Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A IMPOSSIBILIDADE DA CONTRADIÇÃO NA OPERAÇÃO MORAL

ecumaniacos

 

A nova PENTECOSTES da igreja ecumenista conciliar é o maior engano e a contradição máxima no âmbito da religiosidade de todos os tempos.

*   *   *

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da encíclica “Ad Catholici Sacerdotii”, promulgada em 20 de Dezembro de 1935:

“É pois necessário, Veneráveis irmãos, que o sacerdote, mesmo em meio às pesadas ocupações do seu santo ministério, e sempre em ordem a este, continue o estudo sério e profundo das disciplinas teológicas, acrescentando sempre ao acervo de ciência que aprendeu no seminário, uma ERUDIÇÃO SAGRADA, cada vez mais rica, que o faça também mais idóneo para a Sagrada pregação e para a direcção das almas. Além disso, por decoro das funções que exerce, e para granjear, como convém, a confiança e a estima do povo, que tanto contribui para tornar mais eficaz a sua obra pastoral, o sacerdote deve estar provido daquele Património da Doutrina, mesmo a não estritamente Sagrada, que é comum aos homens cultos do seu tempo; isto é, deve ser SADIAMENTE moderno, como o é a Igreja, que abraça todos os tempos e todos os lugares, e a tudo, TAMBÉM SADIAMENTE, se adapta; bendiz e  promove todas as santas iniciativas, e não se assusta dos progressos, mesmo os mais atrevidos, da ciência, contanto que seja verdadeira.

Em todos os tempos o clero católico se distinguiu em todos os campos do saber humano; mais: Em certos séculos, de tal maneira figurou na vanguarda do saber, que clérigo foi sinónimo de douto. E a Igreja, depois de haver guardado e salvo os tesouros da cultura antiga, que sem o seu trabalho e o de seus mosteiros se teriam quase inteiramente perdido, demonstrou nos seus mais ilustres doutores COMO TODOS OS CONHECIMENTOS HUMANOS PODEM SERVIR PARA ILUSTRAR E DEFENDER A FÉ CATÓLICA. Desta verdade nós mesmos apresentámos ao mundo um exemplo luminoso, ao cingirmos com o nimbo dos santos e com a auréola dos doutores aquele grande Mestre do Sumo São Tomás de Aquilo, aquele Alberto Teutónico, que já seus contemporâneos honravam com o nome de Magno e de Doutor Universal.        

Certamente, não se pode pretender em nossos tempos que o clero possa alcançar um primado semelhante em todos os campos do saber: O Património científico da Humanidade tornou-se tão extenso que nenhum homem pode abraçá-lo inteiramente, e muito menos fazer-se insigne em cada um dos seus distintos ramos; porém, de uma parte se deve prudentemente estimular e ajudar aqueles membros do clero, que por sua inclinação e por seus dotes eepeciais, sentem-se chamados a aprofundar e a cultivar esta ou aquela ciência, esta ou aquela arte, QUE NÃO DESDIGA DA SUA PROFISSÃO ECLESIÁSTICA, porque todos estes estudos, SE SE CONTÊM DENTRO DOS SEUS DEVIDOS LIMITES, E SOB A DIRECÇÃO DA IGREJA, REDUNDAM EM DECORO DA MESMA IGREJA, E NA GLÓRIA DO SEU DIVINO MESTRE, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; por outro lado, não se devem contentar os demais clérigos com aquilo que talvez devesse bastar em outros tempos, mas devem estar em condições de adquirir, uma cultura geral mais vasta e completa.

ESTA NECESSIDADE DE VIRTUDE E DE CIÊNCIA, ESTA EXIGÊNCIA DE EXEMPLARIDADE E DE EDIFICAÇÃO, DESTE “BOM ODOR DE CRISTO”(IICor 2,15), que o sacerdote deve espalhar em torno de si, e perto de quantos o rodeiam, é hoje tanto mais sentido, e tanto mais evidente e necessário quanto a Acção Católica, este movimento tão consolador, que sabe levar as almas aos mais sublimes ideais de perfeição, põe os leigos em contacto frequente e em colaboração mais íntima com o sacerdote: Ao qual estes olham não sòmente como guia – o que é natural – MAS TAMBÉM COMO EXEMPLO DE VIDA CRISTÃ E VIRTUDES APOSTÓLICAS.»     

