Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O APROFUNDAMENTO DA FÉ TEOLOGAL

theological virtues

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em passagens da encíclica “Aeterni Patris”, promulgada a 4 de Agosto de 1879:

«Igualmente, a razão declara que a Doutrina do Evangelho, desde a sua primeira origem,  brilhou por meio de sinais admiráveis, argumentos infalíveis de Verdade segura, e que os que crêem no Evangelho não o fazem imprudentemente como se fossem seguidores de “fábulas subtis” (IPd 1,16), mas sujeitam o intelecto e seu Juízo à Autoridade Divina com obséquio absolutamente razoável. Nem se deve substimar que a razão põe às claras que a Santa Igreja, fundada por Cristo,  como afirmou o Sagrado Concílio Vaticano I:”Pela sua admirável propagação, santidade eminente e fecundidade inexaurível em todo o Bem, pela sua unidade católica e estabilidade inabalável, é em si mesma grande e perene motivo de credibilidade, e testemunho irrefragável da sua Missão Divina”(Constituição Dogmática Dei Filius).

Estabelecidos assim esses fundamentos firmíssimos, requer-se também o uso contínuo e múltiplo da filosofia, para que a Teologia Sagrada tome natureza, forma e carácter de ciência verdadeira. Com efeito, nesta disciplina nobilíssima entre todas as outras, É SUMAMENTE NECESSÁRIO  QUE AS MUITAS E DIVERSAS PARTES DAS DISCIPLINAS CELESTES SE FUNDAM COMO NUM SÓ CORPO, DE FORMA QUE COLOCADAS ORDENADAMENTE NOS SEUS LUGARES E DEDUZIDAS DOS SEUS PRINCÍPIOS, ESTEJAM ENTRE SI EM HARMONIA BELA E ESTREITA; E FINALMENTE QUE TODAS E CADA UMA SEJAM CONFIRMADAS COM ARGUMENTOS PRÓPRIOS E INCONFUTÁVEIS.

Nunca se deve calar ou descuidar do conhecimento mais cuidadoso e amplo das verdades em que cremos, e da inteligência um pouco mais clara, no que for possível, dos mistérios da Fé, que Agostinho e os outros Padres louvaram e se esforçaram por conseguir, e que o próprio Sagrado Concílio Vaticano I julgou frutuosíssima; não há dúvida de que chegam mais larga e fàcilmente a este conhecimento OS QUE À INTEGRIDADE DE VIDA E AO AMOR ARDENTE DA FÉ, acrescentam uma mente erudita nas ciências filosóficas; tanto mais que segundo os ensinamentos do mesmo concílio Vaticano: “A inteligência desses Dogmas se deve conseguir quer da analogia das coisas que se conhecem naturalmente, quer pelo nexo dos mesmos Mistérios entre si e com os Fins últimos do homem.”

Finalmente, pertence à filosofia defender religiosamente as verdades reveladas, e opor-se aos que ousarem confutá-las.

Por isso é grande glória da filosofia ser considerada sustentáculo da Fé e baluarte firme da Religião. “A Doutrina do Salvador – no dizer de São Clemente Alexandrino – é certamente perfeita em si mesma, e não necessita de nenhum auxílio, sendo o Poder e a Sabedoria de Deus. Unindo-se a ela, A FILOSOFIA GREGA NÃO TORNA MAIS FORTE A VERDADE; MAS ENFRAQUECENDO AS ARGUMENTAÇÕES DOS SOFISTAS CONTRA ELA, FOI CHAMADA CERCA DA VINHA E TRINCHEIRA DE DEFESA”. Na verdade, como os inimigos do Nome Católico, querendo combater a Religião, o mais das vezes tomam da filosofia as armas de guerra, assim os defensores da Doutrina Sagrada tomam muitas coisas da filosofia em defesa das verdades reveladas. E não se deve julgar pequeno triunfo para a Fé Cristã, que as armas inimigas custosamente encontradas pela razão humana, para prejudicá-la, sejam fácil e desembaraçadamente rechaçadas pela própria razão. »

 

 

A inteligência humana, quer individual, quer sobretudo na sua progressão ao longo dos séculos, e até mesmo a inteligência angélica, não pode compreender o Infinito, nem na Ordem Natural, nem na Ordem Sobrenatural. Além disso, a inteligência criada não pode exaurir o conhecimento das mesmas realidades criadas; neste campo, quanto mais aprofunda, mais território ontognoseológico se apresenta como inexplorado. O problema torna-se verdadeiramente dramático, quando, como agora, as fronteiras da ciência procuram tocar a essência última da origem e dos limites do Universo, no espaço e no tempo; ou seja, questões que parecem concorrer directamente com a Filosofia e a Religião. Uma coisa é certa: Nem a inteligência angélica mais poderosa possui, ou pode possuir, um conhecimento científico, simultaneamente particular e totalizante, do Universo; PORQUE ESSE, SÓ DEUS! Porque só a Inteligência Incriada possui a chave das Essências. Consequentemente, e ao contrário do que poderia julgar-se: A inteligência contingente e finita NÃO PODE EXAURIR O FINITO.

