Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NA PROFECIA DE FÁTIMA O ATENTADO LIBERAL À FÉ DA IGREJA

 

Não só não devemos ao «magistério conciliar» obediência alguma, mas devemos opor-lhe a nossa firme oposição católica, pois representa um atentado ecumenista à Fé una e única no nosso Salvador Jesus Cristo

Não só não devemos ao «magistério conciliar» obediência alguma, mas devemos opor-lhe a nossa firme oposição católica, pois representa um atentado ecumenista à Fé una e única no nosso Salvador Jesus Cristo

 

Arai Daniele

Pode-se dizer que pela Fé entendemos a relação Verdade = Bem = Justo, que determina a reta Ordem na terra. E na mesma relação é evidente a unidade e a unicidade, porque só há uma Verdade, que se apresenta na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ora, quem propõe outra religião com as idéias ou crenças religiosas ou sociais de outros ou próprias, busca pluralidade ao invés de unicidade. Nisto não admite cair em falsidade, distorções ou injustiças, seria claramente contradizer a bondade do que propõe. Porém, ai é que se situa toda a mentira, nocividade e injustiça do que é inadmissível para a Fé, ou seja, corromper explicitamente a unicidade da relação íntima entre Fé e Verdade. Para isto não é preciso pregar o seu contrário, ou seja, o que é falso e mau. Basta pregar como «bem» uma liberdade pluralista, ecumenista em relação à Verdade.

É o que almejam as idéias de cunho liberal e modernista: dividir para obter a pluralidade de verdades, que seriam tantas, conforme o engenho e a imaginação humana.

Nesse sentido o preclaro pensador espanhol de filosofia política, Donoso Cortés, no seu famoso «Ensayo sobre o Catolicismo, o Liberalismo e o Socialismo», de 1851, reconhece que o liberalismo é pior que o socialismo. De fato, este é uma das variações das idéias derivadas do abuso da liberdade sobre questões definidas à luz da Verdade; propõe um «bem» humanamente deduzido segundo a liberdade de consciência de seus autores marxistas e socialistas, contrários ao Cristianismo. E, assim como o liberalismo tem o pluralismo de verdades por dogma, o socialismo não se apresenta como sistema único, nem constante no tempo; varia conforme as «modas», e as circunstâncias, assim como o modernismo que, desde há tempo, mira a inocular a liberdade iluminista de escolha na mesma Fé, como direito humano.

Depois de lembrar estas questões fundamentais para a confirmação e defesa do Catolicismo, identificando o que se lhe opõe de modo radical; chegamos ao liberalismo modernista que inclui toda iníqua tentativa de variação na mesma Fé da Igreja.

Sobre a perversidade do liberalismo manifestaram-se em muitas ocasiões os Papas, entre eles Pio IX, que, aliás, apreciava muito o trabalho de Donoso Cortés.

Igualmente sobre a profunda e real perversidade do modernismo, manifestaram-se os Papas e em especial São Pio X, cujo desaparecimento em 1914, significou uma perda irreparável para a Fé no século XX. A não eficaz continuação de sua obra de defesa intransigente da Fé íntegra e pura pelos sucessores na Sede de Pedro acarretou um seu lento, mas inevitável declino, que afinal, com a morte de Pio XII, recebeu um golpe mortal. Sim, porque se chegou ao ponto de eleger displicente e injustamente um clérigo impregnado de idéias maçônicas e modernistas para a Cátedra da Verdade. Este iria convocar o Vaticano 2, urdido pelas lojas para declarar o «direito» à liberdade de consciência e de religião.

Tal delírio de ambigüidade até hoje passa despercebido por multidões, e já estamos na segunda geração de clérigos e crentes que se consideram católicos, mas creem ser um «bem» pensar e comportar-se como liberais.

É nesse sentido que se torna inevitável associar tudo isto ao virtual atentado ao Papado, à Fé e, portanto contrário à defesa e preservação da Verdade. Pois é o que representa a visão da terceira parte do Segredo de Fátima. A mensagem do dia 13 de julho de 1917 anunciou: Para salvá-las (as almas do Inferno), Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu digo, muitas almas serão salvas e haverá paz! … Se não…”.

