Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CONTRADIÇÃO AO SERVIÇO DA REVOLUÇÃO ANTI-CRISTÃ

Bergoglio cornos

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Consideremos os seguintes cânones do Código de Direito Canónico promulgado em 27 de Maio de 1917:

Cânon 188- Em virtude de renúncia tácita, admitida pelo mesmo Direito, vagam “ipso facto” e sem nenhuma declaração, quaisquer ofícios, se o clérigo:

  • 1- Faz profissão religiosa; salvo o prescrito sobre benefícios no cânon 584.
  • 2-Dentro do tempo útil estabelecido pelo Direito, ou se o Direito nada diz, dentro do prazo fixado pelo Ordinário, é negligente em tomar posse do ofício que lhe foi conferido.
  • 3- Aceita outro ofício eclesiástico incompatível com o primeiro, e logra a pacífica posse do mesmo.
  • 4- APOSTATA PÙBLICAMENTE DA FÉ CATÓLICA.
  • 5- CONTRAI MATRIMÓNIO, MESMO O DENOMINADO CIVIL
  • 6-ALISTA-SE ESPONTÂNEAMENTE NA MILÍCIA SECULAR, CONTRA O PRESCRITO NO CANON 141
  • 7- ABANDONA SEM JUSTA CAUSA, POR PRÓPRIA AUTORIDADE, O HÁBITO ECLESIÁSTICO, E AVISADO PELO ORDINÁRIO, NÃO VOLTA A USÁ-LO DENTRO DE UM MÊS, A PARTIR DA MONIÇÃO RECEBIDA.
  • 8- Abandona ilegitimamente a residência a que está obrigado, e sem ter impedimento algum legítimo, não obedece nem responde, dentro do tempo oportuno assinalado pelo Ordinário, à monição do mesmo recebida.

Cânon 2261 – §1- Um excomungado não pode lìcitamente administrar Sacramentos e Sacramentais, salvas as excepções que seguem.

  • 2- Podem os fiéis, sem prejuízo daquilo que se prescreve em §3,pedir por uma causa justa, quaisquer Sacramentos e Sacramentais a um excomungado, sobretudo se não há outros ministros, e nesse caso o excomungado assim requerido pode administrá-los, sem que tenha obrigação alguma de perguntar a quem o requer a causa da petição.
  • 3- Mas aos excomungados vitandos e a outros excomungados, quando existiu sentença condenatória ou declaratória, só em perigo de morte podem os fiéis pedir-lhes, tanto a absolvição Sacramental, segundo os cânones 882 e 2252, como também, se não há outros ministros, os demais Sacramentos e Sacramentais.

cânon 2264 – Os actos de Jurisdição, tanto do foro externo, como do foro interno, realizados por um excomungado, são ilícitos; e se foi pronunciada sentença declaratória ou condenatória, são também inválidos, salvo o que se prescreve no cânon 2261 §3; antes da sentença, são válidos e até lícitos, se os fiéis os solicitaram segundo o teor do cânon 2261 §2.

CONSTITUIÇÃO VACANTIS SEDIS APOSTOLICAE, promulgada pelo Papa Pio XII, em 8 de Dezembro de 1945:

NÚMERO 34 – Nenhum Cardeal fica excluído da eleição activa ou passiva do Sumo Pontífice por motivo de excomunhão, interdito, ou suspensão; toda a censura fica suspensa por motivos da eleição.

A pior mácula dos dirigentes da Fraternidade que FOI DE SÃO PIO X, é pretender subverter, de má fé, as leis fundamentais da inteligência, atropelando a Teologia Católica e a sã filosofia. Uma coisa é ignorar, de boa fé, certos princípios da Doutrina, outra, muito diferente, é armadilhar fraudulentamente a credulidade do nosso próximo, conduzindo-o à apostasia, exactamente como fez o concílio Vaticano 2.

Existe um paralelismo perfeito entre o considerar a seita conciliar como constituindo a verdadeira Santa Igreja Católica, com Papa e Bispos válidos; e a asserção de que os maçons instalados na face humana do Corpo Místico ministram vàlidamente os Sacramentos e celebram o Santo Sacrifício da Missa. Esta é precisamente a tese maldita de “UMA INSTITUIÇÃO, DUAS RELIGIÕES”: A RELIGIÃO DE DEUS NOSSO SENHOR E A RELIGIÃO DE SATANÁS. A neofraternidade nutre-se e debate-se, desde há mais de vinte anos, nessa contradição, blasfemando aos Céus, com detrimento da Fé do seu clero e dos seus fiéis.

A Teologia Católica sempre considerou que o ministro de um Sacramento válido, mesmo sem Fé, tem contudo de possuir a INTENÇÃO FORMAL DE FAZER O QUE FAZ A IGREJA; POSSUINDO ASSIM UM VÍNCULO, MORAL, FORMAL, À INSTITUIÇÃO QUE DEVE RESPEITAR. Um judeu, só baptiza vàlidamente, se respeitar a Igreja Católica, dado que é precisamente porque a respeita, que faz sua a intenção objectiva da Santa Igreja, querendo proceder como ela procede. Neste quadro conceptual, um maçon, QUE NÃO SE LIMITA A NÃO SER CATÓLICO, MAS QUE ODEIA E CONSPIRA CONTRA A SANTA MADRE IGREJA, DESEJANDO A SUA DESTRUIÇÃO, NÃO PODE DE MANEIRA NENHUMA, POSSUIR ESSE VÍNCULO MORAL E OBJECTIVO PARA COM A MESMA IGREJA, PORQUE TAIS REALIDADES SÃO CONTRADITÓRIAS.

