Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CONJURA DA NOVA ORDEM ECUMENISTA ANTI-CRISTÃ VINGOU? Na opinião de Olavo de Carvalho

 

 Santo Estevão vítima dos fanáticos

Arai Daniele

  • Este artigo estava pronto quando um amigo me escreve: – Sobre o Papa Francisco, o Sr. poderia me indicar algum documentário confiável sobre aquilo que o Prof. Olavo diz? «Que ele seria uma farsa planejada há várias décadas»? –
    Como considero que esta conjura é uma questão que todo católico de verdade deve enfrentar, vou responder aqui a partir desse artigo que relata fatos cruciais na vida da Igreja. Sim, porque se hoje o Vaticano está sob o poder de conciliares cada vez mais abertos ecumenistas, ao ponto de eleger Jorge Bergoglio, sem encontrar reações, é porque o processo revolucionário nele introduzido vingou, ou falta pouco. Isto é de fato o resultado de “uma farsa planejada”, mas que é farsa real contra a única Igreja de Cristo, que é Católica.
  • Em todo o caso veremos que seria mais certo dizer que foi planejado há mais de dois séculos e escalou o poder desde algumas décadas, isto é, desde a era conciliar iniciada com João 23.

A história do “complô” da hora presente

Este relato segue a verdade revelada pela qual existe um complô que tem suas raízes no livro da Gênesis, em particular no sussurro do “sereis como deuses”, da tentação em que caíram os primeiros pais, de pretender julgar autonomamente sobre o bem e o mal.

Isto acarretou o inevitável curso histórico, pelo qual a mente humana ficou contagiada por uma sede de tudo experimentar, dominar e possuir, até o desvario de um liberalismo cultural de hoje que, urdido pelo espírito maligno, inimigo de Deus e dos homens, reduz a verdade desse evento original a lenda, quase a anedota. É ta manipulação mental que instiga o complô contra a religião revelada e daí contra o sentido cristão da História.

O objetivo do complô é implantar uma nova ordem para um poder político e religioso «centralizado e supremo»; uma «sinarquia global», que reúna todas as forças de uma gnose oculta, como é a maçonaria, que por sua vez é dominada por um núcleo ignoto. Enfim, os grandes chefes do 33º grau, que sem saber estão nas mãos do grau 666!

Parece fantasia, mas vamos ver se isto casa com a realidade conhecida, porque toda a história humana reflete a escura presença de um conspirador maligno, “príncipe deste mundo” intencionado a alienar a vida espiritual a favor do material. Sua primeira tática consiste em convencer que a tendência natural da sociedade humana não é o conflito mas a paz porque o homem nasceu bom. E essa paz pode ser obtida com uma utópica conciliação dos opostos, do verdadeiro com o falso, do proibido com o desejável.

A segunda tática é de convencer as gentes da inexistência dessa rebelião original e do espírito maligno, expondo o ridículo dos “profetas de desgraças”, come se houvesse profetas na Bíblia que não acusassem a decadência humana.

Para entender o curso desse complô é preciso distinguir os dois campos opostos: de um lado o Cristianismo e a Igreja com o seu “Magistério divino”, do outro a Revolução com o seu poder político, que opera para substituir esse Magistério com o seu, imperial.

A sua grande vitória foi na revolução francesa, realizada com a decapitação do Rei católico de França, ao qual seguiu Napoleão com a sua nova ordem e perseguição.

O Bispo de Roma, o Papa, é o primeiro vigilante na defesa da Fé e da Cristandade, portanto sua voz profética soa para indicar o mal que segue o abandono da Lei de Deus. Por isto os papas, desde Pio VI, que foi a primeira vítima mortal, acusando o perigo revolucionário, foram de algum modo perseguidos, porque o objetivo final era Roma.

Ouçamos então a descrição da escalada desse processo maçônico no século passado e sua nova modalidade de perseguir a Igreja, segundo os Papas. O Papa de então, Pio VII, declarou a propósito: “A pior perseguição da Igreja é aquela pela qual a Esposa santa e imaculada de Cristo, fora da qual não há salvação, é nivelada às seitas, e também à infidelidade judaica, com o estabelecimento da liberdade de culto sem distinção, pelo que se confunde a verdade com o erro” (Post tam diuturnas, 29/4/1814).

Mas não é o que faz a “operação ecumenista” hodierna a partir da mesma Roma?

