Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

AS REVOLUÇÕES SOCIO-POLÍTICAS TÊM RAIZ «ORIGINAL» – ainda no ideário do P. Paulo Ricardo e do Olavo de Carvalho

Z-caim

Arai Daniele

Como notei num escrito precedente, Satanás reserva sempre setas letais para os mais doutos que querem combater o liberalismo e o comunismo com idéias de cunho apenas socio-político. As idéias mais venenosas são as que desviam da defesa principal, que é a religiosa. Daí vêm tiros traiçoeiros, pois seu veneno concentra todos os outros, na direção de quem pensava atacar, mas acaba atacado, porque: “Sem Mim, nada podeis fazer” ( Jo XV, 5).

A referência para lembrá-lo aos católicos tem em vista o que é oferecido aos homens e esperado dos povos da parte de Deus, que é justamente o que o Inimigo quer raptar: o Culto devido ao Seu Nome e Verbo da Verdade, Uno e indivisível na Ordem do mundo humano das consciências. Basta abandonar a Sua prioridade para tropeçar!

Aqui esta referência pode ser expressa na forma sintética da expressão: Verdade = Bem = Ordem. Quando assim não é, o culto desviado vai servir à introdução de males pessoais e sociais, para qualquer povo em qualquer tempo, sob o nome de bens e valores contingentes. Sim, porque se pensa e se assume que há uma pluralidade de verdades, de «alianças» e de bens que definem até «novas ordens» conforme as ideologias prevalentes no momento histórico. Foi o que os clérigos do Vat 2 fizeram.

Para os que dão o maior relevo à prioridade da paz, há que lembrar que esta reside na «tranqüilidade na ordem” (S. Agostinho), mas na verdadeira Ordem apenas lembrada. Nesta, até a luta, até a guerra pode ser justa e elemento de verdadeira e duradoura paz .

É a razão porque todo problema político tem no fundo uma raiz religiosa incontornável, mas na Religião da Verdade, não na religiosidade de reles compromissos ecumenistas.

Assim, para quem tenta corajosamente enfrentar os males sociais, resumidos na Revolução, como o fazem P. Paulo Ricardo e seu amigo Olavo de Carvalho, dispensando doses de pensar filosófico e até católico, este ponto fulcral deveria ser evidenciado e posto todo cuidado sobre o perigo dos «cultos» desviados, como o dos «papas conciliares» e de suas doutrinas desordenadas, não ordenadas ao Primeiro Culto, como ocorre com a adulteração cultural do Vaticano 2 (veja abundante literatura a respeito).

É historicamente registrado que as revoluções criam novos cultos derivados quer do culto da liberdade quer do racionalismo, com divindades como a deusa Razão ou o Grande Arquiteto, além dos cultos pessoais tornados obrigatórios pelos seus tirânicos líderes.

A tirania religiosa é de outro tipo e hoje vem em nome da Igreja católica criando um culto de «veneração» para novos «santos»: João 23, o tal «papa bom», aberto ao liberalismo e ao comunismo, e João Paulo 2º, que no seu liberalismo sincretista, louvou a perestroika, recicladora do comunismo brando e abriu às «grandes religiões do mundo» em Assis.

Com isto Satanás locupleta seus celeiros com fartas ceifas de almas arrebatadas ao Culto divino, de modo direto, sem nem mesmo lançar mão de venenos revolucionários, como o do ateísmo soviético «esparso pela Rússia», de que advertiu Nossa Senhora em Fátima; dispõe do culto aos chefes de tantas seitas de toda ordem e agora até de «santarrões conciliares» de aparência pastoral!

Passemos ao concreto dos discursos aludidos acima, a começar pelos do P. P. Ricardo, cuja última discussão que ouvi foi sobre a redução da maioridade penal. E nela tudo parece equilibrado e bem explicado, quando indica a verdadeira causa do problema que reside na débâcle do sistema penal e educativo. Mas quando se trata de responder como solucioná-lo é que esse professor se perde na tentativa de indicar soluções com alguma consistência, pois está preso pelas imposturas conciliares.

Aqui é que ele, como o Olavo de Carvalho, só conseguem sugerir que outros organizem centros de resistência nos bairros, nas associações etc. Quanto à educação, que volte a ser centrada na família e para isto que sejam os pais e as famílias a reagir, organizando grupos e associações, a fim de que os cristãos «evangelizem» os chefes e os governos, para lembrar que devem seguir o magistério da Igreja na justa educação. Seria o apelo à missão educadora que deve ser mais da Igreja e nunca usurpada pelo Estado. Imaginem só! Deveriam ser os fiéis a lembrá-lo porque os «papas conciliares» não tratam disso!

E se alude justamente à força da posição natural dos pais e do associacionismo familiar católico, apoiados pela Igreja, mas sem lembrar que esta foi baqueada desde os tempos dessa «nova evangelização» conciliar do capeta! A falsa evangelização que comportava um novo critério ecumenista de educação diante do qual a união dos fiéis e das famílias para defender a Ordem cristã do Reino de Cristo passava a ser ideal superado, fadado a desaparecer na letra e no espírito Vaticano 2.

Se não é esta a intenção de seus textos liberais para a Igreja dividida e o direito à liberdade de consciência e de religião, qual outra seria? Porque o que pregaram deste então foi o direito iluminista de ensinar até o erro, para agradar o mundo na plena liberdade de opiniões e de crenças, com o resultado gritante que está à vista de todos, e o P. P. Ricardo quer reativar, mas a partir de qual organização? Porventura das religiões unidas ou da ONU, que quer abater a família tradicional, mas que é exaltada pelos seus papas?

O resultado é o caos que se vive numa sociedade em que o alarme de Pio XII já nem mais é lembrado porque é a realidade de um cristianismo destroçado pela revolução na Fé que: nos últimos séculos tentou levar a termo a desagregação intelectual, moral e social da unidade no organismo misterioso de Cristo. Quis a natureza sem a graça; a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; por vezes a autoridade sem a liberdade. «É o inimigo que se tornou concreto: Cristo sim, mas Igreja não. Depois: Deus sim, Cristo não. Finalmente o grito ímpio: Deus morreu, aliás, nunca existiu».

Seguiu-se a nova ordem do mundo sobre bases que são as responsáveis pela degeneração humana: «uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus». Conseguiu que Cristo seja estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na reunião das nações (Cf. discurso de Pio XII, às associações católicas, 12-10-52). Essa revolução, depois de sua longa penetração social, ocupou Roma com seus falsos profetas eleitos como «papas»! E Paulo 6º batizou seus «valores» com imensa simpatia (veja discurso de encerramento do Vaticano 2),

Há mais de meio século que não há pois Papa para lembrar a Verdade, nem padres e autores conservadores que possam remediar com seus discursos que ignoram o que é de longe o maior problema: da Cristandade acéfala do Papa que seja de fato Vigário de Cristo; o chefe universal para educar no Seu Reino de Verdade, Bem e Ordem, contra o que se lhe opõe, ou seja, essa monstruosa liberalidade que foi sufragada na falsificação do Vaticano 2 sobre o direito à liberdade do erro.

É essa abominação demolidora da ordem na Verdade, que tantos, como o P. Paulo Ricardo, procuraram hoje branquear. Publicamos um artigo sobre a contradição religiosa consistente na asserção de que essa assembléia conciliar do Vaticano limitou-se a confirmar a liberdade religiosa, na esfera civil, a qual nada teria a ver com a jurisdição e a missão salvífica da Santa Igreja! Eis a pérfida falsidade que defrauda a Revelação, porque faz como se o Direito Público da Igreja de Deus não fosse relacionado com a reta ordem jurídico-política dos Estados; esta se apoiaria somente sobre bases ideológicas mais iluminadas e modernas, sim, da revolução!

Já o Papa Bento XV, na sua encíclica “Ad Beatissimi Apostolorum Principis”(1.XI.14) explicava a falácia da fraternidade humana que, esquecida das palavras do Evangelho e da Obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, quer ser fruto valioso da moderna civilização.

