Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A MONARQUIA PODERIA SUSTAR O NEFASTO POPULISMO NO BRASIL

Vote no rei!Arai Daniele

Ao ler o claro e lúcido artigo de Nicolás Cachanosky sobre «As quatro etapas do populismo econômico», deve-se dizer que a descrição desse processo político/econômico é insofismável no seu curso catastrófico para os povos. No entanto, deve-se também atentar para a sua causa que é, o artigo não nega, de natureza política, pois a fusão do populismo democrático com a falta de continuidade governamental resulta nessa seqüência explosiva para as velhas e novas gerações. Vai gerar governos que, para agradar o eleitorado, põem as dívidas sob o tapete; operam uma maquiagem disfarçada no presente, para hipotecar o futuro.

Leia-se esse importante artigo para entender que no pano de fundo do trágico resultado que ele acusa no tempo, está a descontinuidade estrutural devida à um certo sistema democrático. E não se diga que isto é problema local; não. Trata-se de uma forma distorcida de democracia no mundo inteiro. Basta ver as dívidas insolvíveis, porque estratosféricas, de quase todos os países. Enormes problemas são automaticamente adiados para um amanhã sem termo fixo porque a conveniência do eleitoralismo no presente choca com a visão da realidade no futuro. Até que num certo momento esse curso torna-se insustentável e descarrila desabando contra a mesma democracia, o que leva à soluções autoritárias, ditatoriais, por falta de saída. Note-se então que representa o fracasso da mesma democracia, como ela é «praticada» atualmente no mundo!

Vou concluir considerando a solução governativa que supera o mal desse populismo perverso que, hipotecando o futuro de meio mundo, onde as crianças já nascem com uma dívida a pagar, causa danos de duração indefinida! Para o Brasil nesse momento em que se fala tanto de «impeachment» o que pode resolver e a longo prazo este e outros desastres è a volta de um rei, uma concordada sucessão na gloriosa linha da Princesa Isabel, de honrada e benemérita memória.

*   *   *

«As quatro etapas do populismo econômico»

O populismo econômico — ou a política econômica populista — pode ser caracterizado como sendo um programa de governo que recorre a uma maciça intervenção do estado em vários setores da economia, incentiva o consumismo (ao mesmo tempo em que desestimula os investimentos de longo prazo), e incorre em déficits no orçamento do governo.

Além de se tratar de um modelo insustentável no longo prazo, o populismo econômico possui vários estágios entre sua adoção e seu inevitável fracasso. A última década de extremo populismo na Argentina e na Venezuela [Nota do editor: e, em menor grau, no Brasil, como será demonstrado mais abaixo] pode ser descrita como tendo seguido exatamente este padrão.

Após observarem a experiência populista em vários países da América Latina, os economistas Rudiger Dornbusch e Sebastián Edwards identificaram em seu artigo “Macroeconomic Populism” (1990) quatro estágios universais inerentes ao populismo. Ainda que o populismo possa apresentar uma grande variedade de políticas, certas características parecem estar presentes na maioria dos casos.

O populismo normalmente estimula uma mobilização social em prol do governo, faz uso maciço da propaganda glorificando determinados políticos, utiliza símbolos e práticas de marketing para incitar os sentimentos dos eleitores, e recorre frequentemente a uma retórica que apela à luta de classes. O populismo é especialmente voltado para aqueles que têm uma renda baixa, ao passo que, paradoxalmente, as elites que controlam o partido dominante não explicam a fonte da milionária renda do seu líder. Governantes populistas têm facilidade em utilizar bodes expiatórios e em recorrer a teorias conspiratórias para explicar por que o país está passando por dificuldades, ao mesmo tempo em que se apresentam à população como os salvadores da nação. Para algun s, o populismo está associado à esquerda e a movimentos socialistas; para outros, à direita e a políticas fascistas.

Os quatro estágios do populismo, identificados por Dornbusch e Edwards, são:

Estágio I

O populista é eleito e faz um diagnóstico sobre tudo o que está ruim na economia. Ato contínuo, ele implanta políticas voltadas para atacar os sintomas e não para curar a doença. Há aumento dos gastos, há inchaço da máquina pública e há incentivos ao consumismo (mas não ao investimento de longo prazo). Nos primeiros anos de governo, as políticas aparentemente funcionam. A política macroeconômica mostra bons resultados, como um PIB crescente, uma redução no desemprego, um aumento real nos salários etc.

Como a economia está partindo de uma base baixa, há o chamado “hiato do produto”, que é a diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial. Isso permite que estímulos econômicos artificiais gerem um crescimento econômico grande no curto prazo e sem pressões inflacionárias. Adicionalmente, o governo paga pelas importações utilizando as reservas do banco central (artifício esse favorito de Venezuela e Argentina) e impõe regulamentações para controlar alguns preços (uma política de congelamento de preços é aplicada em simultâneo a uma política de subsídios para grandes empresas). Tudo isso faz com que a inflação de preços fique relativamente sob controle.

Estágio II

Alguns gargalos começam a aparecer, pois as políticas populistas enfatizaram o consumismo e se esqueceram do investimento (mesmo porque os populistas tendem a demonizar empresários capitalistas). Como consequência, o estoque de capital do país está sendo consumido mas não está sendo reposto. A produtividade cai.

Adicionalmente, as reservas internacionais utilizadas para pagar pela importação de produtos básicos também começam a cair.

Um aumento nos preços de vários bens — até então controlados — se torna imperativo, pois os produtos estavam se tornando escassos. Esse aumento geral de preços, o que equivale a uma redução no poder de compra da moeda e a um aumento do custo de vida, frequentemente leva a uma desvalorização na taxa de câmbio. Os preços dos serviços de utilidades públicas (eletricidade, tarifas de ônibus etc.) e da gasolina, controlados pelo governo, também começam a subir, pois o governo necessita de mais receitas.

Tal cenário leva a uma fuga de capitais, a qual é momentaneamente estancada pela imposição de controle de capitais. Investidores estrangeiros fogem do país, o que reduz ainda mais os investimentos produtivos.

O governo tenta controlar seu orçamento e seus déficits, mas fracassa. Dado que o custo dos prometidos subsídios à eletricidade, à gasolina e a algumas grandes empresas (as favoritas do governo) aumenta continuamente apenas para compensar o aumento do custo de vida, os déficits do governo aumentam. Novos impostos são criados e alíquotas são majoradas. A economia informal começa a crescer.

Nesse ponto, reformas fiscais se tornam necessárias, mas são evitadas pelo governo populista, pois elas vão contra toda a retórica do governo e toda a sua base de apoio.

Estágio III

Desabastecimentos e vários problemas relacionados à escassez se tornam significativos. Dado que a taxa nominal de câmbio não foi desvalorizada no mesmo ritmo da inflação de preços, há uma saída contínua de capitais (as reservas internacionais caem ainda mais). No extremo, a alta inflação de preços empurra a economia para uma desmonetização. A moeda local é utilizada apenas para transações domésticas. Os cidadãos passam a poupar em dólares americanos.

A queda na atividade econômica afeta as receitas tributárias do governo, piorando ainda mais os déficits orçamentários. O governo tem de cortar subsídios. Para estancar a perda de reservas internacionais, uma nova desvalorização da taxa de câmbio é feita. O custo de vida dispara, a renda real dos cidadãos despenca, e sinais de instabilidade política e social surgem diariamente.

[Nota do editor: neste ponto, saques a comércios e residências se tornam comuns, como na Argentina. Na Venezuela, a distribuição de alimentos foi colocada sob supervisão militar.] O fracasso do projeto populista se torna evidente.

Estágio IV

Um novo governo é eleito (ou o próprio governo é reeleito) e é obrigado a fazer ajustes “ortodoxos”, possivelmente sob a supervisão do FMI ou de organizações internacionais que forneçam os fundos necessários para fazer as reformas econômicas (isso ocorre majoritariamente quando o país precisa de recompor suas reservas internacionais).

Como o estoque de capital do país foi consumido e destruído, sem ser reposto, os salários reais caem para níveis abaixo daqueles que vigoravam antes do início das políticas populistas. O novo governo “ortodoxo” tem então de recolher os farrapos que restaram e tentar cobrir os custos das políticas fracassadas feitas pelo regime anterior. Isso normalmente implica políticas de austeridade, altamente impopulares.

Os populistas se foram, mas os estragos de suas políticas continuam totalmente presentes. O populismo econômico segue firme e forte

Embora Dornbusch e Edwards tenham escrito seu artigo em 1990, as similaridades com o que ocorre hoje em países como Venezuela, Argentina e Bolívia [Nota do editor: e, em menor escala, no Brasil] são notáveis.

