Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A RELAÇÃO TRANSCENDENTAL ENTRE A FÉ CATÓLICA E O MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA

Fé e Magistero

 

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI , em excertos da sua encíclica “Rerum Ecclesiae”, promulgada em 28 de Fevereiro de 1926:

«Voltando com atenção aos anais da Igreja, não pode passar despercebido para ninguém como, desde os primeiros séculos do Cristianismo, os Romanos Pontífices dirigiram os seus cuidados principais e as suas providências para difundir a Luz da Doutrina Evangélica, e os benefícios da civilização cristã,  aos povos que “ainda jaziam nas trevas e na sombra da morte”, sem nunca parar, quer pelas dificuldades encontradas, quer pelos obstáculos que se lhes interpusessem. E verdadeiramente a Igreja não tem outra intenção senão tornar participante dos frutos da Redenção todo o Género Humano, dilatando por toda a Terra o Reino de Jesus Cristo. E o Vigário de Jesus Cristo na Terra, Príncipe dos pastores, não importa quem ele seja, longe de poder contentar-se com a simples defesa e guarda do rebanho a ele Divinamente confiado, quando não queira faltar a uma das suas obrigações principais, deve também procurar com todo o zelo convidar para o seguimento de Jesus Cristo todos os que ainda estão longe dele. Ora, em todos os tempos, os nossos predecessores, como é sabido, executaram fielmente o seu Mandato Divino de ensinar e baptizar todas as gentes; e os sacerdotes, por eles enviados, não poucos dos quais, quer pela exímia santidade de vida, quer pelo martírio encontrado, são venerados pùblicamente pela Igreja, esforçaram-se, mesmo com êxitos variados, por iluminar com a nossa Fé a Europa, e depois até as regiões até então desconhecidas, enquanto eram descobertas e exploradas. Com sucesso variado, digamos; porque aconteceu por vezes que depois de tentativas e fadigas quase inúteis, e mortos ou afastados, os missionários, do campo que haviam começado a cultivar, este, ou conseguiu apenas perder um pouco da sua selvageria, ou mesmo sendo já mudado num jardim colorido de flores, com o passar do tempo, abandonado a si mesmo, foi pouco a pouco obstruindo-se novamente de espinhos e sarças. (…)

Verdadeiramente, os pregadores evangélicos, poderiam cansar-se e derramar suores, e também dar a vida para levar os pagãos à Religião Católica; poderiam usar de toda a forma, de toda a diligência, e de todo o género de meios humanos, MAS TUDO ISSO NÃO SERVIRIA PARA NADA SE DEUS COM A SUA GRAÇA NÃO TOCASSE OS CORAÇÕES DOS INFIÉIS PARA TORNÁ-LOS DÓCEIS E ATRAÍ-LOS PARA SI.»

A enorme tragédia vivida pela Santa Madre Igreja nestes últimos 55 anos, conduziu a um aprofundamento de determinados problemas, que ainda se não haviam colocado, concretamente, no seio do Corpo Místico. Quando um dia o poder anti-Cristo for, de alguma forma, globalmente denunciado, e mesmo derrubado, pelas partes ainda vivas da Santa Igreja; quando um verdadeiro Papa for finalmente eleito por essa mesma parte sã da Igreja Católica, nesse momento, o Património Doutrinal da Mãe Igreja encontrar-se-a bem mais explicitado do que na data da morte de Pio XII. Sempre assim aconteceu no passado: A Revelação objectivamente considerada é necessàriamente sempre o mesmo e único Pensamento Divino que fecunda homogèneamente, através do Magistério da Santa Madre Igreja, o espírito e a História humana; todavia assim não acontece com a compreensão que d’Ele possamos ter. A Imaculada Conceição e a Assunção, constituem, enquanto tais, Verdades objectiva e formalmente reveladas; contudo foram sendo progressivamente explicitadas ao longo dos séculos, e só definidas, por especial delicadeza da Divina Providência,  em pleno laicismo. Nunca se dá progresso OBJECTIVO do Dogma, porque as Verdades, especìficamente, permanecem imutáveis. Quando, por Graça de Deus Nosso Senhor, um verdadeiro Papa, definir o Dogma de Maria Medianeira e Corredentora, nada acrescentará, nem pode acrescentar, ao Depósito da Revelação, mas a Providência Divina terá utilizado a tragédia do concílio anti-Cristo para ultimar, não só a explicitação Doutrinal do Dogma, como o valor Sobrenatural da sua definição. Só Deus sabe, infalìvelmente, como tirar o Bem do mal, e das maiores crises, haurir um benefício redentor.

Anàlogamente, é por demais evidente, que desta tragédia brutal – que eliminou por completo a face humana do Corpo Místico, como realidade social e cultural – emergirão amplamente corroboradas, elaboradas, e melhor explicitadas, as PRERROGATIVAS FUNCIONAIS DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, O QUE CONSTITUIRÁ SEMPRE UM BEM PARA A SANTA IGREJA E PARA AS ALMAS.

O pensamento tradicionalista debate-se com uma questão importantíssima, e medularmente decisiva para estabelecer em bases infrangíveis a tese sedevacantista:

A NOSSA FÉ PROVÉM DA ACÇÃO DO MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA, DE MODO QUE É O MAGISTÉRIO QUE CONSTITUI A FÉ, OU A FÉ É ANTERIOR AO MESMO MAGISTÉRIO – CONSTITUINDO-O?   

