Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

LEÃO XIII: “DESMASCARAR A MAÇONARIA!” – HOJE? BASTA VÊ-LOS!

J23 Maç

 

Arai Daniele

A famosa Encíclica “Humanum Genus” do sapiente Pontífice Leão XIII é de 20 de abril de 1884. Nela se encontra o mais erudito desenvolvimento filosófico sobre a essência satânica da maçonaria. Já então era preciso ardente e apostólica coragem para acusar esse poder que é a Maçonaria, “Sinagoga de Satanás”.

Ora, em 1881 nascia na Itália aquele Ângelo Roncalli que na sua carreira de clérigo modernista infiltrado chegaria a ser eleito papa para tortuosamente e junto a tantos outros, infiltrarem o espírito da maçonaria na santa Igreja.

Essa tarefa foi tão completamente executada que hoje conseguiram produzir uma outra igreja, que ocupa tudo, o culto e o nome da verdadeira, para colaborar com a nova ordem mundial maçônica. Nesta, Roncalli, João 23, já denominado “papa bom”, foi canonizado em 2014 pelo «bom» Bergoglio que o sucede e celebra.

Ninguém deve, pois, ficar admirado se a mesma Maçonaria, ao contrário de ser «desmascarada», passou a ser de casa no Vaticano e seus membros publicarem o curso dessa obra, abertamente, como fez recentemente o maçom Gioele Magaldi.

Trata-se da obra: “Massoni. Società a responsabilità illimitata. La scoperta delle Ur-Lodges”, Chiarelettere, 656 pagine, 19 euro).

Já pelo preço entende-se corresponder a um livro para grande divulgação sobre o nível de poder histórico atingido pela Seita, numa sequência de manobras secretas ai descritas. Neste sentido é ilustrativo, para quem lê em italiano, o artigo: «Magaldi: super-fratelli d’Italia, élite occulta del vero potere» ( http://www.nocensura.com/2014/11/magaldi-super-fratelli-ditalia-elite.html#more).

 

Aqui vamos ver, porém, o que o Papa ensinou sobre esse perigo hoje dominante.

  • Da Carta Encíclica HUMANUM GENUS:

«Dois reinos, viu-os e descreveu-os Santo Agostinho com grande perspicácia sob a forma de duas cidades opostas uma à outra quer pelas leis que as regem, quer pelo ideal que as colimam; e com engenhoso laconismo, pôs em relevo nas palavras seguintes o princípio constitutivo de cada uma delas: “Dois amores originaram duas cidades: a cidade terrestre procede do amor de si até ao desprezo de Deus; a cidade celeste procede do amor de Deus até ao desprezo de si” (“De Civitate Dei”, livro XIV, c. 17).

«A sociedade dos maçons – Em toda a série dos séculos que nos precederam, essas duas cidades não têm cessado de lutar uma contra outra, empregando toda sorte de táticas e as armas mais diversas, posto que nem sempre com o mesmo ardor, nem com a mesma impetuosidade. Na nossa época, os feitores do mal parecem haver-se coligado num imenso esforço, sob o impulso e com o auxílio de uma Sociedade difundida em grande número de lugares e fortemente organizada, a Sociedade dos “maçons”. Estes, com efeito, já não se dão ao trabalho de dissimular as suas intenções, e rivalizam entre si em audácia contra a augusta majestade de Deus. É publicamente, a céu aberto, que operam para arruinar a Santa Igreja a fim de, se possível fosse, chegarem a completamente despojar as nações cristãs dos benefícios de que são devedoras ao Salvador Jesus Cristo… Entretanto, em tão urgente perigo, em presença de um ataque tão cruel e tão obstinado desfechado contra o Cristianismo, é dever nosso assinalar o perigo, denunciar os adversários, opor toda resistência possível aos seus projetos e à sua operosidade, primeiro para impedir a perda eterna das almas cuja salvação nos foi confiada, e depois a fim de que o Reino de Jesus Cristo, que somos encarregados de defender, não somente fique de pé e em toda a sua integridade, mas faça pela terra toda novos progressos e novas conquistas.

