Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

VARONILIDADE E FEMINILIDADE

família

 

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Arcanum Divinae Sapientiae”, promulgada em 10 de Fevereiro de 1880:

 

«O marido é o chefe de família e a cabeça da mulher; ela porém sendo carne da carne e osso dos ossos dele, deve estar submissa e obediente ao marido, NÃO COMO ESCRAVA, MAS COMO COMPANHEIRA; isto é, de tal forma que a submissão devida não seja desligada do decoro e da dignidade. No marido que governa e na mulher que obedece, sendo ambos imagem, um de Cristo, outra da Igreja; a Caridade Divina seja a moderadora perpétua dos seus deveres. Com efeito” o homem é cabeça da mulher como Cristo é a Cabeça da Santa Igreja  … e assim como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres em tudo sujeitas ao s seus maridos (Ef 5, 23-24).

No que diz respeito aos filhos, eles são obrigados em consciência, a estar submetidos e obedecerem aos pais, e honrá-los; e por sua vez os pais devem dedicar todos os cuidados e pensamentos a protegerem os filhos e educá-los, antes de mais, na virtude. “Pais, criai os vossos filhos na  disciplina e na correcção do Senhor” (Ef 6,4). Isso nos faz entender  que os deveres dos cônjuges não são, nem poucos, nem leves; CONTUDO PARA OS CÔNJUGES BONS, PELA VIRTUDE DO SACRAMENTO, ESSES DEVERES TORNAM-SE NÃO SÓ FÁCEIS DE CUMPRIR, MAS TAMBÉM AGRADÁVEIS.

Cristo, portanto, tendo como que rejuvenescido o matrimónio, elevando-o à máxima perfeição, entregou-o e recomendou-o à Santa Igreja, a qual em todos os tempos e lugares exerceu o seu poder sobre o matrimónio dos cristãos, e exerceu-o de tal forma, que ficasse claro QUE SÓ A ELA PERTENCIA ESSE PODER, OBTIDO NÃO POR CONCESSÃO DOS HOMENS, MAS DIVINAMENTE POR VONTADE DO SEU FUNDADOR.

Quantos cuidados e quanta vigilância a Santa Igreja empregou em conservar a santidade do matrimónio e para manter intacto o seu verdadeiro carácter, são por demais conhecidos, e não carecem de demonstração.

Ao mesmo tempo, foi estabelecido  que o direito do matrimónio é igual e um só, indistintamente, para todos, com a abolição da diferença que se fazia pelos antigos, entre servos e livres; foram equiparados os direitos do marido e da mulher; com efeito, como dizia São Jerónimo: “Para nós o que não é lícito para as mulheres, também não o é para os homens, e a própria condição de servo é equiparada à dos livres.” Foram fortalecidos estàvelmente os mesmos direitos por meio da benevolência recíproca e os ofícios mútuos; foi garantida e tutelada a dignidade das mulheres; o marido foi proibido de punir a adúltera com a pena de morte, bem como de violar a fidelidade jurada pelo libido e a impudicícia.»

 

A essência última da realidade da divisão em sexos reside transcendentalmente, virtualmente, na própria Natureza Divina e Incriada. Efectivamente, o mundo manifesta, extrìnsecamente, contingentemente, as Infinitas perfeições Divinas. Qualquer mundo que Deus houvesse criado, só poderia sê-lo para Sua Maior Glória. Entre o mundo realmente criado e os mundos possíveis, jamais poderia haver qualquer equivocidade; precisamente porque a analogia constitui um princípio e uma necessidade metafísica e teológica do ser, criado ou possível. A divisão em sexos consubstancia a perfeição análoga da natureza, a sua complementaridade intrínseca, a sua proporcionalidade dialogante e hierárquica.

A própria Personalidade Divina é apresentada pela Revelação como Masculina. O Verbo fez-Se Homem, não mulher. Por outro lado, a Maternidade Sobrenatural estrita dos fiéis católicos é exercida pela Bem-Aventurada sempre Virgem Maria. Curiosamente, os santos Anjos são andróginos; assim os apresenta a Revelação; e a Teologia ao afirmar que cada Anjo constitui por si mesmo uma espécie, corrobora a Revelação. Institucionalmente, a própria Santa Igreja, no seu conjunto, é  chamada, e muito bem, Mãe; porque muito embora a definição das funções papal e episcopal seja estritamente masculina, o seu exercício pastoral concreto deve integrar, actualizando, um aspecto feminino com sublimação eminente da perfeição do masculino.

A explicação é a seguinte:

Eva foi tirada de Adão, e não o contrário; “E QUANDO VIU A MULHER QUE DEUS CRIARA DA SUA COSTELA, ADÃO DISSE: ESTA É VERDADEIRAMENTE OSSOS DOS MEUS OSSOS E CARNE DA MINHA CARNE” (Gn 2,23). Os biólogos asseguram-nos que os gâmetas masculinos possuem o cromossoma X feminino e o cromossoma Y masculino; ao passo que os gâmetas femininos possuem apenas o cromossoma X. Consequentemente, o sexo do nascituro depende exclusivamente do pai. E é única e exclusivamente por via masculina que se transmite o pecado original; exactamente por isso, o varão sofre mais as consequências desse pecado.

O sexo masculino, TRANSCENDENTALMENTE, VIRTUALMENTE, contém o sexo feminino; e não o oposto. Em certo sentido, pois, o sexo masculino é ontològicamente mais perfeito que o feminino. Isso explica porque, depois do pecado original, é muito mais difícil ser homem do que ser mulher; a própria adolescência masculina é muito mais difícil do que a feminina. É que o homem, para ser homem, tem que integrar harmoniosamente, religiosamente, moralmente, no seu ser masculino, a virtualidade ontológica feminina, sem deixar por isso de ser plenamente homem, bem pelo contrário. Para a mulher – basta-lhe ser mulher.

A forma masculina é isso mesmo – uma forma, princípio de vitalidade, de qualificação, de operação; o género feminino é sobretudo um princípio material, passivo, determinável pela forma masculina.

Jamais se deve confundir entre a virtualidade feminina transcendentalmente integrante da plenitude da varonilidade, e a feminilidade considerada já independentemente da necessária e vinculante incorporação masculina. Porque então os varões incorrem no vergonhoso pecado mortal da afectação mulíebre, da efeminação, e até da sodomia, A QUAL CONSTITUI UMA FORMA REQUINTADA DE SATANISMO. Aqui reside, ontològicamente, a já citada muito maior dificuldade em ser plenamente homem, do que ser mulher. PORQUE O VARÃO, PARA O SER VERDADEIRAMENTE, NÃO PODE CONSENTIR QUE A PARTE FEMININA QUE INTEGRA TRANSCENDENTALMENTE, VIRTUALMENTE, A SUA NATUREZA, SE AUTONOMIZE; PODE SER ACTUALIZADA, PRUDENTEMENTE, MAS SEMPRE SOB RIGOROSO ASCENDENTE VARONIL. São Pio X, homem profundamente sensível e emotivo, quando via certos varões entregarem-se a formas impróprias de sentimentalismo, exclamava: “ESTO VIR!” (sê homem).

É menos difícl ser mulher, precisamente, porque as Leis Supremas da Natureza criada por Deus Nosso Senhor, determinaram que a mulher não tenha de debater-se para impedir a autonomização de uma virtualidade masculina que existisse em si. Consequentemente, as mulheres que pretendem desempenhar, formalmente, um papel masculino, assim procedem, POR SIMPLES IMITAÇÃO E SUGESTÃO EXTRÍNSECA, EMBORA SEJA IGUALMENTE PECADO MORTAL.

Santa Joana d’Arc jamais pretendeu desempenhar, formalmente, a função do sexo oposto; caso contrário nunca teria sido canonizada. Assumir, materialmente, a aparência do sexo oposto, para qualquer fim útil, não é pecado, nem sequer venial.

Todas as funções de Jurisdição eclesiástica só podem ser desempenhadas por varões; a razão profunda nada tem a ver com a dignidade moral das pessoas, mas é determinada por um fundamento essencialmente ontológico que radica na Lei Eterna. Na Santa Igreja, a mulher não pode exercer quaisquer funções de Jurisdição, mas sómente um poder chamado dominativo, familiar, e neste enquadramento, serem catequistas, mesmo de adultos. Nada haveria também a opor, que uma professora, verdadeiramente católica, de idade já muito amadurecida, ensinasse línguas ou música num Seminário.

As grandes funções de chefia do Estado, devem possuir definição masculina e ser concretamente exercidas por varões. Em particular, a função de Presidente dos Estados Unidos, quer se queira, quer não, possui definição constitucional e até internacional, masculina, e jamais deveria ser exercida por uma mulher. Com que semblante ficam os chefes militares a terem de obedecer a uma mulher? Deve ser para eles tão penoso como serem coagidos a aceitar sodomitas nas fileiras.

Todavia há imensas funções sociais, mesmo directivas, apropriadas ao sexo feminino; nada impede que dirijam os serviços de saúde, as escolas, ou que sejam juízas em tribunais de família etc.

É abominável ver mulheres a praticarem halterofilismo ou boxe, ou servirem nas forças militares em unidades pròpriamente combatentes, embora nada impeça que desempenhem funções policiais com o objectivo de intervirem em questões relacionadas com o seu sexo.

Uma das grandes tragédias da civilização actual é a tendência irreprimível a secundarizar, ou mesmo a ignorar, as diferenças de género, que como já vimos, não se originam de sistemas culturais, incorporando-se, sim, na própria natureza das coisas, tal como Deus Nosso Senhor as criou. E isto referindo-se não apenas à Humanidade, mas também aos reinos animal e vegetal. Essa natureza é imutável; assim como Deus a criou, assim ficará até ao último dia do universo corruptível. Os homens, na sua profunda impiedade, podem mascarar, podem artificializar, mas jamais lograrão iludir a natureza, física ou moral – QUE ALIÁS SE VOLTARÁ CONTRA ELES. Deus Nosso Senhor não necessita, frequentemente, de intervir milagrosamente no seio da natureza para castigar os homens, não, Deus Nosso Senhor limita-se a permitir punitivamente que a natureza reaja com todo o vigor das suas propriedades mais íntimas – QUE FORAM VIOLADAS PELA MALDADE DO HOMEM.

A união homem-mulher TOTALMENTE VOCACIONADA PARA A PROPAGAÇÃO ORDENADA E QUALIFICADA DA ESPÉCIE; VÍNCULO MONOGÂMICO E INDISSOLÚVEL, E ABENÇOADO, FORMALMENTE, SACRAMENTALMENTE, PELA SANTA MADRE IGREJA, É ANTERIOR E SUPERIOR AO ESTADO, QUE DEVE LIMITAR-SE A RECONHCÊ-LO E A RATIFICAR-LHE AS CONSEQUÊNCIAS CIVIS.

A maçonaria que é agora também a seita conciliar, sabe bem que a ruína moral e material das civilizações começa na família e na escola, e como tal, contra elas tem investido, hediondamente, bestialmente, nos últimos duzentos e cinquenta anos. Não contente com isso, procura aproveitar os conhecimentos da biologia moderna para aniquilar a noção de convívio familiar, reduzindo-o a um coito de tubo de ensaio, e respectiva escolha de embriões para implante, em supermercados ou outras lojas; suprema aberração da nossa época, supremo móvito do Inferno; a merecer um segundo dilúvio, não de água, mas de fogo.

Como bem dizia Saint-Éxupéry, quase crente, ou já crente, não se sabe bem, mas alma respeitadora e nobre: “ODEIO PROFUNDAMENTE A MINHA ÉPOCA – O HOMEM MORRE DE SEDE!”

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Julho de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Uma resposta para “VARONILIDADE E FEMINILIDADE

  1. henrique agosto 10, 2016 às 6:08 pm

    suprema aberração da nossa época, supremo móvito do Inferno; a merecer um segundo dilúvio, não de água, mas de fogo.
    Como bem dizia Saint-Éxupéry, quase crente, ou já crente, não se sabe bem, mas alma respeitadora e nobre: “ODEIO PROFUNDAMENTE A MINHA ÉPOCA – O HOMEM MORRE DE SEDE!”

    Caro Alberto,

    Ultimamente já não me revolto e entristeço, como antes, pelas maldades cometidas por uns homens contra seus semelhante, noticiadas diariamente. Cada vez mais observo essas coisas com indiferença. A indignação constante só me fará adoecer. O homem está apenas colhendo os frutos da impiedade que plantou, e não poderíamos esperar que as coisas acontecessem de outro modo.

    O demônio tentou a Nosso Senhor dizendo-lhe que se jogasse do pináculo do templo, assegurando-o de que os anjos o protegeriam. Mas “não tentarás o Senhor teu Deus”. E os homens do nosso tempo como que se jogam do alto de um prédio, sabendo das consequências. Parece-me que seja algo como tentar a Deus, rezar para que os homens não se espatifem. É abusar da boa vontade divina: Senhor, eles te odeiam, mas poupa-os.

    Lembro do seguinte ditado: “Deus ri de quem ama as causas e odeia as consequências”.

    Os homens amam a impiedade e o pecado; foram e são seguidamente advertidos de suas consequências, a que respondem com zombaria; não aproveitam a Graça necessária para a conversão, a qual está à sua disposição a qualquer momento que quiserem. Não obstante, perguntam-se de onde vêm a discórdia, a desordem social, a crise econômica, o crime, as doenças, a guerra e a invasão estrangeira.

    Pois bem: que venham a crise, a peste, o crime, a guerra e os maometanos. Se aniquilar os ímpios é o único jeito de acabar com a impedade, que assim seja. Minhas orações serão reservadas aos justos que estão no meio de tanto pecado, seja para que o Senhor os poupe, seja para que, vitimados, sejam consolados.

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