Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

TEOLOGIA DO RENO QUE POLUIU O TIBRE ACABA NO ESGOTO

TEÓLOGOS DO RENO

Arai Daniele

Como foi noticiado, para a preparação do Sínodo de outubro próximo sobre a Família, as dioceses de todo o mundo deveriam democraticamente consultar a opinião dos fieis sobre o tema do matrimônio e da família, através de um questionário.

Surpresa! Quando a conferência dos bispos alemães se dispôs a fazer a análise da opinião popular a respeito, percebeu que havia bem poucas respostas. Isto já seria uma resposta sobre o interesse e a confiança que merece todo esse aparato conciliar.

A vergonha desse clamoroso falhanço não podia, porém, ficar ao descoberto. Que fazer? Fingir que tudo estava normal, com melhoral! E assim se passa a responder àquelas poucas meia dúzias de respostas, como se fossem respostas ao grande povo dos fiéis!

A Conferencia Episcopal Alemã analisou essas respostas do «laicato alemão», resumindo o «todo» da sua «laboriosa avaliação» no documento que recebeu o pomposo título “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Eis o importante documento enviado a Roma e que constitui, para quem acredita, a descrição da posição dos católicos alemães face ao matrimônio e à família, a fim de que o tal Sínodo, na base dessas e outras opiniões semelhantes, elabore no fim do ano uma nova visão e consciência de misericórdia pastoral.

Naturalmente ninguém quer deixar entender que, a respeito desses temas, a posição da Conferencia Episcopal Alemã está numa situação desolante pelos simples fato que na realidade do País, a influência desse aparato sobre as opiniões a respeito de casamento, família e moral sexual dos que ainda constam como fiéis é zero.

Será inevitável, então, que tal documento da CE Alemã constitua mais uma confissão que a revolução sexual na Alemanha completou sua obra devastadora e os bispos nada fizeram para que os ditos católicos conservassem, a respeito pelo matrimónio, família e vida sexual, segundo a Fé católica e o Magistério eclesiástico.

Quanto ao divórcio, famílias-mistas, parcerias homossexuais, parece que segundo o documento dos bispos alemães, os fieis preferiram adotar as idéias correntes difundidas por revistas, filmes e novelas e repetidas por partidos de esquerda, que de há muito são os portadores insanos dessas novidades progressistas para inseri-las nas leis.

Na assembléia sinodal a delegação alemã para o Sínodo será representada pelo cardeal Reinhard Marx de München-Freising, e pelos bispos Franz-Josef Bode de Osnabrück e Heiner Koch de Dresden-Meißen, mas o cardeal Walter Brandmüller já adiantou que: “Quem quiser mudar o dogma é herege – embora trajado com a Púrpura.”

Ao ouvir esta voz não convidada, entende-se que há uma natural distância entre os convidados para ir elaborar em Roma «mudanças misericordiosas», e os que sabem até que ponto esse grupo episcopal deveria simplesmente ir lá para declarar o fracasso de uma igreja que nem mesmo seguiu as etapas mais suaves oferecidas pelos documentos de Paulo 6º, João Paulo 2 e Bento 16, que ninguém ali leva a sério.

A Igreja conciliar alemã, uma das mais ricas do mundo, gastou algum para combater as influências devastadoras da televisão, cinema, internet e outros meios de comunicação de massa; para defender a Fé e a moral católica? Pergunta inútil porque nem ao nível da mais reles catequeses foram tomadas providências para evitar uma pior contaminação. Porque?

Aqui deve-se voltar aos «teólogos do Reno» que foram poluir as águas já turvas do Tibre no tempo do maldito Vaticano 2. O peso deles tornou-se decisivo, Basta pensar em nomes como Karl Rahner e Joseph Ratzinger, que eram vistos com desconfiança, porque adeptos da «livre teologia», pelos reservas da ainda católica Cúria romana. Mas o problema é que eram impostos pelos potentes e ricos hierarcas teutônicos!

Como os homens contaminam-se através de ideias, assim foram ligados os escoadouros das piores ideias liberais, existencialistas, ecumenistas, mascaradas de católicas para melhor enganar o mundo. Poder-se-ia perguntar então se havia defesa contra tanto veneno quando na Sede de Pedro sentava um modernista filo-maçom de quatro costados?