E vemos qual é o seu resultado hoje no mundo e num país como o Brasil, outrora católico, onde a Palavra do Pai jaz esquecida. Resultado: nunca houve tanta corrupção, ódio e mortes. Diz o Papa: “A partir do dia em que cada poder humano se quer emancipado de Deus, Criador e Dominador de todo o Universo, e se quer originado da livre vontade dos homens, os vínculos intercorrentes entre superiores e súbditos vão se amortecendo de modo tal, que dão a impressão de quase ter desaparecido.”… Hoje piorou,  O desenfreado espírito de independência, unido ao orgulho, infiltrou-se aos poucos por toda a parte, sem poupar a família, em que o poder germina claramente da natureza; e o mais deplorável é que nem ficou contido no limiar do Santuário.”
A subversão vem de dentro desse Santuário, que era católico!

“Nada do que foi criado pode estar isento, por qualquer forma que seja, da Soberania Divina; quer na Ordem Natural, quer na Ordem Sobrenatural. Os branqueadores do odiado concílio necessitam de enganar os incautos, para lhes torpedear a Fé; e o que é fato, é que muitas almas de Fé sincera se deixaram armadilhar – acabando por perdê-la!
Evidentemente, se a “fé” não é mais do que um sentimentalismo cego, brotado do fundo da consciência, então não pode possuir realidade alguma, obrigatoriedade alguma, e nesse caso os poderes públicos apenas criarão condições para que se possam exprimir livremente as diversas “fés” – com a exceção da verdadeira fé católica, porque esta será sempre negativamente discriminada. Foi este o princípio político iluminista, que originado na anarquia religiosa da chamada reforma, foi sendo progressivamente consagrado pela lei, na revolução de 1789 e revoluções suas derivadas; foi este o princípio maldito aprovado oficialmente pelo conciliábulo maçônico Vaticano 2.” (http://wp.me/pWrdv-1PH)

Para o fim dos tempos, o Apóstolo prevê na segunda Epístola aos Tessalonicenses (II Ts 2, 4) a repetição da operação de engano, para os que não tendo amado a verdade caíram na apostasia e creram na mentira. Como se vê, trata-se do culto do homem no Lugar de Deus, que causa a elevação do homem do pecado ao trono do poder espiritual, que abre à toda liberdade a fim de que o espírito anticrístico governe no mundo.

Ora, é triste que hoje se deva lembrar até aos consagrados e aos doutos que o Culto revelado por Deus é a razão mesma da existência da Igreja, fim de todo homem e de todo ser; é o culto da Verdade e do Bem. E visto que o bem é a realização do ser, trata-se do culto que é o mais alto e perene modo para que homens e sociedades participem do Ser; do mesmo Bem. Ao contrário, a degeneração na sacralidade do Culto divino, resultando no culto de tudo o que é meramente humano, torna-se a abertura mais ampla para toda desordem! A Revolução alimentou regularmente nas suas várias formas cultos desviados para triunfar, da liberdade, da igualdade, da raça, da soberania popular e da democracia. Por isso o que deve preocupar hoje o católico é que essa desordem de aparência até religiosa, não se torne uma forma para destruir a mesma Religião. Isto é possível numa Cristandade sem um chefe; onde falta o Papa católico.

O perigo aparece então no culto inverso: que, em nome da Fé, seja honrado quem em veste papal desfigura a mesma Fé. Trata-se da pior ilusão fideísta, cultora de falsos cristos e falsos profetas, que se revela preparatória para o culto do Anticristo final; para que este ocupe e «pontifique» a suprema Sé da ordem eclesiástica.

«Cuidai que ninguém vos engane, porque virão falsos Cristos e falsos profetas…”, Foi Jesus mesmo a adverti-lo: o falso culto censura os avisos salvadores para tempos extremos em que um homem ímpio é guindado à posição suprema, Cátedra apostólica, apesar de suas palavras refletirem sinais objetivos de uma clara ruptura doutrinal no que há de, ao mesmo tempo, mais alto e mais crítico: a liberdade humana. Não há desculpa para aceitá-lo por falta de avisos evangélicos contra o engano dos portadores de outra fé, que dispensa conversão de todos a Jesus Cristo.