Uma tal conclusão pode ser inferida a partir da Teologia e da sã filosofia.

Deus Nosso Senhor não pretendeu ensinar ao homem, na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradição, a constituição íntima das coisas visíveis; todavia, a partir de premissas Sobrenaturalmente reveladas e premissas concernentes ao conhecimento natural e experimental, podem-se deduzir ou induzir as denominadas conclusões teológicas; a tese acima definida constitui exactamente uma conclusão teológica.

É necessário muito cuidado com as falsas e espectaculares asserções das ciências modernas sobre a evolução da vida na Terra, sobre a idade do Universo, sobre a vida extra-terrestre; porque aqui, quer se queira, quer não, já estamos calcorreando terreno religioso. Se se admite que o Planeta Terra tem quatro biliões de anos, caímos em heresia, pois tal contradiz expressamente a Sagrada Escritura e a Tradição; porque se é certo que Deus Nosso Senhor não pretendeu comunicar aos homens noções científicas, enquanto tais, exprimindo-Se segundo o modo corrente e natural de verbalização – É IRREFUTÁVEL QUE AQUI EXISTE CONTRADIÇÃO FLAGRANTE DA HIPÓTESE CIENTÍFICA COM A VERDADE REVELADA, QUALQUER QUE SEJA O GÉNERO LITERÁRIO EM QUE ESTA SE EXPRIMA, E QUALQUER QUE SEJA O ALCANCE SEMÂNTICO DOS TERMOS. O mesmo se deve afirmar daqueles que defendem a existência de vida inteligente extra- terrestre; pois que a Revelação nos manifesta, nìtidamente, que a Criação, neste ponto, só comporta -Anjos e Homens. Assinale-se que a Santa Madre Igreja sempre ensinou que as maravilhas extra-terrestres do Universo, onde o homem jamais chegará, não foram criadas inùtilmente, pois que os Anjos as contemplam, através das espécies inteligíveis infusas, concriadas com eles, e que são representativas do Universo físico.

Existem pois limites metafísicos para o aprofundamento da realidade científica.

E a Fé Teologal, também possuirá limites?

Recordemos o que já foi afirmado: A inteligência contingente

não pode compreender o Infinito, NEM MESMO NA ETERNIDADE BEATÍFICA. TAL JAMAIS PODE CONSTITUIR MOTIVO DE PENA POIS É UMA NECESSIDADE METAFÍSICA.

Em termos sintéticos podemos afirmar QUE A MEDIDA DO APROFUNDAMENTO MERITÓRIO DA FÉ É A SANTIDADE. A MEDIDA DO APROFUNDAMENTO INSTITUCIONAL NORMATIVO DA FÉ É A CÁTEDRA DE SÃO PEDRO. POR SUA VEZ, A ASCENSÃO DA ALMA NOS CAMINHOS DA SANTIDADE SÓ É POSSÍVEL NA SUBMISSÃO PLENA AO MAGISTÉRIO PETRINO.

É conhecido como a Fé informe é imperfeitamente Sobrenatural, mas é verdadeira Fé, embora não conduza à Salvação Eterna. Sòmente a Graça Santificante, que é um Hábito Sobrenatural Entitativo, e a Caridade, que é um Hábito Sobrenatural operativo, sòmente estas realidades FORMAM VERDADEIRAMENTE A FÉ, E ELEVAM A ALMA À PARTICIPAÇÃO NA NATUREZA DIVINA, NA INTELIGÊNCIA DIVINA, NA SANTIDADE DIVINA. Por sua vez, os Dons do Espírito Santo aperfeiçoam as Virtudes Teologais e Morais, contribuindo imensíssimo para a nossa santificação.

Evidentemente que todos os Bens sobrenaturais são tão absolutamente necessários à salvação, como são absolutamente gratuitos.

