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A FÉ CATÓLICA SACIA TODAS AS VERDADEIRAS NECESSIDADES HUMANAS

  • Defesa da Fé29 de junho – Festa dos Príncipes dos Apóstolos, São Pedro e São Paulo, martirizados em Roma. Segue no fim um HINO PONTIFÍCIO

*   *   *

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos de uma alocução dirigida a jovens esposos – 5 de Maio de 1943:

«A vida Eterna, é a vida que o Cristo revelou ao homem a fim de elevar o seu espírito imortal por cima da matéria da qual ele foi tirado. Da mesma forma que o corpo é um véu da alma, assim a Palavra da Fé é um véu da Verdade Divina, que lhe recobre o esplendor irradiante dos segredos da Eterna Sabedoria, entrevista num Lume relampejante, como origens de toda a beleza. Mesmo para aquele que não possui senão os rudimentos do Catecismo, a Palavra da Revelação exprime a Verdade de Deus. Elevando o espírito, incomparàvelmente, acima das concepções grosseiras dos deuses do paganismo, acima das concepções mais nobres, mas imperfeitas, no que concerne à Divindade, de um Sócrates, de um Platão, de um Aristóteles, ou de um Cícero; igualmente por sobre a antiga e santa, mas incompleta Revelação que Deus tinha feito ao povo eleito; a mensagem do Cristo, Mestre do Seu povo, bem como de todas as Nações, nos descobre o Deus vivo, não numa fria solidão, mas na beatitude infinita do Seu Pensamento e do Seu Amor fecundo, no esplendor da Sua inefável Trindade. Sublime mensagem de incomparável Luz que nos mostra Deus, criando, por um simples acto da Sua Vontade, não para adquirir um bem, mas para manifestar a inexaurível difusão da sua bondade, o universo com todas as suas maravilhas, atribuindo a todas as criaturas vivas, o instinto, as leis e a impulsão, que os guiam nos seus diversos desenvolvimentos; semeando, através dos séculos, a vida sobre a Terra, e por todo o lado, para preparar ao Homem, derradeiro aparecido, a morada que seria a sua, antes de ascender à Sua Glória, e de entrar na alegria do Seu Senhor. Mas a Verdade concernente ao Homem, tal como ela foi expressa pela Revelação, é simultâneamente, triste e reconfortante. Deus tinha dotado o Homem de preciosos Dons, Preternaturais e Sobrenaturais, mas o homem decaído cessou misteriosamente a sua participação na Natureza Divina (IIPed 1,4); Entretanto, Deus, na Sua Paternal ternura, não o abandonou, e decidiu restituir-lhe a dignidade perdida. E eis a inefável Redenção Humana; eis o Filho de Deus feito Homem, tornado nosso irmão, nosso guia, nosso modelo e nosso Mestre de Verdade e de Virtude, nosso Pão da Vida Eterna. O Homem – Deus, que expirando sobre a Cruz, e ressuscitando do túmulo, subiu na Glória para se fazer advogado junto do Pai, e preparar-nos lá no Alto, a nossa eterna morada de beatitude, enviando cá abaixo o Espírito Santo, Espírito de Amor Infinito, de Deus Criador e Redentor, habitar em nós, Alma da nossa alma, Vida da nossa vida, voz da nossa oração, suspiro das nossas fadigas. (…)
Feliz do lar  que é iluminado por estas Verdades Divinas, que delas vive, e as faz irradiar à volta de si; e que mesmo em cada pôr do Sol que sobrevém sobre as paredes, vê a madrugada de uma aurora Eterna.»

A Verdade Objectiva, Eterna e Imutável, pelo simples facto de sê-lo, deve necessàriamente conferir resposta a todas as necessidades cognitivas e afectivas do ente espiritual criado, Anjo e Homem. Mesmo numa Ordem puramente natural, que de facto nunca existiu, Deus constituiria, naturalmente, a resposta e o arrimo, para todos os problemas humanos. Na realidade, o Princípio de tudo, deve constituir, anàlogamente, o Fim de tudo; e mais ainda: Os meios e os fins secundários, devem ser, formalmente, perfeitamente homogéneos com o Fim.
A perversão do Género Humano, corolário do pecado original, explica integralmente a quase total incapacidade das pessoas para compreenderem a riqueza infinta de Verdade e Santidade que é constitutiva do Dogma Católico, da Moral, e da sã filosofia. Existe uma articulação perfeita entre todos os dados da Revelação, não apenas entre si, mas também, extrìnsecamente, com toda a plenitude dos verdadeiros bens naturais e racionais.
As Verdades Naturais e Sobrenaturais possuem uma Luz própria, que irradia por Si mesma, que não retira o seu fundamento senão de Si mesma e que É a Asseidade. Quando se pensa que houve filósofos que quebraram, por assim dizer, a cabeça, procurando uma prova do valor da inteligência, sem cair em círculo vicioso; coitados; ignoraram o princípio fundamental da SÃ FILOSOFIA, que enuncia que tem de existir um primeiro princípio absoluto, na ordem ontológica e na ordem lógica, porque o Ser não se demonstra discursivamente, infindàvelmente, a si mesmo. Insiste-se, o Ser não é Deus; Ser é um conceito abstracto obtido pela inteligência quando examina e estuda a realidade dos entes, e a si mesma. Deus é ums realidade CONCRETA, PESSOAL, que não existe, É, por Si mesmo, e O Qual a inteligência alcança através dos dados da experiência, articulados indutivamente com o Princípio da Razão Suficiente.
A Asseidade é no plano lógico e no plano ontológico, uma realidade, funcional e operativamente, infinitamente rica, POIS RESOLVE TODOS OS PROBLEMAS FILOSÓFICOS E TEOLÓGICOS, REAIS OU POSSÍVEIS; AINDA QUE A INTELIGÊNCIA CONTINGENTE NÃO POSSA ATINGIR, NEM NO CÉU, A RAIZ ÚLTIMA E DERRADEIRA DESSA DILUCIDAÇÃO.
Qualquer suposta necessidade humana que se não sinta plenamente confortada e saciada pelas riquezas da Fé Católica, É UMA FALSA NECESSIDADE, ORIUNDA DA SUBVERSÃO DAS FACULDADES HUMANAS. Cumpre assinalar, que as verdadeiras necessidades humanas, neste mundo, só podem constituir uma semente de vida Eterna, portanto, ou são estritamente Sobrenaturais, como a Graça Actual e Santificante, as Virtudes Teologais e Morais e os Dons do Espírito Santo, o Magistério da Santa Madre Igreja, o Santo Sacrifício da Missa, os santos Sacramentos; ou são perfeita e necessàriamente sobrenaturalizáveis, que tais são, todas as realidades, pertencentes à Ordem Natural, mas integralmente sãs.
São legítimos os afectos naturais, desde que integralmente sobrenaturalizados. Nada do que Deus Nosso Senhor criou é, ou pode ser, mau. O mal moral emerge do uso das coisas, em si boas, que Deus fez, mas de uma forma que desrespeita qualificadamente a hierarquia da Lei Eterna.
Além disso, não devemos olvidar que os verdadeiros bens, enquanto tais, nunca podem saturar, nem fartar, nem mesmo neste mundo; podemos, por vezes, sentir a necessidade de diversificar e alternar certas realidades humanas e terrenas sãs, MAS NÃO O PRINCÍPIO SOBRENATURAL QUE AS ILUMINA. E mesmo assim, a vida Sobrenatural simplifica e unifica a nossa vida, OUTORGANDO GRANDE IMPORTÃNCIA A REALIDADES MUITO HUMILDES QUE AS PESSOAS DO MUNDO OSTENSIVAMENTE DESPREZAM; E É PRECISAMENTE NESSAS REALIDADES QUE A ALMA SANTIFICADA LOGRA ENCONTRAR AQUELA PAZ E AQUELA SACIEDADE SOBRENATURAL, QUE ANELA.
Os Profetas qualificaram a Nosso Senhor Jesus Cristo como o Príncipe da Paz; e na realidade, todo o Seu Evangelho se encontra repassado por uma profundíssima concórdia de tudo com tudo; POIS NADA DO QUE FOI ORIGINALMENTE CRIADO PODE SER BÉLICO. Nunca olvidemos que no Paraíso Terrestre, nem os animais se alimentavam uns dos outros. A Guerra, bem como todos os conflitos naturais e humanos, são uma consequência do pecado original, o qual transtornou não apenas o homem, mas igualmente o mundo por ele habitado.
É fundamentalmente no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo que se comprova o acordo, perfeitíssimo e Sobrenatural, da Doutrina Católica, da Revelação Sobrenatural, com todas as necessidades humanas. Assim como em Nosso Senhor Jesus Cristo, duas Naturezas se unem na Unidade da Única Pessoa Divina, assim O Mesmo Senhor Jesus procurou que a Sua vida de Verbo Encarnado, assumisse e elevasse as possibilidades da potência obediencial da condição humana, no seu sentido mais profundo, até aquele limite absoluto, representado pela SANTIDADE SUBSTANCIAL DO MESMO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. A Santidade dos fiéis constitui uma participação acidental na santidade substancial de Nosso Senhor, sendo essencialmente medida por esta. Nosso Senhor Jesus Cristo, ao tocar a Terra com os Seus pés santíssimos, a título instrumental, também de alguma forma cicatrizou as mais hiantes feridas do pecado original, tal como continua a fazê-lo na Sagrada Eucaristia. Nosso Senhor É O MÉDICO DO MUNDO E DAS ALMAS – MESMO PRETERNATURALMENTE.
Na sua infinitude, o oceano de riquezas da Fé Católica, possui igualmente a sublime nota do equilíbrio ontológico e Sobrenatural; NOTA ESTA QUE FALTA IRREMEDIÀVELMENTE NAS FALSAS RELIGIÕES E SEITAS. O equilíbrio é o apanágio da Verdade e da Santidade. Efectivamente, quase todas as grandes heresias hipertrofiaram os pólos da realidade num dualismo fácil, colocando a ordem espiritual numa dimensão desencarnada, aberrante, absurda. Os albingenses do século XIII, por exemplo, consideravam preferível a sodomia ao casamento, porque este último gerava novos corpos materiais para este mundo. Os Jansenistas, nos séculos XVII e XVIII, ao constrangerem abstrusamente o domínio da Ordem Sobrenatural sobre a Ordem Natural – em vez de as harmonizar, extrínseca e analògicamente – obliteraram religiosamente ambas as Ordens, diluindo Dogma e Moral. Muito pelo contrário, a sacrossanta Fé Católica, posicionando o mal segundo uma privação qualificada de ser, e de forma alguma o substantivando na matéria, considera esta última um bem positivo, embora menos nobre do que o espírito, devendo ambos concorrer, hieràrquicamente, para a harmonia da Criação.
Finalmente o Vaticano 2, propende a sintetizar matéria e espírito numa superior unidade dialéctica, sempre em evolução, sempre dinamizada e vitalizada pela cultura antropocêntrica – E A ESSE MONSTRO CHAMA “deus”!
Neste quadro conceptual, e porque só a Fé Católica pode e deve saciar todas as verdadeiras necessidades humanas; e tendo hodiernamente a Santa Madre Igreja desaparecido como realidade social e cultural; obtemos que TODAS AS NECESSIDADES HUMANAS SE TORNARAM VERDADEIRAMENTE INSACIÁVEIS; NADA AS SATISFAZ, EM TODOS OS PLANOS DA VIDA; MAIS! MAIS! MAIS! SÓ SIGNIFICA MAIS VAZIO, MAIS ÂNSIAS DE UMA CHAMA INEXTINGUÍVEL, OU SEJA: O INFERNO JÁ NESTE MUNDO!
Nunca olvidemos que os caminhos do mundo jamais serão os caminhos da Cruz. E não há maior felicidade do que aquela que se goza à sombra da Cruz. Uma felicidade que NÃO É DESTE MUNDO, E QUE SE OBTÉM MUITO MAIS PELA RENÚNCIA SOBRENATURAL DO QUE PELA POSSE, MUITO MAIS PELA UNIDADE, DO QUE PELA PLURALIDADE. POIS QUE, TEOLÓGICA E METAFÌSICAMENTE, SANTIDADE TEM DE COINCIDIR EXACTAMENTE COM FELICIDADE, MESMO NESTE POBRE MUNDO, E UMA TAL FELICIDADE SÓ PODE CONSTITUIR UMA PARTICIPAÇÃO REAL NA FELICIDADE DIVINA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Junho de 2015