Esta Profecia de Fátima tem sido tratada de modo incrivelmente displicente se não tortuoso, e justamente pelas autoridades a que ela se destinava para sustento da Fé em perigo na Igreja e na Cristandade. Trata-se aqui de Papas autênticos. Quanto aos assim chamados «papas conciliares» são conseqüência de falhas dos Papas desatentos à graça da profecia divina, que assim possibilitaram tais «sucessores» de idéias invertidas.

Sobre a atitude dos últimos papas em relação à Profecia de Fátima – dos verdadeiros que foram substituídos depois pelos falsos -, está para ser publicado em italiano meu livro «Nella Profezia di Fatima il mistero dell’altra Roma». Aqui há algo desse escrito sobre o Evento visto por muitos como “verdadeira explosão do sobrenatural na Terra”.

Diante de Fátima e de seus extraordinários sinais e mensagem profética, representando a graça de um aviso divino por meio da maternal mediação de Maria, qual a reação papal? Sim, porque tudo indicava tratar-se de um aviso extremo para tempos de problemas espirituais, que determinam os sociais. Era endereçado à Igreja, instituída com bispos, que são «vigias» para estarem alerta a todo sinal de perigo, a fim de defender a Fé.

O Papa então, que é o bispo dos bispos e portanto supremo vigia sobre a Fé da Igreja, como devia acolher a Profecia dada com o aval divino do «Milagre do sol» de dimensão cósmica, para “que todos pudessem crer”, como disse Nossa Senhora? Não devia ser o primeiro a investigar, especialmente pelo fato dessa aparição ter ocorrido oito dias após seu pedido de intercessão celeste? Tratava-se de Bento XV que desconheceu o Evento. E como foi depois com Pio XI, único nome de papa mencionado na Mensagem? Tomou conhecimento do evento, mas não atendeu a seu pedido. E finalmente, como foi com Pio XII, o «Papa de Fátima», que tentou satisfazer a consagração requerida?

Ora, Pio XII, nos seus últimos dias, foi em agosto de 1958, perguntou a um grupo de peregrinos americanos conduzidos pelo padre Leo Goode: “Acreditais em Fátima?.. O tempo de duvidar de Fátima já passou. Agora é o tempo de agir.” («Entre Fátima e o Abismo», FA, p. 54). Se, como atesta o Papa, na ajuda de Nossa Senhora reside a esperança de alcançar a paz mundial, então porque já em seguida da investigação do grande evento de Fátima não se passou à escuta da sua mensagem profética?

Quando se reconhece o Milagre do sol, deve-se reconhecer também a sua razão de ser. A aparição e seus sinais ocorreram, um para levar a mensagem, os outros para certificá-lo com o selo divino. Claramente a aparição foi para trazer a Mensagem. Para uma decisão final sobre seu conteúdo, os fiéis deixaram a questão à Igreja. Ela é infalível sobre assunto de Fé e de Moral, porque a autoridade papal é assistida pelo Espírito Santo, mas a decisão se limita a confirmar ou não a transcendente origem da mensagem que, se a confirmada, não pode ser adaptada.
Apesar desse reconhecimento de Pio XII, que viu o Milagre do sol no Vaticano, os pedidos de Fátima ficaram desatendidos até o fim de seu tempo e as conseqüências foram desastrosas devido ao advento de clérigos maçons e modernistas elevados à Cátedra suprema. Assim teve início a devastação da Fé na Igreja, com uma apostasia crescente do Reino de Cristo. Sobre o castigo que isto significa, temos na terceira parte do Segredo o abate do Papado católico e de seus fiéis, mais claro em 1960.

Os dois eventos decisivos de nossos tempos para a salvação ou castigo das almas e dos povos, aconteceram em 1917. Foram a Aparição de Fátima e estes seus avisos e a Revolução soviética que tomou conta da Rússia, e espalharia seus erros pelo mundo como está na mensagem de Fátima. As guerras, fomes, perseguições e o surgir de seitas e ideologias perniciosas, estão essencialmente ligados ao espírito revolucionário que atingiu o ápice do poder no comunismo.