A Verdade do Ser é a Verdade de Deus, consequentemente, as leis do Ser estão necessàriamente inscritas na Revelação Sobrenatural, no Dogma e na Moral. O Ser de que falamos é um conceito abstracto de raiz Metafísica; Deus é uma realidade concreta e Pessoal que alcançamos por uma reflexão, moralmente ordenada, sobre a experiência natural, ilustrada pelo Princípio da Razão suficiente. Mas qual a relação entre Deus e o Ser?

Em Deus o Ser é infinitamente sublimado e Incriado, Deus é o Seu Ser, as criaturas, mesmo as mais excelsas, como os Anjos – NÃO SÃO O SEU SER. A inteligência pode abstrair o simples conceito, metafísico, impessoal, de Ser infinito; mas em CONCRETO, só Deus Pessoal é, porque sòmente Deus Pessoal é constitutivo concreto da fecundidade infinita do Ser abstractamente concebido. Na realidade, a Santíssima Trindade constitui a expressão Pessoal do modo Infinito em como o Ser Infinito abstraído pela Metafísica – É EM CONCRETO!

A Verdade Sobrenatural não contradiz, nem pode contradizer, a Verdade Natural – APENAS A SUPERA INFINITAMENTE.

A Moral SobrenaturaL constitui a face operativa do Dogma; E ASSIM COMO NESTE NÃO HÁ, NEM PODE HAVER, LACUNAS DE VERDADE E DE BEM, EXACTAMENTE O MESMO SE PASSA COM A MORAL.

Os códigos humanos possuem quase sempre lacunas legislativas, porque é quase impossível – por mais inteligentes que sejam os seus autores – evitar limitações que são inerentes à condição humana. Não assim a Revelação Sobrenatural, Dogmática e Moral, precisamente porque esta não se fundamenta na inteligência humana, na cultura humana, porque se integra com absoluta simplicidade no nosso Organismo Sobrenatural, NO QUAL E PELO QUAL, JÁ POSSUIMOS TEMPORALMENTE A DEUS, E NOS ENCAMINHAMOS PARA UMA POSSE ETERNA. As virtudes Teologais e Morais facultam-nos essa participação na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Vontade Divina. No plano do Dogma não há, nem pode haver, nenhuma questão essencial à transcendência do Princípio e do Fim do Homem, à qual a Fé Católica não saiba responder; no plano da moral, não há, nem pode haver, qualquer problema moral que não possa ser resolvido no sentido pleno da Santidade; ou seja: Não pode existir nenhum problema moral em que qualquer solução que seja adoptada, seja ela qual for, configure uma acção ou omissão pecaminosa, ou para o qual problema moral, não exista, ou não possa ser encontrada solução.  

O agível moral transcende caracterizadamente, sendo incomensurável, com a acção técnica do homem sobre os objectos que o rodeiam, acção enraízada na inteligência natural e nos conhecimentos e fins puramente terrenos. Os conhecimentos técnicos do homem são acumuláveis de geração em geração; não assim a perfeição moral, que não é transmissível através da educação; isto acontece devido às consequências do pecado original que impedem que se efective a referida transmissão. Todavia, o que especifica o homem, como homem, ente espiritual criado à Imagem e Semelhança de Deus, não é a actividade técnica, mas sim a operação moral; porque sòmente por esta pode alcançar a Verdade Eterna de Deus Nosso Senhor. Os animais não possuem esfera moral, porque toda a sua actividade é regulada por um instinto sensitivo, de carácter específico, incapaz de progresso intrínseco, que os governa necessàriamente; porque os animais não se podem mover interiormente norteados pela Verdade e pelo Bem, na exacta medida em que não são espirituais.

Quanto mais se progride na Graça e na Virtude Sobrenatural, mais coesas, mais globalmente necessárias são entre si as virtudes, mais se exigem mùtuamente, porque mais perto se encontram do Fim Eterno ao Qual estão ordenadas.

