Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A MAIS NEFANDA DE TODAS AS AFIRMAÇÕES

 

Bergoglio cornos

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral 

Escutemos o Papa Leão XIII,  em passagens da sua encíclica “Tametsi Futura”, promulgada em 1 de Novembro de 1900:

 

Está claro, portanto, que aqueles que recusarem o Império de Cristo, com vontade pertinaz rebelam-se contra Deus. Tendo-se emancipado do Poder Divino, nem por isso serão mais independentes,  porque cairão sob algum outro poder humano,  elegendo para si, como costuma suceder, algum seu semelhante,  que escutarão, ao qual obedecerão, e seguirão como seu mestre. Além disso, estes IMPEDINDO A MENTE DE COMUNICAR-SE COM AS COISAS DIVINAS, RESTRINGEM O CAMPO DO SABER, E VÊM A SE ENCONTRAR MENOS PREPARADOS PARA PROGREDIR NAS CIÊNCIAS PURAMENTE NATURAIS, PORQUE NA NATUREZA HÁ TAMBÉM MUITAS COISAS PARA CUJA CLARIFICAÇÃO E COMPREENSÃO MUITA AJUDA A LUZ DA DOUTRINA REVELADA. E não raramente, como castigo da soberba deles, Deus permite que não saibam distinguir o verdadeiro, de forma que são punidos no próprio campo do seu pecado. Por ambos os motivos, muitas vezes se vêem homens de grande engenho e erudição não comum, perderem-se, até no próprio estudo da natureza, em absurdos nunca ouvidos, que não têm precedentes.

Seja portanto claro, que quem faz profissão de vida cristã, deve submeter total e plenamente a sua inteligência à Autoridade Divina, e se nessa submissão da razão à Autoridade mortifica-se e reprime-se aquele amor próprio que é tão forte em nós, exactamente por isso, devemos deduzir a necessidade absoluta para todo o cristão de mortificar não sòmente a vontade mas também o intelecto. E quereríamos que se lembrassem disso AQUELES QUE SE PROPÕEM UM CRISTIANISMO SEGUNDO OS SEUS GOSTOS, GOVERNADO NA ORDEM INTELECTIVA E NA ORDEM PRÁTICA POR LEIS MAIS SUAVES E MAIS INDULGENTES PARA COM A NATUREZA HUMANA, de forma que não lhe sejam impostas, nenhuma ou poucas mortificações. Eles não entendem bastante as exigências da Fé e dos preceitos cristãos; não vêem como de todo o lado se nos apresenta a Cruz, exemplo de vida e estandarte perpétuo de todos aqueles que querem ser, NÃO APENAS DE NOME, mas na realidade e com as Obras – SEGUIDORES DE CRISTO.»

 

A síntese modernista, mais repelente, mais monstruosa, mais hedionda, jamais escutada da boca seja de quem for, mesmo de pessoas sem estudos, consiste, precisamente, na asserção de que para a qualidade moral de um indivíduo é indiferente o factor religioso. Não se afigura possível compendiar de forma mais brutal, mais incisiva, mais requintadamente ateia, O DESPREZO TOTAL DA RELIGIÃO, A SUA EQUIPARAÇÃO A UM PURO NADA, QUER NO PLANO DOGMÁTICO, QUER NO PLANO MORAL.

Certamente que o maldito Vaticano 2 ENCERRAVA JÁ, IMPLÌCITAMENTE, UMA TAL BLASFÉMIA, QUE AGORA BERGOGLIO SE ENCARREGA DE EXPLICITAR.  Pois se se admite o princípio da liberdade religiosa, fàcilmente se poderá depois deduzir a total irrelevância do factor religioso, nomeadamente da Santíssima Fé Católica, para a vida humana. A PRÓPRIA REALIDADE DIVINA, MESMO DESFIGURADA, É COMPLETAMENTE ANIQUILADA COMO REFERENCIAL E COMO SUSTENTÁCULO MORAL PARA AS ACÇÕES HUMANAS. Nem os deístas, nem os agnósticos, nem mesmo muitos ateus, foram tão longe na inutilização absoluta do elemento religioso. Efectivamente, há ateus que têm uma certa pena de o serem, porque de alguma forma pressentem, mesmo remotamente, que seriam melhores pessoas se tivessem Fé, e quanto mais Fé tivessem melhores seriam. Mas Bergoglio não, de forma alguma, para Bergoglio, como para toda a cultura moderna, a religião – fundamentalmente a Religião Católica – corresponde à fase da infância da Humanidade, que terá sido progressivamente superada a partir do fim da Idade Média, até atingir a Idade adulta na chamada Idade Contemporânea, ou seja, a partir da revolução de 1789. Neste quadro conceptual, a Religião Católica incorporar-se-ia na História da Humanidade, como os contos de fada se inscreveriam na evolução infantil. É este o pensamento de Bergoglio, do qual Fellay diz receber Jurisdição. Talvez por isso, os modernistas têm sido tão satanicamente exímios em transformar, subliminalmente, as referências culturais Cristãs num conto de fadas.