A ausência de Fé, em si mesma, não interfere directamente na validade do Sacramento, só poderá interferir indirectamente, na medida em que impeça a intenção formal objectiva de fazer o que faz a Santa Mãe Igreja. Cumpre assinalar, que no caso do Santo Sacrifício da Missa, a falta de Fé pode, MUITO FREQUENTEMENTE, interferir gravemente na intenção de fazer o que faz a Igreja – ELIMINANDO-A. Mesmo sem ser formalmente maçon, quem quer que seja, se odiar a Igreja, é evidente que não pode assumir, moralmente, objectivamente, a intenção sacramental e jurisdicional da mesma Igreja. É inútil argumentar contra esta tese da necessidade da intenção interna e externa, aduzindo textos de São Tomás de Aquino e do Concílio de Trento; é já sobejamente conhecido que nem um nem outro pretenderam aprofundar muito a questão. São Tomás de Aquino, em toda a sua doutrina, faculta um testemunho assaz ilustre, da plena racionalidade e Sobrenaturalidade da sua visão do mundo, do homem, e de Deus Nosso Senhor, incompatível com a redução da actividade humana a uma pura exterioridade de carácter automático – que tal é a tese da suficiência da intenção externa. E o Sagrado Concílio de Trento fez sua a Doutrina de São Tomás, e de tal forma, que até colocou, no recinto das sessões, a Suma de São Tomás ao lado da Sagrada Escritura.

Invocar os cânones 2261 e 2264, neste caso, e por um eclesiático culto, é no mínimo muito estranho. Imagine-se um bispo, em diocese remota, que apostatando, começa a ensinar as piores barbaridades aos seus diocesanos; suponhamos que as comunicações com Roma são impossíveis (o que hodiernamente já não pode suceder); pois na medida em que não pode existir sentença declaratória da excomunhão “ipso facto”, o referido bispo poderia continuar a insultar o Céu e a assassinar as almas dos fiéis, PROCEDENDO, NO USO PLENO DA SUA JURISDIÇÃO, LEGALMENTE! VÀLIDAMENTE! CANÒNICAMENTE! É por demais evidente, que num caso destes, O DIREITO DIVINO SOBRENATURAL PASSA À FRENTE DO DIREITO CANÓNICO; VISTO QUE O DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, EM PARTE ENCARNA NO DIREITO CANÓNICO, E EM PARTE O TRANSCENDE.

Os cãnones 2261 e 2264, têm fundamentalmente em conta a excomunhão por motivos disciplinares graves. E os redactores do Código de 1917 JAMAIS PODERIAM CONCEBER A CONQUISTA DA FACE HUMANA DO CORPO MÍSTICO PELA MAÇONARIA INTERNACIONAL. Anàlogamente, a Constituição “Vacantis Sedis Apostolicae” está a pensar numa excomunhão por motivos disciplinares graves, pretendendo acima de tudo evitar cismas. Já o cânon 188, quando estabelece perda automática do cargo eclesiástico em virtude da apostasia, tem fundamentalmente em conta casos como o acima apresentado do bispo apóstata. Porque a origem histórica dessa disposição filia-se na bula “Cum Ex Apostolatus” do Papa Paulo IV (1555-1559), O QUAL VIVIA APAVORADO COM A POSSÍVEL INTRODUÇÃO DE PROTESTANTES NOS CARGOS CIMEIROS DA SANTA IGREJA, ATÉ MESMO, PORVENTURA, NO CARGO PAPAL; TENDO ATÉ ORDENADO A PRISÃO DO CARDEAL MORONE, POR ESTE DUVIDAR DA LEGITIMADE DA APLICAÇÃO DE PENAS CORPORAIS EM MATÉRIA RELIGIOSA.

O Direito Canónico nunca previu a possibilidade de um papa apóstata; na realidade tal configura o supremo deicídio; uma situação de absoluta excepção na Igreja de Deus, perante a qual são necessários meios de actuação igualmente extraordinários. São Tomás, a propósito da virtude Sobrenatural da Prudência, refere a possibilidade de situações absolutamente excepcionais, nas quais a letra da Lei tem, imperiosamente, que dar lugar ao seu Espírito. Ora o Direito Divino Sobrenatural, coloca acima de tudo o mais, a Glória de Deus e a salvação das almas, e não o legalismo relativista da neofraternidade, que não vê, nem quer ver, que os inimigos da Igreja sòmente simulam a confecção dos Sacramentos, tal como simulam a sua Jurisdição, para melhor, e mais eficazmente, enganar as almas; são macacos a macaquearem aquilo que querem destruir – e em certo sentido já destruíram.