É necessário, prioritàriamente, operar a distinção entre a Ordem Lógica e a Ordem Ontológica, esta última concerne à realidade em si mesma, enquanto que a primeira diz respeito à representação na inteligência dessa mesma realidade.

Na Ordem Lógica, existe um ascendente da própria experiência exterior sobre os sentidos e a inteligência, a qual, é sempre medida pela mesma realidade circundante. Assinala-se que a inteligência rectamente orientada pode, fìsicamente e de direito, provar que Deus É (não existe, É) raciocinando indutivamente, possuindo como premissas a realidade do mundo e o Princípio da Razão suficiente; isto evidentemente, na Ordem Natural. Na Ordem Sobrenatural, a existência da Santa Madre Igreja e seu Sagrado Magistério, constitui o mais importante, o mais sólido, o mais consequente motivo de credibilidade. Ora os motivos de credibilidade, que enquanto tais pertencem ainda à Ordem Natural, constituem, ou devem constituir, normalmente, a condição extrínseca providencial do processo Sobrenatural conducente à Fé Teologal, em Hábito e em acto.. O fundamento de tal processo reside sempre em Deus Nosso Senhor, O Qual pode igualmente favorecer, ainda que excepcionalmente, com tal Graça, mesmo aqueles que, sem culpa, não possuam qualquer conhecimento exterior da Santa Madre Igreja. Consequentemente, o Magistério só é anterior à Fé no plano Lógico. Não no plano Ontológico. Exactamente, porque após que a alma, por Graça de Deus, adquira a Fé Teologal, é esta mesma Fé Teologal que se justifica por si mesma como sendo, ONTOLÓGICA E OBJECTIVAMENTE, ANTERIOR, E ESSENCIALMENTE SUPERIOR, AO MAGISTÉRIO, E AINDA CONSTITUIDORA DESSE MESMO MAGISTÉRIO. Anàlogamente, na Ordem Natural, a experiência do mundo, e de si próprio, é Lògicamente anterior ao conhecimento de Deus, MAS UMA VEZ ESTE CONHECIDO, POR SUA MESMA NATUREZA, SE APRESENTA, ONTOLÓGICA E OBJECTIVAMENTE, ANTERIOR E CRIADOR DO MUNDO E DE TODAS AS ALMAS.

Deste quadro conceptual se infere: Que o argumento de que a doutrina modernista e liberal TEM DE SER VERDADEIRA, porque ensinada pelos papas e pelo concílio, um tal argumento, inverte de cento e oitenta graus os termos do problema, e não só conduz à apostasia, mas já é mesmo constitutivo da apostasia. TAL É, EM ÚLTIMA ANÁLISE, O ARGUMENTO DOS CHEFES DA FRATERNIDADE QUE FOI DE SÃO PIO X.

O argumento inverso é que é verdadeiro: Os papas do Vaticano 2 são falsos, PORQUE ENSINAM O OPOSTO ABSOLUTO DA FÉ TEOLOGAL. OBJECTIVAMENTE, ONTOLÒGICAMENTE, É O PRINCÍPIO DA FÉ CATÓLICA QUE CONSTITUI E REGULA O MAGISTÉRIO. PORTANTO, UM EXERCÍCIO CONCRETO DA FUNÇÃO MAGISTERIAL CONTRADITÓRIO COM A DEFINIÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUTIVO DESSA MESMA FUNÇÃO, SÓ REVELA, SÓ PODE REVELAR, A INEXISTÊNCIA TEOLÓGICA, FILOSÓFICA E JURÍDICA, DESSA MESMA FUNÇÃO.

Nos misteriosos caminhos da Divina Providência, existe uma certa conveniência, uma certa proporção, PURAMENTE EXTRÍNSECA, entre os acontecimentos da vida natural e os acontecimentos da vida Sobrenatural. Daí a necessidade premente da Santa Madre Igreja, do Santo Sacrifício da Missa, dos Sacramentos, do Magistério docente, e da Autoridade Judicial, administrativa e disciplinar, e até temporal, do Romano Pontífice e dos Bispos. Tudo em ordem à Glória de Deus e à Salvação das almas.

Cuidado, Cuidado, com os maçons disfarçados de tradicionalistas, pois são estes, actualmente, OS MAIORES INIMIGOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E DA SUA IGREJA. Paulo VI também se disfarçou muito bem de tradicionalista quando foi a Fátima em 1967; e NO ENTANTO UTILIZAVA AS REFERÊNCIAS CULTURAIS CRISTÃS, TAL COMO LUÍS DE CAMÕES UTILIZOU NOS “LUSÍADAS”A MITOLOGIA DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA.  

Todas estas realidades: A Fé Teologal, A Revelação, o Magistério da Santa Madre Igreja; operam entre si uma relação transcendental, precisamente porque SÃO CONSTITUTIVAS DO MUNDO QUE DEUS, ETERNAMENTE, CONCEBEU, E, ETERNAMENTE, CRIOU. Encontram a sua explicação última na Sabedoria Divina, em Si mesma, inalcançável pela inteligência humana e angélica, mesmo no estado de Glória, pois que é completamente impossível ao finito compreender totalmente o Infinito.    

JAMAIS NOS DEIXEMOS LOGRAR PELO EMBUSTE DOS FALSOS TRADICIONALISTAS, QUE SÃO MAÇONS, E NOS QUEREM PERDER A ALMA.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Maio de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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