Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

OS PADRES CONCILIARES NÃO AMAVAM A DEUS NOSSO SENHOR

Coetus Internationalem

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em passagens da encíclica “Ubi Arcano”, promulgada em 23 de Dezembro de 1922:

«Só a Santa Igreja, de posse da Verdade e do Poder de Cristo, tem a missão de dar aos espíritos a formação que convém; ela sòmente está em condições de fortalecer hoje a verdadeira Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, como de consolidá-la para o futuro. Conjurando as ameaças iminentes de novas guerras a que nos temos referido, só ela, em virtude do mandato e da ordem Divina, ensina a obrigação que têm os homens de CONFORMAR À LEI ETERNA DE DEUS TODA A SUA ACTIVIDADE, PÚBLICA E PRIVADA, SEJA COMO PARTICULARES, SEJA COMO MEMBROS DA COLECTIVIDADE. O que se refere ao bem de muitos é mais importante que o que diz respeito ao bem individual.

Desta maneira, quando os Estados e governantes julgarem, como dever Sagrado, submeter a sua vida, interior e exterior, aos ensinamentos e preceitos de Jesus Cristo, então e só então, gozarão da Paz interna, manterão as relações de mútua confiança, se resolverão pacìficamente os conflitos que poderão surgir.

Todas as tentativas realizadas até aqui neste sentido, ou foram nulas, ou quase, principalmente com referência aos pontos em que são mais vivas as divergências internacionais.

É que não há uma instituição humana capaz de impor a todas as nações  uma espécie de Código Internacional, adaptado à nossa época, análogo ao que regia, na Idade Média, esta verdadeira Liga das Nações, que se chamava a Cristandade. Ela também viu que¨se cometiam muitas injustiças, mas ao menos conseguiu sempre conservar vigente o valor Sagrado do Direito, regra segura segundo a qual eram julgadas as Nações.

Há, porém,  uma Instituição Divina capaz de garantir a inviolabilidade do Direito das Gentes; uma Instituição que, abraçando todos os povos, a todos ultrapassa, porque desfruta de autoridade Soberana e do glorioso privilégio da plenitude de Magistério: É a Igreja de Jesus Cristo. É a única que se apresenta preparada para uma missão tão extraordinária, graças à sua Missão Divina, à sua natureza e constituição e ao prestígio que lhe conferem os séculos. As mesmas vicissitudes das guerras, longe, de a diminuírem, causaram-lhe maravilhosos desenvolvimentos».

 

O que especifica o homem, enquanto ente ESPIRITUAL criado à Imagem e Semelhança de Deus, é a operação moral, e mais pròpriamente, a operação MORAL SOBRENATURAL. Toda a actividade técnica e mesmo a própria cultura profana, em si mesmas, nada servem à Salvação Eterna; dizemos em si mesmas, na exacta medida em que tais actividades podem e devem ser sobrenaturalizadas, e então, sim, possuirão mérito para a vida Eterna.

Se não possuirmos a Graça Santificante, mesmo que tenhamos a Fé, é uma Fé informe, incompletamente Sobrenatural. Porque só a Graça Santificante nos torna autênticos espelhos que refletem, acidentalmente, a Imagem de Deus; dizemos acidentalmente, porque se disséssemos substancialmente, já incorreríamos no panteísmo, que constitui uma forma edulcorada de ateísmo.

Um só aumento de Graça Santificante, na alma fiel, vale mais do que todo o Universo natural.

Existe uma muito rigorosa comensurabilidade entre a Graça Santificante, que é um Hábito Entitativo, que adere à essência da alma, e a Caridade, que é um Habito operativo, e adere à vontade. Sòmente a Graça Santificante e a Caridade são verdadeiramente transformantes, só elas nos transportam espiritualmente para fora deste pobre e triste mundo, mesmo continuando, fìsicamente, nele.

Sabemos que no conciliábulo Vaticano 2 uma parte importante (mas não a maioria) dos Padres estava formalmente pré-comprometida com a maçonaria internacional, formando complot com Roncalli e Montini para a destruição da Santa Igreja. MAS SE OS RESTANTES PADRES FOSSEM REALMENTE CATÓLICOS NA GRAÇA DE DEUS, MILITANTES DA CAUSA BENDITA DE NOSSO SENHOR, O DITO COMPLOT TERIA FRACASSADO, ATÉ PORQUE OS FALSOS PONTIFICADOS SERIAM DE IMEDIATO DENUNCIADOS E AMALDIÇOADOS.