A História humana está nos desígnios divinos, da qual Jesus Cristo é o Senhor. Assim as profecias do Antigo e Novo Testamento e seus avisos encerram de fato sinais históricos. Estes foram datados nas mensagens marianas, seja a de La Salette, seja a de Fátima, que tratam de eventos cruciais destes nossos tempos e assim deveriam ter sido vistas pelos Papas e pela Igreja, como sinais proféticos, mesmo se por vezes de difícil compreensão.

A verdadeira profecia é voz de Deus que vem lembrar o que está sendo esquecido, chamar à conversão e à defesa da Fé, indicando o caminho perdido segundo o que já os Evangelhos e a Tradição ensinaram.Mas os «papas conciliares» são reconhecíveis por detestar «profecias de desditas».

A tentação original foi de satisfazer o orgulho dos primeiros pais na rapina do Culto a Deus: desobedecendo porque quiseram acreditar na lisonja mentirosa do “sereis como deuses”! Foi a raiz de toda rebeldia e depois, da Revolução por antonomásia contra o que é da Palavra de Deus, até completar o seu ciclo humano contra a Verdade mesma.

O cúmulo da perfídia foi, justamente, escalar o Lugar santo da Sede do testemunho da Verdade. É o espantoso dilema atual do clérigo que, dispondo de poderes de pontífice, abre às alianças com os erros do mundo, que estão na origem da mega crise hodierna.

Haveria que reconhecer que o fim revolucionário de abater a continuidade do Papado católico foi atingido por meio de «papas» que pregam um poder global para todo o mundo e o iluminismo ecumenista até para os muçulmanos (Disc. de Bento 16, 22.6.06). O falso culto da revolução final, está claro na segunda epístola de São Paulo aos Tessalonicenses. Fixemos do que se trata seguindo este trecho apostólico.

«Ninguém de modo algum vos engane! Porque (a vinda do Senhor) sem que antes ocorra a apostasia (geral) e sem que tenha surgido o homem ímpio, o filho da perdição, o qual se opõe a Deus e se levanta contra tudo o chama a Deus ou é adorado, de modo a sentar-se no Templo de Deus, apresentando-se como se fora Deus. Não vos recordais de que eu já dizia essas coisas quando estava convosco? E agora vós já sabeis o que impede a manifestação do adversário, que acontecerá a seu tempo. Pois o mistério da iniqüidade já está em ato, somente que aquele que agora o retêm, seja tirado do meio. Só então se manifestará o iníquo (a quem o Senhor Jesus vai aniquilar com o sopro da sua boca e destruir com o esplendor da sua vinda). A vinda do ímpio acontecerá por obra do poder de Satanás, com toda a espécie de falsos milagres, sinais e prodígios mentirosos, e com toda a sedução que a iniqüidade exerce sobre os que se perdem, por não se terem aberto ao amor da verdade, para serem salvos. Por isso Deus lhe enviará a operação do erro, de tal modo que creiam na mentira, para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas se comprazeram na iniqüidade(II Ts 2, 3-12)

A conclusão é que o culto desviado aos «papas conciliares» que trouxeram um novo evangelho dispensador de conversões e promotor do relativismo ecumenista; que dispensa a fé de Jesus Cristo para judeus e islamitas do «único Deus», conforme o espírito de Assis, corresponde ao culto do homem do pecado, ao Anticristo da Carta de São Paulo. Este substitui aquele poder que impedia a sua elevação no Templo de Deus.

E pasme, o único culto que não sofreu declino, mas foi reforçado, se refere aos inovadores de mutações ao nível do culto das seitas! Eis o «culto» aos anticristos, em que caem até padres de boa formação romana, como o P. Paulo Ricardo. E o mesmo se diga para a ação política que não põe em primeiro lugar a defesa da verdade que depende, no Céu como na Terra, da Verdade que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

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