Essa perseguição “ecumenista” foi exportada pelo mundo com Napoleão, visando a limitação e a almejada transformação liberal da Santa Sé, segundo o plano da lojas maçônicas. Há muitos documentos sobre isso. Qual era o plano das lojas? Nada mais nada menos que a eleição de um futuro papa (segundo suas idéias) que convocaria um futuro concílio católico (segundo os seus planos).

Na época do centenário da Revolução francesa de 1789 estes planos foram publicados sem problemas. Vejamos o plano de mutação da Igreja descrito pelo Cônego Roca, clérigo apóstata de sucesso: “O Concílio do Vaticano (novo), como Cristo que revelou aos seus irmãos um novo ensinamento, não deverá guiar a Cristandade, nem o mundo, na plenitude de outras direções senão aquelas seguidas pelos povos sob a secreta inspiração do Espírito, simplesmente para confirmá-los no modo de vida moderno, cujos princípios evangélicos, idéias e obras essencialmente cristãs, tornam-se, sem que eles o percebam, os princípios, idéias e obras das nações regeneradas antes que Roma cogitasse em preconizá-las. O Pontífice contentar-se-á de confirmar e glorificar a obra do Espírito de Cristo no setor público, e, graças ao privilégio de sua infalibilidade pontifical, declarará – urbi et orbi – que a civilização presente é a filha legítima do Santo Evangelho e da redenção social (Glorieux Centenaire, p.111).”

 A revolução em Roma – O Papa Leão XIII dizia: “O plano das seitas que se manifesta atualmente na Itália, especialmente no que concerne a Igreja e a religião católica, tem por notório objetivo final reduzi-la, se possível, a nada… Atualmente esta guerra é mais feroz na Itália que alhures, porque nela a religião católica tem raízes mais fundas, sobretudo em Roma onde encontra-se o centro da unidade Católica e a Sé do Pastor e Mestre universal da Igreja” (15.10.1890). Por isto o Papa ordenou uma vasta investigação. Mas reconhecia o Papa o pensamento dos homens ao seu redor?

Conhecia o Papa o alcance desse plano dentro do Vaticano? Ora, durante anos, Mons. Jouin, o francês fundador da (R.I.S.S.) ‘Revue Internationale des Sociétés Secrètes, dedi­cada a individuar prelados maçons, com um zelo semelhante ao de Wiesenthal na localização de nazistas, encontrou provas, consideradas definitivas sobre a posição até do cardeal Rampolla, então Secretário de Estado de Leão XIII. Foram empregados todos os meios para que essa in­formação chegasse a Leão XIII. Mas visto que os esforços do P. Jouin foram frustrados pelo mesmo Rampolla, ele encarregou o seu redator chefe, o Marquês de la Franquerie, de levar a informação aos cardeais e bispos franceses. Assim, é provável que essa tenha chegado também à corte austríaca antes do Conclave para eleger o sucessor de Leão XIII, quando ocorreu algo demonstrativo de como a Maçonaria havia operado fortemente para colocar o seu papa no Trono de Pedro.

O grande candidato era o cardeal Mariano Rampolla del Tindaro, que por dezeseis anos havia ocupado o cargo de Secretário de Estado do Vaticano. Mas diante da surpresa geral, o cardel Puzyna, arcebispo de Cracóvia, interrompeu o curso eleitoral, como portavoz de Francisco José que, como Imperador da Austria gozava, em virtude de um antigo tratado entre o Sacro Império e Roma, do poder de veto nos conclaves papais. Nesse Conclave de 1903 esse poder foi exercido para impedir a eleição de Rampolla. A razão permanece obscura, mas pode-se supor que o Imperador era contrário à sua política favorável ao governo francês, sequaz da orientação maçônica na sua política. Assim, apesar dos protestos, a Providência guiou os cardeais a eleger o humilde cardeal Sarto, o futuro São Pio X.

O Papa Sarto conhecia muito bem a desastrosa situação interna da Igreja e portanto não admira que no seu primeiro documento tenha dito: “Quem considera os fatos presentes, pode temer que tal perversão dos ânimos seja uma espécie de antecipação dos males previstos para o fim dos tempos, e que – O filho da perdição – de que falou o Apóstolo, já esteja entre nós.” (E Supremi Apostolatus, 4.10.1903).

