Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA DA REPÚBLICA JACOBINA EM PORTUGAL (II º)

O_Regicídio_por_Alberto_de_Sousa_(2)

O regicídio se 1908 em Portugal.

Continuação do relato sobre esse período revolucionário da História de Portugal, segundo a obra: FÁTIMA À LUZ DA HISTÓRIA de Costa Brochado, a partir da p. 73.

«Golpe de Misericórdia …

«Como a toda a acção corresponde uma reacção, levantaram-se os católicos, num movimento vibrante e destemido, contra a terrível ofensiva dos seus adversários, conseguindo notáveis conquistas, nos fins do século XIX, graças à reação do País e sobretudo à divisão dos maçãos em monárquicos e republicanos. Como estes se haviam transformado em inimigos comuns dos católicos e dos maçãos que serviam a Monarquia acomodados a um regime de certa tolerância religiosa, foi possível a Igreja fazer alguns progressos, organizando-se em centros e associações as massas de fiéis, conseguindo-se reabrir casas religiosas, e esclarecendo-se, pela imprensa, a consciência nacional.

«Muito auxiliou também esta reação religiosa o fato de monárquicos e republicanos cobrirem os Monarcas de injúrias, afogando o Paço em lama e em ridículo, num delírio verbal de palavrões imundos que tanto ofendiam o prestígio da autoridade como difamavam a vida íntima da Casa real no que ela tinha de mais sagrado. Por isso, os últimos monarcas, e de maneira especial a Rainha Senhora Dª. Amélia, que aliás era católica, pendiam nitidamente para a causa da Igreja, favorecendo-a quanto podiam, não obstante a resistência passiva que os seus ministros maçãos sempre punham às medidas nitidamente favoráveis ao prestígio e desenvolvimento do catolicismo.

«Reviveu-se, então, através de uma distinção especiosa entre religião e reação, o velho ódio aos Jesuítas, passando-se a defender a tese peregrina de que o catolicismo podia viver mas os Jesuítas não tinham direito de existir, pois eram eles o símbolo e a força da reacção insuportável. Que era a reacção? A reacção era todo o esforço dos católicos no sentido de recuperarem as justas liberdades da Igreja, repondo a religião na sua pureza dogmática, no pleno exercício da sua missão, independente da tutela profana do Estado, e entregue unicamente à consciência dos fiéis.

«A primeira grande parada das forças católicas portuguesas, desde os tempos convulsionados da Revolução de 1820, realizou-se, em Braga, no verão de 1869, ao inaugurar-se o monumento à Imaculada Conceição, no Sameiro, com que Portugal comemorava a definição do dogma referente à sua Padroeira.

«Foi um acontecimento sensacional, a que assistiram dezenas de milhares de pessoas, dando brado no país inteiro, e provocando, por isso mesmo, a maior reacção entre as forças ímpias que entraram em grande excitação, desfazendo-se em blasfêmias contra Deus e a Virgem Maria, ao passo que atacavam os maçãos que do alto do poder transigiam com a reacção, faltando aos seus compromissos.

«A campanha contra as congregações religiosas assumiu proporções indescritíveis, transformando-se as publicações dos ímpios, tanto monárquicos como republicanos, em monturos de imundícies que ainda hoje causam náuseas. Não se limitavam a discordar e combater a fé religiosa das pessoas. Ofendiam a honra dos indivíduos consagrados ao serviço de Deus, atribuindo-lhes as maiores infâmias, sem respeitarem sequer a inocência, a graça e a bondade das irmãs de caridade cuja vida era um holocausto permanente à pobreza e à infância desvalidas.

«Por este caminho, quando os católicos resolveram comemorar, em Lisboa, no ano de 1895, o Centenário de Santo António, com o patrocínio da Rainha Senhora Dª. Amélia, desencadearam-se todas as forças da descrença, registrando-se o primeiro sinal do fim próximo. Quando o magnificente cortejo religioso, em que se encorporaram milhares e milhares de pessoas de todas as condições sociais, passava na rua Augusta, alguns díscolos previamente ensaiados fizeram cair sobre ele uma chuva de papelinhos, deitados das janelas, e que provocaram o maior pânico, visto que dias antes a cidade fora prevenida de que haveria bombas, tiros e desordens de toda a espécie, se o cortejo não fosse proibido. Foi grande o número de feridos, por atropelamento, desfazendo-se o cortejo no meio da maior desordem, sem que a Polícia tivesse prevenido os acontecimentos ou punisse, seguidamente, os seus autores.