Nos últimos anos, para manter as ideias populistas firmes na mente dos eleitores, a Venezuela criou o Ministério da Suprema Felicidade Social e a Argentina criou uma Secretária do Pensamento Nacional.

Esses quatro estágios são, na realidade, cíclicos. O movimento populista utiliza o quarto estágio para criticar as políticas “ortodoxas” adotadas pelo novo governo (que pode apenas ser o mesmo governo reeleito, mas com novos ministros), e argumenta que, durante o reinado dos populistas, as coisas estavam melhores.

Dado que as políticas ortodoxas quase sempre se baseiam exclusivamente no aumento de impostos, as coisas dificilmente melhoram. A renda real segue em queda e a economia segue em contração. Consequentemente, a opinião pública, descontente com as medidas adotadas no estágio IV, concede ao movimento populista uma vitória nas próximas eleições. Os populistas recebem uma economia em recessão e o ciclo recomeça do estágio I.

Não é de se surpreender que governos populistas normalmente surjam após tempos difíceis causados por crises econômicas. Um governo populista mais ousado pode conseguir evitar o estágio IV descobrindo novas maneiras de permanecer no governo, como, por exemplo, proibindo eleições ou criando resultados eleitorais falsos.

Nesse ponto, o governo populista consegue transformar o país em uma nação totalmente autoritária. http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2106

Conclusão

Aqui não nos deve só preocupar os erros e desvios de natureza econômica, mas lembrar que estes sempre seguem os de natureza ética, moral, ancorados à questão religiosa. A corrupção de cunho oculto pode muitas vezes, dentro de quatro paredes, só ter para os corruptos e corruptores um juiz invisível nas consciências. E o que forma estas no bem senão o amor pela justiça e pela verdade.

Ora, no regime populista, democrático vige o princípio de agradar e ser votado para ser eleito. Esta preocupação posta acima de tudo, pode engendrar os maiores compromissos. Ninguém nega que haja candidatos que possam ser honrados, mas é o sistema mesmo que induz às maiores tentações de conchavos às custas do bem público.

No regime monárquico, também ninguém vai negar que possa haver esta e outras formas de corrupção induzidas pelo poder. É igualmente humano, mas é menos provável, porque ali o princípio é o da honra e do patriotismo. Palavras altissonantes? Sim, mas que refletem justamente aquela realidade aplicada à vida social que tanto nos tem faltado. E depois é aquele poder terreno que não tem que responder à demagogia populista de uma quimérica «vontade popular»; é o mais próximo do poder pelo qual uma pessoa pode tornar-se lugar-tenente de Nosso Senhor no seu mundo humano.

Uma resposta para “A MONARQUIA PODERIA SUSTAR O NEFASTO POPULISMO NO BRASIL

  1. Zoltan Batiz fevereiro 27, 2016 às 2:37 pm

    “… mas lembrar que estes sempre seguem os de natureza ética, moral, ancorados à questão religiosa. A corrupção de cunho oculto pode muitas vezes, dentro de quatro paredes, só ter para os corruptos e corruptores um juiz invisível nas consciências.”

    Sim, é mesmo assim. Ou seja, a crise económica é apenas a consequência final: tudo começa com uma crise na Fé, seguida por uma moral (moral bancruptcy), seguida por outra intelectual, quando o reconhecimento (o verdadeiro-falso torna-se subjectivo e relativo até nas ciências exactas, como já expliquei) nem a habilitação e nem uma profissão vale nada e todos querem enriquecer rápido e sem esforço, de uma qualquer maneira fácil. Pois segue a miséria económica.

    EM SEGUIDA VOU COPIAR UM ARTIGO ENVIADO PELO NOSSO AMIGO GIL CARDOSO,
    como uma piada o que ele dirigiu aos populistas.

    A CIGARRA E A FORMIGA

    Versão alemã

    A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
    A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, dá umas “quecas”, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
    Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.

    (Fim.)

    Versão portuguesa

    A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
    A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
    Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
    A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.

    A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.

    A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga. Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.

    A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala costista do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio implícito e falso do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.

    Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.

    Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
    Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti discriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).

    Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.

    A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.

    A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas “parties” com os amigos e umas “raves” com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto “Formiga fascista, inimiga do artista…”.

    A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se borrifando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
    Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a cigarra morre de overdose.

    Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.

    A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfego da droga e a aterrorizar a vizinhança.

    Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas (a não dizer Paulo Porcas, nota do ZB).

    Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

    A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária…

    (FIM.)

    A lógica nem sempre é o que parece, mas ……………

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: