doutrina católica. Paolo VI nos últimos anos pronunciou palava cada vez mais dramáticas: “Pensamos que depois do Concílio teria vindo um dia de sol para a história da Igreja, mas veio tempo de nuvens e tempestades, e escuridão”, “de algum lado a fumaça de Satã entrou no templo de Deus”, “a abertura ao mundo foi uma real invasão do pensamento mundano na Igreja… Fomos talvez muito fracos e imprudentes”. Paulo VI denunciou “aqueles que tentam de abater a Igreja desde dentro” e citou os livros de Louis Bouyer, “La décomposition du catholicisme” e “Religieux et Clercs contre Dieu”. Ao amigo Jean Guitton confidenciou: “Há um grande inquietação neste momento no mundo e na Igreja, em questão está a mesma fé. Ocorre-me repetir a frase obscura de Jesus no Evangelho de são Lucas: ‘Quando o Filho do homem voltará, encontrará ainda fé na terra?’… »

Para esse autor depois de Paulo 6º houve uma recuperação! Em todo caso, em seguida reconhece que jovens, como ele, iludidos por esse retorno da beleza do cristianesimo, viram essa «primavera gelada por algo de potente e de obscuro que, pela primeira vez na histótoria da Igreja, nos põe diante do drama de um “papa emérito” auto-recluso no Vaticano e de “um bispo vestido de branco” que é aclamado por todos os inimigos de sempre da fé católica e que relega a Igreja a uma posição de subserviência em relação às ideologias mundanas dos anos Setenta (foi re-exumada até a Teologia da libertação e o seu fundador Gutierrez agora pontifica desde o mesmo Vaticano). Parece que estamos no abismo final. A não ser que Deus … Antonio Socci (“Libero”, 24 de maio 2015).»

É claro que, na medida mesma em que não se quer ver onde e por quem a Fé da Igreja foi atacada, não se vê o resto. Chegam, como faz este autor, a reconhecer que estamos à beira do abismo, mas o como se chegou a isto e pela mão de quem, só parece entender agora com Bergoglio que substituiu Bento 16 e agora completa livremente a operação de trágico desvio, mas que só hoje se torna ruinosa!

Que pena essa miopia diante do que teve uma clara origem com a eleição de João 23. No entanto, Socci foi capaz de ver que este operou um pacto celerado com os soviéticos para que o Vaticano 2 não acusasse um abominável comunismo. E também registra sem dificuldade a atração de Roncalli e outros conciliares pela Maçonaria. Mas tudo pode ter um aspecto ainda católico para esse filho do movimento «Comunhão e libertação»!

A VISÃO DO 3º SEGREDO ENTENDIDA PELA IRMÃ?

Ora, como disse, com este autor, compartilho interesse e atividade para divulgar o estudo e a atenção devida ao «Terceiro Segredo» de Fátima. Naturalmente em níveis, tempos e conclusões bem diferentes. Ele a partir de Medjugorge e tendo por maior fatimólogo Sodileu Paolini, ainda aparece enevoado. É verdade que o Segredo de Fátima deve a este jornalista italiano muito da sua visibilidade mediática, antes com seu conhecido livro «Il Quarto Segreto di Fatima», 2006, Rizzoli. Agora com seus artigos, entre os quais o citado e o anterior: “Il quarto segreto di Fatima c’è: lo prova la biografia della veggente”, Da “Libero”, 17 agosto 2014.

A teoria desses autores é que “Devido a muitos elementos, podia-se intuir que não era tudo”. Dão então por demonstrado, ao ponto de acusar o cardeal Bertone de mentiroso, o que não foi antes nem será agora demonstrado, primeiro porque o que vamos ler na biografia da Irmã em questão diz o contrário, segundo porque nem o infeliz e implícito «testemunho» do monsenhor Capovilla o confirmou. Aliás o que foi dito foi depois dado por não dito, porque sem prova que se tratava de dois «segredos». Era só de esperar desse monsenhor que dissesse honestamente se o que foi publicado em 2000 correspondia fielmente ao que ele ouvira, mais de uma vez, desde agosto de 1959. Mas como ali se perseguia um «scoop», o Sodileo Paolini pôs todo o seu talento em fazer de Capovilla uma grande testemunha da nova verdade, coisa deveras difícil para o ex secretário de Roncalli, João 23, que censurou o «Terceiro Segredo» porque… o dito pelos pastorinhos e a mensagem transmitida pela Lúcia não era confiável!

De minha parte aqui só digo que o que recebemos nesta publicação do «Segredo» em 2000 e o que está aqui do diário da Lúcia, já são castigos tão extremos que deveriam bastar. O que se quer pior para a sociedade humana que a «liquidação» do Papa católico, que na Igreja de uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica, representa a única infalível Autoridade divina na terra? Só mesmo o castigos consequentes como seja esse apodrecimento social que se viu agora na outrora católica Irlanda, nesta outrora Cristandade europeia e universal.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: