Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A MAÇONARIA E A EDUCAÇÃO SEXUAL

Massoneria-Provincia-Agrigento

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da encíclica “Humanum Genus” promulgada em 20 de Abril de 1884:

«Falamos dos deveres que procedem da honestidade natural. Efectivamente, Deus, criador e providente regedor do mundo; a Lei Eterna, que manda o respeito, e proíbe a violação da Ordem Natural; o Fim último dos homens, colocado fora e muito acima das coisas criadas; e eis aí as fontes e os princípios da justiça e da moralidade. Ora, ao se eliminar esses Princípios, como fazem os naturalistas e também os maçons, IMEDIATAMENTE A ÉTICA NATURAL PERDE O SEU APOIO E A SUA SUSTENTAÇÃO. E A ÚNICA MORAL QUE OS MAÇONS ADMITEM, E QUE QUERIA SER A ÚNICA EDUCADORA DA JUVENTUDE, É A QUE CHAMAM LIVRE, CIVIL E INDEPENDENTE, OU SEJA, AQUELA QUE PRESCINDE DE TODA A IDEIA RELIGIOSA. Porém os dolorosos frutos que já aparecem, parcialmente, demonstram o quanto essa moral seja POBRE, INCERTA E VARIÁVEL A CADA SOPRO DA PAIXÃO. Efectivamente, onde ela começou a dominar livremente, expulsada a educação cristã, a probidade e integridade dos costumes decaem ràpidamente, OPINIÕES HORRENDAS E MONSTRUOSAS LEVANTAM A CABEÇA,  E A AUDÁCIA DOS DELITOS VAI CRESCENDO DE MANEIRA ESPANTOSA. Ora isso é lamentado e deplorado por todos, e, muitas vezes, atingidos pela verdade, confessam-nos aqueles próprios que desejariam uma coisa diferente.

Além disso, por ser  a natureza humana infestada pela culpa original,  e por isso mesmo mais inclinada ao vício do que à virtude, não é possível viver honestamente sem mortificar as paixões,  e submeter os apetites á razão. Nessa luta muitas vezes é necessário desprezar os bens criados e submeter-se a moléstias e sacrifícios muito grandes, guardando sempre seu domínio à razão vencedora. Mas os naturalistas e maçons, repudiando toda a Divina Revelação, negam o pecado original,  afirmando que o livre arbítrio nunca foi enfraquecido nem inclinado ao mal. E até exagerando as forças e a excelência da natureza, e colocando nela o princípio e a norma única da Justiça, nem sequer podem conceber que para frear seus impulsos e moderar seus apetites, são precisos esforços continuados e suma constância. Este é o motivo pelo qual vemos oferecidos pùblicamente às paixões tantos atrativos: Jornais e periódicos sem pudor nem freios; representações teatrais sumamente desonestas; artes cultivadas segundo os princípios de um realismo descarado; promovido um viver inconsistente por meio de refinadas invenções; em síntese: procuradas todas as lisonjas que possam se capazes de seduzir e adormecer a virtude.  Coisas altamente reprováveis, mas coerentes com os princípios dos que arrancam do homem a Esperança nos Bens Celestes, e fazem consistir, rebaizando-a até à Terra, toda a felicidade nas coisas caducas.»

É conhecido como o ponto fundamental do plano maçónico para a destruição da Santa Madre Igreja integrava a aprovação oficial do princípio da liberdade religiosa, o qual na realidade foi ratificado, MAS NÃO PELA SANTA MADRE IGREJA, MAS SIM PELOS USURPADORES DA FACE HUMANA DO CORPO MÍSTICO. É por demais evidente que a simples aprovação dessa apostasia implicaria, como implicou, a derrocada total da Moral Católica, a começar pela Moral sexual, que de forma alguma se pode manter numa base liberal; efectivamente, O LIBERALISMO, DEPOIS DE DESTRUIR A ORDEM SOBRENATURAL, DESTRÓI IGUALMENTE O CONCEITO DE IMORTALIDADE NATURAL DA ALMA, E PORTANTO INVERTE RADICALMENTE, NECESSÀRIAMENTE, TODOS OS VALORES – TODOS!

Todavia, é o próprio da maçonaria – CORROMPER! A maçonaria não pode deixar de, por meios directos, tentar destruir a família católica, começando pela juventude e até pela infância.