Mas o que é facto é que a maioria dos Padres do Vaticano 2 vivia num ramerrão sonolento, frequentemente, não analisavam os textos propostos ao Concílio, violando assim a sua mais Sagrada obrigação funcional, e mesmo oa que procediam a essa análise, estavam realmente prontos para tudo, para tudo, EXCEPTO ARRISCAR, UM POUCO QUE FOSSE, A SUA ZONA DE CONFORTO NUMA DENÚNCIA PÚBLICA E VIRIL DAS FORÇAS ANTI-CRISTO. Deste modo, e como é costume dos medíocres de todos os tempos e lugares, penderam para o lado que consideraram maioritário e que além do apoio “papal” dispunha de largo, mesmo de esmagador apoio dos meios de comunicação social. É fácil, humanamente falando, estar do lado do mais forte. Donde se conclui, que a enorme maioria dos Padres conciliares NÃO AMAVAM A DEUS NOSSO SENHOR SOBRE TODAS AS COISAS. Encontravam-se, aliás, desejosos de voltar às suas dioceses, e inscreviam-se em viagens puramente turísticas no interior da Itália; sem dúvida, o país mais artìsticamente opulento de todo o mundo; mas não era para isso que os Padres haviam sido chamados a Roma.

O diletantismo, o mundanismo, a apostasia, pelo menos prática,

reinaram pois entre os Padres conciliares não comprometidos formalmente com a maçonaria. Mesmo o “Coetus Internationalis Patrum” cessou o combate imediatamente após o encerramento do concílio. Sómente Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer continuaram a luta, e apenas este último conduziu até ao seu termo lógico o raciocínio católico – a tese sedevacantista.   

Mas a História da Igreja não é pródiga em exemplos destes?

Sempre houve maus bispos, mas actuavam isoladamente, com pouco ou nenhum conhecimento uns dos outros, até porque os grandes meios de comunicação, particular e social, apenas se desenvolveram nos últimos cem anos. Só que no dito concílio se produziu um efeito qualificado de sinergia entre todos os factores negativos, entre todos os factores anti-Cristo. Já o Cardeal Billot, quando consultado pelo Papa Pio XI sobre a eventualidade de retomar o não formalmente encerrado Sagrado Concílio Vaticano I, respondera, invocando a triste possibilidade dessa sinergia das forças do mal ser letal para a Santa Madre Igreja. E então Pio XI desistiu de reabrir o Concílio, procurando exercer o Sagrado Magistério, fundamentalmente, através de encíclicas. Exactamente o mesmo sucedeu com o Papa Pio XII. Mas os inimigos da Santa Igreja apostaram a fundo nessa sinergia, utilizando-a com uma inteligência que só poderia provir de satanás. E evidentemente, bispos em pecado mortal, em caso algum poderiam erguer uma barreira eficaz ao avanço modernista.

Quem ama verdadeiramente a Deus sabe como resistir à pressão social; aliás, segundo São Tomás, a virtude Sobrenatural da Força exerce-se, frequentemente, mais na resistência longânime ao mal árduo, do que na consecução positiva do Bem árduo.  

Quem está em pecado mortal, acaba por encarar o mundo de modo naturalista, ou seja, perde a Fé Teologal com muita facilidade. Neste quadro conceptual, podemos afirmar que o Vaticano 2, em princípio, possuiria dez por cento de Padres verdadeiramente católicos, trinta a quarenta por cento de Padres já comprometidos formalmente com a maçonaria, e os restantes eram Padres em pecado mortal. A ostensiva aprovação final das teses da maçonaria demonstra bem as Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Eu sou a Videira verdadeira e Meu Pai é o Agricultor. Todo o ramo que em Mim não dá frutos, Meu Pai corta-o, e limpa toda aquele que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos devido à Palavra que vos tenho anunciado. PERMANECEI EM MIM E EU PERMANECEREI EM VÓS. ASSIM COMO O RAMO NÃO PODE DAR FRUTO SE NÃO ESTIVER NA VIDEIRA, ASSIM ACONTECERÁ CONVOSCO SE NÃO ESTIVERDES EM MUM. Eu sou a Videira, vós os ramos. QUEM PERMANECE EM MIM E EU NELE, ESSE DÁ MUITO FRUTO, PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER. SE PERMANECERDES EM MIM, E AS MINHAS PALAVRAS PERMANECEREM EM VÓS,PEDIREIS TUDO O QUE QUISERDES, E VOS SERÁ CONCEDIDO.”  (Jo 15, 1-7)  

ORA, OS PADRES CONCILIARES ERAM MEMBROS MORTOS DO CORPO MÍSTICO; COMO PODERIAM DAR FRUTO?    

É conhecido como a acção de satanás através da História consubstancia-se, precisamente, num aperfeiçoamento da já referida sinergia, que coloca socialmente presente o que até então constituía a perversidade particular de cada um. Essa socialização do mal foi acelerando nos últimos seis séculos, até atingir as raias do absurdo que hoje contemplamos. O nunca suficientemente amaldiçoado concílio Vaticano 2 filia-se, essencialmente, nessa socialização do mal, a qual, por definição, IMPEDE A VERDADE E O BEM DE SE DIFUNDIREM E IRRADIAREM NO CORPO SOCIAL, OPERANDO COACTIVAMENTE O SEU CONSTRANGIMENTO AO SANTUÁRIO DOMÉSTICO, NA MELHOR DAS HIPÓTESES. Porque a pior, A MAIS TRAIÇOEIRA, forma de praticar o mal – É RELATIVIZAR O BEM.    

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Maio de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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