A complexidade do mundo, por muito grande que seja, não o impede de ser eficazmente medido pela Virtude Teologal e pela Virtude Moral, pois com já se afirmou, tais Virtudes participam acidentalmente na Natureza Divina. A alma na Graça de Deus DOMINA EFECTIVAMENTE O MUNDO NO PLANO DOGMÁTICO E MORAL. SABE QUE JAMAIS ENCONTRARÁ VAZIOS, ESPAÇOS NÃO ILUSTRADOS PELA CARIDADE DIVINA.

Vem bem a propósito proceder à aplicação do que fica dito à situação actual da Santa Madre Igreja:

Se acreditamos que a Doutrina Católica possui resposta para todos os problermas humanos, não técnicos; se acreditamos que os caminhos da Santidade estão sempre iluminados pela Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; Então os conflitos, as contradições, só podem promanar do homem, e DO HOMEM INFIEL, EM MAIOR OU MENOR GRAU, À MESMA DOUTRINA CATÓLICA.

Ora poder-se-ia crer, ao proceder à leitura de certos textos tradicionalistas, que os bons católicos estariam condenados a pecar mortalmente, façam o que fizerem.  

Na realidade, todos os males são provenientes do facto de se medir a Fé Católica pelos acontecimentos do mundo ateu, quando o contrário é que é absolutamente indispensável.

Porque o mundo, mesmo segundo uma ideia natural, mas intelectualmente elevada, que dele se forme, possui um conjunto finito, embora muito vasto, de possibilidades; a própria História se repete segundo padrões que se repetem embora a nível diferente. A Sagrada Escritura, que regista o pensamento Sobrenatural de Deus acerca da Humanidade, e que portanto habilita a conhecer o mundo e o homem melhor do que qualquer autoridade humana, tudo sintetiza no AMOR SOBRENATURAL A DEUS COMO A ÚNICA SABEDORIA QUE VALE A PENA (Sab 7,22-30).

O problema dos tradicionalistas em geral(não todos) é a sua pouca Fé e mesmo uma persistente ausência, frequentemente habitual, da Graça Santificante e da Caridade. O espectáculo que proporcionam ao mundo ateu (que não é embotado) só confirma a AUSÊNCIA DO PAPA E PRESENÇA DO ANTI-PAPA E ANTI-CRISTO.

Assim como as Virtudes Sobrenaturais, ordenando-se essencial e absolutamente a Deus Nosso Senhor, unificam-se e sublimam-se enquanto participam já do Fim Eterno a que aspiram; a privação da Graça Santificante, a desordem face ao Fim Supremo, fragmenta e sub-fragmenta as forças naturais da alma, com repercussões altamente ruinosas, individuais, familiares e sociais. Neste quadro conceptual EXISTE UMA SÓ FORMA DE BEM, MAS UMA GRANDE VARIEDADE DE EXPRESSÕES DO MAL. Reside aqui a razão profunda explicativa do facto de uma função ser tanto mais coesa, una e indivisível, quanto mais participa da Verdade e da Bondade do Ser. Efectivamente, uma função integrada numa orgânica constitucional laica, e na medida em que consiga estabelecer um pacto de segurança civil, participa apenas MATERIALMENTE da Lei Eterna, e a sua coerência e unidade interna é por isso mesmo apenas material.  Mas na Cátedra de São Pedro, fundamento infalível e indefectível de Verdade e Santidade, a Função Sagrada de Direito Divino Sobrenatural é também em si mesma Divina, embora exercida por uma pessoa humana, não impecável, e com todas as suas limitações naturais; goza assim, formalmente, da suprema unidade e indivisibilidade, pois como a Santa Madre Igreja sempre afirmou: A CADEIRA DE PEDRO E NOSSO SENHOR JESUS CRISTO CONSTITUEM UMA SÓ CABEÇA DA IGREJA.

É assim completamente absurdo pretender dividir a função papal em aspectos bons e aspectos maus; como se uma só gota de veneno não corrompesse irremediàvelmente todo o desempenho funcional, porque REVELADOR OSTENSIVO DE CORRUPÇÃO ESSENCIAL E CONSTITUTIVA DA MESMA FUNÇÃO SAGRADA.

O que na realidade sucede é que esses aspectos MATERIALMENTE bons são premeditadamente, astutamente, utilizados, SÓ PARA FAZER PASSAR, FORMALMENTE, O MAL.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 3 de Maio de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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