Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A  IMUTABILIDADE DA DOUTRINA CATÓLICA É A IMUTABILIDADE DE DEUS NOSSO SENHOR

Jesus com a cruz

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Exeunte Iam Anno”, promulgada em 25 de Dezembro de 1888:

«Não serve dirigir aqui a atenção à injustiça triunfante, nem procurar se existem reinos, os quais, indo pròsperamente e segundo os seus desejos a coisa pública, nutrem no mais interior das suas intimidades os germes dos males. Isso sòmente queremos que se entenda, e a História é rica desses exemplos: Cedo ou tarde se deve pagar o castigo das injustiças, e tanto mais severamente quanto mais foram prolongados os delitos. No que nos diz respeito, é de grande conforto a palavra do Apóstolo Paulo: “Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus”(ICor 3, 22-23). O que significa que por disposição arcana da Divina Providência o curso das coisas mortais  é regido e governado de forma que o que acontece é subordinado à Glória de Deus, e igualmente levam à salvação as obras dos que seguem Nosso Senhor Jesus Cristo, sinceramente e de coração. A Igreja é Mãe e nutriz, guia e guarda deles, e assim como está unida com íntimo e imutável amor a Cristo, seu Esposo, assim se une a Ele nas lutas e na vitória. Por isso não estamos, nem podemos estar inquietos por causa da Igreja; mas tememos vivamente pela salvação de muitíssimos, os quais, abandonada soberbamente a Santa Igreja, e seguindo caminhos diversos,  se precipitam na danação. Também estamos angustiados ao ver aqueles estados que estão longe de Deus, E COM ESTÚPIDA SEGURANÇA, ADORMECIDOS À BEIRA DO PRECIPÍCIO. Dizia São João Crisóstomo: “Nada se pode confrontar com a Igreja… quantos a combateram, todos pereceram. A IGREJA TRANSCENDE OS CÉUS. Sua grandeza é tal que se combatida – vence; se insidiada, supera as ciladas. Luta e não é vencida, pega-se no pugilato e nunca é superada.” E não sòmente nunca foi vencida, mas guarda íntegra aquela força integradora da natureza, princípio de saúde que ela perenemente alcança e toma de Deus; PERMANECE IMUTÁVEL ATÉ NA MUDANÇA DOS TEMPOS. Se já Divinamente regenerou o mundo envelhecido nos vícios e perdido nas superstições, porque não há-de poder reevocá-lo, transviado, ao recto caminho? Calem-se de vez as suspeitas e os ódios; e a Santa Igreja, afastados os obstáculos, seja em todo o lugar, dona dos seus direitos, pois a ela pertence conservar e difundir os benefícios conquistados por Nosso Senhor Jesus Cristo. Então se poderá conhecer, pela experiência, ATÉ ONDE CHEGA O PODER ILUMINADOR DO EVANGELHO, E QUÃO PODEROSA SEJA A FORÇA DE CRISTO REDENTOR.»

 

O maldito Vaticano 2 constituiu a consagração da mudança pela mudança, ou seja, da evolução relativista, estéril e cega, como único motor, não apenas da vida individual, como também das famílias, das sociedades, e da vida internacional.

A falsa “religião” instituída pelo Vaticano 2 situa-se nos antípodas da Fé Católica; exactamente porque a maçonaria, já há perto de dois séculos, havia decidido que a nova religião teria de possuir toda a configuração da antiga, MAS EM NEGATIVO INFERNAL! Só assim, no pensamento da maçonaria, seriam perfeitamente enganadas, tanto as elites, como as grandes massas, e segui-la-íam a ela maçonaria, julgando obedecer à Tiara de Pedro. Só que a maçonaria não contou com aqueles que ao longo dos séculos sempre permaneceriam fiéis, AQUELE RESTO DE JAVÉ, QUE NÃO SE SUBMETE A BAAL, AQUELES HOMENS DE UMA SÓ VERDADE, que segundo as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo, jamais apostatariam, quaisquer que fossem as dificuldades e as tribulações.

