Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NO SANTO NOME DE MARIA O SINAL DOS SINAIS DE TODOS OS TEMPOS

 

Arai Daniele

Questão primária da Fé é a intervenção de Deus na vida humana. E Jesus nasceu da Maria Virgem.

O que é a Revelação, a Encarnação e a divina instituição da Igreja? O que são os sacramentos, como também milagres e aparições, senão sinais dessa graça, para confirmar a nossa fé?

A Igreja de Cristo testemunha os Sinais sobrenaturais da Fé, enquanto os falsos cristos empenham-se pelos «sinais dos tempos» do mundo e de seus «cultos» efémeros da natureza.

No 1º dia de setembro também em Fátima celebrou-se o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em sintonia com a encíclica ‘Laudato Si’, no quadro do que foi visto em São Pedro.

abertura às bestas do abismo

Temos assim um sinal dos tempos de visões naturalistas atuais, aqui em confronto com as visões sobrenaturais de Fátima.

Porque é certo que também o nosso tempo, sobrecarregado de males, recebeu grandes sinais em visões proporcionais a estes.

De fato, dias antes da pior revolução da história, que acabou por fazer dezenas de milhões de mortos e corrompeu a mentalidade do mundo com os erros difundidos pela Rússia, do comunismo, foi assinalado pela Mãe de Deus exatamente o dia e a hora de um milagre de dimensão solar, cósmica, para quem quisesse entender a importância da Mensagem dada para evitar o mal; o milagre que foi testemunhado por uma multidão e na presença até de incrédulos e ateus, mas que não convenceu os prelados da Roma católica.

milagre-do-sol

Pois bem, no meio tempo nessa mesma capital da Cristandade  avançava a inversão clerical que iria produzir um novo “papado”,   indiferente aos desígnios e sinais divinos, mas dedicado aos “sinais dos tempos” próprios a “astros” caídos do Céu sobre a terra!

É impossível falar de Ângelo Roncalli, que se tornou João 23, sem lembrar sua decisão de trancar a terceira parte daquela Mensagem para o nosso tempo. O “Terceiro Segredo de Fátima”, o grande sinal para o tempo das devastadoras grandes guerras mundiais e da terrível revolução comunista na Rússia; sinal para uma hora crucial, que seria “mais claro em 1960”.

João 23, que não disse ignorar o Segredo como sinal divino, o censurou para que este não incomodasse o plano do Vaticano 2,  das grandes aberturas e mutações modernistas!

Essa inadmissível atitude de um clérigo – eleito papa – diante de uma mensagem reconhecida de origem divina, não revelava, como verdadeiro «sinal no sinal», uma hora sem precedentes para a Igreja? E de fato foi a atitude que assinalou o início da grande crise, que é a realidade que continua hoje insofismável com Bergoglio. Pode alguém dizer que faltou o seu “sinal”?

Há que focalizar aqui o contraste entre duas visões opostas: de um lado a Mensagem de Fátima, do outro o Vaticano 2 e seus planos. Mas, naquele momento, foi total falta de atenção dos católicos para a relevância dessa atitude de João 23 – descaradamente negativa – diante da Mensagem de alerta da Mãe de Deus e nossa. A partir dela, como não seguir com a maior cautela o curso que esse clérigo, no trono de São Pedro, estava imprimindo à Igreja? Assim não foi, bem pelo contrário, João 23 passou a ser visto pela multidão de fieis e louvado pela grande comunicação social, como o “Papa bom”.

E a atenção que o «Segredo» despertara foi esmaecida !

Roncalli-Montini

O primeiro grande «sinal», autenticado pelo incomparável milagre do Sol, que não encontra outro igual em toda a história da Igreja, tivera o seu efeito de alerta máximo superado! Isto, como se fosse possível reconhecer verdadeiros sinais divinos para desligá-los da realidade presente: como se não tivessem um sentido urgente! Lacuna certamente contraditória, mas assim ocorreu porque o «detentor» do Segredo fez saber indiretamente que este não era para o seu tempo!

É evidente que tal desculpa era desviante e servia aos propósitos suspeitos de quem, hoje se sabe, era impregnado do modernismo maçônico, com que queria «aggiornare» a Cristandade e a Igreja.

Hoje é tarde demais para prevenir toda essa trama, mas não para reconhecer que se deve voltar à profecia autenticada pelo grande sinal.  Nela resta o poder da esfera sobrenatural para desvendar os projetos que se revelam contrários aos avisos divinos e que só podiam ser, como foram, planos insidiosos para abrir ao advento de anticristos em vista do Anticristo final.

Papas fantasmas materialiter

Jesus Cristo, porém, é «Sinal de contradição» para a ressurreição ou a ruína de muitos (Lc. 2, 34); Sinal divino para o destino de cada um que tem a liberdade da própria consciência para responder sim ou não ao Seu apelo de salvação. Sob as contradições humanas ficou colocado o crucial enigma deste sinal divino… descartado por um «eleito papa»!

Podem os sinais da Providência ser impunemente ignorados? Ninguém se engane: a questão é em verdade universal: se o sinal para os nossos tempos não foi devidamente acolhido pelos padres da Igreja, a quem foi confiado, abriu-se um desvio indicado por aqueles que são atraídos pelos falsos sinais dos tempos para impingir a um mundo desordenado uma «nova ordem» de erros abissais, que pretendem mudar o tempo e as leis (Dn 7, 25).

Esta desordem num mundo descristianizado não parece ter perturbado os sonhos utópicos e a obra de clérigos modernistas, como foi Roncalli e depois seus continuadores conciliares.

