Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DATADO POR MARIA SS. O INÍCIO DA INAUDITA DÉBÂCLE CATÓLICA

Nossa-Senhora-de-La-Salette

Arai Daniele

Agora não há mais dúvida, mesmo para quem não tinha certeza sobre o ano 1960 em que o «Terceiro Segredo de Fátima» seria mais claro: foram publicadas pelo Carmelo de Coimbra as «memórias» da Irmã Lúcia onde consta que Quem lhe havia indicado esse tempo foi mesmo Nossa Senhora!

Vamos transcrever aqui esse trecho que, para alguns, em especial para Antonio Socci (do «Quarto Segreto de Fatima») era o que faltava na visão que foi publicada no ano 2000. Esta publicação baseia-se nas cartas da Irmã Lúcia e no Diário inédito intitulado “O meu caminho”. Impressionante, entre os inéditos, é a história de como a Irmã Lúcia superou o terror que a impedia de escrever o Terceiro Segredo.

Vamos então ao livro original: «Um Caminho sob o Olhar de Maria», Biografia da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, publicado pelo Carmelo de Coimbra. com imprimatur de 23 de Agosto de 2013. Neste livro do Carmelo está grande parte da documentação da Irmã com alguns inéditos de sua correspondência. Desta, é citado em nota (p. 201) algo da minha com a Irmã Lúcia. Digo isto porque nessa mesma carta há algo que vai interessar bastante sobre a datação de 1960.

Estas páginas relatam a dificuldade da Vidente de Fátima em escrever a terceira parte do «Segredo» como lhe foi ordenado pelo seu Bispo. Embora com repugnância e receio de, mais uma vez, não conseguir, o que a deixava deveras perplexa, tentou novamente escrevê-lo e não foi capaz! Para isto solicitou um ordem explícita do Bispo, para a qual aguardava resposta. Vejamos como nos narra esse drama (p. 266):

– Enquanto que esperava a resposta, no dia 3-1-1944, ajoelhei–me junto da cama que, por vezes, me serve de mesa para escrevei) e de novo fiz a experiência, sem nada conseguir o que mais me impressionava, era que no mesmo momento escrevia sem dificuldade qualquer outra coisa. Pedi então a Nossa Senhora que me fizesse conhecer qual era a Vontade de Deus. E dirigi-me para a capela, eram as 4h da tarde, hora a que costumava ir fazer a visita ao Santíssimo, por ser a hora a que ordinariamente está mais só, e não sei porquê, mas gosto de me encontrar a sós com Jesus no Sacrário.

Aí ajoelhei–me no meio, junto ao degrau da mesa da Comunhão e pedi a Jesus que me fizesse conhecer qual era a Sua Vontade. Habituada como estava, a crer que as ordens dos Superiores são a expressão certa da Vontade de Deus, não podia crer que esta o não fosse. E perplexa, meio absorta, sob o peso duma nuvem escura que parecia pairar sobre mim, com o rosto entre as mãos, esperava, sem saber como, uma resposta. Senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro, levanto olhar e vejo a querida Mãe do Céu.

– «Não temas, quis Deus provar a tua obediência, Fé e humildade, está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado. Depois de escrito, encerra–o num envelope, fecha-o e lacra-o e escreve por fora, que só pode ser aberto em 1960, pelo Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa ou pelo Sr. Bispo de Leiria».

“E senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi,

– A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar) é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!

Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo: – O Céu! O Céu! Apenas passou a maior força do sobrenatural, fui escrever e fi-lo sem dificuldade, no dia 3 de Janeiro de 1944, de joelhos apoiada sobre a cama que me serviu de mesa. (O Meu Caminho, I, p. 158 – 160.)

Este texto guardado é deveras importante e decisivo sobre a datação de 1960, tanto pelo seu conteúdo, como pelo relato da dificuldade encontrada pela Irmã para escrever o Segredo, como pela confirmação que foi Nossa Senhora a estabelecer a data de 1960 para a sua abertura.

Ao tempo desta data corresponde a pavorosa débâcle da Igreja católica, ocupada desde o fim de 1958 pela série dos «papas conciliares», verdadeiros «anticristos no Vaticano», como se podia perceber desde João 23. À esta real hecatombe espiritual correspondeu um acentuado declino do amor pelas questões santas de Deus e de Sua Igreja; um colapso universal da Fé. Uma verdadeira alienação religiosa representada no modo como foi tratada a Profecia trazida pela Rainha dos Profetas em Fátima, em 1917. Foram-lhe aplicadas censuras, confusões e distorções que ainda hoje tentam ofuscar esse aviso de valor inestimável, que era condicional e portanto secreto até o fim do tempo dos «Papas de Fátima». Ele poderiam ter atendido ao que era pedido e deste modo ter mudado a história do mundo e da Cristandade. Mas não o fizeram.