Inútil, a «intelligentzia modernista» mundial afluía às margens do Tibre para a mutação radical da Doutrina e da Liturgia católicas, com o apoio incondicionado desse Roncalli, que foi o primeiro da série dos anticristos da nova «igreja conciliar». Seus sucessores na obra de demolição estiveram preocupados em não disparar nos tempos de execução; seguir aos pequenos passos, como se depois de furado o contraforte da barragem a erosão do furo não operasse o resto de modo inevitável em breve tempo.

Foi a abertura do «poço do abismo» descrito no Apocalipse, operado por astros clericais amparados nas elucubrações teologais ecumenistas de uma plêiade de pervertidos pelas ideias revolucionárias iluministas, que nem tentam esconder. Basta ouvir o erudito José Ratzinger, que tinha essa missão por prioritária para o Vaticano 2, como confessou em 1984 ao jornalista Messori e depois confirmou, vestido de papa, até para muçulmanos. Com isto temos que reconhecer a terrível derrocada histórica, já profetizada.

Quais soluções teve sempre a Igreja para superar suas crises?

Aqui vou reproduzir o que escrevi sobre a crise da Igreja na «Renascença».

“Pode parecer paradoxal, mas é razoável pensar que no fim da Idade Média, as raízes da mentalidade protestante estavam mais perto do Tibre que do Reno; nutria-se mais das diversas formas do humanismo romano em germe, que do fermento e rigor cátaro, valdense, jansenista, em seguida, calvinista. Laxismo e rigorismo são palavras que aparecem opostas, mas podem se aproximar na alma humana – veja-se o exemplo de Lutero do «peca fortiter, sed crê fortius». E mesmo esse «crer protestante» vai definir-se, mais que doutrina religiosa, em estado de espírito rebelde em pró de direitos individuais.

Na transição da civilização medieval para a humanista da Renascença a mentalidade foi envolvida pela curiosidade gnóstica, voltada para o passado só para descobrir “luzes” de um futuro utópico; enquanto que a medieval estava amarrada à “Pietas romana”, que é a devoção filial às origens, aos antepassados, à mãe-pátria, à religião.

Para a fé esta passagem significa ignorar o sentido teândrico de Deus feito homem, em favor das aspirações deístas do homem que pensa Deus; um deus à sua imagem e semelhança que acaba por não ser diferente dos deuses olímpicos nascidos de escolhas imaginativas – hoje chamadas de pesquisas – para projetar visões de uma bondade humana em contraste com a realidade feia do mundo. Eram sementes da fé na vontade de poder, do voluntarismo para substituir a razão com a vontade geradora de filosofias e de ideologias modernas, do panteísmo ao existencialismo, do fabianismo sinárquico, ao comunismo, para a «evolução» do homem por si mesmo.

Não era esta a mentalidade de que foram portadores os «teólogos do Reno»?
A esta luz, não parece evidente que a crítica passagem do século XVI se repete no tempo conciliar? Ao invez de ser propriamente passagem do catolicismo ao protestantismo, é transição da religião revelada, objetiva, à religiosidade da escolha subjetiva.

Assim, depois de negar como “conto de fadas” a “queda-original” o objetivo foi declarar o direito à liberdade religiosa diante do culto ao Deus, que autoriza o mal! É o protesto existencial tornado religião e culto do homem, bem como a humanização da autoridade da Igreja para uma «misericórdia» humana (como quer Bergoglio), à serviço da humanidade que sofre… adorando Deus no sacrifício de seu próprio Filho para redimir o mundo cruel por Ele mesmo criado! Conceitos gnósticos, de um passado convulso, que progridem hoje dentro dessa mesma igreja conciliar, cada dia mais arruinada.

A pergunta é: o que fizeram então os Papas verdadeiros para enfrentar crises desse jaez? Isto deveria servir para que se saiba o que deveser feito hoje pela Igreja.

Contra todas as probabilidades humanas a Providência sempre deu à Igreja Papas fiéis para a sua renovação espiritual. Mesmo no século passado, contra todo cálculo humano e intriga política, contra a sua mesma vontade, foi eleito São Pio X. Tudo depende do Espírito Santo, que rege a Igreja, a fim de protegê-la da perfídia humana. Mas rege sem abater a vontade dos fiéis, que por isto devem testemunhar alto e claro do que são carentes.