A maçonaria terá sofrido uma surpresa desagradável ao verificar que Bispos e sacerdotes, um pouco por todo o mundo, NÃO SE RESIGNARAM A PERDER A FÉ; e logo essa tenebrosa sociedade tratou de se infiltrar activamente nas obras verdadeiramente católicas, militantemente católicas, que estabelecidas como corpo de combate, jamais renunciariam à denúncia vigorosa dos planos de satanás e do seu braço armado – a maçonaria internacional. Tal é a razão profunda do que sucedeu à Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X. Pois que nela foi inoculado o VÍRUS DA MUTABILIDADE.

A Imutabilidade de Deus deve-se compreender à luz da Sua Asseidade e da Sua Eternidade. Efectivamente, Aquele que possui em Si a razão do Seu Ser, nunca poderia viver no tempo; pelo contrário, É O TEMPO QUE ESTÁ ABSOLUTAMENTE, METAFÌSICAMENTE, SUBMETIDO À SOBERANIA OMNISCIENTE E PROVIDENCIAL DE DEUS. Nós não pensamos nisso, mas aquilo que denominamos “futuro”, para Deus constitui uma realidade Eterna, que é conhecida, não nela mesma, mas na própria Essência Divina. Não olvidemos que o ser do mundo, É, virtualmente, em Deus.

A Imutabilidade de Deus DEVE POR NÓS SER ADORADA COM TODAS AS FORÇAS; se Deus não fosse imutável NÃO SERIA DEUS, MAS UMA POBRE CRIATURA.

Quanto mais perfeita é uma criatura, mais relativamente imutável é; quanto mais imperfeita, mais mutável é. Os Anjos, na ordem Natural, são, intrìnsecamente, relativamente imutáveis; mas extrìnsecamente são mutáveis porque compete-lhes, sob as ordens de Deus, o governo físico do Universo, até ao Juízo Final. Além disso, os Anjos estão em potência para a Ordem Sobrenatural. Mas o acto no qual, e pelo qual, os Anjos aderem ou recusam a Deus, na Ordem Sobrenatural, constitui um acto único, imutável e Eterno, produzido no momento ontológico seguinte ao da sua criação.

No Céu, antes do Juízo Final, as almas, conquanto estejam já na Eternidade, são ainda extrìnsecamente medidas pelo tempo do mundo, gozando assim de uma quase imutabilidade ontológica. Após o Juízo Final, as almas gozarão de uma plena imutabilidade ontológica, física e moral, mas não imutabilidade metafísica. Os condenados, confirmados que estão, eternamente, no mal, possuem uma imutabilidade ontológica em NEGATIVO ABSOLUTO, NA DOR INFERNAL DO FOGO E NA AUSÊNCIA DEFINIVA DE DEUS NOSSO SENHOR.

Cumpre assinalar que sendo o homem composto por matéria e forma espiritual, necessàriamente, durante a sua vida mortal, possuirá na sua corporeidade um princípio de mutabilidade, mas uma mutabilidade sustentada na identidade da forma espiritual, a qual, mesmo na Ordem Natural, consubstancia um reflexo da Eternidade Divina; e na Ordem Sobrenatural, caso possua a Graça Santificante, participará então, formalmente, dessa mesma Eternidade Divina. O bom católico não deverá pois alarmar-se com uma determinada mutabilidade que sinta varrer a sua vida; PORQUE O PRÓPRIO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM, SENTIU ESSA MUTABILIDADE, INERENTE A QUALQUER SER EM CUJA COMPOSIÇÃO TAMBÉM SE INSIRA O PRINCÍPIO MATERIAL.

Só os homens DE UMA ÚNICA VERDADE podem, efectivamente, governar a sua inevitável mutabilidade mortal com o Princípio que ordena e unifica, sublimando, toda a mutabilidade, real ou possível – A LEI ETERNA.

Enquanto que os Anjos, como foi referido, vinculam-se, ou não, a Deus Nosso Senhor, mediante um único acto de valor Eterno; os homens, vivendo no tempo, deverão encaminhar-se, ou não, para Deus, mediante uma determinada série de operações: SE ESSAS OPERAÇÕES SE PRODUZIREM DE FORMA COERENTE, HIERÁRQUICA, ORIENTADAS PELA LEI ETERNA, A ALMA ALCANÇARÁ O BOM PORTO DA ETERNIDADE BEATÍFICA. Se forem operações, caóticas, incoerentes, desprovidas de princípio objectivo unificante, como acontece tantas vezes – a alma perder-se-á.