Com a morte de Pio XII sobreveio a terrível consequência dessa “desatenção”, que foi a ocupação do Vaticano pelos «papas conciliares», desviados de idéias maçônicas, modernistas e ecumenistas, que passaram a tratar Fátima e seus devotos, a partir de João 23, como «profetas de desgraças»; assim inauguraram o nefasto Vaticano 2.

Já nessa breve descrição se pode reconhecer o início de uma perseguição interna contra a Igreja tradicional e seu sinal inicial: a censura da terceira parte do Segredo da parte de quem devia inaugurar o Vaticano 2, que lhe fora encomendado pelas lojas e sinagogas do novo mundo anti-cristão!

O sinal da «liquidação» interna de tudo o que era ligado à Igreja tradicional, até Pio XII, foi essa incrível censura ao «Segredo», que todavia não provocou uma verdadeira reação católica. Aqui é preciso repetir que tudo seria mais claro, não em 1958, com a Sede vacante devido à morte do Papa Pio XII, mas em 1960, com a Sede ocupada por João 23 e o início desse letal interregno no qual se viu a ação de Satã na demolição da Igreja; situação que parece desesperada porque continua após mais de meio século.

O proceder contra uma profecia, que é ajuda divina aos homens, só podia acumular os castigos anunciados pelo Anjo e que agora, à aproximação dos cem anos depois da primeira aparição de Nossa Senhora, parecem demandar o castigo anunciado para purificar sta Terra – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar) é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora!

Essa guerra atual é essencialmente contra o Cristianismo, que conta 150.000 vítimas por ano. Pode a visão do «Terceiro Segredo», retratando o nosso tempo, não mostrar também isso? E já desde o breve lapso de tempo anterior a 1960, quando essa visão da «eliminação do Papa» com todo o seu povo de consagrados e civis, de bispos como de homens e mulheres católicos, seria mais clara?

O Cristianismo como Religião mais perseguida da Terra, é a realidade vista em Fátima, a leitura ineludível para quem reconhece a visão simbólica publicada no ano 2000, mas censurada e encampada pelos ocupantes do Vaticano. Nisto vai justamente essa forma de perseguição interna à Igreja das profecias que são avisos procedentes de Deus, mas alienados a favor de mutações doutrinais e litúrgicas.

Duas questões vão ser tratadas abreviadamente aqui para mostrar como os fatos da história recente e de Fátima confirmam a realidade profetizada, em modo condicional já em 1917; – a perseguição interna à Igreja a partir de 1960; – a autenticidade da data 1960 como prevista e ditada, além do já revelado, por Nossa Senhora.

A perseguição interna à Igreja após a morte de Pio XII

Já como foram tratados os despojos do Papa Pio XII dava uma ideia do que viria. Descreve a situação o conhecido escritor francês Jean Madiran (Réclamation au Saint-Père, L’hérésie du XXe siècle II, Nouvel. Edit. Latines, Paris 1974, p. 9): “Tudo o que na Igreja foi temerariamente inovado desde 1958, ano da morte de Pio XII, transforma-se visivelmente em confusão e aniquilamento. Tudo o que na Igreja posterior a 1958 se quis, com impiedade e desprezo, separar da Igreja anterior a 1958, traz a manifesta marca da mentira e da morte. Reconhecê-las-ei pelos frutos. Tudo o que a impiedade quis no lugar da Escritura, do Catequismo e da Santa Missa, exala decomposição.”

