Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A APOSTASIA DEICIDA DO PRESIDENTE MARCELO REBELO DE SOUSA

marcelo na mesquita

As inspirações ecumenistas do presidente português Marcelo Rebelo de Souza no dia de sua posse…

bergoglio com imã

 

 

 

Bento 16 beijado pelo Imã

  • Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, em excertos da Carta Encíclica “Jamdudum in Lusitania”, promulgada em 24 de Maio de 1911:

«É quase impossível acreditar quais sejam os vínculos com os quais a lei portuguesa constringe e aprisiona a liberdade da Igreja: Quanto contradiga as instituições da nossa época e também a proclamação pública de todas as liberdades; quanto seja indigna para qualquer ser humano e povo civil. É também proibido, com graves penas, entregar à imprensa qualquer acto dos bispos, e por nenhum motivo, nem mesmo intramuros da Igreja, é lícito expô-los ao povo, senão com a autorização do Estado. Também é proibido, fora dos lugares sagrados, celebrar qualquer cerimónia sem autorização do governo republicano, realizar qualquer procissão, utilizar ornamentos sagrados, e nem mesmo a veste talar. Igualmente é vetado, não apenas nos serviços públicos, mas também nas casas particulares, expor alguma coisa que lembre a Religião Católica – ENQUANTO QUE NÃO HÁ VETOS NAQUILO QUE OFENDE OS CATÓLICOS.

Ainda: Não é lícito constituir associações que tenham o objectivo que praticar a Religião ou a Piedade – sendo as associações desse género consideradas no mesmo nível das infames, que são constituídas com escopo delituoso. O Estado também constrange os alunos do clero, para os estudos das ciências e das letras que precedem a Teologia, a frequentar os liceus públicos, onde a integridade da sua Fé, pelo tipo de instrução estranho a Deus e à Igreja, é seguramente exposto a perigos evidentes.

Assinala também o Estado certa pensão aos que pela autoridade dos Bispos receberam ordem de abster-se dos Sacramentos, e plenifica de extraordinários benefícios os sacerdotes que miseràvelmente esquecem as suas funções, tendo tido a desfaçatez de se casarem; e, coisa desagradável de ser referida, estende os mesmos benefícios à companheira e à prole da sacrílega relação, enquanto sobreviverem.

Esses testemunhos de Fé, de constância e de grandeza de ânimo que destes à Igreja Universal, sabeis que foram fonte de alegria para todos os bons, de honra para vós, de não pequena ajuda ao atormentado Portugal, Por isso, continuai como já estais fazendo, a prosseguir com todas as forças a causa da Religião, COM A QUAL CONFLUI A SALVAÇÃO DA PÁTRIA COMUM; mas sobretudo procurai conservar atentamente e confirmar o máximo consenso, e a concórdia entre vós, do povo cristão para convosco, E DE TODOS COM ESTA CÁTEDRA DO BEATO PEDRO»

 

Portugal mergulha as suas raízes no Catolicismo; tendo nascido e progressivamente constituído à sombra da Cruz, e em pleno processo da Reconquista Criatã. Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu a D. Afonso Henriques, na Batalha de Ourique, confirmando-lhe os santos propósitos de unir a espada à Cruz na expulsão do sarraceno. O mesmo rei colocou o Reino sob a protecção oficial da Santa Sé, nas mãos do Papa Lúcio II (1144-1145), com a carta “Claves Regni Caelorum”, na qual D.Afonso prometia pagar à Santa Sé um censo anual, com exclusão de qualquer outro senhorio, eclesiástico ou civil. Todavia só o grande Papa Alexandre III, em 23-5-1179, outorgou a D.Afonso Henriques o título de Rei, na bula “Manifestus Probatum.”

Não há no mundo nação que tenha sido tão abençoada pelo Céu, e simultâneamente lhe tenha sido tão profundamente ingrata, sobretudo nos últimos 300 anos. O Regalismo absoluto ou pseudo-absoluto; o iluminismo; o laicismo, monárquico ou republicano, selaram o aniquilamento da fidelidade a Deus desta Nação constituída por Nosso Senhor.

Cumpre assinalar, que as Aparições de Nosso Senhor e Nossa Senhora, depois de encerrada a Revelação Sobrenatural, não constituem, nem podem constituir, vínculo jurídico, nem vínculo canónico, nem político, nem civil; mas manifestam a singular delicadeza da Providência Divina, consubstanciada numa protecção especial por nações, instituições, famílias e indivíduos. Só nesse sentido se pode afirmar que Nosso Senhor constituiu Portugal.

Se não fosse essa inexplicável e inefável predilecção, Portugal já teria sido destruído por dezenas de terramotos como o de 1755. E não se afirme que Deus Nosso Senhor não nutre predilecções, pois que a Teologia tomista da Predestinação expende claramente que não se trata aqui de predilecção em sentido humano e terreno, MAS EM SENTIDO EMINENTEMENTE TRANSCENDENTAL.

Não olvidemos que o terramoto de 1 de Novembro de 1755 constituiu justíssima punição colectiva pelo escândalo dos denominados “freiráticos,” ou seja, do lenocínio que o rei D.João V e parte da nobreza vinham exercendo nos conventos femininos, transformados em lupanares de luxo. E porque não intervinha a Inquisição? Porque esse tribunal, em si mesmo santo, já se encontrava de facto, infelizmente, enormemente laicizado – servia a Coroa, não a Fé.

A maior tragédia da História de Portugal não foi, contudo, o terramoto, MAS A EXPULSÃO DAS ORDENS RELIGIOSAS (1834). A vida Regular consagra o maior tesouro que se pode possuir neste pobre mundo: A UNIÃO SOBRENATURAL TOTAL E PERMANENTE COM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; união essa que deve ser afervorada e cimentada por uma vida em comum EM QUE TODOS SE COMPLETEM E AUXILIEM A TODOS, NUMA SUBLIME UNIDADE DE ADORAÇÃO. AS ORDENS SÃO VERDADEIROS PÁRA-RAIOS DA JUSTIÇA DIVINA.

Foi essa expulsão, decretada pela monarquia maçónica, que acelerou brutalmente a descristianização de Portugal e a progressiva deserção religiosa das Colónias.

A natureza profunda da revolução portuguesa do 25 de Abril de 1974, se da parte dos militares se reconduz apenas ao desenvolvimento caracterizadamente impensado de reivindicações profissionais, por outro lado, aproveitou sobremaneira às aspirações, quer do comunismo, quer da maçonaria, mas incluindo nesta a sua nova face clerical, já conquistada pela usurpação da Santa Madre Igreja. A classe política emergente desta revolução, mesmo a que se reclama do centro ou da direita, é completamente agnóstica ou ateia, mesmo quando se assegura católica. Mas a classe política do Regime anterior também era católica só de nome, e porque tal nomenclatura convinha aos seus interesses puramente políticos.      

Num país totalmente saturado de ateísmo, servido por uma seita conciliar mais ateia do que muitos ateus, pois que  proclama esse ateísmo com a aparência da autoridade do próprio Deus; que surpresa, que escândalo, poderá causar um Presidente eleito, oriundo do lado direito do espectro político, anunciar que vai utilizar a mesquita de Lisboa como o centro ecuménico, social e cultural, das comemorações do início do seu mandato republicano? Acaso Bergoglio não faz o mesmo?

Sem dúvida que estes tempos são os últimos, só podem ser, porque o Próprio Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que: “E se não fossem abreviados esses dias criatura alguma se poderia salvar, mas por causa dos eleitos eles serão reduzidos (Mt 24,22).”

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sempre proclamou muito abertamente QUE ERA UM CATÓLICO DO CONCILIO VATICANO 2, E GRANDE ENTUSIASTA DA LIBERDADE RELIGIOSA (que é um princípio ateu). Ninguém nega que ele seja um homem filantropo, solidário, ofertou, inclusivamente, uma ambulância a determinada instituição; não se lhe negam, assim, qualidades naturais. MAS SOBRENATURALMENTE, COMO CIDADÃO PORTUGUÊS, INICIA O MANDATO COMO RÉU DE ALTA TRAIÇÃO A PORTUGAL, CUJO BERÇO É A FÉ CATÓLICA; E DE APOSTASIA PÚBLICA PERANTE A SANTA MADRE IGREJA, POIS É BAPTIZADO.