«Animados com o sucesso e a impunidade, fizeram os mesmos díscolos espalhar, dias depois, que os Jesuítas andavam, à socapa, pela cidade, raptando crianças para delas fazerem óleo! Um publicista insuspeito, relatando estes factos, em nossos dias, diz que a voz era que os Jesuítas levavam as crianças «não se sabe para onde, e para fins nada benévolos» (César da Silva. A Derrocada de um Trono, Lisboa, 1922, págs. 174-175). Mas até a própria imensidade da estupidez que caracteriza semelhante perversidade está requerendo que fosse em óleo que as crianças acabassem…

«Em consequência desta infâmia que alarmou a cidade inteira (triste sintoma de uma mentalidade colectiva!), desencadeou-se um ódio súbito e sanguinário contra os padres, sendo agredidos violentamente, à luz do dia, os que apareciam nas ruas da capital. Certa manhã, passando junto da Praça da Figueira, muito descansado da sua vida, um pobre sacerdote, começaram as colarejas a berrar que andava às crianças para óleo, e caíram sobre ele, à pancada, deixando-o às portas da morte. Generalizada a caçada aos padres, por toda a cidade, foram barbaramente agredidos quantos apareceram, entre eles se contando o ilustre Sena Freitas que ficou por terra, quase morto.

«Enquanto estas cenas canibalescas se desenvolviam à vontade, a Polícia, como se nada fosse com ela, limitava-se a aparecer depois do feito acabado, para reconhecer óbitos ou transportar moribundos, sem prender ninguém nem investigar coisa alguma. É que, conforme anota comentador muito insuspeito, «correu notícia, que debaixo de reservas apresentamos, de não terem desagradado ao Governo estas consequências da ousadia dos promotores do centenário antoniano». «Do que não pode haver dúvida é de que a Polícia, em todos estes casos, foi o menos possível solícita, aparecendo muito depois de ser necessária» (Ibidem). A explicação é que o Governo queria, deste modo, responder à Rainha Dª. Amélia, principal responsável da autorização do cortejo centenário!

«A este tempo, começava a Maçonaria a cair sob o domínio do partido republicano, perdendo os laivos do espiritualismo filosófico ou iluminismo, com que nascera, para entrar no caminho do mais franco materialismo, tomando como programa imediato o livre-pensamento e a exterminação do catolicismo. Os velhos maçãos, Pares do Reino, Conselheiros de Estado e Ministros, que davam à Maçonaria tonalidades conservadoras ajeitadas à Monarquia constitucional, foram cedendo lugar, forçadamente, à nova geração de republicanos materialistas que entrou francamente no caminho da revolução pela República que havia de inaugurar a verdadeira era maçónica portuguesa.

«É Magalhães Lima quem vai presidir a esta fase da Maçonaria, conservando em suas mãos, durante quase 30 anos, o malhete de Grâo-Mestre e o incontestável domínio da esmagadora maioria do povo maçónico. Sob o influxo desta nova corrente, levanta-se, em 1901, a célebre questão Calmon, a propósito de uma senhora, de maior idade, filha do cônsul do Brasil no Porto, que resolvera entrar num convento, contra a vontade da família. Uma campanha terrível contra a reacção, alimentada pela imprensa republicana, pôs o governo de Hintze Ribeiro em cheque, obrigando-o a publicar o decreto de 10 de Março de 1901, convidando os Governadores Civis a averiguar se existiam nos seus distritos ordens religiosas proibidas, a fim de serem suprimidas. Hintze fora, neste fim de Monarquia, o estadista mais benévolo para a Igreja e o que maiores serviços pôde prestar-lhe. Este seu decreto era um mero expediente, pois bem sabia o Governo as condições em que existiam casas religiosas em Portugal.