Por outro lado, o centenário de Fátima parece estar a coincidir com um paroxismo da actividade dos anti-Cristos, mas a partir daí também se poderá talvez estimular uma vigorosa reacção das forças ainda Católicas, onde quer que estejam, e quem quer que sejam.

O que poderão pensar as poucas almas de boa fé, ainda em religião, vivendo em conventos, pessoas antigas, sobretudo do sexo feminino, que resistiram como puderam ao demoníaco ciclone conciliar, mas que agora ouvem aquele que se veste de papa assegurando que a profissão religiosa que concretizaram em nada aproveita à sua dignidade moral? E os pouquíssimos missionários que resistiram de boa fé ao Vaticano 2? Que pensarão desta redução da religião – fundamentalmente do Catolicismo – ao zero doutrinal e moral?

Bergoglio consegue aniquilar a realidade religiosa, até mesmo como entidade social e cultural. Efectivamente, todos os desenvolvimentos terrenos e humanos operados pela Santa Madre Igreja, foram-no por motivos estritamente Sobrenaturais; se estes, segundo Bergoglio, não são nada, os primeiros ficam intrìnsecamente abalados. As obras de verdadeira Caridade, por exemplo, só podem ser realizadas por amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas; se este falta, o mais que podemos ter é uma filantropia maçónica, essencialmente rebaixada no plano moral, doutrinal, e até simplesmente humano.

Quando da República Portuguesa de 1910, todas as ordens religiosas foram expulsas, incluindo as corporações missionárias. Os republicanos maçons tentaram substituí-las pelas chamadas “missões laicas”- as quais falharam. Perante o perigo iminente de desnacionalização, os republicanos foram compelidos a fazer regressar as corporações missionárias. Na realidade, por motivos puramente humanos e terrenos, porque iriam as pessoas sujeitar-se às formidáveis inclemências africanas? Em nome de quê? Cumpre assinalar que desde o início da Idade Moderna (século XV), na perspectiva dos Estados, o interesse religioso, quando existisse, encontrava-se sempre subordinado a um interesse político nacionalista. Incluindo os Descobrimentos Marítimos dos povos Ibéricos, é necessário reconhecê-lo. A Santa Madre Igreja sempre consagrou e ensinou o Patriotismo, fundamentado no quarto Mandamento da Lei de Deus, mas jamais o nacionalismo, o qual hipertrofia desordenadamente uma entidade legítima e necessária, o Estado, mas em si mesma apenas terrena e humana, destinada a extinguir-se na Eternidade.

São Pio X, quando era Bispo de Mântua, chegou a manter relações de certa intimidade com uma família israelita que possuía indústrias que davam trabalho a muita gente. Interrogado sobre esse possível motivo de escândalo, O Bispo respondia: “Fulano é um hebreu que vale por muitos cristãos”.

Que pretenderia o Bispo Sarto dizer?

Evidentemente que não professava o indiferentismo religioso, até porque as relações que mantinha com a referida família eram estritamente particulares, sem qualquer ressonância pública. Ele referia-se aos cristãos de nome, sem a Caridade, sem a Graça de Deus, e mesmo sem Fé, embora baptizados e frequentadores sociais da Missa. Assinale-se que à primeira Missa celebrada em Mântua pelo futuro São Pio X, em 1885, apenas assistiram oito pessoas. Um hebreu nunca pode praticar a Caridade, porque não possui a Virtude Sobrenatural Teologal da Caridade, só possui, na melhor das hipóteses, a filantropia. Simplesmente, neste caso, o hebreu possuía virtudes puramente naturais, ao passo que os cristãos com os quais o futuro papa convivia, na sua maioria eram-no apenas  de nome, não possuindo, nem virtudes naturais, nem virtudes Sobrenaturais; eis o que o Bispo Sarto pretendia explanar.

Que nunca se deixe de advertir que todos aqueles que não possuem a Graça Santificante, sobretudo os varões, tendem a comportar-se como predadores da vida, bestialmente sentados à mesa da Criação, sem cuidar, nem por hipótese mais remota, do seu Autor e conservador.

