Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

E A INDIFERENÇA QUE CARCOME A SEITA CONCILIAR É JUSTO CASTIGO…

A SEITA CONCILIAR NÃO E AMADA, NEM RESPEITADA – É IGNORADA PELO MUNDO!
Um-raio-sobre-o-Vaticano

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, em passagens da sua encíclica “Communium Rerum”, promulgada em 21 de Abril de 1909:

«Confortemo-nos. Deus vive e fará que todas as coisas cooperem para o bem dos que O amam (Rom 8,28). Também desses males Ele fará brotar o bem, e sobre tantos obstáculos postos pela perversidade humana, fará refulgir mais esplêndido o trunfo da Sua Obra e da Sua Igreja. É esse o conselho admirável da Sua Divina Sabedoria. Esses, os Seus impenetráveis caminhos (Rom 11,33) na presente ordem da Providência. “Com efeito os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos; e os vossos caminhos não são os Meus caminhos, diz o Senhor ( Is 55,8); de tal modo que a Igreja de Cristo renove sempre mais em si a vida do seu Divino Instituidor, que tanto sofreu, e de certo modo “dê cumprimento ao que falta aos sofrimentos de Cristo” (Cl 1,24). Portanto a sua condição de militante na Terra é a de viver no meio de dificuldades, de lutas, de contínuas moléstias, e assim “entrar no Reino de Deus pelo caminho das muitas tribulações” (At 14,21), reencontrando-se com aquela já triunfante no Céu.

O que nos explica oportunamente Santo Anselmo em sua homilia sobre as palavras de São Mateus: “Jesus obrigou os Seus discípulos a subir na barca. Segundo a inteligência mística vem descrito sumàriamente o estado da Igreja na vinda do Salvador, até o fim do mundo… As ondas batiam-se contra a nave em meio do mar, enquanto Jesus permanecia sobre o vértice do monte; porque desde quando o Salvador subiu ao Céu, a SANTA IGREJA FOI AGITADA POR GRANDES TRIBULAÇÕES NESTE MUNDO, AMEAÇADA POR DIVERSAS TEMPESTADES DE PERSEGUIÇÕES, E ATORMENTADA POR DIVERSAS PERVERSIDADES, POR HOMENS MALVADOS, E TENTADA POR VÍCIOS DE MUITOS MODOS”.

Erram gravemente os que se perdem no meio da tempestade, PORQUE GOSTARIAM DE TER PARA SI E PARA A IGREJA UM ESTADO PERMANENTE DE COMPLETA TRANQUILIDADE, DE PROSPERIDADE UNIVERSAL, DE RECONHECIMENTO PRÁTICO E UNÂNIME DO SEU SAGRADO PODER, SEM CONTRASTES. Muito piores e torpes eram os que se iludiam de ganhar esta paz efémera COM DISSIMULAÇÃO DOS DIREITOS E INTERESSES DA IGREJA, COM SACRIFICÁ-LOS A INTERESSES PRIVADOS, COM ATENUÁ-LOS INJUSTAMENTE, COM CONFORMAR-SE AO MUNDO, ONDE “TUDO ESTÁ SOB O PODER DO MALIGNO” ( IJo 5, 19), BUSCANDO RECONCILIAR OS FAUTORES DA NOVIDADE, REAVIZINHANDO-OS DA IGREJA; COMO SE FOSSE POSSÍVEL UMA COMPOSIÇÃO OU ACORDO ENTRE A LUZ E AS TREVAS, ENTRE CRISTO E BELIAL. Essa é uma alucinação tão velha como o mundo, mas sempre moderna e durável no mundo, até ficarem soldados débeis e traidores, que ao primeiro golpe, entregam as armas,ou pactuam com o inimigo, QUE NESTE CASO É O INIMIGO IRRECONCILIÁVEL DE DEUS E DOS HOMENS.»

Muito ao contrário do juízo comum, não é no ódio que reside a suprema forma de repúdio humano – É NA INDIFERENÇA! Efectivamente, esta última implica e pressupõe uma certa inexistência do seu objecto, na medida em que o sujeito o ignora, pois que o objecto da indiferença, ao não possuir suficiente magnitude ontológica para determinar o mesmo sujeito, projecta o objecto numa sombra perpétua, POIS NÃO LOGRA AFIRMAR A SUA EXISTÊNCIA PERANTE O SUJEITO. Não assim o ódio; na exacta medida em que aí o objecto já possui magnitude ontológica suficiente, ainda que negativa, para determinar o sujeito, AFIRMANDO ASSIM, PERANTE ELE, A SUA EXISTÊNCIA.

Neste quadro conceptual, devemos afirmar, que em certo sentido, a seita conciliar não existe; visto que resulta de uma usurpação, em que pelo menos na aparência, uma instituição se auto-renegou, obliterando o que até aí constituía a sua identidade específica, a nota fundamental caracterizadora da sua personalidade. Consequentemente, só pode ficar um tremendo vazio, aquele mesmo que resulta da anulação de uma entidade por ela própria; conquanto, na realidade, a verdadeira Santa Madre Igreja NÃO SE POSSA AUTO-RENEGAR NA SUA CONSTITUIÇÃO DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, A QUAL PERMANECE INTANGÍVEL AOS ACIDENTES DA HISTÓRIA. Foi a face humana do Corpo Místico que foi usurpada, conquistada, pela maçonaria internacional, numa verdadeira possessão diabólica do corpo social da Santa Madre Igreja. Mas segundo as aparências do mundo, mesmo em pessoas muito cultas segundo o mesmo mundo, tratou-se òbviamente da apostasia de uma instituição, com uma profundidade, uma rapidez, e uma extensão, que não encontram paralelo na História Universal.

