Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A LEGITIMAÇÃO ADMINISTRATIVA DO ABORTO

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Casti Connubii”, promulgada em 31 de Dezembro de 1930:

«Os mesmos mestres do erro, que por escritos e por palavras ofuscam a pureza da Fé e da castidade conjugal, fàcilmente destroem a fiel e honesta sujeição da mulher ao marido. Ainda mais audazmente, muitos deles afirmam com leviandade ser ela uma indigna escravidão de um cônjuge ao outro, visto os direitos entre os cônjuges serem iguais, para que não sejam violados pela escravidão de uma parte, defendem com arrogância certa emancipação da mulher, ja alcançada, ou a alcançar. Estabelecem mais, que esta emancipação deva ser tríplice: No governo da sociedade doméstica, na administração dos bens da família, E NA EXCLUSÃO E SUPRESSÃO DA PROLE, isto é, social, económica e fisiológica. Fisiológica, enquanto querem que a mulher, em harmonia com a sua vontade, seja, ou deva ser livre dos encargos de esposa, quer conjugais, quer maternos (esta, mais do que emancipação deve denominar-se de NEFANDA PERVERSIDADE, como já suficientemente demonstrámos). Emancipação económica, por força da qual a mulher, mesmo sem conhecimento, e contra a vontade do marido, possa livremente ter, gerir e administrar os seus negócios privados, desprezando o marido, filhos e toda a família. Emancipação social, enfim, enquanto se afastam da mulher os cuidados domésticos, tanto dos filhos com da família, para que, desprezados estes, possa até dedicar-se às funções e negócios públicos. (…)

Mas vão ainda além os modernos destruidores do matrimónio, AO SUBSTITUÍREM O SINCERO E SÓLIDO AMOR, FUNDAMENTO DO ÍNTIMO PRAZER E DA FIDELIDADE CONJUGAL, POR UMA CEGA CONVENIÊNCIA DE CARACTERES E HARMONIA DE GOSTOS, A QUE CHAMAM SIMPATIA: QUANDO ESTA CESSA, SUSTENTAM QUE SE DISSOLVE O ÚNICO VÍNCULO PELO QUAL SE UNEM AS ALMAS. QUE SERÁ ISTO SENÃO EDIFICAR A CASA SOBRE AREIA? (…)

Uma vez que não é possível refrear, como se deve, os indómitos desejos, sem que primeiro a alma preste humilde homenagem de piedade e de reverência ao seu Criador, É SOBRETUDO NECESSÁRIO QUE OS QUE CONTRAEM O SAGRADO VÍNCULO MATRIMONIAL ESTEJAM PERFEITAMENTE COMPENETRADOS DE UMA PROFUNDA PIEDADE PARA COM DEUS, QUE LHES INFORME TODA A VIDA, E LHES LOCUPLETE A INTELIGÊNCIA E A VONTADE DE UMA SUMA VENERAÇÃO PARA COM A MAJESTADE DIVINA.»

 

Uma das grandes falsidades propaladas pelos inimigos da Santa Madre Igreja é a de que esta é inimiga da felicidade conjugal. A Santa Igreja sempre condenou a depravação dos sentidos; a inversão da natural e Sobrenatural hierarquia dos seres e dos fins; a animalização do espírito e da inteligência; a bestialização das relações humanas. Outrossim, a Santa Mãe Igreja sacraliza o vínculo matrimonial, na sua essência (a procriação), bem como nas suas propriedades essenciais (a unidade e a indissolubilidade). Consequentemente, a verdadeira e absolutamente legítima felicidade conjugal, só pode promanar do exacto cumprimento das leis Divinas que regem, enquadram e nobilitam o matrimónio. Todavia, os mundanos, apregoam uma “felicidade conjugal”que é indigna dos mesmos animais; porque estes possuem no seu instinto, necessàriamente, o ordenamento teleológico próprio da sua existência; e aquilo que os animais realizam instintivamente, deveriam os homens concretizá-lo por deliberação racional e automovimento interior norteado pela Verdade e pelo Bem. Aquilo que os mundanos denominam como “felicidade matrimonial” constitui na realidade uma aparência de felicidade, velando um verdadeiro Inferno. Dizia Santo Afonso Maria de Ligório: “Ah! Como seriam grandes santos os mundanos, se sofressem para dar Glória a Deus, aquilo que sofrem para se condenarem.” O cumprimento das Leis de Deus, enquanto estas são intrìnsecamente conformes à Verdade e ao Bem absolutos, nunca deveria privar-nos da verdadeira felicidade Sobrenatural; se assim acontece, é porque, na realidade, não estamos na Graça de Deus. Então, questionar-se-á, como é possível cumprir os Mandamentos e não possuir a Graça Santificante? É possível cumprir os Mandamentos apenas na Ordem Natural, com o auxílio da Graça Medicinal, um tal cumprimento não pode produzir felicidade Sobrenatural, e não aproveita à Eterna Salvação.