HINO PONTIFÍCIO

Roma immortale, di martiri e di santi;

Roma immortale, accogli i nostri canti:

Gloria nei cieli a Dio Nostro Signore,

Pace ai fedeli di Cristo nell’amore.

A Te veniamo, angelico pastore;

In Te vediamo il Mite Redentore.

Erede santo di vera e santa fede,

conforto e vanto a chi combatte e crede.

Non prevarranno la forza ed il terrore,

ma regneranno la verità e l’amore.

Salve, salve, o Roma!

patria eterna di memorie,

cantan le tue glorie

mille palme e mille altari.

Roma degli apostoli,

Madre e guida dei redenti,

Roma luce delle genti,

Il mondo spera in te!

Salve, salve o Roma!

la tua luce non tramonta,

vince l’odio e l’onta

lo splendor di tua beltà.

Roma degli apostoli,

madre e guida dei redenti,

Roma luce delle genti,

il mondo spera in te!

 

Uma resposta para “A FÉ CATÓLICA SACIA TODAS AS VERDADEIRAS NECESSIDADES HUMANAS

  1. Zoltan Batiz julho 1, 2015 às 9:28 pm

    O Hino do breviário de hoje é:

    Beate Pastor, Petre, clemens áccipe
    Voces precántum, criminúmque víncula
    Verbo resólve, cui potéstas trádita
    Aperíre terris cælum, apértum cláudere.

    To Peter, shepherd good, was first by thee assigned
    By apostolic word to loosen or to bind;
    And him thou didst empower, by thy divine decree,
    The heavenly gate to shut or open wide and free.

    Egrégie Doctor, Paule, mores ínstrue,
    Et nostra tecum péctora in cælum trahe;
    Veláta dum merídiem cernat fides,
    Et solis instar sola regnet cáritas.

    By holy lore may Paul, thy Church’s Doctor, teach
    Our earth-bound souls to strive the heavenly goal to reach:
    Till that which perfect is shall shine with fuller glow,
    And that be done away which here in part we know.

    Sit Trinitáti sempitérna glória,
    Honor, potéstas atque jubilátio,
    In unitáte, quæ gubérnat ómnia,
    Per univérsa sæculórum sæcula. Amen.

    Now to the Trinity eternal glory sing;
    All honour, virtue, might, and hymns of gladness bring;
    He rules the universe in wondrous Unity,
    And shall, through all the days of vast eternity. Amen.

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