Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

INTENÇÃO CATÓLICA E INTENÇÃO DIABÓLICA

xCardinale-Burke-6Uma das dúvidas levantadas sobre a intenção de conferir o Sacramento concerne justamente Mgr Lefebvre.

“Le cardinal Achille Liénart était-il franc-maçon… Le sacre de Monseigneur Lefebvre est-il invalide ? Puique le dit Achille Liénart qui l’a ordonné prêtre (en 1929) et sacré évêque (en 1947).

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da encíclica “Mediator Dei”, promulgada em 20 de Novembro de 1947:

«Todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo. É externo porque o exige a natureza do homem, composto de corpo e alma; porque Deus dispõe que “Pelo conhecimento das coisas vísíveis sejamos atraídos ao amor das coisas invisíveis”( Missal Romano – Prefácio da Natividade); porque tudo o que vem da alma é naturalmente expresso pelos sentidos; e ainda porque o culto Divino pertence não sòmente ao particular, mas também à colectividade humana, e consequentemente, é necessário que seja social, o que é impossível, no âmbito religioso, sem vínculos e manifestações exteriores; e enfim, porque é um meio que põe particularmente em evidência a unidade do Corpo Místico, acrescenta-lhe santos entusiasmos, consolida-lhe as forças, intensifica-lhe a acção. (…)

Mas o elemento essencial do culto deve ser o interno. É necessário, com efeito, viver sempre em Cristo, dedicar-se todo a Ele, a fim de que n’Ele, com Ele e por Ele, se dê Glória ao Pai. A Sagrada Liturgia requer que estes dois elementos estejam ìntimamente ligados; o que ela não se cansa jamais de repetir toda vez que repete um acto externo de culto. Assim, por exemplo, a propósito do jejum, nos exorta: “a fim de que se opere de facto, em nosso íntimo, o que a nossa observância professa externamente” (Missal Romano – Secreta da Féria quinta, depois do segundo Domingo da Quaresma). De outro modo, A RELIGIÃO SE TORNA UM FORMALISMO SEM FUNDAMENTO E SEM CONTEÚDO. Sabeis, veneráveis irmãos, que o Divino Mestre considera indignos do Templo Sagrado, e expulsa dele, os que crêem honrar a Deus SÒMENTE COM O SOM DE BEM CONSTRUÍDAS PALAVRAS, E ATITUDES TEATRAIS, E ESTÃO PERSUADIDOS DE PODER PROVER DE MODO ADEQUADO À SALVAÇÃO DA SUA ALMA SEM DELA ARRANCAR OS VÍCIOS INVETERADOS.

A Santa Igreja quer pois que todos os fiéis se prostrem aos pés do Redentor, para professar-Lhe o seu amor, e a sua veneração; quer que as multidões, como as crianças que andaram ao encontro de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando entrava em Jerusalém com alegres aclamações, acompanhem o Rei dos Reis e o Sumo Autor de todos os benefícios, aclamando-O com o canto de Glória e de agradecimento; quer que haja orações em seus lábios, ora súplices, ora alegres e agradecidas, com as quais, como os Apóstolos junto ao Lago de Tiberíades, possam experimentar o auxílio da Sua Misericórdia, e de Seu Poder; ou como Pedro, no monte Tabor, a Deus se abandonem, e a todas as Suas coisas, nos místicos transportes da contemplação.»

Uma das mais graves consequências do pecado original, consiste no culto das aparências, das exterioridades sociais, a que se dedica, desde Adão, a grande maioria da humanidade. Quando a Santa Madre Igreja adverte os fiéis, assegurando-lhes de que o primeiro, e mais perigoso, inimigo da alma, é o mundo, nunca olvida este terrrível aspecto de alienação nominalista e de mimetismo social e cultural. Já no Antigo Testamento, os Profetas revelaram-se infatigáveis na denúncia da religião exterior e oca; tal miséria está na base do fariseísmo hipócrita, QUE É DE TODOS OS TEMPOS E TODOS OS LUGARES, e que Nosso Senhor Jesus Cristo fustigou com particular veemência: ” AI DOS QUE COAM MOSQUITOS E ENGOLEM CAMELOS;AI DOS QUE SOBRECARREGAM OS HOMENS COM PESADAS OBRIGAÇÕES, MAS NÃO COLOCAM NEM UM DEDO PARA AS CUMPRIR. AI DOS SEPULCROS CAIADOS, QUE PAGAM O TRIBUTO DO FUNCHO E DO COMINHO, E ESQUECEM O MAIS IMPORTANTE QUE É A MISERICÓRDIA E A CARIDADE” (Mt 23).

