Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PODE O DOGMA SER CONCILIADO COM O LIBERALISMO BERGOGLIOSO DAS CONSCIÊNCIAS?

Bergoglio cornos 

 

Arai Daniele

Num discurso que Bento 16 pronunciou numa festa da Assunção de Maria SS, comemorado até nos velhos mosteiros «ortodoxos», ele confirma que não acredita no Céu nem no inferno como lugares: “todos hoje estamos bem conscientes que com o termo «céu» não nos referimos a um lugar do universo… queremos afirmar que em Deus há um lugar para nós”!

Assim, a fé na ressurreição e glorificação dos corpos, que mesmo se espiritualizados ocupam seu lugar, como o demonstra no Evangelho Jesus depois da Ressurreição, e o dogma de Maria SS levada ao Céu corpo e alma, se esvanece nas palavras de Ratzinger. O que fica no Credo? Talvez o de fantasmas ou luzes de um mundo gnóstico ou panteísta da tal síntese absoluta!

Ora, já no seu discurso na Cúria romana por ocasião do Natal de 2005, Bento revelou o suco da sua nova “religião conciliar”, surgida com a eleição do modernista João 23. Quando diz: “todos hoje estamos bem conscientes que com o termo «céu» não nos referimos a um lugar do universo… mas, que em Deus há um lugar para nós”, a sua consciência assume o «lugar» não só da «consciência coletiva», mas da mesma Revelação; ela vai dizer o que crer! Eis o suco do condenado modernismo, que este continuou por ai a afirmar, nessa e outras datas, que entre a fé precedente e a fé atualizada pelo Vaticano 2 não há real descontinuidade; por exemplo que a Lex credendi (fé conciliar) e por conseguinte a Lex orandi (lei do “Novus Ordo Missae” de Paulo 6º), não diferem essencialmente da Tradição do Missal romano promulgado por São Pio V.

Portanto, Bento 16 pretendia dizer que na igreja conciliar, dois sacrifícios diferentes, segundo dois espíritos diversos, como in extremis foram os de Abel e de Caim, oferecidos por sacerdotes ordenados segundo ritos diferentes, celebrados em diferente altares, não implicam nenhuma descontinuidade.

Então, havia que perguntar, porque houve a drástica mudança de ritos e porque se pretendeu que os precedentes – tradicionais – fossem banidos?

Na verdade a mentalidade dos «papas conciliares» deriva de um filosofar idealista que produz pensamentos desviados, geradores de uma fé de sentido inverso à cristã, como se vê de seu novo «credo». A forma mentis do teólogo Ratzinger formou-se segundo a filosofia alemã de Hegel, cuja tese fundamental é que a dialética – tese, antítese, síntese -, não é somente constitutiva do devir, da evolução do pensar, mas da idéia que é a realidade mesma; ser e pensar seriam pois a mesma coisa e assim tudo se revela, segundo essa idéia de uma final equivalência e unidade dos contrários; no campo unificado do pensamento virtual; no “imaginar o transcendente”, que dá vida a um todo, para animar o presente da nova ordem democrática!

Tudo se desenvolve pois no processo que é desdobramento do Espírito absoluto na filosofia, na história, nas ciências e naturalmente nas religiões. Isto pode até parecer piedoso para uns iludidos, mas atenção, introduz uma falsa fé, de sentido inverso à cristã, pela razão seguinte aqui exposta.

No processo dialético que segue a ordem: tese, antítese e síntese, introduz-se a gestão humana de opostos para atingir uma síntese final. Ora, a Religião verdadeira é já síntese, que tem por princípio a Revelação divina e esta não depende de pensamentos abstratos ou de operações da gnose humana.

A esta luz o pensamento de Ratzinger e colegas revela grave desvio quando ensinam que a «Gaudium et Spes» do Vaticano 2, represente um ensaio para a reconciliação da Igreja com o mundo moderno desde 1789… sendo uma espécie de anti “Syllabus” do Papa Pio IX. Vejamos.

A «tese conciliar» seria para uma nova «fé católica», a «antítese» seria o liberalismo, a «síntese» seria a nova evangelização pastoral operada para uma nova «consciência» liberal da Igreja segundo o espírito do Vaticano 2, que homologa todas as religiões. Logo, à fé católica «antiga» falharia na síntese da conciliação com os valores do mundo, como sejam os direitos humanos, a liberdade religiosa, a igualdade ecumenista, a emancipação feminina, a homo-sexualidade matrimonial etc.

Eis uma das explicações de mestre Ratzinger: “Nós sentimos uma responsabilidade neste mundo e desejamos dar-lhe nossa contribuição de católicos. Não entendemos impor o catolicismo ao Ocidente, mas queremos que os valores fundamentais do cristianismo e os valores liberais dominantes no mundo hodierno possam encontrar-se e fecundar-se mutuamente” (Card. Ratzinger ao jornal «Le Monde», 17/1/1992).