O aprofundamento da Fé, é, e só pode ser perfeitamente homogéneo, sempre segundo o mesmo Princípio, o mesmo sentido, e a mesma expressão. Não é só o Dogma que não muda, nem pode mudar, É TAMBÉM O SEU ENUNCIADO, seja em que língua for. Exactamente também por isso, a conservação da Língua Latina é indispensável para obter um glossário e uma sintaxe normativa QUE NÃO ESTEJA SUJEITA ÀS VARIAÇÕES DO MUNDO E DA RUA.

Quanto mais aprofundamos a nossa Fé, pela intensificação da Graça Santificante, MAIS PARTICIPAMOS SOBRENATURALMENTE DA NATUREZA DIVINA, DA INTIMIDADE DIVINA, DAS RIQUEZAS INFINITAS DA VERDADE INCRIADA. Mas exactamente por isso, por estarmos tão unidos a Deus, começamos a contemplar este pobre mundo a uma luz totalmente diferente, inacessível, em absoluto, a quem não ama a Deus Nosso Senhor, sobrenaturalmente, sobre todas as coisas.

Mas como foi reafirmado, a santificação da alma só se pode processar sob a soberania da Cátedra de São Pedro. Ora uma das prerrogativas  desta Cátedra de Verdade e de Bem, é precisamente explicitar o Sagrado Depósito de Fé, o qual não sendo susceptível de progresso objectivo, pode e deve, contudo, ser aprofundado no conhecimento que podemos possuir dele.  Evidentemente, o Romano Pontífice socorre-se do trabalho dos teólogos e do conselho dos Cardeais e Bispos, mas ele, e só ele, apoiado na Graça de Deus, bem como na sua Infalibilidade funcional, pode e deve decidir, COMO JUIZ SUPREMO, se uma determinada verdade se encontra, formalmente, contida no Tesouro da Revelação, e em caso positivo, da necessidade ou oportunidade da sua definição. Na exacta medida em que nem todas as verdades de Fé Divina, ou seja, incorporadas na Sagrada Escritura ou na Tradição, são, ou devem ser, também verdades de Fé Católica definida. A maior parte dos episódios Bíblicos são objectivamente revelados, e portanto de Fé Divina, mas não são de Fé Católica, definida ou não. O limbo das crianças é um exemplo de Verdade de Fé Católica, não definida.

A Santificação da alma é uma realidade EMINENTEMENTE OBJECTIVA. Os elementos cognitivos da Fé Teologal, NÃO SÃO DESTE MUNDO, E COMO TAL SÓ NOS PODEM SER COMUNICADOS POR DEUS NOSSO SENHOR. Por mais profunda que seja a Fé Teologal, permanece sempre transcendentalmente vinculada à Revelação Sobrenatural e ao Magistério da Santa Madre Igreja cujo orgão supremo é a Cátedra de São Pedro. Deste quadro conceptual se infere que os elementos cognitivos da Fé Teologal, enquanto é Sobrenatural, superam infinitamente as coordenadas da inteligência e da cultura puramente humana e terrena.

O aprofundamento da filosofia tomista, como filosofia da verdade e do Bem, edificada pelo lume natural da inteligência humana, EXTRÌNSECAMENTE AUXILIADA PELO ORGANISMO SOBRENATURAL, só pode verdadeiramente conseguir-se em plena homogeneidade, também extrínseca, com o aprofundamento da Fé operado nos caminhos da Santidade. São Tomás, além de grande teólogo, foi também um grande filósofo – PORQUE FOI ACIMA DE TUDO UM GRANDE SANTO.

Alguns santos, como Santo Afonso Rodriguez (1526-1617), possuíam poucos estudos, segundo os padrões do mundo, e mesmo segundo os padrões eclesiásticos; todavia muitos doutores e bispos acorriam de longe só para o ouvir falar de Deus.

Na realidade, o nosso exame para a Eternidade só incidirá sobre os Bens Sobrenaturais, que comunicados por Deus Nosso Senhor, possam em nós haver frutificado. Sem nunca olvidarmos, QUE ATÉ O CORRESPONDERMOS À GRAÇA TEMOS DE AGRADECER A DEUS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 14 de Agosto de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 

2 Respostas para “O APROFUNDAMENTO DA FÉ TEOLOGAL

  1. Mailml34!! agosto 23, 2016 às 11:00 pm

    Esta é uma verdade que tenho podido testemunhar cada vez mais, pela graça do Senhor: o propósito da erudição é ilustrar a Fé, mas a Fé não vem da erudição. Isso significa que antes de se buscar a erudição, deve-se buscar crescer na Fé e demais virtudes, e isso se faz pedindo ao Senhor – na verdade, querer ter Fé já é um ato de Fé. A erudição busca-se depois, e mesmo assim, somente quando se tem a necessidade de ilustrá-la com a terminologia apropriada. Do contrário é inútil e pedante ir atrás dos livros.

    Ninguém poderá ler com proveito os documentos magisteriais ou a Sagrada Escritura esperando extrair deles a Fé. Na verdade, quando se recorre a eles crendo que ali está a palavra de Deus, já se tem Fé, e a leitura deles poderá ilustrar esta Fé. Mas se não se recorre a eles crendo que ali está a palavra de Deus, é melhor ficar longe deles, pois então a leitura resultará em confusão e pedantismo. A Igreja sempre foi muito cautelosa em traduzir, comentar e divulgar as Escrituras, e, ao contrário do que dizem as mentiras protestantes, nisso nunca viu problema para a propagação da Fé, porque ela sempre soube que a Fé não depende de elevada instrução.

    Uma das características mais lamentáveis dos chamados “tradicionalistas”, pelo que tenho notado, é precisamente a de buscar erudição sobre o Magistério e sobre as coisas antigas da Igreja, e esquecer-se do aperfeiçoamento da Fé e demais virtudes, a que o Magistério e as tradições deveriam servir. Fala-se muito em “estudar” e em “defender a tradição”. Mas por que razão? Parece que fazem isso como um fim em si mesmo.

    Daí vemos homens esforçando-se em ser cultos e zelosos pelas tradições, mas ao mesmo tempo fazendo pouco caso de uma hierarquia de anticristos; achando que isso é só um inconveniente acima da média na história da Igreja, pelo qual não vale a pena criar “cismas”; e que o Senhor, mais cedo ou mais tarde, irá acabar milagrosamente com essa situação e restaurar a ordem na Igreja, premiando os tradicionalistas pela “fidelidade”; mas até lá, há que desobedecer polidamente o “Papa” no que for conveniente e seguir alguma organização tradicionalista, sem contudo dizer abertamente que o “Papa” e sua seita levam as almas à perdição. POR FAVOR!!! A FÉ DESSA GENTE É CEGA! É isso que dá estudar e querer ser tradicional sem antes buscar as virtudes. Se tivessem Fé, entenderiam que as tradições, que defendem, existem para servir a mesma Fé segundo a qual é absurdo que Deus force seus filhos a pecar – ora por desobedecer ao “Papa”, ora por desobedecer à Tradição. Se tivessem Fé, entenderiam que o zelo pelas tradições, fora da Fé, não passa de fetiche de conservadores. Não ligam para os anticristos, desde que os deixem celebrar missas no rito antigo, e que não sejam muito escandalosos nas heresias e no pecado.

    Já outros, como os feeneítas, querem ser mais rigorosos que a própria Igreja ao ler os documentos magisteriais literalmente, mesmo quando suas leituas contrariam o Magistério Ordinário. Na verdade, os documentos magisteriais devem ser lidos dentro do contexto em que foram escritos, pois nao são escritos por capricho, mas com o propósito de dissipar os erros particulares de sua época. A Doutrina é imutável, mas a expressão terminológica dela aumenta com o tempo, conforme as dificuldades em expressá-la se apresentam. Assim se compreende porque nem sempre a Igreja usou a expressão “Batismo de Desejo”, embora seja parte da Doutrina: porque nem sempre os doutores trataram com a devida atenção do caso daquele que morre no amor de Deus mas sem a água do Batismo. Também não se falava em “infalibilidade”, nos termos do Concílio Vaticano, até este concílio acontecer, porque só então foi conveniente tratar do problema.

    Enfim, tudo isso me parece resultado de um zelo excessivo pela erudição, e um descuido da Fé, a que a erudição deveria estar orientada.

    • Alberto Cabral agosto 27, 2016 às 1:54 pm

      Tem toda a razão. Monsenhor Lefebvre era um homem humilde, de uma humildade sobrenatural; mas os seus detestáveis sucessores estão repletos de soberba, e sacrificam a Fé aos seus interesses mundanos. Só querem é ser socialmente valorizados, olvidando a verdade medular do santo Evangelho que nos assegura, dogmàticamente, que quem quiser viver piedosamente em Nosso Senhor Jesus Cristo ENCONTRARÁ PERSEGUIÇÃO.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

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