Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A APOSTASIA GERAL REVELA O DOMÍNIO DO ANTICRISTO EM ROMA!

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Arai Daniele

As festivas «beatificações» e canonizações tornam-se sinais de uma fumosa apostasia em Roma para a demolição da Cristandade. Por exemplo, todas as graves acusações contra os «beatificados» João 23 e de João Paulo 2º, tão simples quanto insofismáveis, não foram aclaradas; assim as muitas documentadas acusações contra os atos e palavras destes «falsos mestres» na obra de demolição da integridade da Fé transmitida pela Tradição, pautam os atos e palavras dos sucessivos anticristos, que os citam como exemplares.

Basta ler a «bula de convocação» do atual Jubileu da Misericórdia.

Poucos distinguem, no torvelinho de vãs adulações pessoais, alheias às razões da Fé Católica, o verdadeiro sinal da grande apostasia que isto revela. Apostasia que se torna clara em relação a quem se omite na defesa da Fé da Igreja, apelando aos recursos da nova lei e aos próprios talentos. Tal omissão torna um batizado cúmplice de quem vilipendia a Fé e a Lei da Igreja porque põe a glória de clérigos desviados acima da Palavra divina, incorrendo na desgraça de trocar a salvação eterna por um fugaz adultério com figurões endeusados num decrépito cenário de misericórdia terrena.

Qual pode ser o espantoso perigo que pende sobre Roma, cidade eleita por Nosso Senhor e sobre todo este caótico mundo moderno, senão a perda da Fé, única luz sobre os infames logros mundanos? Não é talvez para Roma, nova Babilônia (I Pd 5, 13), que foi profetizada a máxima escalada do espírito anticristo que, através de falsos cristos, autênticos saltimbancos da Fé, promove o culto do homem em nome da Igreja de Deus? Este «culto» não invade o Templo de Deus com a apostasia imperante?

“Não vos deixeis enganar de nenhum modo! Primeiro deverá acontecer a apostasia, para aparecer o homem iníquo, o filho da perdição: o adversário que se opõe e se levanta contra todo o que tem o nome de Deus, chegando mesmo a sentar-se no templo de Deus apresentando-se como Deus. Não vos recordais de que eu já dizia essas coisas quando estava convosco? Agora já sabeis o que (a Ordem natural e divina)impede a manifestação do adversário, que aparecerá a seu tempo. Mas o mistério da iniqüidade já está em ação. Falta só ser eliminado aquele que o retêm (o Pontífice de Deus).Então se manifestará o iníquo, que o Senhor Jesus destruirá com o sopro da Sua boca e aniquilará com o esplendor da Sua manifestação” (II Ts, 2, 3-8).

O Vaticano 2 é o mais sórdido ataque ao Reino de Cristo em Roma

Porque se pode identificar Roma e o seu Pontífice como o «obstáculo» (o katéchon) na defesa do Reino de Deus, citado por São Paulo, diante da escalada de um império do Anticristo?

Pois bem, ainda em 1934 (17 de novembro), o Papa Pio XI no seu Discurso »Post tot tantaque, dizia aos participantes do Congresso jurídico internacional:

“Ainda hoje se compreende como seja real o meditado pensamento de São Tomás: «O Império romano ainda subsiste, mas através da ordem da santa Igreja Romana, que é a principal autoridade no mundo, porque se transformou de temporal em espiritual» (Comm. in II ad Thess., 11)”.

Esta ordem católica foi desmantelada pelo espírito obscuro do Vaticano 2 onde até foi acusada de abuso contra a liberdade e os direitos humanos afirmados pelo iluminismo anticristão. Isto depois foi repetido de modo explícito no «magistério conciliar», do qual Bento XVI é o novo «profeta»!

Para qual período histórico – senão para o nosso – foi profetizada pela Santíssima Virgem Maria na Montanha de La Salette essa desolação: «Roma perderá a Fé e tornar-se-á Sede do Anticristo»?

E qual seria a hora inicial da prevista «eliminação do obstáculo» – o Pontífice romano – senão a da visão do Segredo de Fátima, do massacre do Papa com o seu inteiro séquito católico, «mais clara em 1960», quando a Sede passou a ser ocupada por um pastor modernista e filo-mação, marcado na sua consciência pelos poderes do mundo inimigo da Igreja?

“A manifestação do ímpio acontece pelo poder de Satanás, com toda a espécie de falsos milagres, sinais e prodígios, e com toda a sedução que o poder da iniqüidade marca sobre os que se perdem, por não terem abraçado o amor da verdade que os teria salvado. Por isso Deus os abandona no escuro do engano (o Vaticano 2), para que creiam na mentira e deste modo sejam condenados todos os que não acreditaram na verdade, mas se adequaram à iniqüidade” (ib. 9-11).

Da resistência à reação na Fé do «pequeno resto fiel»

Não se quer entender que tal engano – sem par em toda a História – é justamente o sinal da alucinante escalada do espírito anticrístico em Roma para submeter e destruir a Cristandade com contrafações civis e religiosas?

Os Papas não ignoraram esse mal devastador que já há dois séculos estava às portas.

Basta lê-los para conhecer suas denúncias e avisos. Aqui vamos lembrar só um curto trecho profético do Papa Pio IX quando no século passado a agressão do mundo contra a Igreja abrangeu todas as esferas, inclusive a político-militar, pela invasão da Roma pontifícia:

“Visto que todo o mundo está contra Deus e a Sua Igreja, é evidente que Ele reservou a vitória sobre Seus inimigos a Si mesmo. Isto é mais claro considerado que a raiz de todos os nossos males presentes se encontra no fato que os que possuem talento e vigor almejam satisfações terrenas e não só desertam a defesa da Fé de Deus, mas desdenham-na inteiramente. Assim parece que estes não podem ser trazidos de volta a Deus por nenhuma outra via senão através de um ato que não poderá ser atribuído a nenhum agente secundário. Deste modo, todos serão forçados a reconhecer o evento sobrenatural, exclamando: «Isto acontece pela intercessão do Senhor e é admirável aos nossos olhos»! Acontecerá assim um grande «portento» que suscitará imensa admiração no mundo. Mas tal portento será precedido por um triunfo da revolução, quando a Igreja sofrerá enormemente. Seus servos e seus chefes serão escarnecidos, flagelados e martirizados.” (The Prophets and our Times, Rv. R. Gerald Culleton, Tan Books, Rockford, Illinois, 1974, p. 206)

Esta visão profética do papa Pio IX parece bastante de acordo com o “portento” de Fátima, tanto pela admirável intercessão sobrenatural que prediz, quanto pelas circunstâncias de sofrimento, perseguição e martírio a que a revolução mundial, externa e interna à Igreja, passou a submetê-la, ao ponto que muitos católicos até renunciam ao fiel testemunho para defendê-La.

Há de fato concordância com o Segredo dado em Fátima pela Mãe Celeste que anuncia o portento final: Por fim, o Meu Coração Imaculado triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á à Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.

As aparições de 1917 em Fátima (em número de seis) anunciavam e, portanto, precediam o domínio da revolução na Rússia no mundo e finalmente na Igreja de Roma. E o portento prenunciado por Pio IX será causa do fim desse poder revolucionário pela vitória de Maria. Esta, tendo sido profetizada nas palavras da Mãe de Deus em Fátima, não poderá ser atribuída a nenhum agente secundário, mas só à intervenção de Quem a preparou para salvar, num mundo enredado por um descalabro espiritual impressionante.

Onde estão os doutos testemunhos de nossos últimos tempos?

Nestes dias, muitos doutos estudiosos, consagrados ou leigos, já compreenderam que a Ordem divina da santa Religião de Jesus Cristo foi alterada pelos «papas conciliares» que se revelam assim falsos cristos, comparsas de falsos profetas; aqueles contra cujos frutos Nosso Senhor e Seus Apóstolos haviam advertido para os tempos finais. Mas onde estão os doutos de nossos dias atentos testemunhas dos avisos evangélicos, que demandam confessar a «evidência apocalíptica» do atual ataque à Fé? Quem vai hoje enfrentar a oposição ferina não só da «opinião democrática» que ri de tudo: da crença no demônio à do Inferno, da Fé que move montanhas à capacidade da «Justiça divina» de, com um sopro, anular a exaltação de multidões pelo culto à «santidade» de pastores mercenários? Estariam estes acima de todo juízo porque eleitos em conclaves de teor democrático avalizado pelo clero modernista e acordado com os princípios consagrados pela ONU?

Eis como se admite a legalidade de uma falsa igreja em contraste mefistofélico com a Palavra de Deus, mas forte do vasto aplauso de massas teleguiadas. Estas ignoram concorrer para a sacrílega demolição da única santa Igreja da salvação divina. Não é o mesmo, porém, para os tais «pensadores», que se dizem cristãos, mas para não incomodar os poderes em ato e a sua potente comunicação, calam sobre a ruptura anti-católica planeada pelo aparato ecumaníaco e mundialista,.

Como è possível que tanta gente se dedique a «consagrar» a obscura, porém «indiscutível santidade» (assim pensam), de pastores, em cujo tempo o Cristianismo passou a ser a Fé mais perseguida nesse mundo que visa a sua extinção e em que, contra a Moral – também no clero – se revela a mais vergonhosa indecência? Essa ruína geral do que representa o Reino de Jesus Cristo no mundo, poderia ser alheia à deturpação «pastoral» da Fé? Nunca, pois assim como só pela Graça divina há tranqüilidade da Ordem, só na sua falta pode prevalecer a corrupção da «nova desordem mundial» alastrada hoje por toda a terra.

Hoje a mentira é promovida a partir da mesma Sede da Verdade.

 “Nós, porém, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, porque, desde o início, Deus vos escolheu para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Para isso Ele vos chamou por meio do nosso Evangelho, a fim de possuirdes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, irmãos, permanecei firmes preservando as tradições que vos transmitimos a viva voz ou por meio da nossa carta (ib. 9-11)..

É o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos ama, a dar-nos com a Sua graça consolo eterno e esperança aos nossos corações para fortalecê-los e para que se faça e diga tudo o que é justo segundo o Evangelho. Tudo, apesar da atordoante apoteose das massas desviadas num mundo teleguiado por espíritos perversos.

“A fé, de fato, não é de todos” (3, 2) e nos últimos tempos o perigo que esta agonize é imenso, porque “alguns vão apostatar da fé, seguindo espíritos fraudulentos e ensinos demoníacos, seduzidos pela hipocrisia de gente que promove a mentira porque estão marcados a fogo na própria consciência (pelos poderes mundanos)”… (I Tm, 4, 1-2).

Deve-se pois lembrar o aviso apocalíptico mais urgente para os tempos finais:

– fiquem fora do templo para o culto do homem, a fim de não serem cúmplices de suas profanações, nem sujeitos aos flagelos devidos a pastores ídolos e a povos idolatras!

Rezemos para que sejam ainda muitos a renunciar e a se desculparem publicamente pelas míseras heresias e demolições a que aderiram os povos devido ao Vaticano 2 e aos seus falsos profetas.

E rezemos principalmente para que, na caridade católica, sejam cada vez mais numerosos os que entendem e testemunham o crucial engano de reconhecer pérfidos corrutores da Fé que perdem as almas, como enviados por Deus para representar Jesus Cristo na Sua Igreja.

Só quando, com a graça divina, se formar um suficiente consenso para a obtenção do Conclave que eleja um Papa católico para repudiar tudo o que traz a marca do Vaticano II e consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, para a conversão geral no triunfo da Fé, poderá haver paz.

Que os Sagrados Corações de Jesus e de Maria amparem esse testemunho do exíguo resto fiel ao único culto e ao desígnio desvelado por Deus Uno e Trino para a Sua Igreja nestes tempos finais.

 

2 Respostas para “A APOSTASIA GERAL REVELA O DOMÍNIO DO ANTICRISTO EM ROMA!

  1. Jacob dezembro 20, 2015 às 10:51 pm

    A seita que hoje ocupa a Santa Sé não pode representar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica.

    Onde quer que esteja, neste tempo de confusão, a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, aí eu me coloco. Onde estiver Nosso Senhor Jesus Cristo, aí eu quero estar.

  2. Pro Roma Mariana dezembro 20, 2015 às 11:16 pm

    De fato, a seita que ocupa a Santa Sé não representa a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica, e cada ato e declaração dos membros dessa seita ecumenista nega essa unidade na Fé, santidade e apostolicidade católica. São eles mesmos a declararem tacitamente isto seguindo o Vaticano 2 e alterando o Evangelho de Nosso Senhor. Nela não se encontra a Sua Voz e não é lugar para os fiéis que seguem a Sua Palavra.

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