Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NA PROFECIA DE MARIA: A CRISTANDADE E O PAPADO ABATIDOS

 

 La Salette

Arai Daniele

«Roma perderá a Fé e tornar-se-á a sede do Anticristo».

Na sociedade como no corpo humano, estão latentes hórridos males ocultos. Procedem todos da tara original. E o mundo presente quer ignorar que o progresso material não vai no sentido de resolvê-los, mas de agravá-los. Assim, enquanto a medicina avança na cura de doenças, armas são mais e mais aperfeiçoadas para matar de modo ainda mais eficaz e devastador. Basta pensar na nova técnica dos drônes. E tudo com desculpas que os poderosos podem impingir porque dominam o poder da comunicação de massa para a mentira global.

Qual a solução possível senão a defesa interna do mesmo organismo social? Os males já estavam ali potencialmente aninhados desde o início; são portanto a constante da equação humana, cuja variável é a capacidade de defesa frente a eles.

Hoje a humanidade enfrenta um novo mal ainda indefinido. Trata-se da globalização que demanda a homogeneização das sociedades com uma forçada miscigenação das sociedades, raças, culturas, religiões, para miná-la nas suas bases, e poder então sujeitá-las todas a um governo central.

É o que esta geração está vivendo com um fluxo imigratório de dimensão bíblica para os países do ex Ocidente cristão, provocado por guerras e massacres de um novo terror, cujo alucinado financiamento é de intolerável oculta procedência.

Como toda a contradição desse incrível processo de guerras e revoluções explosivas demonstra ter seu fulcro no mesmo Ocidente, então há que suspeitar que se trata da execução de um plano do mais amplo âmbito conspiratório. É o que se discerne hoje no «plano Kalergi».

O Plano Kalergi: ficção ou realidade? Richard Nikolaus Graf Coudenhove-Kalergi (1894 -1972)) é o político filho de um diplomata austríaco e de mãe japonesa, casado com uma judia, considerado um dos idealizadores da moderna “Pan-Europa”. Seu “pan-europeísmo” significa “unificação das nações européias num único Estado”.

Isto como resultado de seu plano de 1923 que mira transformar etnicamente a Europa através da integração de diferentes raças e culturas para obter um todo multiracial, multicultural e ecumenista, segundo a utopia pela qual a questão européia se resume em “fusão ou colapso”.

O sucesso da organização que seguia esse plano no pós guerra se pode constatar pelos nomes importantes que a apoiaram, como seja o do chanceler Konrad Adenauer, Thomas Mann, Einstein e tantos outros do grande mundo.
Para obter este império europeu e depois mundial Kalergi pregava a eliminação dos conceitos de nacionalismo e de auto-determinação dos povos. Claramente partia de ideais maçônicos e anti-cristãos apoiados pela grande finança internacional.

O resultado são as grandes imigrações resultantes de guerras e conflitos, poucas vezes espontâneos, de povos que procedem de culturas com a média demográfica de 6 filhos por casal numa Europa com a taxa média de filhos que se aproxima da unidade de modo desastroso para a sobrevivência desses povos..

O «plano divino» para a salvação do homem decaído

Os católicos sabem que Deus para que o homem supere os hórridos males latentes de que são portadores devido à tara original e salvar-nos, quer o contrário desse «plano conspiratório» de nivelação por baixo das sociedades humanas. Para isto o Seu Filho encarnou-se e com Sua Paixão e morte legou para a sociedade humana o bem supremo do Cristianismo.

Este é matriz da civilização que tem por ideal a elevação e a expansão do Verbo pelo mundo a partir de um núcleo de Princípios defendidos pela Igreja, chefiada por quem O representa em terra, o Papa.

Note-se que se trata de uma missão de defesa dos Princípios e do Direito natural e divino revelados diante dos ataques e corrupções dos poderes do mundo, constantes da história humana. A Cristandade recebeu de Jesus Cristo o poder de defesa que reside no Sacrifício de amor no Seu Sangue. Esse é a «Fortaleza» do Culto, como já anunciara o Profeta Daniel.

À esta luz, os católicos precisam saber que se vive uma hora de tenebroso declino espiritual na falta do chefe que defenda a Verdade e os Princípios da civilização cristã. Pelo contrário,  essa Sede apresenta-se ocupada por quem apoia o novo curso de uma longa e sinistra demolição da ordem social cristã, a favor de uma «nova ordem». Trata-se do mistério de iniquidade de uma abominável contradição que leva à   desolação do abate das defesas cristãs. Dessa contradição é bom ter presente a profecia sobre seu Sinal: Jesus Cristo.

O Messias, desejado das nações, veio como «Sinal de contradição» no mundo em que domina a estirpe que segue o plano perene de repúdio do Verbo; pra serem como deuses!

O Evangelho de São Lucas descreve o momento em que a Virgem Maria o ouviu:

«Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Era justo e piedoso. Esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava com ele. O Espírito Santo tinha revelado a Simeão que não morreria sem primeiro ver o Messias prometido pelo Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições da Lei a seu respeito, Simeão tomou o Menino nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora, Senhor podes deixar o teu servo partir em paz, porque os meus olhos viram a salvação, conforme a tua promessa, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel».

Simeão abençoou o pai e a mãe, maravilhados com o que disse de Jesus e disse a Maria: «Eis que este Menino vai ser causa de queda e ressurreição de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a Ti, uma espada transpassará a Tua alma, a fim de que sejam revelados os pensamentos de muitos corações» (Lc 2, 25-35).

Pensamentos secretos de guerras e revoluções religiosas

Todo homem aspira à felicidade e no fundo de sua alma à salvação, sabendo que esta só se encontra na Verdade. Esta se revelou na Fé em Deus, no amor do Pai que o velho Simeão reconheceu, ao contrário de muitos em Israel, que esperavam a manifestação de um poderoso rei.

O Senhor, porém, não se quis manifestar com o tremendo poder com que criou do nada o universo, mas com a suavidade da Palavra que faz entender aos homens a Verdade; só esta nos fará livres no bem. Os primeiros pais caíram ao falhar no Seu reconhecimento.

Os Seus sinais estão na Revelação e não faltaram ao longo da história, nem nos tempos modernos que vivemos, apesar da demolição do Pensamento Católico. O Princípio revelado do Bem e da Justiça é um só, como o da autoridade e da ordem, que derivam de Deus. De qual outro princípio podem derivar as leis humanas?

O princípio da justiça concerne a natureza da verdadeira autoridade, não só para as almas, mas para as sociedades de todo tempo e lugar; transcendem a ordem humana.

Estes princípios revelados são guardados na Terra no lugar estabelecido por Deus: na sua Igreja – ela mesma e a sua autoridade são princípios divinos; são realidades; podem ser negados, para desgraça dos desviados, mas não podem ser «reformados», como nada que vem do Pensamento de Deus.

A Verdade, mesmo repudiada pelo mundo, é e será sempre Uma e Una em Jesus Cristo. Os planos humanos contra ela, pelos quais “todos se extraviaram” (Rm, 3,12), aparecem para a queda de muitos. E o Seu repúdio transpassou o Imaculado Coração de Maria, que apareceu chorando por causa dos pensamentos perversos que perdem tantas almas.

São Paulo ensina que o repúdio da Verdade encarnada por parte dos Judeus, que operaram como obstáculo para a Fé em Jesus Cristo, indica os maiores inimigos dos homens. Este repúdio se repetiu e continuou ao longo da história, mas hoje é admitido pelos «papas conciliares» como a verdade de quem ainda espera o Messias. São verdades claramente opostas porque esperar a vinda significa negar Quem já veio!Pois bem, estes textos do Vaticano 2 revelam-se os maiores inimigos dos homens e dos Judeus, porque justificam a não conversão deles a Jesus Cristo afastando-os da salvação.

A formação cristã das consciências, seguindo os princípios da infinita sabedoria divina, se realiza à luz da Redenção sobrenatural que custou a Nosso Senhor Jesus Cristo seu Santo Sacrifício. Este sempre guiou a Igreja para formar as consciências na imitação do divino Redentor.

Inversamente, a indiferença ecumenista desvia dessa formação da consciência religiosa e moral das gentes porque reduz a Redenção a «direito» em vista da natural «dignidade humana», independente do pensar e agir católico; direito que seria próprio à liberdade de consciência e de religião («Dignitatis humanae» do Vaticano 2).

Nisto, o pensamento secreto dos reformistas tentou reformar princípios e alterar a Igreja; para desgraça da vida humana na Terra tornou-se causa da grande subversão presente, que como a falsa reforma protestante havia negado o poder divino do Papa. Era a corrupção luterana do pensamento católico sobre Verdade e Autoridade: termos essenciais para a formação da consciência de cada homem na justiça e na justa ordem da sociedade humana.

Mas a revolução do livre exame para liberar as consciências ainda não estava completa, porque nos nossos dias repartiu da «nova idéia de redenção conciliar» sussurrada pelo Inimigo de Deus: a idéia de «redenção universal»; uma geral e automática «redenção ecumenista» que dispensa a conversão à Palavra, ao Sacrifício e à Igreja de Jesus Cristo.

Foi o que introduziu o Vaticano 2 pelos seus «mestres», nutridos por «pensamentos secretos» a fim de modernizar além dos limites protestantes, visando uma religião de «consciência» mais universal que a da superada Igreja Católica do Sacrifício!

É o que se viu com os «papas conciliares» que, autores e promotores desse Luterano 2, operam para superar os reformistas luteranos, abrindo o santo espaço de Assis e o «pátio dos gentios» a toda e qualquer religiosidade. É uma ruptura «terminal», de gravidade sem precedentes, mas que uma multidão de consagrados não quer ver porque prefere viver em paz com os renegados do «repúdio aggiornato»!

Exórdio e epílogo dos pensamentos secretos

Voltamos ao livro da Gênese onde nos é dito que será a Mulher a vencer o inimigo de Deus e dos homens. Inimigo que, na nossa era conseguiu suscitar um medonho leviatã para impor pensamentos de ideologias letais, produto de erros filosóficos nefastos, que infiltraram-se em todo o mundo minando mortalmente a vida da Igreja e das almas.

Para socorrer a humanidade Nossa Senhora e Mãe, em 1917, nas vésperas da revolução bolchevista, confiou a três pastorzinhos de Fátima a Mensagem que avisava contra os erros esparsos no mundo pela Rússia e contra os perigos crescentes que pairavam sobre os povos, se os homens não tivessem seguido o caminho reto: depois da devastadora I Guerra mundial viria “uma outra guerra pior”. Se nem assim o mundo mudasse, viria um terceiro flagelo, mais desastroso que as guerras, cuja natureza seria tão enganosa que então pareceria incompreensível e, portanto, devia ser mantido secreto até 1960.

A Mensagem era, porém, muito mal vista pelos clérigos racionalistas e modernistas que, enquanto reconheciam pelas inegáveis evidências a aparição e o milagre do sol – para que todos acreditassem, testemunhado por dezenas de milhares de pessoas (e também por jornalistas ateus), negavam toda a parte respeitante a Mensagem.

Segundo os «pensamentos secretos» de uma nova classe clerical ecumenista, havia que ajeitar a mensagem profética de Maria, que repetia a necessidade de conversão. Mas esta lembrança seria nociva porque anti-ecumenista!

A solução para os males da decadência humana foi revelada por Deus com o Cristianismo, segundo sinais sobrenaturais. Mas para a nova pastoral do «pensamento ecumenista» – que se apresenta como «católico» -, há que aceitar a fusão da nova ordem mundial para edificar a paz da ONU. Por isto é melhor censurar a Mensagem de Maria SS. em Fátima que veio justamente no sentido católico de «conversão».

E com a recente interpretação do 3º Segredo pelo Vaticano tudo foi desviado para o campo de suspeitas projeções religiosas. Mais uma tentativa para arquivar a Profecia, se não no seu texto, no seu sentido de sinal par o nosso tempo. Sim, porque a Mensagem de Fátima, vindo em continuação com a dada em La Salette, vem assinar o presente que nesta estava no tempo futuro.

Temos, pois, o sinal que: «Roma perdeu a Fé e tornou-se sede do Anticristo». Se isto não foi dito em Fátima é porque a visão do abate do Papa católico com todo o seu séquito fiel é ao mesmo tempo a razão e a consequência desse atentado, que ao católico compete reconhecer na perversa eleição de um «papa» modernista e maçom.

Deste e de seus continuadores viria o apoio à «nova ordem», que já estava «mais clara em 1960» com a convocação do Vaticano 2, para abrir a Igreja ao mundo!

Que os Sagrados Corações nos amparem nesta hora terrível para a humanidade.

No Sinal dessa devoção seremos salvos da letal contradição de pensamentos assassinos. A Eles está confiada a causa de conversão nossa, da Rússia, dos Judeus e do mundo.

Salve Maria puríssima do Imaculado Coração!

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