Uma era a visão católica da história contemporânea que prevalecia, bem ou mal, até o pontificado de Pio XII, reconhecendo na Revolução o processo global de todas as rebeliões individuais da história: “Encontra-se em todo lugar e no meio de todos, sabe ser violento e sub-reptício. Nestes últimos séculos tentou levar a termo a desagregação intelectual, moral e social da unidade no organismo misterioso de Cristo. Quis a natureza sem a graça; a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; por vezes a autoridade sem a liberdade. É um inimigo que se tornou sempre mais concreto, com uma falta de escrúpulos que nos deixa atônitos: Cristo sim, mas Igreja não.

Depois: Deus sim, Cristo não. Finalmente o grito ímpio: Deus morreu, aliás nunca existiu. Segue a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre fundamentos que nós não hesitamos em indicar como sendo a principal responsável da ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O inimigo empenhou-se e esforça-se para que Cristo seja um estranho nas universidades, nas escolas, nas famílias, nas administrações e justiça na atividade legislativa, na reunião das nações, onde se decide sobre a guerra ou paz.” (Pio XII, discurso aos homens da ACLI, 12-10-52).

O Papa via, já então, o processo avançado ao ponto de considerar vão “ira o seu encontro para tentar travá-lo e impedir-lhe de semear ruína e morte”, mas que se devia “vigiar… a fim de que o lobo não acabe por penetrar no redil e raptar e dispersar a grei”. Sabia pois a situação que deixava.

Consequências ruinosas pela desatenção à Profecia

Naturalmente a verdadeira defesa da Fé reside no recurso e sucessivo acolhimento de uma ajuda divina. “Sem Mim nada podeis”, ensina Jesus. Portanto, no sentido inverso, a verdadeira derrota acontece quando na Igreja se ignora a ajuda divina oferecida com evidentes sinais proféticos, reconhecidos como intercessões divinas. Em Fátima esta não foi talvez manifestada em forma de ajuda através da Mãe de Deus?

E note-se bem, Jesus, Chefe da Igreja, não enviou então um simples profeta para transmitir os Seus avisos, mas a «Rainha dos Profetas». Eis que falhado a acolhimento à Profecia de Maria em Fátima, o resultado foi um enorme aumento dos problemas do mundo e da Igreja, como aconteceu de 1917 a 1958, tempo dos Papas de Fátima.

O agravo por se ter dispensado na Igreja o recurso oferecido pelo Seu Chefe não deve ser visto como causa do que acarretou o que vivemos hoje, isto é, a mais grave crise espiritual de todos os tempos, que evoca tremendos castigos? É verdade que a causa do mal é sempre o aumento, em assustador crescendo, dos pecados na sociedade moderna. Mas se por causa disto aconteceram os massacres das duas Guerras mundiais e o furor da revolução russa, como seria em seguida?

Qual desgraça pior poderia cogitar um católico, como efeito dessa explosão dos pecados no mundo e na Igreja, se não a hecatombe do mesmo Papado? Não é neste que reside a verdadeiro defesa da Palavra divina, fonte do bem nesta Terra? Ora, è justamente este que se apresenta hoje, no meio de tantos enganos, mortalmente abatido. Isto invoca a lição bíblica pela qual: “onde se deu a falha, ai mesmo virá a punição”.

Agora, aqui é bom considerar, à luz de Fátima, o fato de que, não tendo estes três Papas de Fátima, Bento XV, Pio XI e Pio XII, no longo período de 1917 a 1958, prestado a devida atenção à providencial ajuda divina, desse modo não conseguiram frear a ruína pendente sobre a Igreja e o mundo. E a oferta de Fátima não foi dada em termos etéreos, mas com aparições milagrosas certificadas pelo Milagre do sol, sem precedentes também porque preanunciado com dia e hora marcados, “para que todos cressem”. Não devia estar interessado nele o Papa? E Pio XII não viu esse milagre nos Jardins do Vaticano? Acreditar, mas não acolher e executar o desígnio de Deus é ato vão e de conseqüências desastrosas. Assim foi com o resultado hórrido do advento de clérigos maçons e modernistas elevados ao cargo supremo. Era o início da demolição na Igreja, com uma apostasia real que significou o abandono do Reino de Cristo.

«Mudar os tempos e as leis» (Daniel, 7, 25) é, segundo os Padres, a profecia que aponta para o plano perene do Anticristo diante da Verdade: atualizá-la ao sabor de vontades e liberdades humanas. Na nossa época isto se revela nos planos modernistas e maçônicos para «aggiornare» a Igreja. Fato é que nas questões concernentes a Lei moral e a Fé a Igreja de Deus  nada muda no tempo. Isto foi lembrado por Maria, justamente ao ordenar à Lúcia de escrever o «Terceiro Segredo»: “no tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade o Céu!

O contrário dessa verdade seria justamente o outro tempo, dos falsários promotores de leis inter-religiosas de liberdade ecumenista, do pluralismo de crenças, do liberalismo sacramental na diversidade de igrejas. Onde estavam então os vigilantes depois de Pio XII para impedir tais desvairados atentados à única Fé?

Fátima revelou-se, então, e continua a revelar-se como «pedra de tropeço» para os que recusam o plano de paz de Nossa Senhora. E assim passamos ao tempo em que os conciliares ousariam servir-se de Fátima, não para o plano de conversões trazido por Maria, mas para planos liberais ecumenistas de uma nova ordem global.

Oração com a intenção de Maria: último recurso

Em conformidade com o acima exposto, é evidente que a perseguição mais grave é a interna que, como um vírus, mata a Fé, a caridade missionária e a esperança no triunfo salvador da Igreja! Nossa Senhora, enviada em nome da Trindade divina, não foi aceite, mas “um outro», que veio em seu nome para pregar a sua mensagem de perdição, foi recebido! (Cf. Jo 5,43).

Eis que os males anunciados pela Mensagem – Trata-se daqueles condicionados pelas atitudes dos “Papas de Fátima”, representam a “terceira punição” da terceira parte do “Segredo”, que se tornaram realidade. Isto confirma o caráter profético da mensagem para o nosso tempo, concernente o Papado: vivemos a grande apostasia na sequência da eliminação do Papa católico e da abertura para o Anticristo (cf. II Tessalonicenses 2).

Eis o que foi a atualização, dita «aggiornamento» da Ordem cristã para a abertura à modernidade: a idéia gnóstica e maçônica que o pensamento católico, reiterado pelos Papas, rejeita como perverso, mas que os pastores conciliares elegem.

A «desatualização» dos sinais sobrenaturais, como seja a Profecia de Fátima, vista como “profecia de desgraças” por João 23, adiou um plano celeste não só para a salvação, mas para a harmonia civil e a verdadeira paz no mundo. Ele queria outra igreja livre do «tabu» do homem decaído com o Pecado original porque era um “vigia” às avessas que, em vez de fechar aos inimigos da Fé, abria: “porque a Igreja não tem inimigos”, dizia!

Eis o que era Pastor ídolo dessa revolução descrita pelo escritor Louis Veuillot: “Quando a insolência do homem obstinadamente rejeita Deus, Deus finalmente diz ao homem: – Seja feita a tua vontade! E a última praga irrompe: não mais a fome, a guerra, a peste … é o homem! E quando o homem é entregue ao homem, pode-se compreender o que isso significa para a Ira de Deus!”

Trata-se aqui daquele homem de idéias desviadas que, uma vez “tirado do meio o obstáculo”, o katéchon que bloqueava o Anticristo e seus asseclas, por meio de “todo prodígio mentiroso, com toda sorte de falsidades na injustiça”, é elevado ao trono de Grão-Mestre da humanidade pelo espírito inimigo. Não estamos vivendo talvez este flagelo terminal, da mentira ser «pontificada» na Cátedra da Verdade?

O interregno da profecia de Fátima decorre inexoravelmente sob esse «mysterium iniquitatis» no Lugar Santo, porque não há outro castigo mais fatal para as almas que este. Desde o tempo de João 23 até o atual Jorge Bergoglio, vemos elevado à posição de supremo juiz no trono da Verdade e vigia na defesa da Fé, quem a corrompe com todo artifício de idéias e atos liberais e enganosos, que evocam a catástrofe. “Fatos espantosos e horríveis ocorrem na terra: profetas profetizam mentiras, os sacerdotes os aplaudem e meu povo amou estas coisas. Que castigo não virá depois de tudo isto?” (cf. Jr. 5, 30-31)

Se queremos abreviar este flagelo, o que esperamos para recorrer à Nossa Senhora da Mensagem de Fátima?

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