Quem escreve estas linhas não oculta o quanto o traumatizou, em plena adolescência, verificar a falsidade dos chamados “catoliqueiros” que usavam o Santíssimo Nome Católico como passaporte social e como cobertura da sua futilidade e estupidez moral absoluta. A hipocrisia e imoralidade do Estado Novo Português encorajavam este tipo de atitudes, que constituem verdadeira expectoração no rosto adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No século XVI, um teólogo chamado Ambrósio Catarino ensinou que para a validade dos Sacramentos é apenas necessário que o ministro tenha a intenção puramente exterior de fazer o que faz a Santa Igreja. Efectivamente, Santo Tomás não havia sido inteiramente claro nesta matéria, e o próprio Sagrado Concílio de Trento declarara que o ministro deveria possuir a intenção formal de fazer o que faz a Santa Igreja, sem ulteriores especificações. Durante algum tempo, muitos teólogos se inclinaram para esta tese que ignorava completamente a natureza do homem como animal racional, formado por corpo e alma; antes, considerando-o um puro autómato. O Papa Alexandre VIII, em 1690, colocou um ponto final na questão, declarando que a referida intenção deve ser formalmente INTERIOR E EXTERIOR; portanto o ministro de Nosso Senhor não se pode limitar a utilizar a matéria próxima do Sacramento, pronunciando a forma, apenas com intenção de assim proceder, não, o sacerdote tem que possuir INTENÇÃO FORMAL INTERNA DE FAZER O QUE FAZ A SANTA MADRE IGREJA E REALIZÁ-LA, EFECTIVAMENTE, EXTERNAMENTE, COMO COISA SAGRADA.

Os partidários de Ambrósio Catarino julgavam com a tese da intenção exterior conferir uma maior segurança à transmissão do sacerdócio através das gerações, todavia nunca poderiam efectuá-lo à custa dos padrões racionais do Catolicismo.

O próprio Monsenhor Lefebvre afirmou, para defender a possível validade da chamada “missa” nova, que nos campos de concentração nazis e soviéticos, bispos e padres celebravam o Santo Sacrifício da Missa reduzindo-a necessàriamente ao mínimo dos mínimos. Esquecia-se, lamentàvelmente, Monsenhor Lefebvre, que a denominada “missa” nova foi concebida e confeccionada COM A INTENÇÃO FORMAL DIABÓLICA DE DESTRUIR A IGREJA, NA OBLITERAÇÃO DA FÉ DE SACERDOTES E FIÉIS, ao passo que nos referidos campos de concentração se mantinha a INTENÇÃO FORMAL DE FAZER O QUE FAZ A IGREJA, AINDA QUE COM RECURSOS MUITÍSSIMO RESTRINGIDOS.

Na Antiguidade Cristã, em épocas de perseguição, também foi permitido, em certos casos, os fiéis conduzirem o Santíssimo Sacramento para suas casas e comungarem, por eles mesmos, a Eucaristia. Evidentemente, que as recentes disposições da “comunhão na mão” foram regulamentadas COM A INTENÇÃO FORMAL DE ANIQUILAREM A FÉ DOS SACERDOTES E DOS FIÉIS NOS DOGMAS EUCARÍSTICOS; ao passo que na Antiguidade Cristã tais disposições eram impostas pela força das circunstâncias, em ambiente de grande Fé.

Neste quadro conceptual, um Sacerdote da Tradição que celebre a chamada “missa nova” PROCEDE INVÀLIDAMENTE; PORQUE A INTENÇÃO DIABÓLICA PERMANECE, OBJECTIVAMENTE, CRISTALIZADA, ENCARNADA, NO NOVO RITO.

Segundo esta perspectiva, se devem defrontar todas as disposições do Vaticano 2, e posteriores. Todas as alterações foram estratègicamente colocadas, incrustadas, de forma a criarem UM PRINCÍPIO NOVO, QUE ESTÁ NOS ANTÍPODAS DA FÉ CATÓLICA.

A seita conciliar nada opera por acaso, o seu objectivo é sempre o mesmo – A DESTRUIÇÃO TOTAL DO CATOLICISMO. E aquilo que MATERIALMENTE é verdadeiro, só lá está, PARA MAIS FÀCILMENTE FAZER PASSAR O MAL; criando uma anti-Igreja com todos os contornos da verdadeira Igreja, MAS MACAQUEADOS EM NEGATIVO INFERNAL.