Já descrevemos em outros escritos como foram tratados os «profetas de desgraças» como o P. Alonso, o P. Pio di Pietralcina, o Ricardo Lombardi e depois, no tempo do Vaticano 2, os cardeais Tardini e Ottaviani, entre tantos outros. Mas aqui há um caso que se refere à mudança da Santa Missa. É fato conhecido que João 23 punha todo o peso de seu cargo para alijar prelados que considerava «profetas de desgraças», promovendo os da «nova teologia» condenada por Pio XII. Assim na lista oficial dos colaboradores do Vaticano 2, que lhe foi apresentada, Roncalli acrescentou de seu punho os nomes dos suspeitos de Lubac e Congar. Mas os prelados da Cúria eram rebaixados ou depostos. Longa é a lista: o Cardeal Pizzardo não permaneceu no seu posto em Santo Ofício; o Cardeal Tardini, sentindo-se privado de autoridade na preparação do Concílio quase anunciou publicamente a sua renúncia, mas morreu no ano seguinte, talvez de coração partido. Da mesma forma, o Cardeal Gaetano Cicognani. Em 1962, monsenhor Bugnini apresentou sua “chave” para a reforma litúrgica à Comissão Preparatória para a Liturgia. O seu presidente, o cardeal Cicognani, percebendo que ela ocultava perigos recusou-se a assiná-la. Consciente de que ninguém assinaria então o ‘esquema’ que ficaria parado, Bugnini apelou a João 23, que se comprometeu a intervir. Chamou o cardeal Amleto Cicognani, seu secretário de Estado, e irmão mais novo do Presidente da Comissão Litúrgica, a fim de que visitasse seu irmão e não voltasse a ele até que o documento não fosse assinado. O Cardeal executou a ordem, com seu irmão, quase em lágrimas; a assinatura havia violentado a sua consciência de guardião da Liturgia. Quatro dias após o velho Cardeal morria! (Ver Michael Davies, “The John XXIII’s Council” Augustin Press, Dickinson, TX, 1990).

Pode-se continuar a descrever a caça aos «profetas de desgraças» que ocorre até hoje. Mas disto cada um conhece um caso.

1960 – data prevista e ditada por Nossa Senhora à Irmã Lúcia

Embora seja uma realidade macroscópica a da completa alteração do papado de João 23 em diante, não se quer reconhecer isto na visão do segredo que representa o Papa católico morto com seu inteiro séquito fiel a tiros e «setas». Para que seja claro quanto esta visão é símbolo do atentado atual, não só aos que eram fiéis, mas à Fé e Igreja que eles representam, basta seguir os fatos, mas também os testemunhos da Irmã, antes dela ser levada a dizer coisa diferente, dada a importância da data e das pressões do Vaticano conciliar.

Porque não se quer entender isto como a verdadeira catástrofe que já era mais clara em 1960, quando estava eleito papa Roncalli, clérigo modernista e filo-maçom que operou para maçonizar a Igreja, como de fato aconteceu? Esse desastre já estava previsto na entrevista da Irmã Lúcia ao Padre Fuentes, que por isto foi censurada.

A enormidade da ruína se conheceu pela manipulação da verdade na sua mesma Sede terrena, a Santa Sé a que foi constituída para confirmar a Verdade, mas a corrompeu com o Vaticano 2!

Esta Sé detinha a Mensagem de Fátima que chamava o mundo à conversão e à penitência, mas censurou-a como profecia de desgraças! Fátima foi censurada como La Salette que anunciava que Roma perderia a Fé e tornar-se-ia sede si Anticristo. Eis que além da INAUDITA DÉBÂCLE CATÓLICA que vivemos na Igreja, a humanidade vive sob a ameaça de conflitos, degenerações morais e desgraças sociais próprias do fim dos tempos. Não quiseram ouvir os avisos da Mãe do Céu que chorava pela perdição de tantos filhos e a perdição parece hoje geral.

3 Respostas para “DATADO POR MARIA SS. O INÍCIO DA INAUDITA DÉBÂCLE CATÓLICA

  1. henri março 3, 2016 às 11:49 pm

    Rezemos o Rosário diariamente, ou o terço apenas, pela Igreja, pelo fortalecimento de nossa Fé e pela conversão dos pecadores.

    Eu rezo de segunda a sexta um terço (segunda e quinta: mistérios gozosos; terça e sexta: dolorosos; quarta e sábado: gloriosos) e aos domingos o Rosário inteiro.

    A oração do Rosário, neste tempo de dificuldades da Igreja, foi uma ordem de Nossa Senhora.

    Rezemos o Rosário!

    • henri março 5, 2016 às 12:55 am

      Quis dizer: “de segunda a sábado um terço”.

      • Pro Roma Mariana março 5, 2016 às 9:20 am

        A oração do Rosário é mesmo necessária e indispensável.
        Por esta razão foi pedida por Nossa Senhora, sendo que para intenção deve-se ter sempre presente o pedido pela Igreja Militante; para a volta do Papa católico.
        E força especial vem do recurso à Igreja Purgante, das almas no Purgatório, para as quais foi dada em Fátima aquela breve oração intermédia:
        Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno.
        Elevai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

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