«Uma enorme reacção se levantou contra o chefe do Governo, pregando-se a guerra contra o jesuitismo protegido no Paço e no Governo, e dando-se a liberdade e o progresso como seriamente ameaçados, em perigo de se perderem nas garras da reacção. No Porto, houve comício, sob o impulso do caso Calmon, organizando-se uma Comissão, com carácter permanente, encarregada de velar pela liberdade ameaçada, e de vir a Lisboa entregar, em mão, a Sua Majestade El-Rei D. Carlos, uma representação do povo liberal pedindo a repressão da propaganda reaccionária e do alastramento das congregações religiosas.

«El-Rei recebeu os comicionados no Palácio das Necessidades, em 19 de Março de 1901 e, depois de lhes ouvir a mensagem, produziu estas palavras memoráveis: «Não a recomendarei só, acompanharei esta causa com particular atenção», «pois era liberal por tradição dinástica, por educação de família, e por convicção própria que lhe incutira seu pai» (Trindade Coelho. Ob. cit., pág. 175).

«Estas palavras de D. Carlos deixaram a Comissão radiante e deram à impiedade novos ânimos para a luta. Por isso, quando daí a um mês, na tarde de 14 de Abril, El-Rei apareceu no camarote real da praça do Campo Pequeno, durante uma tourada, foi alvo da maior manifestação da sua vida, como se se tratasse de homenagear o próprio chefe querido da revolução em marcha.

«Mas quatro dias depois Hintze Ribeiro deitava um grande balde de água na fervura, publicando o decreto de 18 de Abril de 1901, em que habilmente se jugulava a campanha, dizendo que, daí em diante, somente seriam permitidas, em Portugal, congregações religiosas que se dedicassem à instrução e beneficência ou à propaganda da fé e civilização no ultramar.

«Isto que hoje parece quase nada, representava naquele tempo um cometimento tão grande que eleva Hintze à altura dos mais corajosos defensores da liberdade religiosa do seu tempo. Por isso mesmo é que os adversários disseram que as suas medidas de carácter religioso-«num momento fizeram retrogradar mais de meio século as instituições liberais do país» (Ibidem. Borges Grainha. Ob. cit., pág. 175).

«Como resposta ao decreto de Hintze, a Comissão do Porto dissolveu-se imediatamente, publicando um manifesto ao país em que se dava conta dos inesperados acontecimentos e se lavrava o respectivo protesto. O chefe do Governo passou a alvo da campanha jacobina e D. Carlos habilitou-se aos ódios que lhe custariam a própria vida.»

*   *   *

Note-se aqui como a valorosa Rainha Dª. Amélia, que era o real arrimo dos católicos perseguidos, não foi alvo do futuro atentado, mas o rei liberal e acomodadiço, que aceitaria qualquer pacto.

Na ocasião do atentado foi está mulher de fibra indômida a levantar-se com o maço de flores que tinha nas mãos para açoitar os assassinos, mas os tiros mortais na direção do Marido, o rei D. Carlos e do filho D. Luis, herdeiro do trono, já tinham partido.

II

«Quando o partido republicano atingiu uma organização sólida e poderosa, nos primeiros anos deste século, pode dizer-se que todas as forças anti-religiosas do país puseram nele as esperanças, apoiando-o, clara ou disfarçadamente. O seu progresso é uma rápida e brilhante caminhada, por entre multidões entusiasmadas que nele vêm a redenção da pátria e o fim de uma hipotética reacção clerical que se oporia à felicidade do povo e à grandeza da Nação.

«Um numeroso grupo de homens exeepcionalmente dotados para a tribuna política, entre os quais se distinguiam oradores aliciantes como António José de Almeida, Alexandre Braga, Manuel de Arriaga, Afonso Costa, Alfredo de Magalhães, Brito Camacho, Magalhães Lima, e tantos outros, incendiaram a alma simples das multidões dos comícios com meia dúzia de ideias vagas mas sedutoras, que iam desde a promessa do bacalhau a pataço à da liberdade plena em que esses idealistas faziam consistir o problema nacional. A grande tese desses homens cheios de fé e entusiasmo era que os males da pátria residiam no cancro da Monarquia, tudo se resolvendo com a substituição do regime. Grande desilusão os esperava, em face das realidades, e o único deles que foi verdadeiramente homem de Estado, Afonso Costa, viu-se obrigado a abandonar a política, mais tarde, refugiando-se no estrangeiro, precisamente quando o seu partido estava no auge do poder.

«Estes homens eram, agora, a expressão pública da Maçonaria triunfante, e deve dizer-se que jamais ela havia conseguido uma plêiade de adeptos tão sinceros, esforçados e talentosos. Alguns deles eram mesmo idealistas consumados, com a bondade laica de Rousseau e uma sinceridade que se impunha ao respeito das conciências rectas. Infelizmente esses casos eram excepções e a própria natureza das doutrinas que serviam havia de conduzi-los, uma vez com as responsabilidades do poder, a negarem-se a eles mesmos ou a serem ultrapassados pela força dos acontecimentos.

«Enquanto estas figuras cada vez mais prestigiosas comandavam a campanha política destinada a proclamar a República, outros homens igualmente ilustres, e talvez mais conhecedores dos verdadeiros fins da revolução, fundavam o Livre-Pensamento em Portugal, como quem já adivinhava os desgastes que os políticos haviam de sofrer, em matéria de intransigência religiosa, ao arcarem, um dia, com as tremendas responsabilidades do Governo.

«Em 1904, já está organizada, em Lisboa, a Confederação dos Livre-Pensadores Portugueses, vendo-se à sua frente, como delegado da Maçonaria, Heliodoro Salgado, homem de ideias fortes, e que foi um dos cérebros mais poderosos que têm atacado a religião em Portugal. Desde essa data, o Livre-Pensamento ficou sendo, entre nós, o depositário fiel dos sentimentos mais íntimos e das aspirações mais queridas do Grande Oriente Lusitano. Havemos de ver, mais adiante, de que modo ele se mantém fiel aos seus princípios quando a maior parte dos fundadores da República cai no cepticismo, abandonando a política ou transigindo com a Igreja.

«A que vinha a Confederação dos Livre-Pensadores? Sejam eles a esclarecer o seu programa. Realizando-se, em Roma, no ano de 1904, o congresso internacional do livre-pensamento, fez-se a Confederação portuguesa ali representar por Magalhães Lima e Fernão Boto Machado, sendo o primeiro destes maçãos encarregado de apresentar e defender no congresso um mandato imperativo que chegava às seguintes conclusões essenciais:

«Votaria pela incompatibilidade entre a Ciência e o Dogma e pela necessidade de uma guerra implacável a todas as religiões que se pretendam reveladas; votaria que, tendo cessado o poder temporal do Papa, não havia mais razão para se manter quaisquer relações diplomáticas com a Santa Sé; votaria pela separação da Igreja do Estado, pela venda em hasta pública dos templos paroquiais, e pela liberdade absoluta de consciência religiosa e do culto, excepto na via pública; votaria pela laicisão do professorado e do ensino em todos os graus e pela liberdade do ensino particular, excepto para os indivíduos que pertençam a qualquer congregação religiosa; votaria, finalmente, pelo registo civil obrigatório e pela supressão das missões coloniais (Jornal A Vanguarda, 15 de Setembro de 1904). Além disto, Magalhães Lima ia ainda incumbido de ler ao congresso um trabalho de Heliodoro Salgado sobre O Dogma e a Ciência, tudo isto revelando a espantosa actividade que, logo de início, estava desenvolvendo a Confederação dos livre-pensadores deste país.

«No ano seguinte o segundo Congresso internacional realizou-se em Paris, e o Grande Oriente Lusitano Unido esteve nele representado por Magalhães Lima, Tomás Cabreira e Apolinário Pereira. Mais uma vez coube a Magalhães Lima falar, nestas reuniões internacionais do mundo maçónico, em nome dos irmãos portugueses. Como de costume, o mais resistente dos Grãos-Mestres da Maçonaria portuguesa não deixou ideias apreciáveis no rastro do seu discurso. Mas legou-nos algumas notas valiosas para a história da sua ordem em Portugal e sobretudo para se ver até que ponto a Maçonaria estava na base do movimento de impiedade que a esse tempo avassalava este país.