Mas a verdadeira Santa Madre Igreja terá sido, no passado, respeitada pelo mundo, inclusivamente, por aqueles que a queriam destruir e que a odiavam?

O ódio não é incompatível com um certo respeito, emergente da sensação extremamente profunda de algo que os esmaga, sob todos os pontos de vista, algo que os transcende, espiritual, intelectual e moralmente. Não é muito difícil descobrir nos maiores inimigos da Santa Igreja essa combinação de sentimentos. E porquê? Filosòficamente, a resposta só pode ser uma: Porque a Santa Mãe Igreja é a única depositária da única Verdade. Ora a Verdade subordina necessàriamente, Metafìsicamente, Teològicamente, TUDO E TODOS; inclusive os que a negam; negam-na e concomitantemente sentem-se por ela esmagados, superados, de alguma maneira vencidos, o que aliás os enraivece ainda mais, num processo de auto-demolição interior que leva alguns ao suicídio. Neste quadro conceptual, podemos assim inferir, que o mundo em sentido moral, o mundo solenemente condenado por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelos Apóstolos, esse mundo respeitou sempre a Santa Madre Igreja, mesmo quando a ultrajava e perseguia. Mesmo a grande massa mimético-nominalista, supersticiosa e de fachada social, sempre sentiu pela Santa Igreja um certo temor reverencial, ainda que muito indeterminado. Compreende-se, porque a grande massa não é nada; não é católica, nem deixa de ser; não é protestante, nem deixa de ser; não é agnóstica ou ateia, nem deixa de ser – NÃO É NADA! Mas mesmo assim não pode deixar de ser atingida pela Verdade; pois só existe e só pode existir pela Verdade, enquanto esta é Criadora, Redentora e Consumadora.

Reside aqui a razão profunda de como certas ideologias, o comunismo, por exemplo, apresentam a verdadeira religião, MAS EM NEGATIVO INFERNAL! Efectivamente, os comunistas também possuem o seu povo eleito – a classe operária; o seu redentor – o partido comunista; a sua ascese – o trabalho; os seus santos – os fundadores dos regimes comunistas, que mandam embalsamar e expor; o seu paraíso – a sociedade comunista, que apresentam enquadrada num conspecto de tipo escatológico, com descontinuidade do processo histórico e dialéctico.

De todos estas realidades se inferem as causas profundas do abandono total a que o mundo votou a seita anti-Cristo.

Dizia São Pio X, e todos os Papas o confirmariam; que se abrisse a Igreja ao mundo – os que lá estavam dentro, sairiam; e os que estavam fora, jamais entrariam. Evidentemente, foi precisamente o que aconteceu; se bem que, repetimos, a Pessoa Moral de Direito Divino é intangível. QUANTO MAIS A EX-IGREJA CATÓLICA QUER SER LIBERAL – MAIS REPELE OS HOMENS. Aí reside a propriedade fundamental da Verdade e do Bem; só podem atrair os homens PELA EXIGÊNCIA E PELO RIGOR, NUNCA PELA FACILIDADE!

Por isso a seita conciliar é totalmente ignorada, não é amada nem odiada, É UM NÃO EXISTENTE, NÃO AFECTA NINGUÉM, NÃO DETERMINA NINGUÉM, NEM MESMO NEGATIVAMENTE.

Qualquer processo de verdadeira conversão só pode compreender-se e constituir-se enquanto TRÂNSITO PARA MELHOR; NUNCA PARA FICAR NA MESMA, OU PIOR. Não existe nada mais absurdo do que a conversão para a anti-religião conciliar, porque tal consubstancia uma suprema incoerência, só aliás possível pela profunda ignorância, logo desenganada, muitas vezes, pela pior depravação moral; a pederastia de padres e bispos encontra aqui uma das suas origens.

Mas então, e as grandes manifestações da juventude nas assembleias pândegas da seita anti-Cristo?

Não são nada, não significam nada, em particular, de maneira nenhuma representam qualquer espécie de adesão à seita conciliar; vão lá como vão ao Rock in Rio, ou outros festivais do género. É como Fátima; vão lá, na sua grande maioria, como vão à bruxa, ou então como objecto turístico; se bem que o fenómeno triste da superstição em Fátima seja muito anterior ao concílio e se incorpore no já referido mimetismo nominalista, e na ciclópica e secular ignorância religiosa do povo português.

A indiferença que carcome a seita conciliar é o justo castigo para todos aqueles, que mesmo parcialmente de boa fé, dela não souberam virilmente dissociar-se, continuando a denegrir os verdadeiros católicos na sua luta pela Sacrossanta Fé Católica, que constitui a única realidade, pela qual, Sobrenaturalmente, se deve, totalitàriamente, viver, sofrer e morrer.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 5 de Junho de 2015

Uma resposta para “E A INDIFERENÇA QUE CARCOME A SEITA CONCILIAR É JUSTO CASTIGO…

  1. Zoltan Batiz junho 12, 2015 às 4:54 pm

    Obrigado, Alberto. O desprezo não custa nada. A seita novus ordo nem vale, nem merece nada. Estamos a prestar alguma atenção apenas porque ela está a enganar muita gente boa. Mas truques baratos funcionam muito bem com pessoas baratas, como a hierarquia daquela seita.

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