Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DO SEDEPLENISMO DE ORLANDO FEDELI AO SEDE-SOFISMO DE CARLOS NOUGUÉ

Bergoglio monofisita

 

Arai Daniele

São tantos os problemas candentes hoje neste nosso mundo em decadência terminal, na Europa como No Brasil, que muitos podem estranhar que alguém se ocupe da opinião de intelectuais de alcance limitado, como o dos autores citados. Ora, sobre a varredura do governo Dilma já escrevi, pois sei que vale pouco na atual decadência mundial, que vem de mais longe e alto.

Na verdade, o problema que trataram ou tratam os autores citados, reportando-se ao poder pontifical, é da mais alta importância universal; trata-se da Autoridade de Deus na Terra, da qual toda outra depende. E neste sentido, pode-se dizer que devido à suprema importância dessa questão, todo engano e artifício a esse nível é matriz dos piores e mais devastadores enganos.

As Escrituras nos descrevem, além do supremo enganador satânico, no plano espiritual, o seu eminente emissário para os mais pérfidos enganos no plano terreno. Trata-se do Anticristo, ou seja, aquele que no fim iria personificar o maior engano na terra. Qual senão o do supremo embuste da ocupação da Sede da Verdade por esse príncipe da falsidade; da Autoridade de Jesus Cristo usada para encobrir tortuosamente fatais adulterações anticrísticas.

Eis o engano final, que Nosso Senhor classificou como capaz de enganar até os escolhidos. Ora, esse é o risco que correm os assim chamados «sedeplenistas», isto é, os que querem ver a Sede de Pedro sempre ocupada para garantir a vasta presença visível e política da Igreja Católica no mundo, mesmo na alteração e na descontinuidade da sua missão de preservar a Fé íntegra e pura.

O termo «sedeplenista» surgiu para compensar o de «sedevacantista», isto é dos que não aceitam que a Sede da Verdade possa ser reconhecida legitimamente ocupava por quem não  conserva nela a missão de confirmar a Fé segundo o mandato de Cristo e na continuidade dos 260 Papas e 20 Concílios ecumênicos. Para estes, ao contrário da ideia dos sedeplenistas, há absoluta incompatibilidade  entre a Fé e os desvios e heresias que a deturpam e portanto, entre a autoridade e jurisdição dos promotores dessas deturpações da Fé e dos costumes, pois estes poderes só subsistem na ordem da Fé e para a Fé, incompatível com a heresia.

Os autores citados, entre tantos outros, também condenam desvios e heresias, mas querem, por alguma recôndita razão pessoal, visto a erudição e inteligência de que foram dotados, negar o absoluto dessa incompatibilidade entre fidelidade e jurisdição. No caso do Orlando, houve plena aceitação do «papa conciliar» que ocupava a Sede do Vaticano no seu tempo, pelo que nossa amizade ficou interrompida. Orlando Fedeli criticava duramente muitas faces gnósticas do Vaticano 2, mas aceitando seus autores «papais», que as promoviam no mundo, como se tivessem autoridade divina para tanto. Professou a mesma reverência «fideísta» de multidões abúlicas que se diziam católicas.

Não creio que hoje, na presença de Bergoglio no Vaticano, sua posição seria a mesma, mas é tarde para ele e sobre como pensam seus divididos discípulos para manifestar a Fé, devido à evidente involução desses grupos, não me resta interesse para indagar.

Já é diverso com meu amigo Carlos Nougué, professor tomista e gramático de valor. Sobre o seu pensamento de anos atrás, publiquei um par de artigos porque ele desavisadamente achou que devia atacar o que classificou como «A Tese Sedevacantista Derivada De A Figura Deste Mundo, De Pacheco Salles». Isto vinha no sito «Spes», criado para a defesa da posição «sedeplenista» do Convento da Santa Cruz em Nova Friburgo, dos beneditinos de dom Tomás de Aquino. Nesse artigo, 1º de uma série depois interrompida, ele quis contestar um indefinido «sedevacantismo». Iniciava com o erro elementar de, ao contrário a toda reta filosofia, especialmente tomista, não definir o termo usado.

Para compensar essa lacuna, prosseguia disfarçando-a em três «divisões fundamentais», das quais o livro não publicado do Dr. J. B. Pacheco Salles, seria a primeira. Trata-se do livro ainda inédito «A Figura deste Mundo», que me foi dado pelo autor, o amigo Pacheco Salles, com quem tive ocasião de discutir longamente sobre a matéria, que se apoiava na leitura de Santo Tomás.

Ora, a escolha do livro citado já denota, da parte de Nougué, como ele tinha necessidade de um texto elaborado tomisticamente para atacar a suposta «filosofia sedevacantista» à altura do filosofar de que era professor, tudo seguindo um suposto padrão lefebvriano.

O problema é que no âmbito do Mosteiro da Santa Cruz, que Nougué frequenta, considera-se imperativo seguir a parte branda dos conceitos do grande Arcebispo. Sim porque, como tive que lembrar ao seu Superior, que chegou ao ponto de dizer ser melhor ter um papa herege que nenhum (!), Mgr Lefebvre até o fim hesitou entre dois caminhos a seguir quanto ao «papa herege»:  um era conformista diante da presença de um «papa liberal»; outro, bem mais duro, deixando entender  que mais cedo ou mais tarde devia denunciar a vacância do papa católico.

Este último foi o caminho incômodo, que pedia coragem e por isto ignorado e esquecido desde sua morte, como se não tivesse sido nunca considerado necessário com o piorar da situação na Igreja.

Mas voltemos ao nosso Professor tomista, que conhece bem a Filosofia do Ser e os princípios de identidade e de não contradição, ao alcance de qualquer inteligência. Lembrei-lhe então que se o menino diz que o rei está nu, basta olhar, ninguém precisa ter lido Santo Tomás para, em base a algumas interpretações intelectuais, saber se é verdade; basta ver.

Assim a crítica a uma doutrina, para ter sentido, deve referir-se a algo de definível e apoiado no real, senão, por mais estruturada que possa parecer, na verdade reduz-se a uma vã caça a fantasmas sem interesse. Assim é, nesse caso, porque nunca houve «doutrina» de um «sedevacantismo» do Pacheco ou de outros católicos, amigos conhecidos ou não, espalhados pelo mundo. Trata-se de constatar se da Sede de Pedro procede a Voz que confirma o Evangelho de Jesus Cristo, Chefe da Igreja, ou outra contrária, que deturpa o Evangelho a favor de outras doutrinas modernistas e gnósticas, como explicou, entre outros, o  Fedeli e o mesmo Nougué e amigos; esta constatação sim, é baseada no espírito e na letra da Fé de sempre. Mas naquele artigo falhado, nosso amigo, além do primeiro erro de indefinição do que seja a «doutrina sedevacantista do Pacheco», fez seguir outros da série, até sobre outras espécies de antisedevacantismo de teor escolástico, como seria a infeliz «tese materialiter/formaliter», que ainda viceja por ai, visto a necessidade de muitos intelectuais de ir à caça com a definição dos sensus fidei para chegar a uma profissão de fé externa certa, mas montada em novas «teses».

Ora, de um critério externo certo, sem nenhuma possibilidade de erro, só o magistério infalível da Igreja. Mas ai se coloca a pergunta: o Magistério proclama uma verdade porque é certa, ou esta é certa porque proclamada pelo Magistério? O que vem antes? Mais, não depende a aceitação do Magistério de uma fé precedente?

Nisto vai o mesmo erro protestante, cuja fé depende da Revelação escrita, como se a escrita não fosse precedida pela Palavra confiada à oralidade de quem foi enviado para confirmar a continuidade sacramental da Palavra e da Sua missão apostólica.

É disso que devemos falar agora porque Carlos Nougué, depois de nossa discussão sobre o dita «doutrina sedevacantista do Pacheco», que ficou interrompida, ficou meu amigo e publicamos até em comum, nos respetivos sitos e em várias línguas, um duro «non possumus», de sua redação, diante da doutrina do Vaticano 2:  «No solo no le debemos al magisterio conciliar, en cuanto es tal, obediencia alguna en ningún punto, sino que debemos mantener frente a él una continua e intransigente oposición católica.»

Tudo bem, mas ficou suspensa a sua posição quanto à autoridade magisterial, sobre a qual ele disse ter uma posição diferente de tudo o mais e que breve a publicaria. No meio tempo continuou fiel ao Convento e ao seu bispo «resistente», monsenhor Williamson, que em março veio consagrar bispo dom Tomás.

Pois bem, o tempo passou e a realidade da ausência de um Papa católico na Sede da Verdade tornou-se ainda mais evidente com a alarmante presença de Bergoglio. De modo que esta horrenda realidade deveria ser enfrentada pelo fato que representa para a perda da fé dos povos e a perdição das almas, causada – como escrito por Mgr Lefebvre na carta aos padres que escolhera para serem consagrados bispos – pela presença de anticristos em Roma.

Podem os anticristos serem reconhecidos como papas, mesmo se isto não consta nos códigos? Lembremos que Mgr Lefebvre não viveu o tempo do «anticristo» Ratzinger elevado a «papa», e portanto não caiu nessa contradição com tudo quanto pregou se aceitasse Ratzinger, Bento 16 e ainda mais Bergoglio, Francisco! Ninguém honra a sua memória dizendo que os aceita para seguir os passos do Fundador da FSSPX!

O fato é que durante esse longo e tenebroso inverno de fé e de vendavais de ordem moral, eis que Carlos Nougué, provavelmente num intervalo de seu intenso e prolífico trabalho de ensino, que admiro, se apresenta com uma palestra sobre a sua versão do «Papa herético». Que tenha algo de novo parece desde logo errado pelas razões que vou enumerar aqui, depois de ter exposto ao amigo a minha mais penosa perplexidade, pedindo que retire esse vídeo para não desviar mais quem o ouve. Se admirava sua clareza em outros campos, aqui devo dizer que marca passo nas pisadas alheias, o que significa no tempo de Bergoglio, andar para trás.

Não posso portanto calar sobre o que acrescenta mais confusão em questões santas. De fato, tornar sobre o argumento da infalibilidade para concluir que um anticristo que nunca a usou continua a ser «um pouco papa» que argumento é?

O mais irônico é que um dos vaticanistas mais informados, Sandro Magister, acaba de publicar: «Francisco, Papa. No hay nadie más infalible que él»; Se muestra dispuesto a rediscutir el dogma de la infalibilidad. Pero en realidad concentra en sí la plenitud de los poderes, mucho más que sus últimos predecesores. Y actúa como un monarca absoluto»:

  • «Fr. Hans Küng says Francis responded to request for free discussion on infallibility dogma… Pero curiosamente, al contrario de lo que se podía esperar, Küng no hizo pública la carta que el Papa le ha escrito en respuesta a una apelación suya anterior. Sólo la describió, quizás porque la carta no era tan categórica como él hizo creer. En efecto, Francisco no resulta compatible en absoluto con esto cuando reivindica su propia autoridad de Papa como “suprema, plena, inmediata y universal”, tanto en el oficio de gobernar como en el de enseñar. Más aún, seguramente él es el pontífice que en el último medio siglo ha exaltado más que cualquier otro su autoridad suprema, no sólo en la Iglesia Católica sino en toda la cristiandad, citando en apoyo de esto precisamente la Constitución Dogmática “Pastor aeternus”, del Concilio Vaticano I de 1870, en la que se proclamó la infalibilidad “ex cathedra” del Papa… Porque es verdad que del papa Francisco podemos esperar exhortaciones para discutir sobre todo, también sobre los temas más delicados. Pero está comprobado también que es su costumbre alternar estas “aperturas” suyas con reafirmaciones de la doctrina tradicional, con ese continuo y nunca resolutivo “stop and go” que caracteriza a su magisterio. Pero sobre el dogma de la infalibilidad no hay parangón entre el débil y dudoso apoyo suyo a la reconsideración del dogma por un lado y por otro lado la poderosa y atronadora proclamación de su propia autoridad suprema que ha hecho más de una vez, siempre en ocasiones de gran relevancia. Las ocasiones claves han sido dos en particular. La primera ha sido el discurso de cierre de la tormentosa primera sesión del Sínodo sobre la Familia, el 14 de octubre de 2014: “Con un corazón…” Visiblemente irritado por la tendencia del sínodo, muy por debajo de sus expectativas reformadoras, el papa Francisco hizo entender a obispos y cardenales que en todo caso la última palabra le correspondería a él, en cuanto “pastor y doctor supremo de todos los fieles”, dotado de “potestad suprema, plena, inmediata y universal”. Ambas formulaciones fueron tomadas del Código de Derecho Canónico, es decir, justamente de esa estructura jurídica de la  Iglesia que él no ama pero en la que esta vez consideró oportuno apoyarse. Para evitar dudas, Francisco confirmó además a los padres sinodales que “el sínodo se desarrolla ‘cum Petro et sub Petro'”, no sólo “con” sino también “bajo” el sucesor de Pedro. La segunda ocasión clave fue un año después, a mitad de la segunda sesión del Sínodo sobre la Familia, también ella decepcionante para él: “Mientras se encuentra en pleno desarrollo…” Fue el 17 de octubre de 2015, en el quincuagésimo aniversario de la institución del sínodo de los obispos, y la reiteración del encuentro ofreció al Papa el punto de partida para describir de este modo la dinámica de un sínodo: “El camino sinodal comienza escuchando al pueblo. […] Prosigue escuchando a los Pastores. […] Además, el camino sinodal culmina en la escucha del Obispo de Roma, llamado a pronunciarse como ‘Pastor y Doctor de todos los cristianos'”. Atención. Aquí Francisco no citó nunca, como un año atrás, el canon 749 del Código de Derecho Canónico, que proclama la autoridad del Papa sobre los “christifideles”, es decir, los “fieles” que pertenecen a la Iglesia Católica. Esta vez, extrajo la cita de la Constitución Dogmática “Pastor aeternus”, del Concilio Vaticano I, en la que la autoridad del Papa se extiende a “todos los cristianos”, es decir, idealmente también a protestantes, ortodoxos, evangélicos, al orbe universal de los bautizados llamados a retornar a la única Iglesia. La del Papa es una autoridad de “pastor” y también de “doctor”, que en el mismo parágrafo de la “Pastor aeternus” es proclamada como “infalible”, especificando en qué sentido y con cuáles límites, agregando inmediatamente después el “anathema sit” típico de toda definición dogmática: también la “Lumen gentium”, n. 25, al reafirmar la “potestad plena, suprema y universal” del Papa y su “infalibilidad como supremo pastor y doctor de todos los fieles”, cita también la “Pastor aeternus” del Concilio Vaticano I, la bestia negra de Küng y afines… En su discurso del 17 de octubre del 2015 Francisco prosiguió después insistiendo en el “sub Petro” con mayor vigor aún que el año anterior: “El hecho que el Sínodo actúe siempre cum Petro et sub Petro —por tanto no sólo cum Petro, sino también sub Petro — no es una limitación de la libertad, sino una garantía de la unidad”. Y se puede presumir que él ya tenía en mente lo que escribiría después en la Exhortación post-sinodal “Amoris lætitia”, valiéndose de su propia autoridad suprema para ir mucho más allá de lo que el sínodo estaba dispuesto a llegar.»