Alfred Loisy (1857-1940), antes da sua excomunhão em 1908, também simulou longamente os ofícios Divinos, e a tal ponto, que foi severamente recriminado por outros modernistas, menos desonestos.

Foi o Papa Alexandre VIII, que em 1690, excluiu definitivamente a tese da suficiência da intenção externa, até aí professada legìtimamente por alguns teólogos.

Validade da Jurisdição, e validade na Confecção dos santos Sacramentos e na celebração do Santo Sacrifício da Missa, constituem assim realidades ìntimamente associadas. Todavia, no Romano Pontífice, a Suprema Jurisdição é absolutamente indissociável da Fé Teologal; e a razão profunda reside na prerrogativa da infalibilidade; pois que a Sabedoria Providencial de Deus Nosso Senhor, que tudo opera com suavidade, não pode deixar de enraizar o Governo infalível da Igreja no Hábito da Fé Teologal Sobrenatural. Consequentemente, pode haver casos de bispos sem Fé, MAS JAMAIS INIMIGOS DA IGREJA, que conservam a sua Jurisdição, e administram vàlidamente os Sacramentos, pois mantêm ainda um vínculo moral, objectivo, de respeito para com a Instituição, assumindo formalmente, e como coisa Sagrada, as intenções da Santa Igreja.

Mas nada disso se aplica à seita conciliar; os seus heresiarcas são maçons, inimigos figadais da Santa Mãe Igreja, alguns piores do que judas, apostados ferozmente em destruí-la; portanto limitam-se a simular, como já referi, a MACAQUEAR, a verdadeira Igreja. Dizer que os apóstatas conciliares são válidos é ser duplamente moderrnista, pois utiliza-se essa contradição, tal como há cinquenta anos se utilizou a liberdade religiosa; E A CONTRADIÇÃO ANIQUILA!

Nunca olvidar que nas Sagrações Episcopais da Santa Mãe Igreja, havia sempre dois bispos, assistentes, do bispo consagrante, exactamente para prevenir e suprir uma possível falha na transmissão da Sagrada Ordem Episcopal.

Contemplemos sempre, amorosamente, a delicadeza da Divina Providência, que sabe tirar o Bem do mal, quando menos esperamos, e que não cessa de acumular, para os eleitos, nos Céus, Tesouros sobrenaturais inefáveis, e que poder algum deste pobre mundo nos poderá jamais arrebatar.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 31 de Agosto de 2015

5 Respostas para “A CONTRADIÇÃO AO SERVIÇO DA REVOLUÇÃO ANTI-CRISTÃ

  1. Jacob setembro 8, 2015 às 10:13 pm

    PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

  2. Jacob setembro 8, 2015 às 10:28 pm

    “A ausência de Fé, em si mesma, não interfere directamente na validade do Sacramento, só poderá interferir indirectamente, na medida em que impeça a intenção formal objectiva de fazer o que faz a Santa Mãe Igreja.”

    Lembremos dos magníficos milagres eucarísticos ocorridos durante as consagrações feitas por padres sem Fé na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, como os de Lanciano e Bolsena (Corpus Christi). Não tinham Fé, mas tinham a intenção.

  3. Jacob setembro 8, 2015 às 10:39 pm

    Será a escassez de comentários aos textos do “Pro Roma Mariana” um reflexo do baixo número de visitantes do site?

    Se for, é uma lástima! Eu gostaria tanto que mais pessoas lessem as sábias palavras aqui publicadas.

  4. Pro Roma Mariana setembro 9, 2015 às 9:48 am

    Respondendo à questão: – Será a escassez de comentários aos textos do “Pro Roma Mariana” um reflexo do baixo número de visitantes do site? – de nossa parte só podemos responder com as estatísticas de que o sito dispõe: desde 2013 até hoje, tivemos 226.600 visitantes, que na média de ontem, dia 8, reflete com 139 visualizações e 96 visitantes diários. Na grande média são cerca de 4.300 mensais com 2500 visitantes. Qual seja a referência de comparação para os comentários não sabemos, visto a nossa posição católica de testemunho contra corrente nesta hora de Sede vacante. Não temos o apoio de padres nem de outros grupos em língua portuguesa, pelo contrário, é posição vista como a «peste» num mundo contraditório. O sito italiano para o qual contribuímos tem um número muito maior de visitantes, mas também relativamente poucos comentários. Os nossos foram só 860 nestes anos, o que parece indicar, em relação ao nº de visitantes, uma proporção sintomática de um sito «censurado», tanto quanto nosso testemunho! Mas não será por isto que esmoreceremos. Não trabalhamos para satisfazer estatísticas mas para a Idéia que as transcende de muito. Salve Maria puríssima!

  5. José Lima setembro 9, 2015 às 11:48 am

    Nunca aqui publiquei antes um comentário, embora visite regularmente este sítio desde há cerca de um ano. Sendo certo que nem sempre concordo com tudo o que aqui se publica, quer quanto à forma quer quanto ao fundo, reconheço ainda assim que os artigos de Alberto Cabral me surpreenderam pela sua altíssima erudição e que os mesmos mereceriam até uma divulgação e reflexão bem mais ampla.

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