Nunca se deixe de advertir que a actual epidemia de pederastia na seita anti-Cristo foi premeditada pela maçonaria internacional; como? Pois muito simplesmente proclamando, MATERIALMENTE, um alto ideal, o celibato eclesiástico, por exemplo, e concomitantemente, sonegando, FORMALMENTE, as forças Sobrenaturais necessárias ao cumprimento desse ideal; o resultado dessa descomunal contradição intelectual, moral e psicológica, foi lògicamente – a pederastia. Além dos motivos económicos, que também são extremamente importantes, foi esta a razão fundamental que levou a maçonaria a manter a lei do celibato. NUNCA OLVIDEMOS QUE OS ORGÃOS DA IGREJA CONCILIAR SÃO ORGÃOS DA MAÇONARIA INTERNACIONAL.

Depois da instituição do casamento civil e do divórcio, o mecanismo primordial de corrupção da maçonaria consiste precisamente na denominada educação sexual.

É certo que foi Deus Quem criou a sexualidade humana; São Gregório de Nissa (335-394), bem como outros dualistas – cujo caso extremo foi Origenes (185-253) que, num acto torpe, se emasculou – consideravam que se não fosse o pecado original os homens se reproduziriam como Anjos, logo por simples criação Divina,  mas na previsão desse pecado, Deus Nosso Senhor criou Adão e Eva, sexuados. O dualismo tende a considerar a matéria, ontològicamente, como o princípio do mal, e o espírito como o princípio do Bem. Alguns santos, ainda na sua fase principiante, comportavam certas tendências dualistas, pois não gozavam ainda de santidade suficiente para compreender integralmente que tudo o que Deus criou, pelo mesmo facto de reflectir contingentemente as perfeições Divinas, POSSUI UMA SANTIDADE ONTOLÓGICA – É BOM; ainda que, evidentemente, o espírito seja muito mais nobre do que a matéria, por proceder a essa reflexão com muito mais fidelidade. É claro, que METAFÌSICAMENTE, o espírito e a matéria estão ambos, infinitamente, longe de Deus. O pauperismo extremado de São Francisco – depois moderado pelo Cardeal Hugolino, futuro Papa Gregório IX – que confundia a santa pobreza com a mais negra miséria, apresenta leves tonalidades dualistas; os jejuns exagerados de São Bernardo, enquanto principiante, que ignoravam que o extremo formal de uma virtude muito raramente coincide com o seu extremo material, pagavam igualmente algum tributo ao dualismo; consubstanciando este uma certa falta de santidade e uma deficiente assimilação da Doutrina Católica.

Mas se é verdade que Deus criou a sexualidade humana, em si mesma, como uma coisa boa, e para ser exercitada no Paraíso Terrestre; é também absolutamente evidente que essa bondade depende fundamentalmente dessa mesma sexualidade estar constitutivamente ORDENADA E RECTIFICADA PELAS LEIS QUE DIVINAMENTE A REGEM, QUER NA SUA ESSÊNCIA (A PROCRIAÇÃO) QUER NAS SUAS PROPRIEDADES ESSENCIAIS (UNIDADE E INDISSOLUBILIDADE); vigentes logo desde a formação de Adão e Eva.

Mas existirá uma educação sexual católica? Não; o que existe necessàriamente é uma EDUCAÇÃO CATÓLICA, SOBRENATURAL, que deverá abranger, ordenadamente, todos os aspectos da vida. Cumpre assinalar, que a recusa sistemática, puritana e dualista, de abordar determinados assuntos, que em si mesmos, são parte da Criação, NÃO É SINAL DE VIRTUDE, MAS DE FRAQUEZA MORAL.

A expressão “educação sexual” configura uma disciplina perfeitamente independente e hostil a  todas as considerações que não brotem do hedonismo no plano pessoal e do utilitarismo no plano social, e cujo objecto é concebido como um complexo  biológico e psico-fisiológico. É uma disciplina ESSENCIALMENTE MATERIALISTA E ATEIA, OU PELO MENOS AGNÓSTICA, O QUE EM TERMOS DE CONSEQUÊNCIAS  PRÁTICAS É EXACTAMENTE O MESMO; corrompe a família, reduzindo a sua esfera afectiva e sacramental a um fenómeno biopsíquico, cuja sensualidade só pode ser limitada pelos interesses do conjunto social, sempre sob uma óptica utilitarista; dissocia essencialmente o acto matrimonial da geração e educação cristã dos filhos; legitima de pleno direito a contracepção e o aborto, bem como o uso estritamente lúbrico de afrodisíacos e outros objectos inomináveis.