Assim, justamente valendo-se da aparência desse poder infalível de Pontífice católico, que não dispensa porque pode querer usá-lo com força para qualquer circunstância, é que o anti-Cristo no Vaticano impõe novas doutrinas ambíguas de perdição, pretendendo que, fieis apatetados por esse confuso poder papal, o creiam; como se poderia duvidar da palavra de um vestido de papa?

Concluir que resta neles uma «jurisdição precária» é confundir jurisdição católica com herética; é reforçar a crença que exista na Igreja uma jurisdição sobre questões de Fé que não seja ordenada, como tudo o mais na Igreja, à mesma Fé.

Que jurisdição é essa que, se não é pela fé é contra a Fé? Alegou-se para isto que a Igreja autoriza até mesmo um padre excomungado a atender o pedido de confissão de um fiel em ponto de morte, concedendo-lhe para tal situação extrema a jurisdição para absolver. Mas neste caso a jurisdição é delegada só para o caso específico e aí cessa. Pode-se admitir tal falsa jurisdição precária em bispos e papas hereges e heresiarcas, para que, sob o manto de uma precária legalidade ensinem regularmente erros e heresias e percam almas?

Por isto, essa «tese de jurisdição precária», diante da integridade da Fé à qual toda jurisdição na Igreja deve servir, é um relativismo sem nenhum elo com a realidade do ser; no caso, que parece alegado em companhia do p. Calderón, é apoiar-se na solidez da Filosofia do Ser para justificar o que não é, nem pode vir a ser: um semi-papa!

E aqui torna-se inevitável notar como o recurso usado por Bergoglio para fazer crer na sua autoridade suprema, que se ele quiser torna-se infalível, vem a ser só a versão muito inflada a partir dessa tal «jurisdição precária», nominalista, de mesmo nome, para os que a inventam para justificar a aceitação de um «papa herético», mas irremovível porque a lei da Igreja não o esclareceria, como querem  pensar junto ao novo bispo dom. Tomás, que pensa: “É melhor um papa herege do que nenhum”.