Num recente estudo o histórico italiano, Gianni Vannoni (Le Società segrete dal Seicento al Novecento, ed. Sansoni, Firenze, 1985) descreve detalhes da assim chamada OTO, Ordo Templi Orientalis, “uma das sociedades secretas mais desconcertantes…”, fundada somente poucos anos antes do conclave papal em questão pelo rico vienense que ia frequentemente ao Oriente para estudar as “técnicas do poder mágico do sexo” ensinada por certos yogas indianos. Outros fundadores da OTO foram os alemães, Theodor Reuss, mem­bro também do Rito oculto inglês de Mem­phis, e Franz Hartmann, um médico ligado à sede americana central da famosa Sociedade Teosófica da Madame Blavatsky. Entre os devotos da OTO há que incluir Rudolf Steiner, cuja ‘antroposofia’ teria influenciado também Angelo Roncalli, causando o afastamento da Universidade do Laterano do futuro João 23. Do mesmo modo, Karol Wojtyla, segundo seu amigo Malinsky, recebeu essa influência. Mas consta que o mais importante membro fundador dessa OTO fosse Alistair Crowley, supremo satanista dos tempos modernos, o ‘Cagliostro da Maçonaria contemporânea’, imortalado no romance de Somerset Maugham “The Magician”. Eleito Gran Mestre em 1912, Crowley declarou-se “guiado pela Suprema Inteligência” para “abrir as portas à Nova Era”.

Quanto a Rampolla, o que se sabe é que apoiou a política de alianças mundiais, a mesma de outros altos dignitários, como Gasparri e Bea. P.1 seria o número desta loja interna, que teria recebido o nome de Rampolla. Ainda nos anos cinqüenta, um seu sobrinho, o príncipe de Nápoles, gabava-se de ter presenciado a iniciação de seu principal colaborador, o cardeal Gasparri.

Citamos aqui prestigiosos protagonistas, insuspeitos de serem anti-maçons nos anos em que ainda podiam falar sobre o que conheciam: (veja «Massoneria e sette segrete: la faccia occulta della storia», sigla E de Epiphanius, Trento, 1992, p. 347)

1920 – Winston Churchill num artigo titulado “ZIONISM versus BOLSHEVISM. A Struggle for the Soul of the Jewish People”, publicado pelo lllustrated Sunday Herald (8.2.1920, p. 5) após ter descrito os vários aspectos do hebraísmo de então, no qual via um elemento “nacional” boa e leal, e uma internacional decidida­mente má, tratando desta última, escrevia: “Dos dias de Spartacus-Weisshaupt até Karl Marx, Trotzkij (Rús­sia), Bela Kuhn (Hungria), Rosa Luxemburg (Alemanha) e Ema Gol­dmann (Usa), este complô mundial para a destruição da civilização e para a reconstituição da sociedade na base da interrupção do progresso, da aversão invejosa e da impossível igualdade, se desenvolveu poderosamente. Esse representou – como mostrou eficazmente uma escritora moderna, Sra. Webster – uma parte claramente reconhecível na tragédia da Revolução Francesa, que foi a primeira causa de todos os movimentos subversivos do Século XIX; e agora, enfim, este grupo de per­sonalidades extraordinárias do mundo subterrâneo das grandes cidades da Europa e da América agarrou pelos cabelos o povo Russo e tornou-se praticamente o dominador indiscutível deste enorme império”.

1930 – “Nos cruzamentos-chave da História, um Kahal misterioso empurra o homem “inspirado”, escolhido então com muita antecipação a tornar-se o instrumento da “Grande Obra”. Ele pode pois abalar um estado, inverter o curso dos eventos, desafiar as oposições, enganar os povos com golpes espetaculares e dramáticos, com o estupor das massas que ignoram a pre­paro dessas empresas efetuadas por outras mãos e com apoios ocultos que o fazem durar até o dia estabelecido para a sua queda, uma vês completada a sua missão, ou quando as suas pretensões ultrapassam a medida que lhes foi conferida”. (Kadmi Cohen, L’abomination americaine, Paris, Ed. Flammarion, 1930)

1985 – Louis Pauwels (1920-1997), maçom, ocultista discípulo do mago negro Gurdijeff, ex diretor de revistas esotéricas e do Figaro Magazine, que amava proclamar a sua conversão ao cristianismo: “Há um complô mundial de forças anti-cristãs que visam enfraquecer (e se possível a dissolver num humanismo de belas palavras, mas impotente) a fé dos católicos, a dividir a Igreja, para chegar a um cisma” (Messori, Inchiesta sul Cristianesimo, Torino, SEI, 1987, pp. 151-52).

1995 – James Garrison (Presidente da Fundação Gorbachev, Usa): “Estamos indo na direção do governo mundial. ­É inevitável […]. Haverá conflitos, pressões e adesões. É tudo parte do que é necessário para fazer nascer a primeira civilização global”. (Epiphanius, p. 20)

Pode-se afirmar que o complô do qual nos ocupamos é imaginário?