A denominada educação sexual transmite e propaga as concepções da maçonaria sobre a vida, o mundo, e o homem, que são actualmente as concepções da seita conciliar, AS QUAIS FECHAM DEFINITIVAMENTE AO HOMEM QUALQUER DISTINÇÃO, OBJECTIVA, ETERNA E IMUTÁVEL, ENTRE O BEM E O MAL, ENCERRANDO-O NOS LIMITES DA VIDA E DOS PRAZERES TERRENOS.

Não é que constitua pecado o estudo e o conhecimento do funcionamento do corpo humano, criado por Deus, como um todo, desde que esse estudo e esse conhecimento seja expendido segundo as directrizes da encíclica “Divini Illius Magistri” do Papa Pio XI, ou seja: Que a Doutrina Católica, o seu Dogma e a sua Moral, constitua a seiva Sobrenatural de todo o ensino, de todas as disciplinas, de todos os cursos, de todas as aulas. Na realidade, se houver SANTIDADE da parte de professores e alunos, nada impede que o estudo do corpo humano seja completo, mesmo logo no início da adolescência; pois que é anómalo estudar a reprodução de plantas e animais, exceptuando o homem. Só que infelizmente, o que acontece é quase sempre o contrário: DEPRAVAÇÃO MORAL GENERALIZADA ENTRE PROFESSORES E ALUNOS. E na adolescência, a coeducação é absolutamente condenável, a menos que se trate de um estabelecimento de ensino com ambiente estritamente familiar.

São Tomás de Aquino nunca hesitou em ensinar que na Ressureição Final, os corpos serão sexuados, ainda que tal função, òbviamente, não exista, nem possa existir, na Eternidade. Em São Tomás não existe o menor vestígio de dualismo, porque a sua assimilação da Doutrina Católica, por Graça de Deus e proveito para nós, foi perfeitamente Sobrenatural, equilibrada, sã, pura, sem forçar a Doutrina para parecer mais sábio ou mais santo. Nestes tempos de morte espiritual, São Tomás constitui a leitura mais completa, pois fecunda simultâneamente o espírito e o intelecto, alertando para as armadilhas terríveis que o desgraçado quotidiano deste pobre mundo nos lança, e nutrindo-nos com o Pão da Sã Doutrina, e com aqueles tesouros Eternos de sabedoria que poder algum deste mundo nos poderá arrebatar.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 1 de Novembro de 2015

 

 

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3 Respostas para “A MAÇONARIA E A EDUCAÇÃO SEXUAL

  1. Pe. Feeney Admirador novembro 15, 2015 às 10:15 am

    O ensinamento Batismo de Desejo e Batismo de Sangue são questões de teólogos (Sto Tomás inclusive rejeita a “ignorância não-culposa”) e por mais santos que possam ser, eles erram. Santo Tomás considerava a Virgem Maria como herdeira de pecado original, isso nos mostra que ele erra apesar de ser santo e que ensinamentos de teólogos devem ser examinados com cuidado.

    • Pro Roma Mariana novembro 15, 2015 às 1:53 pm

      Comentário incorreto pois o que Santo Tomás diz é que Nossa Senhora como ser humano também precisava da Redenção. Foi justamente por essa razão que o dogma de Sua Imaculada Conceição foi proclamado no sentido de uma isenção especial, o que confirma essa necessidade.

    • Jacob novembro 15, 2015 às 5:53 pm

      Se o ensinamento de teólogos e santos deve ser examinado com cuidado, o que dizer do ensinamento de uma minoria ínfima de católicos, que de santidade não dá sinal nenhum, e ainda mais nesse tempo de confusão?

      Porque os negadores do chamado “batismo de desejo” não são nada além disso: uma minoria ínfima, que se obstina em deturpar os textos da Igreja para encaixar sua insanidade doutrinal.

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