Porque a mutabilidade relativista, em última análise – É O NADA! Porque então qualquer valor só poderá existir como condição da própria aniquilação. A mutabilidade, erigida em princípio vital, é tão absurda e niilista como a suposição de séries infinitas contingentes, sem o apoio Metafísico d’Aquele que tem em Si a Razão do Seu Ser.

A vida relativista da seita conciliar traduz perfeitamente o niilismo que acabamos de descrever. Hoje faz-se isto porque apetece, amanhã aquilo porque se adapta melhor às circunstâncias, etc. A seita conciliar, a seita anti-Cristo, VIVE DO EXPERIMENTALISMO SOCIAL, PSEUDO-RELIGIOSO E PSEUDO-MORAL.

A Doutrina Católica é tão imutável quanto o próprio Deus, na Sua Unicidade infinita. Porque a Revelação traduz o Pensamento Divino sobre Si mesmo e sobre a Humanidade; E EM DEUS HÁ UM SÓ PENSAMENTO, COMO HÁ UM SÓ SER.

O pensamento conciliar, na sua essência mesma, nem é agnóstico – é ateu! Porque o agnóstico, em rigor, não sabe; mas a seita conciliar sabe tudo muito bem; sabe, sobretudo, que o seu “deus” abarca e sintetiza todas as ditas religiões, portanto esse “deus” É UM NÃO DEUS, POSITIVAMENTE AFIRMADO COMO NÃO DEUS.

A seita conciliar odiou sempre o magistério Tomista de Monsenhor Lefebvre, professado solenemente nos seminários na Fraternidade que FOI DE SÃO PIO X. Porque Monsenhor Lefebvre era UM HOMEM DE UMA SÓ VERDADE, E FOI EDUCADO POR PAIS E MESTRES QUE TAMBÉM O ERAM. Para almas deste género: “UMA VERDADE RELATIVA E EVOLUTIVA” CONSTITUI VERDADEIRO SUICÍDIO ESPIRITUAL, UMA AUTÊNTICA MONSTRUOSIDADE.

Monsenhor Lefebvre educou os seus sacerdotes no culto dessa vida regida vigorosamente por um só princípio, por uma só verdade. TODAVIA O INIMIGO DE DEUS E DOS HOMENS LOGROU SEMEAR JOIO NA OBRA DE MONSENHOR LEFEBVRE. Fatigados da segregação que sofriam por parte do mundo evolutivo e relativista, os sucessores de Monsenhor Lefebvre ouviram propostas de boa fama e glória terrena se diluíssem progressiva e subliminalmente a Fraternidade nos cânticos das sereias da seita conciliar: CONTINUEM A DIZER QUE SÃO TRADICIONALISTAS, MAS COLOQUEM-SE, SEM QUASE SE DAR POR ISSO, SOB A AUTORIDADE ROMANA. O RESTO VIRÁ NATURALMENTE, COMO ACONTECEU COM A HECATOMBE DA IGREJA OFICIAL.

E OS CHEFES DA FRATERNIDADE OUVIRAM SATANÁS, VENDENDO-LHE A ALMA, A TROCO DO OURO DA FACILIDADE, E ANIQUILANDO DEZENAS OU CENTENAS DE MILHARES DE ALMAS, BEM COMO INÚMERAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS.

Mais uma vez o sida da novidade, da adaptação, da mutabilidade, por causa dos pecados dos homens consagrados, levava de vencida, para castigo desses mesmos homens, uma obra na qual tantas e tão grandes esperanças haviam sido depositadas.

QUE AQUELES QUE VERDADEIRAMENTE SÃO DE DEUS SAIBAM PROCEDER COMO ABRAÃO, PAI DOS CRENTES: ESPERAREM, APARENTEMENTE, CONTRA A PRÓPRIA ESPERANÇA. PORQUE QUEM ASSIM ESPERA, NO DERRADEIRO MOMENTO, CONTEMPLARÁ A SALVAÇÃO DE DEUS UNO E TRINO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 5 de Agosto de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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