Bergoglio, contudo, como aliás toda a Igreja conciliar, não sòmente destruiu toda a Ordem Sobrenatural, como obliterou o próprio conceito de religião natural; para Bergoglio, ATEU, a Missa e os Sacramentos, constituem apenas MOMENTOS DE CONSCIENCIALIZAÇÃO SOCIAL E PSICOLÓGICA, CONSIGNÁVEIS ADMINISTRATIVAMENTE PELA SEITA CONCILIAR, ENQUANTO SUCURSAL DA MAÇONARIA INTERNACIONAL. Consequentemente, o apelidado perdão do aborto, agora anunciado, absolutamente, nada tem a ver com o Sacramento Católico da Penitência, e nada pode ter, pois como já foi dito, Bergoglio é ateu, totalmente orientado para as coisas deste mundo. Neste quadro conceptual, o aborto para Bergoglio é UM DANO ECOLÓGICO, MAS QUE PODE SER ADMINISTRATIVAMENTE LEGITIMADO. Mas de que arrependimento fala Bergoglio? Evidentemente que não se trata da atrição Sobrenatural, mediante a qual, o pecador, sob o efeito da Graça de Deus, que lhe foi merecida na Cruz por Nosso Senhor Jesus Cristo, detesta o seu pecado, pelo CASTIGO SOBRENATURAL que ele merece, isto é: O Inferno Eterno. Pois que mesmo a atrição tem de ser necessàriamente referida a motivos estritamente Sobrenaturais, caso contrário, não há Sacramento. Portanto, Bergoglio defende apenas um arrependimento puramente humano; mas não só, trata-se também de um arrependimento ecológico circunstancial, semelhante àquele que qualquer um de nós pode ter por negligentemente haver poluído o ambiente, ou morto um animal protegido. Bergoglio CONSIDERA QUE NO ABORTO HOUVE UM ATAQUE À VIDA EM GERAL, MAS NÃO A UMA VIDA ESPECÌFICAMENTE, CONCRETAMENTE, HUMANA, E É ISSO QUE A SEITA CONCILIAR ADMINISTRATIVAMENTE LEGITIMA. Nem podia pensar de outra forma, pois que uma vez destruído o Princípio da Fé Católica, os direitos e o bem estar das pessoas concretamente existentes, têm prioridade sobre, o que não poderá deixar de ser considerado, um direito hipotético de um ser humano em projecto.

Nunca olvidemos QUE OS ORGÃOS DA IGREJA CONCILIAR SÃO ORGÃOS DA MAÇONARIA INTERNACIONAL, E QUE O PSEUDO DIREITO CANÓNICO DE 1983 CONSTITUI IGUALMENTE UM NÚCLEO OPERATIVO IMPORTANTÍSSIMO DA MESMA MAÇONARIA. O QUE ESTA PRETENDE É LEGITIMAR UNIVERSALMENTE, INCONDICIONALMENTE, DEFINITIVAMENTE, O ABORTO, SEGUNDO OS PADRÕES E AS NECESSIDADES DO PANTEÃO DAS RELIGIÕES E DA REPÚBLICA UNIVERSAL – AQUI RESIDE O ÂMAGO DA QUESTÃO.

É por demais evidente que a legitimação social do aborto não coincide exactamente com a legalização jurídico-estatal do mesmo – mas prepara-a. Com a única excepção da Santa Igreja Católica, Mãe e Mestra, a legitimação do aborto, em maior ou menor grau, constituiu sempre uma realidade social, apenas restringida, quer por problemas demográficos, quer pela carência médica de processos técnicos que salvaguardassem a saúde reprodutiva, a vida, e a integridade da mulher, como pessoa concreta, segundo a definição acima expendida. Recordemos, que ainda há cem anos, o parto, qualquer parto, comportava um risco para a saúde e vida da mulher. Foi precisamente o progresso médico-cirúrgico, aliado ao desenvolvimento das funções técnicas do estado, que produziu a vaga de legalizações dos últimos sessenta anos, pois que foi extinta a barreira que limitava a legitimação social do aborto, ou seja, o problema da intangibilidade da vida, e da saúde reprodutiva, e não só, da mulher.

O que se passa actualmente no Brasil, é pura hipocrisia, pois que na prática, e para quem possui algum poder económico, o aborto está mais do que legalizado; aliás sempre assim foi no mundo ocidental: QUEM POSSUÍA PODER ECONÓMICO E POSIÇÃO SOCIAL, NUNCA PRECISOU DE LEGALIZAÇÃO ALGUMA DO ABORTO PARA RESOLVER OS SEUS PROBLEMAS – POIS QUE ESSE PODER E ESSA POSIÇÃO, IMPUNEMENTE, HIPÒCRITAMENTE, FAZIAM A LEI.

Todavia, tornou-se necessário à maçonaria internacional, proceder a uma legitimação absolutamente definitiva, DE APARÊNCIA RELIGIOSA, do aborto. E que MELHOR INSTRUMENTO PARA TAL PODERIA ENCONTRAR DO QUE A EX-IGREJA CATÓLICA? É ESTA A EXPLICAÇÃO PARA A PSEUDO ABSOLVIÇÃO DO ABORTO PROJECTADA POR BERGOGLIO.

A questão repugnante do aborto é aquela em que mais se manifesta a hipocrisia humana, e constitui o sintoma mais hediondo e mais asqueroso do pecado da humanidade. E mais uma vez encontramos o princípio da liberdade religiosa como matriz diabólica desta questão. Se há liberdade religiosa, então, como já foi referido, O BEM ESTAR DO SERES HUMANOS EM CONCRETO TEM PRIORIDADE SOBRE QUALQUER CONSIDERAÇÃO SOBRE O NASCITURO. TAL PROCESSO, PSICOLÓGICO E SOCIAL, É AUTOMÁTICO. E QUAISQUER ARGUMENTOS, CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, QUE SE PRETENDAM ADUZIR, UMA VEZ ACEITE O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA, TAIS ARGUMENTOS, DERRETERÃO TOTALMENTE NO EMBATE COM A VIDA, TAL COMO UM MONTE DE NEVE, AOS RAIOS ARDENTES DO SOL.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Setembro de 2015

 

 

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