«Exortações dos Romanos Pontífices – Em sua vigilante solicitude pela salvação do povo cristão, nossos predecessores reconheceram logo esse inimigo capital no momento em que, saindo das trevas de uma conspiração oculta, se lançava ao assalto em pleno dia. Sabendo o que ele era, o que queria, e lendo por assim dizer no futuro, eles deram aos governantes e aos povos o sinal de alarma, alertando contra os embustes e ardis preparados para surpreendê-los. O perigo foi denunciado pela primeira vez por Clemente XII (Cons. “In eminenti”, 28 de abril de 1738) em 1738, e a constituição promulgada por esse Papa foi renovada e confirmada por Bento XIV (Const. “Providas”, 18 de maio de 1751). Pio VII (Const. “Ecclesiam a Iésu Christo”, 13 de setembro de 1821) seguiu as pegadas dos citados Pontífices, e Leão XIII, enfeixando na sua Constituição Apostólica “Quo graviora” (13 de março de 1825) todos os atos e decretos dos precedentes Papas sobre essa matéria, ratificou-os e confirmou-os para sempre. No mesmo sentido falaram Pio VIII (Enc. “Traditi”, de 21 de maio de 1829), Gregório XVI (Enc. “Mirari vos” de 15 de agosto de 1832) e, repetidas vezes, Pio IX (Enc. “Qui pluribus” de 9 de novembro de 1846; Alc. “Multíplices inter”, 25 de setembro de 1865, etc).

«O intuito fundamental e o espírito da seita maçônica tinham sido posto em plena luz do dia pela manifestação evidente dos seus modos de agir, pelo conhecimento dos seus princípios, pela exposição de suas regras, dos seus ritos e dos seus comentários, aos quais, mais de uma vez, se haviam juntado os testemunhos dos seus próprios adeptos. Foi diante desses fatos evidentes que esta Sé Apostólica denunciou publicamente a seita dos maçons como associação criminosa, não só danosa aos interesses do cristianismo como aos da sociedade civil. Decretou, pois contra ela as penas mais graves com que a Igreja costuma fulminar os culpados, e proibiu o filiar-se a ela…

«A confirmação dos fatos – Importa sumamente fazer notar o quanto os eventos deram razão à sabedoria de Nossos predecessores. As suas solicitudes previdentes e paternais não em toda parte nem sempre tiveram o êxito desejado: o que cumpre atribuir quer à dissimulação e à astúcia dos homens alistados nessa seita perniciosa, quer a imprudente leviandade daqueles que, no entanto, teriam interesse direto em vigiá-la atentamente. Daí resulta que, no espaço de século e meio, a seita dos maçons fez progressos incríveis. Empregando simultaneamente a audácia e a astúcia, invadiu ela todas as categorias da hierarquia social, e começa a assumir, no seio dos Estados modernos, um poder que equivale quase à soberania. Dessa rápida e formidável extensão resultaram justamente para a Igreja, para a autoridade dos governantes, para a salvação pública, os males que nossos predecessores há muito haviam previsto. Chegou-se a ver razões para conceber para o futuro receios mais sérios; não por certo no que concerne à Igreja, cujos sólidos fundamentos não podem ser abalados pelos esforços dos homens, com o laicismo dos Estados, no seio dos quais se tornaram poderosíssimas, tanto a Maçonaria como outras associações similares que se fazem suas cooperadoras e seus satélites.

«Por todos estes motivos, mal assumimos o leme da Igreja, sentimos a clara necessidade de resistir a tamanho mal contra o qual dirigir, tanto quanto possível, a nossa autoridade apostólica. Por isto e aproveitando todas as ocasiões favoráveis, temos tratado das teses doutrinárias principais sobre as quais a opinião perversa da seita maçônica parece ter exercido a maior influência. Assim na nossa encíclica “Quod apostolici muneris” nos esforçamos por combater os monstruosos sistemas dos socialistas e dos comunistas. Outra encíclica, “Arcanum”, permitiu-nos pôr à luz e defender a noção verdadeira e autêntica da sociedade doméstica, de que o matrimônio é a origem e a fonte. Na encíclica “Diuturnum” fizemos conhecer, consoante os princípios da sabedoria cristã, a essência do poder político, e mostramos as suas admiráveis harmonias com a ordem natural, tanto quanto com a salvação dos povos e dos governantes. Hoje, a exemplo dos nossos predecessores, resolvemos fixar diretamente a nossa atenção sobre a sociedade maçônica, sobre o conjunto de sua doutrina, sobre os seus projetos, sentimentos e atos tradicionais, a fim de pôr mais em evidência o seu poder para o mal, e deter o contágio progressivo desse flagelo funesto.