Na carta aos bispos que acompanhou o seu Motu proprio, Bento 16 afirma: “Alem de tudo, as duas Formas em uso do Rito Romano podem enriquecer-se reciprocamente” (como as tantas religiões).

Eis a confirmação da mesma dialética aplicada à Santa Missa: a tese é a Missa tradicional, a antítese a nova missa, a síntese a forma “enriquecida” pela reforma do espírito conciliar.

Que concluir? Que a fé representada pela Santa Missa tradicional precisava ser atualizada segundo as luzes maçônicas pessoais de João 23, ou das experiências gnósticas de Paulo 6º com o mação Bugnini, ou das viagens pelas crenças do mundo de João Paulo, ou das sínteses ecumenistas totais de Ratzinger, ou agora das aberturas ao liberalismo agnóstico do incrível Jorge Bergoglio, sucessor deles.

São Pio X na sua gloriosamente centenária «Pascendi», explicava que nos escritos modernistas lê-se uma página católica, mas basta virar a página para encontrar uma seguinte impregnada de modernismo. Bento 16 demonstrou-se ainda mais evoluído; consegue pôr na mesma página um pensamento tradicional, que deve enriquecer-se com uma idéia liberal! Agora Bergoglio nem vira a página.

 

Note-se que, se de um lado a Igreja sempre procurou reviver na Santa Missa a mais nobre representação do Santo o Sacrifício redentor, segundo a vontade de Nosso Senhor; do outro lado a pastoral conciliar procurou adaptá-lo à necessidade de compreensão sentimental do mundo moderno, que recusa a sacralidade e a noção de sacrifício e penitência, que é a essência mesma da Fé.

O primeiro pensamento é dirigido à Fé e à Cruz; o segundo, à opinião aplaudida pelo mundo!

Qual a síntese possível entre o pensamento guiado pela Fé e as opiniões do mundo liberal?

Qual pode formar a reta consciência, que deve responder ao nosso Pai e Criador?

Aqui seria bom lembrar que a formação dos sacerdotes passava por aprofundado estudo da Teologia, mas também da Filosofia, seguidos pela leitura diária do Breviário, para que se formem no “pensamento divino” a transmitir aos fieis. Deste, o escolástico é o mais fiel. Tal formação deveria servir, porém, notadamente para recusar o gnosticismo que envenena a mentalidade do mundo; pensamento que segue a direção contrária à Fé; que é antítese da Doutrina católica. Só nesta se vivifica a Fé revelada, que é síntese: o «sim sim não não» que não precisa de ajustes, mas estudo, compreensão e aceitação.

O resto vem do “cogito” demoníaco, aquele das idéias sincréticas, gnósticas e liberticidas, que são os frutos da apostasia no Lugar santo de Deus na terra: a Igreja do Santo Sacrifício. Se ela parece invisível não é pela sua natureza, mas pelo castigo que obscurecidos os olhos com a fumaça do eterno inimigo, que controla a mente de seus novos «vigários».

Idéias incompletas sobre o Grande Castigo

Visto que falamos de castigo vejamos o que se publica a respeito. Sob o título «O Grande Castigo Iminente Revelado no Terceiro Segredo de Fátima» o Rv. Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M. Div., S.T.L. (Candidato), ligado ao Rev. Nicolas Gruner, RIP, mantém o tom deste na primeira parte da série, concentrando-se no aspecto físico do castigo: das guerras da Rússia para provocar a aniquilação de nações. “A aniquilação de metade do mundo parece ser, no mínimo, bastante radical – seria a maior catástrofe desde o Dilúvio”. Porém, o aspecto mais terrível do castigo profetizado no Segredo é o castigo espiritual, sobre a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Nossa Senhora disse: “Deus vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.”

De fato, ocorre uma forma de perseguição da Igreja nunca vista em toda a história: esta redundará na «punição» do mundo que a persegue! O que pode significar esse aparente paradoxo? Só é compreensível ao considerar que quando o mundo, em nome da liberdade, suprime o que representa a Autoridade da Palavra divina, corta o oxigênio da sua própria vida espiritual, alimento da vida no amor pelo bem e pela verdade que rege a sociedade. Logo, essa perseguição infiltrada na Igreja, não podendo abatê-la, formará outra «igreja» que ao invés de fazer o mundo respirar no Espírito, leva-o à asfixia ecumenista, às mentiras e, portanto ao conflito e à perdição! Isto é feito por uma entidade, vista como se fosse a verdadeira igreja, mas que, por pactuar com os perseguidores desse mundo revolucionário, é o maior engano. Sua falsa bondade se revela nos frutos de ódio e conflitos que seguem na desordem moral, num mundo cada vês mais à beira do colapso.