Os Papas santos defenderam a Igreja, não só do Protestantismo, mas de todos esses compromissos disfarçados como sentimentos de tolerância em ações ecumenistas de fraternidade e igualdade religiosa, que abre a Sede suprema da autoridade na Igreja à escalada de seus inimigos. Neste caso, realiza-se uma eleição humanamente possível de um herege, hoje modernista, que parece canônica para a multidão que venera a referida autoridade, que é “nula” diante de Deus, mas com prejuízos incalculáveis ​​para as almas.

Essa falsa autoridade a serviço do Anticristo governa um interregno de descristianização para os povos do mundo. Para impedir que um dia se chegasse a tal abominação da desolação, o Papa Paulo IV publicou a «Bula Cum ex apostolatus officio» de clareza impar, também confirmada e utilizada pelo Papa São Pio V para evitar a eleição de Morone.

Isto é o que fez de modo decidido o Papa Paulo IV com seu título de Pontifex Maximus, ensinando que, se for eleito em um conclave, embora legítimo e com a unanimidade dos cardeais, um “individuo”, que se percebe depois ser desviado da Doutrina da Fé, esta eleição, fator de uma talvez lenta, mas inexorável obra de destruição da Santa Igreja, é nula. Em tal caso a assistência do Espírito Santo não está nessa Sé, mas reverte para os filhos da Igreja, a fim de que, cedo ou tarde reconheçam a nulidade de tal eleição e tudo façam para que num conclave legítimo, seja eleito um Papa católico.

Em breve, na crise do humanismo renascentista, que requereu a Inquisição Romana e renovada condenação do racionalismo de Lelio e Fausto Socini e condenados como hereges relapsos, Peter Carnesecchi (grupo de Viterbo), o humanista Aonio Paleario e Michele Baio (Michel du Bay), com doutrinas que eram pontes entre o protestantismo e o jansenismo futuro, agiu o Papa Paulo IV.

Não hesitou para isto prender o prestigiado cardeal Morone e destituir o cardeal Reginald Pole envolvidos com o grupo de Viterbo, que podiam ser eleitos para a Sede suprema. Seria como hoje, na crise do modernismo etc., em que se vêem envolvidos prestigiados teólogos, como Rahner, Schillebeeckx, Congar, Ratzinger, ver este último eleito «papa» para implementar a sua nova teologia, já presente nos documentos do Vaticano 2, do qual foi grande especialista.

O ensino e ação do Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo em matéria de fé, moral, e em certo sentido disciplina, reflete os ditames da Revelação e fazendo-o é infalível, porque na verdade o Papa é a autoridade de Deus no mundo humano. Daí ficar claro que no caso de violação da autenticidade católica desta autoridade, a crise torna-se apocalíptica.

Inversamente, a presença de uma crise tão universal no mundo, torna clara a misteriosa ausência dessa autoridade suprema, que teria sido de obstáculo ao avanço do mal em múltiplos planos. Mas o principal é o da posição da Igreja em relação à integridade e pureza do Santo Sacrifício da Missa. Neste sentido agiu o Papa São Pio V com a sua Bula «Quo primum tempore», para a conservação perpétua do Rito Romano segundo a Teologia de sempre, confirmada no Concílio de Trento.

Ora, foi para esta questão e a do Papa, estreitamente conexas, pois o Papa é o primeiro «vigilante» sobre a pureza do Santo Sacrifício do Altar, que sabemos ter suscitado Deus dois Papas extraordinários. Por isto há que compreender hoje que são justamente as tentativas de alterar a Liturgia e o Direito divino para a obtenção do Papa católico, que causam a pavorosa crise da Igreja que vivemos.

Mas, igualmente, será no devoto retorno à atenção para recorrer ao ensinado por estes santos Papas, que se encontra a saída para nossos problemas humanamente insolúveis, porque Deus permite o mal que os homens elegeram.

“Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão” (Mt 26, 31; Mc 14, 27), onde Nosso Senhor é tanto o Pastor vítima, como o que tem o poder para suscitar Sua bendita presença ou a remoção fatal de quem O representa na Terra.

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