Pois bem, quando se considera que ele diz respeito à liquidação do Cristianismo, e nisto são empregados poderes civis e religiosos mundiais, o imperador do mundo junto a grandes prelados, então se deve reconhecer que a descristianização global demonstra que o complô é uma realidade, mas se realiza na indiferença geral.

Os seus novos chefes são nomeados, eleitos e consagrados sem reações dos povos.

Neste sentido, pelo que concerne os poderes civis, pode-se afirmar que o processo já estava consumado por volta de 1917, com o poder do presidente americano Woodrow Wilson, maçom, guiado pelo coronel Mandell House, para instituir a Sociedade das Nações, em vista de obter aquela paz do mundo “que o Cristianismo não soube realizar”. Para ter uma idéia das forças em jogo em 1917 bastam as palavras de Bento XV respondendo ao Imperador Carlos I da Áustria:

“Na presente situação internacional quem decide sobre a paz e a guerra não é nem a Itália, nem a Inglaterra, nem a França, mas unicamente o Presidente da grande Re­pública americana; só ele pode impor como conclusão da paz, ou a continuação da guerra; e ele quer ditar só a paz no tempo que lhe resta de sua última presidência. Por isto Nós consideramos que para obter tratativas de paz seria melhor que Vossa Majestade se dirija direta e pessoalmente ao Senhor Wilson, apelando-se aos seus sentimentos humanitários e de justiça.” Do Vaticano, 25 Setembro 1918” (Benedetto XV e la pace – 1918, cuidado de Giorgio Rumi, Morcelliana, Brescia, 1990, p. 42).

Como se vê jà então um papa considerava que a sorte do mundo estava nas mãos de um presidente americano cujo plano era uma nova ordem para neutralizar a Ordem cristã. Tal plano era guiado pela Maçonaria, através do todo poderoso conselheiro presidencial, coronel House, ou Haus, expoente iluminista dos “Masters of Wisdom”, da Round Table, da Pilgrim’s Society e do C.F.R., todas sociedades no vértice do poder oculto do atual mundo moderno. Existe de fato um poder acima dos aparentes poderosos.

O que pensava dessas forças ocultas o mesmo Woodrow Wilson (1856-1924), 28º Presidente americano que confessava: “Since I entered politics, I have chiefly had men’s views confided to me privately. Some of the biggest men in the U.S., in the field of commerce and manufacturing, are afraid of somebody, are afraid of something. They know that there is a power somewhere so organized, so subtle, so watchful, so interlocked, so complete, so pervasive, that they had better not speak above their breath when they speak in condemnation of it.” (fonte: o seu livro «The New Freedom» (1913) http://quotes.liberty-tree.ca/quote_blog/Woodrow.Wilson.Quote.B249

Veremos como, nos anos em que os complôs mundiais se multiplicaram contra o Cristianismo, igualmente fermentavam as idéias sobre uma utópica nova ordem, religiosa e maçônica, que fere em pleno não só a ordem natural, mas o profundo da alma humana, porque a nova ordem ignora que, assim como o homem, a sua sociedade é composta de corpo e alma, esta última representada pela Igreja.

A «história da conjura» contra a Igreja é a da conjura que crucificou Jesus Cristo. Não há nenhuma surpresa nisto. Apenas o Católico deve identificá-la no tempo em que vive. Neste sentido temos o Vaticano 2 inaugurado pelo ‘Papa bom’ para neutralizar as «profecias de desgraça», como Fátima e de maneira geral toda a história da Cristandade, para ‘aggiornare’ a Igreja a uma «nova Ordem do mundo».

Ora, sabemos que os «papas conciliares» a preconizam até em «encíclicas». O mesmo Olavo de Carvalho já falou desse «cristianismo globalizado» na encíclica de Bento 16, que se repete hoje na de Bergoglio.

Para concluir aqui, lembremos: a Religião revelada é primariamente História Sagrada. Da Gênesis ao Apocalipse são descritos os desígnios divinos que respeitam o ser humano e as passagens daquela perene luta do mal contra o bem, segundo que os homens acolham ou recusem a Ordem divina, que se manifesta na mesma história.

E para a nossa época sabemos que esses desígnios divinos indicam que por fim será o Imaculado Coração de Maria a triunfar, num Reino de Paz segundo a Fé de Jesus Cristo. Salve Maria puríssima!

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