O chefe de Estado, seja ele Rei ou Presidente, REPRESENTA FORMALMENTE A UNIDADE DA NAÇÃO PORTUGUESA, INTERNA E EXTERNAMENTE; NÃO SIMBOLIZA – REPRESENTA, E REPRESENTA TODO O PORTUGAL; TODO, COM O SEU LASTRO, RELIGIOSO, HISTÓRICO, CULTURAL, E POLÍTICO-SOCIAL. NÃO REPRESENTA APENAS O PORTUGAL PRESENTE, MAS IGUALMENTE O PORTUGAL PASSADO.

É vergonhoso que numa época em que o Islão demonstra bem a sua grande propensão para o crime de delito comum, para o assassínio, para o tráfico de droga, para a violação, seja o Presidente da república de Portugal a entronizar esse mesmo Islão como fundamento Histórico e cultural de um ecumenismo aberrante que conduzirá- mais não seja que por efeito da diminuta natalidade ocidental – à conquista da Europa ex-Cristã pela monstruosa cultura Islâmica.

Porque, jamais se olvide, o Islão presta objectivamente culto ao demónio; desconhece em absoluto a Ordem Sobrenatural e subverte grosseiramente a Ordem Natural; pratica a poligamia, a qual destrói as propriedades essenciais do matrimónio (mas não a sua essência – a procriação). O pseudo paraíso islâmico constitui uma horrorosa aberração da Verdade e da Santidade, pois reduz-se a gozos carnais. Os jejuns do Islão são uma irrisão da autêntica penitência, pois mal o sol se põe, entregam-se a orgias e comem como cerdos; é assim um JEJUM SUPERSTICIOSO. E não se pense que a vida nos países islâmicos é um exemplo de virtude, mesmo por padrões sarracenos, pois que a corrupção, a droga, o alcoól, a prostituição, a hipocrisia, e a opressão dos fracos pelos fortes, perpassam todas essas sociedades.

Alguns alvitrarão que Marcelo Rebelo de Sousa está de boa fé.

No plano natural poderá estar. Mas aqui o que conta é a Ordem Sobrenatural, fora da qual não há salvação, nem Bens Eternos.

O cargo que ocupa obriga-o a proceder contra a sua consciência? De modo nenhum, pois desde a sua juventude Marcelo Rebelo de Sousa enveredou VOLUNTÀRIAMENTE, por uma carreira política NUM SISTEMA CONSTITUCIONAL, SOCIAL E CULTURAL, ATEU; ALGO QUE JAMAIS PODERIA TER REALIZADO, SE COMO VERDADEIRO CATÓLICO, ABOMINASSE, COMO DEVIA, OS REGIMES PROVENIENTES DA REVOLUÇÃO DE 1789. Num sistema ateu, o verdadeiro católico não se deve candidatar nem a presidente da Junta de Freguesia. Quem se insere num determinado sistema deve estar preparado para assumir todas as  possíveis consequências, inerentes a esse mesmo sistema.

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu a mesquita com fundamento ecuménico de todo um programa político e cultural – PORQUE QUIS! Porque também não tem qualquer problema em promulgar amanhã uma lei de eutanásia; exactamente, porque se há liberdade religiosa – ENTÃO VALE TUDO! E o resto não passa de    caramunhas onanistas de escravos de satanás.

Não nos esqueçamos de rezar por Marcelo Rebelo de Sousa.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 5 de Março de 2016

2 Respostas para “A APOSTASIA DEICIDA DO PRESIDENTE MARCELO REBELO DE SOUSA

  1. henri março 10, 2016 às 2:18 pm

    Caro Alberto, se entendi direito, o cristão hoje deve manter-se afastado da política?

    • Alberto Cabral março 11, 2016 às 12:29 am

      Deve manter-se afastado de funções públicas integradas em orgânicas constitucionais ateias; e qualquer uma que se reclame da revolução de 1789, ou das revoluções anglo-americanas protestantes é genérica e praticamente ateia.
      Mas jamais deve renunciar a intervir na vida publica em testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo com os meios de que puder dispor.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

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