Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PODE O CATÓLICO REPUDIAR O MAGISTÉRIO QUE CRÊ DE JURISDIÇÃO PAPAL? – Duelo a esquecer!

A igreja católica de demolida

Arai Daniele

Nossos leitores encontram na coluna ao lado dos artigos deste blog uma constante profissão de Fé militante em várias línguas: «DELENDA VATICANO 2 – «Não só não devemos ao magistério conciliar, em quanto tal, obediência alguma em nenhum ponto, mas devemos manter frente a ele contínua e intransigente oposição católica.»  Associamo-nos a esse testemunho subscrito pelo professor Carlos Nougué no seu sito de defesa da Fé ligado ao Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo de dom Tomás, em vista de una maior unidade na resistência à Igreja do Vaticano 2.

Devo hoje reconhecer que havia nesse sodalício passageiro um equívoco. De fato, como se pode ler, para nós o repúdio do «magistério conciliar, como tal» era no sentido do «delenda vaticano 2» e portanto de tudo quanto lhe é ligado, como contrário e inimigo da Fé católica. Pelo teor de nossos artigos resta evidente que esse repúdio inclui evidentemente os autores de tal falso magistério de engano e perdição. Testemunhamos aqui que este «magistério» do erro é o sinal mais visível que nos faz reconhecer todo o resto concernente à falsa autoridade. E, diga-se de passagem, era esperança que a esta evidência cedo chegassem esses amigos.

Assim não foi e não é, pois Nougué, e através dele dom Tomás, professam ser mister acusar um «papa» de heresia sistemática, por causa de um seu «magistério» de cunho herético, mas continuar a reconhecer e ensinar o cabimento de sua legitimidade! Tudo segundo o conceito abnormalmente alienado de toda lei e de toda lógica, que é melhor ter um «papa herético» do que nenhum! E Carlos Nougué gravou um video para falar dessa sua «descoberta», que me deixou consternado.

Agora informam da «formalização final do debate entre Carlos Ramalhete e Carlos Nougué via hangouts em torno do tema “Concílio Vaticano II – continuidade ou ruptura?”; versará sobre duas questões:

a) Se há continuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, sem interrupção no Concílio Vaticano II e dele em diante. b) Se se pode resistir sistematicamente à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica por ele promulgada, etc., em alguma situação ou condição… no primeiro dia, Carlos Nougué defenderá o NÃO com respeito à primeira questão… no segundo dia, Carlos Ramalhete defenderá o SIM com respeito à primeira questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Nougué no primeiro dia… Nougué terá direito a uma tréplica de meia hora.

«No terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá o NÃO com respeito à segunda questão… No quarto dia, Carlos Nougué defenderá o SIM com respeito à segunda questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Ramalhete no terceiro dia, e Ramalhete terá direito a uma tréplica.

Há algo de patético nessa iniciativa, inusual para estes tempos, que pretende usar um método escolástico – a disputatio oral – de alcançar a verdade para maior glória de Deus. O fato é que a glória do método escolástico não está tanto na sua forma aparente, quanto na clareza de suas premissas a fim de, para tratar do justo conteúdo e chegar à Verdade, expor argumentos convincentes.

Ora, Nougué professa a descontinuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, em ruptura do Vaticano 2 em diante. Mas aqui a questão real é outra: como classificar esse «magistério» de ruptura com o anterior, porque disso decorre a questão da liceidade católica de resistir sistematicamente, não «à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica promulgada… », mas o reconhecimento da «marca» de tal «potestade», que é indispensável premissa; é claramente questão que depende da precedente, solenemente ignorada na sua importância, razão porque constatamos consternados a confusão que disso resulta.

De fato, se essa potestade é legítima, como crêem ambos os professores, então o «não» de Nougué é de veia cismática, diante do correto «sim» de Ramalhete: o magistério da autoridade legítima deve ser respeitado, mesmo se não se proclama infalível, pelo menos como livre de propor erro. Veja-se Pio XII na «Humani generis»:

  • Esse modo de falar pode parecer eloqüente, mas não carece de falácia. Pois é verdade que os romanos pontífices em geral concedem liberdade aos teólogos nas questões controvertidas entre os mais acreditados doutores; porém, a história ensina que muitas questões que antes eram objeto de livre discussão já não podem ser discutidas. 20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10, 16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objeto de livre discussão entre os teólogos.

Nougué terá direito a uma tréplica – sem confusão – diante desse documento magisterial? Eis que no terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá com o verdadeiro Magistério o não católico com respeito à segunda questão. E no quarto dia, Carlos Nougué com um «sim» transgressivo, pois pensa enfrentar a potestade que para ele é legítima, só pode cair em sí diante da palavra final que será aquela tréplica  a que Ramalhete terá direito e se apoia no verdadeiro Magistério. Ora, não foi por falta de avisos amigos. A Igreja tem a sua lei e seu Magistério e estes devem ser a referência para o fiel católico, que mira realmente a glória de Deus.

Erro de há muito em vias de multiplicação e difusão

Ao considerar níveis mais altos de discernimento católico, vemos que – incrivelmente – esse mesmo erro se repete e se propaga. Podemos citar os nossos dois preclaros Bispos, que no seu testemunho episcopal, levantaram dúvidas sobre o novo magistério conciliar, mas sem chegar a classificar claramente seus autores. Se Dom Mayer teve a hombridade de fazê-lo, por fim, não deixou nada registrado para uso da Igreja fiel.

Aqui, porém, não vou tratar desse testemunho, que não se conseguiu obter mais consistente, para falar de um grande autor católico de nossa época, o filósofo ítalo-suíço Romano Amerio.

Este autor, enquadra o mal conciliar da «desistência da autoridade», como desistência de ser. E depois de sua morte, em 1997, ainda continuam exemplos escandalosos dessa «redução», «desistência», «recusa», que se refere à uma posição de Fé; seja a de Joseph Ratzinger, que deixou de «ser» Bento 16, e hoje, a de Bergoglio, que pensa «ser» Francisco 1.

Ora, isto deveria obrigar todos a considerar que quem «desiste de ser», que certeza pode dar de jamais ter «sido»? De fato, na Lei da Igreja o caso de renúncia à fé comporta a perda do cargo de jurisdição. Mas hoje. diante da expansão forçada da fé ecumenista por alguém de «fé» modernista e iluminista conciliar, haveria que pensar que esse indivíduo nunca esteve na condição de «ser» eleito para esse cargo de confirmação universal da Fé católica, por renúncia a esta; pior, por ter proposto uma sua «redução» ao mundo como católica.

Como está no Código de Direito Canônico (188 § 4º): “Ob tacitam renunciationem ab ipso iure admissam quaelibet officia vacant ipso facto et sine ulla declaratione si clericus a fide catholica publice defecerit.” segue: A renúncia de Bento 16 da sede conciliar, como a renúncia explícita de Bergoglio em confessar a Fé de Deus, católica, só pode ser a confirmação de uma renúncia anterior. Mas nesta renúncia não havia incorrido antes João 23, como ficou claro em 1960? Não almejava que a Igreja passasse «ser» modernista?

Em que consistiu a motivação do chamado “Maio de 1968“, senão na revolta semi-consciente de uma juventude que detestava a vida burguesa, já profundamente ateia, imoral e hipócrita, que esse mundo proporciona? E eis que a inexperiência dessa revolta era proposta pelos «mestres do nada», pelas emanações anti-culturais sartreanas, comunistas e niilistas de um lado, e do outro, da «cultura» de corrutores como Marcuse, para quem «o princípio de identidade e de não contradição» foi o gerador do nazismo. Havia que dar outro sentido à vida, privados da razão de ordem social, pela qual o único proibir deve ser o proibir!

Que raiz pode ter isso tudo no direito à «liberdade religiosa» proferido contra a razão Divina pela «Dignitatis humanae» e pelos conceitos que se encontram igualmente no documento conciliar «Gaudium et Spes» e outros, que também circulavam então para infestar o mundo de uma liberdade a detrimento da Verdade?

A supra-referida desistência DE SER tornou-se irrefragável nos últimos cinqüenta anos, quem sabe como? Seria o modernismo, proclamado e ensinado oficialmente pela ex-Igreja Católica, alieno a essa destruição de todas as referências sagradas e mesmo lógicas e até do conceito da própria religião natural? Assim, pode-se dizer que pela primeira vez na história já não existe força institucional ao serviço da verdade e do bem; e a Roma conciliar acelerou esse degrado.

“Então realizou-se o que São Paulo anunciara em ROM 1,26: Por terem abandonado a Deus Nosso Senhor, depressa Deus os abandonou aos mais infames vícios. E eis, como conseqüência derradeira de todo o imanentismo, de todo o relativismo, de todo o ateísmo, a Igreja conciliar, ex-Igreja Católica, a Igreja da morte de Deus transformada, para castigo dos nossos pecados, numa poderosa multinacional pederasta.”

Aqui relatamos fatos, mas haveria que fazê-lo à luz dos frutos das novas idéias anti-cristãs. No nosso artigo «UM «PAPA» PARA O MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DA IGREJA CONCILIAR» de 10.4. 2013, depois de lembrar a Palavra sobre a Paz “Enganam o meu povo, dizendo: Paz! Paz! Quando não há mais paz (Ez 13, 10), dizia: “É preciso que os católicos compreendam o que será de agora em diante ministrado desde a Sede Romana, como fé católica, para não sucumbir ao retorno de um fatal gnosticismo dos primeiros tempos; de uma «Igreja movimento»; isto para não cair na perigosa ingenuidade dos que ouvem a frase do discurso inicial de Bergoglio deduzindo dela um retorno à invocação do Reino de Jesus Cristo no mundo. Arnaldo Xavier da Silveira, que descreve os desvios da Doutrina Católica, escreve uma artigo que inicia citando: “A Igreja não é uma ONG assistencial. Esse ensinamento singelo do Papa Francisco em seu primeiro dia como Sumo Pontífice evoca doutrinas riquíssimas sobre a Igreja, negadas pelos progressistas, mal interpretadas ou esquecidas por muitos católicos”. Mais tarde acusaria o magistério conciliar de heretizante!

Para identificar tal «Francisco» na continuidade do progressismo conciliar, podemos ver a sua afinidade com as idéias do Jesuíta Martini e com o que visa o plano dos artífices da Teologia da libertação, como Boff, Libânio e Gutierrez, recebido com honras no Vaticano. Sobre esse sinistro horizonte liberal temos várias advertências dos Papas, por último na «Humani generis» de Pio XII, onde ainda não é clara a essência do processo de retorno ao gnosticismo; nele o espírito do mal tentou sufocar a Igreja nascente; agora na sua agonia.

«Autoridade para a demolição sistemática da Igreja»?

Com a intenção de citar autores de valor que identificaram o processo de demolição da Igreja, mas sem identificar a marca de seus autores ocupando a Sede suprema, temos também o escrito de Orlando Fedeli com esse título, que analisa um livro explosivo e hereticamente sincero. Trata-se da obra do Padre J.B. Libânio, S.J. A Volta à Grande Disciplina, Edições Loyola, São Paulo, 1983 (sigla AVGD). “O que se lê nesse livro é atualíssimo. Dir-se-ia profético, tanto o que nele se lê está acontecendo agora. É um livro escrito com inteligência e em linguagem bem clara. Sem o linguajar brumoso típico dos padres do pós Concilio. Padre Libânio não esconde o que os hereges Modernistas querem fazer, e o que eles fazem hoje: a demolição da Igreja e a tentativa de instaurar uma igreja essencialmente evolutiva, dialética, espiritual e gnóstica. Disso deriva o maior valor do livro: é uma confissão”… diz Fedeli:

«Se Padre Libânio deixa bem claro que pertence a esta quarta “empresa” de demolição e de imaginação de uma Nova Igreja completamente sem relação com a Igreja Católica, não se compreende como se tolera que ele permaneça dentro da Igreja Católica. Todos esses demolidores só ficam na Igreja para destruí-la. Todos eles deveriam ser excomungados e expulsos imediatamente. É cinismo incrível declararem que pretendem destruir a Igreja Católica e permanecerem nela. É absolutamente inexplicável que as autoridades da Igreja permitam a esse demolidor – Padre Libânio — permanecer na Igreja, demolindo-a sistemática e friamente! E declarando expressamente o que deseja fazer: destruir a Igreja Católica e construir uma outra igreja completamente diferente da Igreja Católica.»

E o Orlando Fedeli perguntava então: «Como nada se faz contra isso? Como nada se faz contra esse Padre que escreveu isso em 1983, e que até hoje permanece em seu trabalho de quinta coluna e de traição? Isso só é possível pela imensa infiltração que a heresia modernista alcançou no clero e na própria Cúria Romana»… só na Cúria pergunta-se? E o chefe dela não é ainda mais responsável?

Bem, já então era claro: nada se fez nem se faz contra isso, pelo contrário se fez se faz e será feito a favor disso porque os homens da variação dos pensamentos gnósticos a incutir na Igreja, galgaram os seus mais altos postos de autoridade, donde convocaram o Vaticano 2 e desde a suprema cátedra introduziram o que o filósofo Romano Amerio explica com o incrível eufemismo das «variações da Igreja católica no século XX». Foram eleitos e acolhidos como «papas legítimos» por todo mundo, com a exceção de um reduzido número de fiéis apegados à Fé íntegra e pura. Essa resistência é suficiente para que se saiba que os «papas conciliares» não foram aceites por TODA A IGREJA, o que já é razão para avaliar a invalidez dessas  eleições conciliares, válidas só para uma igreja «variável». Como se a Doutrina e Liturgia da Igreja pudessem variar, conforme o tempo e os homens, na sua essência mesma, que vem do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, Verbo de Deus encarnado. Ora, mas e a Autoridade pontifícia? Essa pode variar, ao ponto que essas brilhantes mentes católicas aceitem a legitimidade do Vigário de Cristo que demole a Sua Igreja? Só se faltasse a lei para definir essa incompatibilidade, não haveria culpa diante da Vítima, que é hoje a Esposa de Jesus Cristo, de cujo Sangue a Igreja vive; que hoje e sempre seja louvado, amado e adorado!

4 Respostas para “PODE O CATÓLICO REPUDIAR O MAGISTÉRIO QUE CRÊ DE JURISDIÇÃO PAPAL? – Duelo a esquecer!

  1. henrique agosto 30, 2016 às 5:09 pm

    A CEGA lealdade a essa falsa igreja dos demônios está gradualmente corroendo o que ainda resta de católico nos poucos católicos que restam. E essa silenciosa apostasia abarca, mui democraticamente, tanto os mais ignorantes dos fiéis, absolutamente passivos às mudanças, quanto os mais doutos e “tradicionalistas”, como os homens mencionados na publicação. É triste, para não dizer nojento, assistir a isso. Justo os homens que mais têm condições de dar testemunho da Verdade são os que mais se omitem; pior: usam de seus conhecimentos para dar à sua posição acovardada uma aparência de conformidade à Doutrina da Igreja, ADULTERANDO-A, numa desesperada tentativa de lidar com as contradições: inventam bobagens como “papa herege”, dizem coisas estultas sobre a infalibilidade, mentem sobre a história da Igreja. Tudo muito ilustrado com terminologia técnica, referências bibliográficas e estantes repletas de livros ao fundo.

    Não está claro que o tradicionalismo católico representa, na revolução que se opera dentro Igreja, o mesmo que a “direita” representa na revolução que se opera na política?

    Tanto a direita quanto o tradicionalismo parecem não ser mais do que uma “oposição controlada”. Parecem, muito convincentemente, opor-se à revolução; mas um olhar mais atento revela que ao direcionarem sua oposição apenas a aspectos superficiais da revolução, OMITINDO O ESSENCIAL, colaboram de modo muito sorrateiro e eficiente para o seu triunfo.

    Assim a direita política pode ser vista reclamando da coletivização dos meios de produção, do ataque à instituição da família, do aborto, etc – coisas más obviamente – mas ao mesmo tempo OMITE O REINADO SOCIAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, muitas vezes vindo da própria direita a defesa do estado laico.

    Também o tradicionalista, reclama da falta de disciplina do clero, das mudanças litúrgicas, das ambiguidades do Vaticano II… coisas más, evidentemente, MAS SUPERFICIAIS. Omitem e mesmo promovem aquilo que é a causa de toda essa maldita revolução: OS HOMENS QUE A OPERAM.

    E, novamente, isso vem daqueles que, pela ilustração intelectual, deveriam ser os primeiros a reconhecer essências, e não se deixar levar por falsas aparências.

    Os doutos não sabem nada. A cultura deles não vale nada, pois não serve a Verdade.

    E isso serve para glorificar a Deus Nosso Senhor. Pois mostra mais uma vez que em primeiro lugar deve estar o amor a Deus, e só depois a sabedoria dos livros. Não fosse assim, o próprio Deus não se teria feito homem entre os mais simples dos homens, de onde também escolheu seus apóstolos e visionários, como as crianças de La Salette, Lourdes e Fátima.

    • Pro Roma Mariana agosto 30, 2016 às 8:55 pm

      De fato, os doutos não sabem e a cultura de nada vale se não serve a Verdade; aquela pela qual vale viver e morrer.

      • henrique agosto 30, 2016 às 10:15 pm

        E essa atenção dos tradicionalistas ao que é superficial, em detrimento do essencial, resulta em que aos poucos eles se deixam domesticar. São arrebanhados para a causa da revolução sem se dar conta. O mesmo acontece na política.

        Se há alguma dúvida disso, veja quem é admirado pelos tradicionalistas de hoje: Ratzinger. Um homem que foi colocado sob suspeita antigamente; que promove pensadores como Teilhard de Chardin. Mas quem se importa? Ele jogou umas migalhas aos tradicionalistas, então está tudo bem!

        Assim os tradicionalistas de hoje são simpáticos, ou pelo menos tolerantes, a coisas que causariam repulsa mesmo aos liberais de antigamente. Da mesma forma os direitistas da política, que hoje já se mostram simpáticos, ou pelo menos não tão refratários, às causas da revolução cultural, como os chamados “direitos dos homossexuais”. Pelo menos aqui no Brasil, para mim isso é evidente.

        Dizem que a revolução precisa “dar um passo para trás para dar dois à frente”. Ratzinger, não foi justamente o passo para trás que permitiu a Bergoglio dar agora os seus escandalosos dois passos para a frente?

  2. Pro Roma Mariana setembro 3, 2016 às 5:31 pm

    Pode-se aplicar à atual situação da Igreja o que os santoa do passado indicavam: “Tal como é lícito resistir o Pontífice que agride o corpo, também é lícito resistir ao que agride as almas ou perturbe a ordem civil, ou acima de tudo, que tente destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ele ordena e evitando que a sua vontade seja executada? Também o Papa Leão XIII na Libertas Praestantissimum diz: “Desde que falta ou o mandato é contrário à razão, à Lei eterna, à autoridade de Deus, então é legítimo desobedecer aos homens a fim de obedecer a Deus.” Isto ensinaria ser patente que se, a “recusa” é legítima, assim como expor o erro e revelar-lhes também.
    Ora, nos dias de hoje a crise é medonha, jamais vista na Igreja, por estar, entranhada no seio dela como nos advertiu São Pio X, perdendo as almas nessa apostasia geral.
    Na verdade, resistir ao «magistério» que se apresenta como de um concílio ecumênico, que desde há meio século sistematicamente ensina erros e heresias com montanhas de documentos e atos ecumenistas como a reunião das religiões, etc. não é a resistência casual acima descrita; implica identificar os corrutores que inverteram a Fé. Isto não é mais opinião de teólogos, é mandato evangélico… de anátema.

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