«Conspiração de diversas seitas – Existe no mundo um certo número de seitas que, embora difiram umas das outras pelo nome, pelos ritos, pela forma, pela origem, se assemelham e estão de acordo entre si pela analogia de suas finalidades e princípios essenciais. De fato, elas são idênticas à Maçonaria, que é para todas as outras como que o ponto central de onde elas procedem e para o qual convergem. E, se bem que no presente elas tenham a aparência de não gostar de ficar ocultas, se bem que façam reuniões em pleno dia e sob as vistas de todos, se bem que publiquem seus jornais, todavia, ao aprofundas das coisas, pode-se ver que pertencem à família das Sociedades clandestinas e lhes conservam os usos. De fato, há nelas mistérios que a sua constituição proíbe com o maior cuidado serem divulgados não somente aos membros externos, mas mesmo a bom número de seus adeptos. A esta categoria pertencem os Conselhos íntimos e supremos, os nomes dos chefes principais, certas reuniões mais ocultas, e interiores, bem como as decisões tomadas, com os agentes e os meios de execução. Para esta lei do segredo concorrem plenamente: a divisão feita entre os associados, dos direitos, ofícios e cargos; a distinção hierárquica, sabiamente organizada, das ordens e graus; e a disciplina severa a que todos são sujeitos. Na maioria das vezes os que solicitam a iniciação devem prometer, muito mais, devem fazer o juramento solene de nunca revelar a ninguém, em momento algum, de modo nenhum, nomes dos associados, notas características e doutrinas da sociedade. É assim que, sob aparências mentirosas, e fazendo da dissimulação uma regra constante de conduta, como outrora os maniqueus, os maçons não poupam esforços para se ocultarem e só aos seus cúmplices terem por testemunhas. Sendo o seu grande interesse não parecerem o que são, eles se fingem de amigos das letras ou de filósofos reunidos para cultivar as ciências. Só falam de seu zelo pelos progressos da civilização, do seu amor ao pobre povo. A lhes dar crédito, o seu único intuito é melhorar a sorte da multidão e estender a maior número de homens as vantagens da sociedade civil. Mas, suposto que fossem sinceras, estariam essas intenções longe de lhes esgotar todos os desígnios. Com efeito, os que são filiados devem prometer obedecer cegamente e sem discussão as injunções dos chefes; manter-se sempre prontos, à mais leve chamada, para executar as ordens dadas votando-se de antemão, em caso contrário, aos tratamentos mais rigorosos e mesmo à morte. De fato, não é raro que a pena do último suplício seja infligida aos dentre eles que são convictos ou de haver revelado a disciplina secreta, ou de haver resistido às ordens dos chefes; e isso se pratica com tal destreza que na maioria das vezes, o executor dessas sentenças de morte escapa à justiça estabelecida para velar sobre os crimes e vingá-los. Ora, viver na dissimulação e querer ser envolvido de trevas; acorrentar a si mesmo pelos laços mais estreitos, e sem lhes haver feito previamente conhecer a que se comprometem; homens assim reduzidos ao estado de escravos; empregar em toda sorte de atentados esses instrumentos passivos de uma vontade estranha; armar para o morticínio mãos com cujo auxílio é assegurada a impunidade do crime; aí estão práticas monstruosas, condenadas pela própria natureza. A razão e a verdade bastam, pois, para provar que a Sociedade de que falamos está em oposição formal com a justiça e a moral naturais.»

 

Não bastariam estas explicações pontificais, correspondentes a fatos provados, para que um clérigo se mantivesse longe dos ardis da Maçonaria? Pois bem, não foi assim nem com Ângelo Roncalli, nem com Montini e não é com Bergoglio. De modo que a dúvida se estes foram ou não ali iniciados e inscritos é questão marginal porque de fato foram abertos à amizade e colaboração com mações até no nível litúrgico. E isto ficou claro pelo que se disse antes em relação à Igreja devido à tarefa de colaboração executada tão plenamente que conseguiram erigir outra igreja, que ocupa tudo, o culto e o nome da verdadeira, para associar-se à nova ordem mundial maçônica.

Isto até para tentar contradizer o perigo de contágio que esta Encíclica julga impossível: “no que concerne à Igreja, cujos sólidos fundamentos não podem ser abalados pelos esforços dos homens, com o laicismo dos Estados, no seio dos quais a Maçonaria tornou-se poderosíssima!

Digo – tentar – porque a Igreja pela sua natureza não é sujeita a esta contaminação. De modo que essa entidade claramente infestada pela Maçonaria nos seu cultos e doutrinas, que são as do Vaticano 2, certamente não são a Igreja. Se alguma dúvida existia basta este fato exposto nesta Encíclica para confirmá-lo definitivamente: a igreja dos vários correligionários de Roncalli, Montini e sucessores até Bergoglio, não é a Igreja de Jesus Cristo, que sempre seja louvado!

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