Diante disso a máxima indignação católica se explica pelo fato que basta para o comum fiel a suspeita que um tal clérigo seja «papa», mesmo mau, mesmo um semi-papa, para aceitar que possa dizer heresias, pontificando nessa veste, fazendo com que um multidão continue a segui-lo, mesmo porque não há outro, mesmo porque é mais perigoso desobedecer à autoridade que tenha algo de uma «jurisdição» do que ouvir esse pregador de um novo Evangelho!

Eis pois que, essa tese da jurisdição precária, para não pôr em dúvida a «eleição canônica» de um clérigo eleito papa para a mutação da Igreja, é nefasta e contraria ao que foi esclarecido na Bula «Cum ex apostolatus officio» do Papa Paulo IV, confirmada também e aplicada por São Pio V.

De fato, quando se verifica que o «papa eleito» era desviado da fé antes da sua eleição, esta é nula, mesmo se teve o voto unânime dos cardeais, mesmo se foi aceita por todos, não importa o tempo que decorreu o falso papa no cargo.

Ora, discute-se como seria possível confirmar que já Roncalli, que eleito assumiu o nome do antipapa João XXIII, fosse um desviado modernista e maçom sem conhecer seus precedentes. O fato é que ele mesmo o demonstrou publicamente com a operação conciliar e sua obra modernista e maçônica, segundo as doutrinas heréticas de que era portador já antes da eleição papal.

O herege é condenado publicamente pela Igreja pelo risco de vir a contaminar a Fé. Isto fizeram Roncalli e sucessores, comprovando intenção herética anterior. A maior preocupação dos fiéis deve ser conservar, mas também defender a Fé, a fim de que esta não seja alterada por ninguém, ainda mais, por quem exibe jurisdição para ensiná-la.

Só assim se honra a Deus. O contrário está no nefasto epílogo de uma falsa fé pela qual um heresiarca na Sede de Pedro seria como uma autoridade civil detestável, mas legítima, um Obama ou uma Dilma, que mesmo o seu «impeachment» deve fundar-se na constituição da república! É comparar o poder de um Papa verdadeiro, que, em seguida à sua eleição, recebe-o em modo imediato de Deus, conhecedor do coração de todo homem, com uma soberania popular, essa sim sempre precária, como a pobre ideia democrática.

Mas pior que aceitar um desviado, imbuído da intenção de mudar a Igreja como papa, devido ao «conclave canônico» que o elegeu e à aceitação geral, ainda pior é aceitar um demolidor da Fé por manter sempre uma jurisdição ainda que precária; é crer isto tolerado por Deus, cuja Igreja nasceu do Sangue de Jesus Cristo para a redenção dos homens.

Deste modo se imputa a Deus o erro humano gerado no conclave pelos cardeais que ignoravam a infidelidade oculta do eleito. Mas um modernista oculto pode enganar os cardeais, não a Deus que confere ou não o poder pontifical de modo direto ao eleito, se apto e fiel, porque lê nos corações. Como poderia permitir o erro na Sua Sede de Verdade, cujo poder deriva diretamente de Sua Vontade?

Aos que pensam assim, então Deus permite que creiam, seja numa autoridade materialiter», seja numa correlata semi-jurisdição, ou no que quiserem, para que não suspeitem do único fato definido numa Bula apostólica sobre conclaves nulos?

Neste sentido o sofisma ateu pelo qual «se Deus reconhece o mal, mas se não pode evitá-lo, não tem poder», não se aplica ao caso dado que o poder da escolha do eleito compete ao conclave, assim como a capacidade de reconhecer sua nulidade devido às obras contrárias à Fé compete a quem tem fé.

Sim, porque quando há pertinácia na relativização da integridade de tudo o que se relaciona à Sua Fé, Deus permite que se acredite  até na mentira, como explica São Paulo.

O que Deus permite então é o castigo para os muitos que não reconheçam, mas vivam na indiferença desse perigosíssimo poder de engano, que leva à apostasia: “com sinais e prodígios enganosos, com todas as seduções da iniqüidade para aqueles que se perdem porque não abraçaram o amor da verdade para serem salvos. Por isso Deus lhes enviará o artifício do erro de tal modo que creiam na mentira” (II Ts 2, 9-10).

Qual artifício do erro é maior que o culto do homem que se faz deus para ocupar o Lugar Santo da Igreja de Deus que se fez Homem?” Quem pode negar que é isto que se vive na hora presente por causa de tantos artifícios de erros, causados por nossos pecados?

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