Monsenhor Lefebvre cometeu grave erro proferindo a referida asserção, porque ela dá lugar a que se pense que o Vaticano 2 foi concebido e realizado com boa fé, embora depois tivesse sido mal interpretado. NÃO FOI NADA DISSO; O VATICANO 2 CONSTITUIU O PROCESSO, PERFEITAMENTE PREMEDITADO, MEDIANTE O QUAL, A MAÇONARIA INTERNACIONAL SE APODEROU DA FACE HUMANA DA SANTA MADRE IGREJA, UTILIZANDO ESTA COMO SUA SUCURSAL.

Afirmar que a seita conciliar é a verdadeira Igreja Católica, equivale a dizer que possui uma intenção católica, EMBORA CONTRADIGA EM TUDO A FÉ CATÓLICA. Os chefes da Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X não se preocupam com tal contradição, precisamente, PORQUE A SUA INTENÇÃO É IGUALMENTE DESTRUÍREM A FÉ DO SEU CLERO E DOS SEUS FIÉIS, A SOLDO QUE ESTÃO DA MAÇONARIA INTERNACIONAL.

É imperioso sublinhar que a intenção é uma espécie de forma, E É A FORMA QUE QUALIFICA A MATÉRIA. Poder-se-á afirmar: Ah| Mas a referida Fraternidade continua a celebrar a Santa Missa de São Pio V, e a administrar rectamente os santos Sacramentos. Mas insiste-se: É A FORMA QUE QUALIFICA A MATÉRIA; O RITO DE SÃO PIO V, CELEBRADO POR UM APÓSTATA, É INVÁLIDO. O próprio rito do Santo Baptismo, confeccionado por quem conspire para destruir a Santa Madre Igreja – INVÁLIDO É!

É certo que não é qualquer forma que pode informar qualquer matéria. Tem que existir uma proporção transcendental entre ambas. Este princípio ilumina a razão pela qual as forças anti-Cristo, que no início logravam não inquinar as asserções, materialmente verdadeiras, que produziam acerca da Fé; nos tempos mais recentes, com Bergoglio, já lhes é quase impossível manter essa integridade, mesmo puramente material.

Consequentemente, é inevitável, que uma forma intencional já infinitamente afastada da Fé Católica, acabe por transtornar e subverter o conteúdo material respectivo – E JÁ O VAMOS NOTANDO TAMBÉM NA DITA FRATERNIDADE; recordemos as recentes asserções de D. Fellay, em como sòmente cinco por cento do concílio seria discutível. Maior branqueamento do nunca suficientemente amaldiçoado Vaticano 2 não pode haver.

A NOSSA LUZ SOBRENATURAL É NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, A NÓS, SÒMENTE NOS TRANSFIGURA A ETERNA INTENÇÃO DA SANTÍSSIMA PROVIDÊNCIA, QUE É AQUELA QUE ILUSTRA A PESSOA MORAL DE DIREITO DIVINO QUE É A SANTA MADRE IGREJA, E QUE JAMAIS PODE MORRER, QUAISQUER QUE SEJA AS VICISSITUDES DA SUA FACE HUMANA.

A intenção que anima a seita anti-Cristo, é a diabólica, e JÁ ESTÁ CONDENADA – SABÊMO-LO BEM! MAS ATÉ AO TRIUNFO ESCATOLÓGICO, MUITOS SERÃO AINDA OS SOFRIMENTOS QUE TEREMOS DE PADECER NESTE POBRE E TRISTÍSSIMO MUNDO, TERRA DE EXÍLIO, E CRISOL DE PURIFICAÇÃO PARA OS ELEITOS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Agosto de 2015

Uma resposta para “INTENÇÃO CATÓLICA E INTENÇÃO DIABÓLICA

  1. Pro Roma Mariana agosto 28, 2015 às 3:19 pm

    Na Sagração episcopal existem sempre dois bispos assistentes que podem e devem suprir a falha do bispo consagrante. Em 1947 sem dúvida que foi isso que se passou. Em 1929, a delicadeza da Santa Providência ,obriga-nos de alguma forma a pensar que Liénart ainda não seria maçom. PORQUE UMA COISA E CERTA: UM BISPO INSCRITO NA MAÇONARIA EM CASO ALGUM PODE ADMINISTRAR VALIDAMENTE SACRAMENTOS.
    Alberto Cabral

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