«Depois de ter dito ao Congresso que foi por influência da Maçonaria portuguesa que se fundou a brasileira, revelou haver lojas regulares na África Oriental e Ocidental, nos arquipélagos dos Açores e Cabo Verde, na Ilha da Madeira e mesmo na Oceania, tudo somando 105 grupos maçónicos funcionando regularmente. E confessou «que é à Maçonaria portuguesa que pertence a glória suprema de ter propagado em Portugal, por todos os-meios, a doutrina do livre-pensamento, da liberdade de consciência e de todos os progressos que derivam da inteligência emancipada». Finalmente, ocupando-se da situação presente do seu país, produziu esta preciosa declaração: «A questão religiosa é a que agita ainda mais a opinião pública em Portugal» (Almanaque do Registo Civil, 1906; jornal A Vanguarda, 11 de Setembro de 1905).

«Eis, em síntese, a bagagem ideológica, no que toca ao problema religioso, com que a República se vai instalar em Portugal. Os republicanos não precisavam de um regicídio monstruoso para se apoderarem do poder. Com D. Carlos vivo ou morto, a República era inevitável em Portugal, como lógica consequência da obra maçónica dos governos monárquicos e do triunfo republicano entre o povo maçónico. Era uma questão de mais ou menos tempo, visto que nessa época nenhuma força conseguia neutralizar a sedução irresistível da talentosa propaganda desenvolvida, à vontade, durante longas décadas. Deve-se reconhecer que os propagandistas da república revelaram excepcionais qualidades na arte de sugestionar multidões e valorizar ideias há muito desacreditadas nos meios intelectuais.

«Mas o Rei e o Príncipe tombaram, à bala, como dois criminosos sem perdão, para que a própria República manchada com o sangue de El-Rei D. Afonso Henriques fosse o meio de expiação de um povo que abandonara a sua missão no mundo. Perante os dois cadáveres reais, a Nação calou-se, envergonhada, como se ouvisse a reprimenda dos monarcas que, em oito séculos de trabalhos e glórias, fizeram esta pátria e a impuseram ao mundo civilizado.

Mas o último governo da Monarquia, esmagado sob os ataúdes régios e manietado por compromissos íntimos, entendeu que a única coisa que havia a fazer era cair de novo sobre a Igreja, pegando da pena e decretando, com data de 4 de Outubro de 1910, a extinção da comunidade dos padres jesuítas do Quelhas, como acto preparatório para o encerramento de todas as casas religiosas do país… No dia seguinte, quando o chefe do Governo, Teixeira de Sousa, acordou, aliviado, estava proclamada a República em Portugal.

3 Respostas para “A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA DA REPÚBLICA JACOBINA EM PORTUGAL (II º)

  1. Jacob outubro 18, 2015 às 5:49 pm

    “Generalizada a caçada aos padres, por toda a cidade, foram barbaramente agredidos quantos apareceram, entre eles se contando o ilustre Sena Freitas que ficou por terra, quase morto.

    «Enquanto estas cenas canibalescas se desenvolviam à vontade, a Polícia, como se nada fosse com ela, limitava-se a aparecer depois do feito acabado, para reconhecer óbitos ou transportar moribundos, sem prender ninguém nem investigar coisa alguma.”

    Tempo propício para mártires.

    Quanto à polícia… muito lembra a polícia e o judiciário ateístas de hoje, que são duros com as condutas inconvenientes à nova ordem globalista – ainda que em nada contrárias à lei -, mas fazem vista grossa para os crimes dos apóstolos do “politicamente correto”.

    • Alberto Cabral outubro 21, 2015 às 5:29 pm

      E os medicos ateus dessa época porfiavam em declarar os sacerdotes e religiosos como doentes mentais, medindo-lhes afrontosamente o crânio. Há fotografias desses vergonhosos momentos.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

  2. Pro Roma Mariana outubro 19, 2015 às 4:36 pm

    É verdade, os governos e as suas polícias são regidos por princípios democráticos que fazem respeitar a lei do ateísmo, como se esta fosse a posição mais «neutra»! Nesse artigo se conclui com a hipótese, deveras verossímil, que, se o movimento dos carbonários desapareceu com a proclamação da república, é porque esses grupos foram incorporados na polícia. Daí a subversão, se ainda preciso fosse, das forças da «nova ordem» nos seguintes tempos.

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