A Santa Madre Igreja sempre ensinou a possibilidade de obras boas realizadas na Ordem Natural, pelo pagão. Só que neste caso o Magistério referia-se mais ao pagão antigo do que ao pagão moderno; e a razão profunda reside no facto do pagão moderno ocidental ser UM APÓSTATA QUE RENEGOU O SEU CRIADOR E REDENTOR. Frequentemente, cidadãos japoneses, chineses ou indianos, que não são apóstatas em sentido estrito, mas também não são pagãos em sentido antigo, porque directa ou indirectamente tiveram conhecimento de Jesus Cristo, frequentemente tais homens se têm sentido envergonhados ao visitarem o Ocidente e contemplarem a condição miserável em que permanecem aqueles em que renegada a Ordem Sobrenatural, só lhes restou a desordem ANTI-NATURAL.

A própria seita anti-Cristo nos apresenta, caracterizadamente, abundantíssimos exemplos da perversão suprema que conduziu os seus falsos padres e bispos à sodomia e à pederastia. A estratégia da maçonaria é simples e diabólica: Apresentar, materialmente, um alto ideal, por exemplo – o celibato; e concomitantemente, PREMEDITADAMENTE, CALCULADAMENTE, SONEGAR, FORMALMENTE, AS FORÇAS SOBRENATURAIS ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIAS AO CUMPRIMENTO DESSE IDEAL. A terrível contradição, intelectual e moral, daí resultante, conduziu o falso clero às maiores aberrações contra a natureza – PARA QUEIMAR ETAPAS.

Nunca olvidemos que Nosso Senhor nos ordenou que buscássemos antes de tudo o Seu Reino e Sua Justiça, que tudo o mais nos seria dado por acréscimo. A vida dos Santos é bem elucidativa de como são os Bens Sobrenaturais que devem constituir o objecto fundamental da nossa vida e da nossa operação. Se eles faltam, falta tudo; ainda que possuamos todas as riquezas, honras e poder deste mundo, ESSAS RIQUEZAS NÃO ENCERRARÃO QUALQUER SENTIDO, PORQUE TUDO O QUE EXISTE, TODOS OS BENS NATURAIS, SÓ EM DEUS NOSSO SENHOR POSSUEM O DEVIDO SENTIDO. Exactamente também por isso: SER POBRE COM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO É SER INFINITAMENTE RICO, porque o bem natural mais mínimo adquire em Nosso Senhor um valor Sobrenatural como que infinito.   

Sabemos que o grande segredo, o grande tesouro da Ordem Sobrenatural, é APROXIMAR ONTOLÒGICAMENTE REALIDADES – COMO SÃO DEUS E O HOMEM – EM SI MESMAS, METAFÌSICAMENTE, INFINITAMENTE DISTANTES. Efectivamente, o próprio Verbo de Deus fez-Se Homem, para que, após o pecado original, o próprio homem pudesse participar, acidental, mas realmente, da Natureza Divina, da Inteligência Divina, da Caridade Divina.

Nesta perspectiva, a nossa querida Mãe do Céu, por desígnio misterioso da Divina Providência, visitou frequentemente este pobre mundo, em corpo e alma, sobretudo na época do gelo laicista. Exactamente para que os bons sintam o conforto simultaneamente maternal e celestial de Maria Corredentora e Medianeira, que não os abandona, nem nas piores provações. Acontece que já não nos encontramos, estritamente, no tempo do laicismo, mas sim na época do anti-Cristo, e por isso podemos e devemos esperar uma intervenção singularíssima de Maria, exercendo eminentemente a sua função de Medianeira Universal. Ora uma tal intervenção só pode estar associada ao centenário das Aparições de Fátima, pois estas integram a chave da existência pré-escatológica e agónica da Santa Madre Igreja.

Assim como o Papa Pio VII, em 1814, estendeu a toda a Igreja a Festa das Sete Dores de Nossa Senhora, agradecendo-lhe a sua intercessão pela conseguida libertação do Romano Pontífice das garras do tirano e mentecapto Napoleão Bonaparte; assim a restauração do Papado conclamará a solene definição do Dogma de Maria Corredentora e Medianeira Universal.

Nunca olvidemos as maravilhosas palavras dirigidas por Nossa Senhora à vidente Lúcia: “E tu sofres muito? Não te preocupes, Eu nunca te deixarei, o Meu Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.”

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 26 de Agosto de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral      

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