Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A ANTI-RELIGIÃO ECUMENISTA E O SEGREDO DE FÁTIMA

ecumaniacos

 

Arai Daniele

(Publicado no Jornal «O Dia» de Lisboa, 19.09.2001, e atualizado)

A rebelião histórica contra Deus – a Revolução por excelência – trava a sua luta para o domínio das consciências através, primeiro da violência e depois do engano. Isto consta das Sacras Escrituras, cuja primeira lição nesse sentido é que as últimas guerras e revoluções contra Deus se desencadearão contra o Nome de Cristo; contra o Cristianismo, antes desde fora, depois do mesmo interior da Igreja.

Segue a lição que o ataque final dessa rebelião armada tem a marca do engano religioso, como ensinou Jesus Cristo, anunciando os sinais do fim dos tempos: “Cuidai que ninguém vos engane, porque muitos virão em Meu Nome…surgirão falsos cristos e falsos profetas” (Mt 24). Hoje está em ato o grande engano ecumenista!

A Religião cristã requer uma separação radical das falsas crenças e ideologias, como repete São Paulo: “Vede que ninguém vos engane por meio da vã e enganadora filosofia, segundo a tradição dos homens, segundo as palavras do mundo e não de Cristo” (Cl 2, 8). Mas os desviados da Fé dirão, em nome do mesmo Cristianismo, que o pensar evolui e que se deve adaptar ao progresso das ciências, sendo possível pois visar um “futuro de Deus”. Esses enganos se resumem num falso ecumenismo que se demonstra o pior ataque da anti-religião contra o Lugar sagrado da Igreja de Deus.

Há uma ajuda do Céu dada aos fiéis para reconhecer a hora da manifestação desses enganos extremo? Certamente. Porque teria o Senhor inspirado o Apocalipse a São João senão para que e os cristãos se mantivessem com os sinais dados afim de que estejam em guarda contra o pior ataque contra a Religião divina?

E porque teria Nossa Senhora de Fátima profetizado no «3º Segredo» esta hora, através da visão da hecatombe do Papa e do testemunho católico, senão para avisar os fiéis que este último ataque, tanto invisível quanto assolador, está em ato; tem data, porque seria mais claro em 1960?

Pode um fiel avisado deixar esses sinais preciosos escondidos numa gaveta? De certo devemos entende-los para saber como defender a Fé. Vamos pois confrontar os termos revelados com a história atual para saber a que ponto chegou essa luta metafísica no mundo.

A primeira besta do Apocalipse, que vem de um mar de ferozes impiedades, já exerceu toda a sua violência contra a Fé e hoje parece abatida. O estado de putrefação do comunismo soviético e do ateísmo militante parece comprovar a derrota dessa bestial investida. Mas esta não foi senão o fim aparente do curso cruento de uma luta espiritual sem quartel, e o livro do Apocalipse nos descreve o que segue, porque o pior para os filhos da Igreja ainda estava por vir na mesma religião.

Vejamos então o que diz a profecia do Apocalipse, cuja sabedoria ultrapassa todo e qualquer estudo histórico, político e psicológico. Trata-se do 13° (13, 14) capítulo, que fala dos falsos profetas à serviço da besta que foi mortalmente ferida, como foi o império soviético. “Vi depois sair da terra uma outra hesta, que tinha dois cornos como aqueles de um cordeiro (a tiara), que falava porém como o dragão. Essa exercitava todo o poder da primeira besta na sua presença e incitava os habitantes da terra a adorar a primeira besta, cuja ferida mortal havia sarado.”

É perfeitamente compreensível que se a Revolução fracassou na tentativa de converter a humanidade ao ateísmo e dominar a consciência dos homens pela força, tentaria outro sistema. E neste caso o que poderia ser melhor que o engano religioso do “sereis como deuses”, já testado com sucesso na alvorada da história, isto é, com a tentação original aplicada ao processo revolucionário para seduzir as consciências?

Tratar-se-ia, não mais de um odioso ateísmo, mas de uma fé moderna, segundo homens. São as palavras do dragão revolucionário: liberdade, fraternidade e igualdade, não segundo a revelação divina, mas segundo a “evolução” das ciências. No caso temos a famigerada «teologia da libertação» par ir em frente.

É o que quer inocular no mundo, nos últimos séculos, tanto o deísmo com o agnosticismo maçônico. Visto, porém, que nenhuma revolução conseguiu faze-lo contra a Fé, haveria que consegui-lo em nome da mesma Igreja. Como? Obtendo um clero, um papa e um concílio que seguisse a ideia que a religião deve mudar para não mais dividir os homens que se apartam das outras religiões; que deve procurar tudo o que ajunta sem afastar o que divide na Fé. Para tanto a nova Igreja deveria procurar ocultar que a dividir a verdade do erro é justamente Jesus Cristo no dogma da Santíssima Trindade.

Era o plano maçônico já denunciado (v. P. Barbier). Para efetivar esse plano haveria que eliminar o Papa católico e seu inteiro séquito fiel: Foi o que mostrou a numa visão simbólica a terceira parte do Segredo de Fátima. E após esse abatimento do Vigário de Cristo para o mundo surgiria na terra, também em modo obacuro (até para a Irmã cia) um novo papado conciliar que iria operar o engano de assimilar as religiões de modo que todas fossem vistas como igualmente boas se evocam juntas uma visão geral de paz no mundo; uma ORU (organização das religiões unidas) que está para as religiões como a ONU para as nações! Uma mutação que se aplicaria em especial ao Cristianismo que, sendo teocêntrico, precisaria inverter completamente sua Fé.

Este processo revolucionário começou com a eleição de Roncalli, João 23, que era pelo menos um filo-mação declarado e modernista; eleição efetuada em fins de 1958, confirmando assim a razão porque a 3ª parte do Segredo seria mais clara em 1960. Nessa data esse precursor do anticristo já havia convocado o Vaticano II, para implementar a «fé ecumenista» e censurar o «Terceiro Segredo», onde era profetizado esse delito nefasto para a Igreja e para o mundo. Era a 2ª besta que surgia da terra e tinha…

«Vi, então, uma Besta que subia do mar…  O Dragão entregou à Besta o seu poder, o seu trono e uma grande autoridade. Uma das cabeças da Besta parecia ferida de morte [o comunismo], mas a ferida mortal foi curada [a «Pacem in terris» de João 23 abriu a ela]. A terra inteira encheu-se de admiração e seguiu a Besta,  e adorou o Dragão por ter entregue a autoridade à Besta… E adoraram também a Besta, dizendo: «Quem é como a Besta? E quem pode lutar contra ela?»… Foi-lhe permitido guerrear contra os santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda a tribo, povo, língua e nação. Então os habitantes da terra adoraram a Besta. Mas os seus nomes não estão escritos desde a criação do mundo no livro da vida do Cordeiro imolado. (Ap 13, 1-8).

“Depois disto, vi outra Besta sair da Terra. Tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro [Tiara], mas falava como dragão. Esta segunda Besta exerce toda a autoridade na presença da primeira Besta. Ela faz com que a Terra e seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada. A segunda Besta opera grandes maravilhas [ecumenistas]: faz cair fogo do Céu sobre a Terra, à vista dos homens [nova Pentecostes conciliar]… acaba por seduzir os habitantes da Terra. Ela seduz a humanidade a fazer uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela spada, mas que voltou à vida. Foi-lhe permitido até mesmo infundir espírito na imagem da primeira Besta, de modo que esta pudesse falar e fazer com que morressem todos os que não adorassem a imagem da primeira Besta. A segunda Besta faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam uma marca na mão direita ou na fronte. E ninguém pode comprar nem vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome. Aqui é preciso entender: quem é arguto, calcule o número da Besta; é um número de homem; o número é seiscentos e sessenta e seis.” (Ap 13, 11-18)

Um homem com esse poder de prestigiar a revolução comunista mesmo vencida? Ora sabe-se que João 23 o fez de maneira velada, mas suficiente para que nas eleições italianas esse partido ganhasse mais de um milhão de votos, como notaram todos os comentadores políticos de então, até no Vaticano. Não foi menor a abertura à esquerda de seu sucessor Paulo 6º.

Quanto a João Paulo 2º, em 1988, um ano antes da queda do muro de Berlim, em 1988, depois de excomungar mons. Lefebvre e os bispos por ele consagrados em 30 de junho, distribui instruções dirigidas à irmã Lúcia e padres do Apostolado de Fátima, declarando que a consagração da Rússia já fora efetuada, não se devendo mais falar nisso. Alega-se que a conversão da Rússia já estaria iniciada com a “perestroika” e seus sinais cristãos. O Vaticano acolhe Gorbachev e sua política leninista disfarçada. É pois uma lenda que tenha causado a queda do comunismo.

Sobre a operação ecumenista, então, a abertura foi escancarada, isto apesar que o Magistério a condenava, em especial na encíclica «Mortalium animos» do papa Pio XI. O que pode conter a Mensagem profética de Fátima a favor da abertura ecumenista? Contem exatamente o contrário quando pede conversões à Igreja Católica, mesmo da Rússia, que hoje volta a considerar-se cristã, apesar de seu Patriarcado de Moscou continuar a ser cismático. Quanto mais para a diversidade de crenças que foi reunida em Assis por João Paulo 2º! Não por acaso a imagem de Nossa Senhora de Fátima, trazida por peregrinos do sul da Itália teve sua entrada no recinto barrada.

Fica pois claro que a religião dos «papas conciliares» é oposta à única Religião Católica, Apostólica e Romana, a mesma em dois mil na continuidade de 20 Concílios ecumênicos e 260 Sumos Pontífices. Se esta reconhece no nosso tempo a Aparição milagrosa de Fátima, a outra, que a censura e procura encampá-la para outros fins é a «anti religião ecumenista», chefiada pela série de «anti-papas» conciliares, anticristos de fato pelas suas obras.

Ora, foi Lutero que disse ser o Papa católico um anticristo. No momento presente, como se sabe, o «papa conciliar» Bergoglio, vai à Suécia este ano para lá comemorar os 500 anos de Lutero. Se este tinha razão sobre o que disse do Papa católico, então significa que não é este – o Papa verdadeiro – que vai comemora-lo, poia só o «outro» poderia elogiar essa obra de destruição da única Igreja de Cristo. É a suma traição ecumenista, que vai além do protestantismo, em nome da única Igreja de Cristo. Isto só é possível porque o autêntico Vigário de Cristo, com todo o seu séquito fiel, foi eliminado antes de 1960, como está na visão do 3º Segredo de Fátima, cuja profecia seria mais clara nessa data, em que já haviam posto o filo mação modernista Roncalli para ocupar o Vaticano. Este não vacilou em convocar o V2, como lhe fora encomendado, e censurar Fátima. Quais sinais mais claros da velada, mas feroz presença da besta do Anticristo no Lugar santo?

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