O Autor lembra uma carta do Cardeal Mario Luigi Ciappi que revelou: “No Terceiro Segredo prevê-se, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo topo”. Isto corresponde ao que o Livro das Lamentações revela: “Os reis da terra e todos os habitantes do mundo nunca acreditariam que o adversário e o inimigo entrariam pelas portas de Jerusalém”. O que está predito é que os partidários do demônio ocuparão a Cúria Romana sob um antipapa maçônico.

O falecido Padre Malachi Martin, que diz ter lido no início de Fevereiro de 1960, quando era Secretário do Cardeal Bea, o Terceiro Segredo de Fátima, disse que Nossa Senhora falava de um futuro “Papa” impostor que, sob o controlo do demônio, usurparia a Santa Sé.

Assim o Terceiro Segredo de Fátima revela o “mistério da iniqüidade” (II Ts. 2:7): uma falsa Igreja “Católica” – uma contra e anti-Igreja. “O mistério do dragão, cuja cauda varreu a terça parte das «estrelas do Céu», isto é, a terça parte da hierarquia católica sob a direção do antipapa herético.

É isto que João Paulo revelou enigmaticamente a respeito do «Terceiro Segredo» no 13 de Maio de 2000: “A mensagem de Fátima é chamada à conversão, alertando a humanidade para que não tenha nada a ver com o ‘dragão’ cuja ‘cauda varreu a terça parte das estrelas do Céu, e lançou-as à terra’ (Ap. 12:4).”

O Autor falou com o Padre Malachi Martin sobre o antipapa herético da apostasia no Terceiro Segredo, a resposta do Padre Malachi foi: “Fosse só isso”. O antipapa e os seus colaboradores apóstatas serão (como diz a Irmã Lúcia) “partidários do demônio” “que trabalham para o mal e nada temem” (carta de 29-5-1970). Estes “partidários do demônio” constituem a “terça parte das estrelas do Céu” varridas pela cauda do dragão. Estes homens, que se apresentam como clérigos «católicos», são membros secretos da seita e estão consagrados ao demônio. Chegarão a controlar o aparelho de estado do Vaticano e a estabelecer o ramo «católico» de uma nova religião universal ecumenista. A sua falsa «Igreja» será católica apenas no nome. Formará a parte «católica» da religião estabelecida e obrigatória da Nova Ordem Mundial.”

Ora, os anos passam, as testemunhas morrem e é impróprio não ajustar o tempo dos verbos para o presente, sobre apostasias à vista de todos. “Ainda M. Martin diz: O Catolicismo autêntico foi posto fora da lei, e os Católicos restantes são sujeitos a uma feroz perseguição silenciosa… A vasta maioria foi levada pelo engano e caiu na apostasia. À semelhança do que hoje se passa na China, têm o seu latim, o seu incenso, a sua ‘Missa’, etc. – mas com a condição de restarem em comunhão com a Igreja que parece visível, mas é a Roma apóstata do Papa impostor, cuja falsa Igreja está em comunhão com a Grande religião universal ecumenista.”

O Autor diz que Anna Catarina Emmerich (1774-1824), a freira estigmatizada profetizou sobre a “falsa Igreja da escuridão“… construída contra todas as regras, como uma nova Igreja heterodoxa de Roma, sob um “Papa” aberto às “doutrinas protestantes e dos Gregos cismáticos” que minaram a Igreja com grande astúcia para que “toda a gente fosse admitida nela para estarem todos unidos e com direitos iguais: Evangélicos, Católicos, seitas de todo o gênero, é ou não a nova Igreja? A Fé da Igreja não constituía o testemunho contra a ausência de Deus da Nova Ordem Mundial? Os apóstatas não estão despojados da luz dessa Fé e dos dons do Espírito Santo e na cegueira da verdade ensinada por Santo Agostinho – que a Cidade do Homem, sem Deus, não pode conseguir a paz – que é a tranqüilidade da ordem – porque não tem fé, mas vive na rebelião contra Deus, a Sua Igreja e Ordem cristã.

Assim, a grande apostasia profetizada nas Sagradas Escrituras (II Ts. 2:3), lembrada em muitas profecias de Santos e nas aparições da Santíssima Virgem, está revelada no «Terceiro Segredo» de Fátima. E a apostasia geral precede aquilo que São Paulo chama «mistério de iniqüidade». Este já existe e está presente no Lugar santo da Autoridade divina (cf, II Ts. 2:7), na outra Roma onde domina a falsa liberdade das consciências autônomas dos Dogmas revelados por Deus para salvar.

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