Assim, visto que a história humana demonstra ser a narração de uma contínua alienante rebelião crescida e multiplicada no sentido da revolução, que culminará no advento do Anticristo, estes demonstram ser os máximos artífices dessa desordem.

Estamos no tema do Apocalipse, onde estão presentes Sinais Marianos, como os que nestes tempos já se manifestaram. Isto é, da Mulher vestida de sol diante da qual o Dragão para (Ap 12). Ora, no nosso tempo, desde há sete décadas antes das aparições de Fátima, em La Salette foi dado por Maria o terrível aviso: «Roma perderá a fé e tornar-se-á sede do Anticristo».

Nossa-Senhora-de-La-Salette

Dizia respeito, portanto, ao cargo do Papa e à apostasia romana, ou seja, ao foco donde parte uma falsa fé que põe em risco a verdadeira. Quanto ao cargo do Papa, este só indica a posição ocupada por quem vai encabeçar, através das linhas de um falso magistério, a final aversão à conversão dos homens a Deus, obra perversa que até um certo momento histórico foi obstada pelo Magistério do Papa. Era o obstáculo à ocupação do Lugar santo abatido pelo Anticristo (cf. II Ts, 2).

O obstáculo, o katéchon das Escrituras, é ligado à Lei divina revelada. Foi instituído por Jesus Cristo na designação de São Pedro como pedra, a rocha da lei divina e natural gerida  pela entidade religiosa e civil centrada na ordem na qual o homem foi criado.

Este obstáculo podia portanto ser identificado com o Império do direito romano, como depois, nos tempos cristãos, com a Igreja e o seu Pontífice. Tratava-se do freio de princípios que impediam a liberdade da desordem e da iniquidade.

O Katéchon: o obstáculo que será eliminado no fim, segundo São Paulo (II Ts), para Sto Tomás depende da união e submissão à Igreja Romana, sede e centro da Fé católica. Até quando a sociedade permaneceria fiel ao Império espiritual romano, transformado do antigo Império temporal romano, o Anticristo não poderia aparecer. Esta era a barreira e o obstáculo. Por graça de Deus, junto a este obstáculo na ordem civil, está quem é encarregado de sustê-lo, vigiando sobre os princípios das sociedades; este guardião é o Papa, Vigário de Jesus Cristo. Até quando ele for reconhecido, respeitado, obedecido, o obstáculo subsistirá, a sociedade restará fiel ao império espiritual romano da fé católica. Este foi representado pelo Sagrado Romano Império, hoje dissolvido e inteiramente alienado a favor de impérios materialistas, que destroem a vida tanto das almas como das nações.

pio-xii-ultimo-papa

De fato, com tal guardião, o Papa, eliminado, com ele desaparece o obstáculo e o Anticristo aparece no seu mesmo lugar. Tudo isto segue aquela queda, que na Revelação é a «alienação original», o ruinoso abandono da Palavra de Deus. A esta luz entende-se o contraste estridente entre os sinais alegados por essa mente modernista, que censurou o «Terceiro Segredo de Fátima», e o Milagre do sol que assinalou o aval divino que esta Profecia recebeu.

Depois se viu também a ambiguidade da nova mentalidade, na solicitude com que os chefes religiosos dela imbuídos cuidam das manifestações de massa e das contribuições milionárias produzidas pelas aparições marianas, mas ofuscando as suas mensagens. A Virgem Mãe teria aparecido só para pedir orações e penitências. Com isto teria esgotado a sua parte; depois competiria aos grandes clérigos do Vaticano 2 guiar o povo, segundo os «sinais dos tempos» desvelados pela sociologia e segundo as necessidades da «nova ordem global».

A questão que se impõe agora é saber se esse verdadeiro sinal dos novos tempos tem data. Como se viu esta refere-se a quando o obstáculo, o Papa (Katéchon), seria «tirado do meio», como descreve São Paulo aos tessalonicences (II Ts, 2).

Os católicos receberam um sinal profético sobre esse «abatimento» do Pontífice romano com os seus fiéis: está na visão do «Terceiro Segredo». Temos assim a data em que esse evento, de ordem espiritual, mas virtualmente visível na ordem terrena, seria dali em diante «mais claro». Qual é esse tempo? 1960.

Tratando-se do profético «terceiro Segredo de Fátima», esta data foi dada por Nossa Senhora, como já se sabia e agora está confirmado no Diário de Lúcia, cuja página vem de ser publicada pelo Convento do Carmelo de Coimbra, onde a Irmã viveu e morreu.

É fundamental para conhecer o «Terceiro Segredo» conhecer o texto onde está inserida esta data, porque relativo à escritura do mesmo Segredo nas palavras de Nossa Senhora.

Nossa Senhora diz a Lúcia que escreva o segredo e dá-lhe novas luzes sobre o que prediz.

«Mas a ansiada resposta do Senhor Bispo de Leiria tardava a chegar, e ela sentia-se na obrigação de tentar executar a ordem recebida. Embora com repugnância e algum receio de, mais uma vez, não conseguir, o que a deixava deveras perplexa, tentou novamente e não foi capaz! Vejamos como nos narra esse drama:

  • Enquanto que esperava a resposta, no dia 3-1-1944, ajoelhei-me junto da cama que, por vezes, me serve de mesa para escrever, e de novo fiz a experiência, sem nada conseguir; o que mais me impressionava, era que no mesmo momento escrevia sem dificuldade qualquer outra coisa. Pedi então a Nossa Senhora que me fizesse conhecer qual era a Vontade de Deus. E dirigi-me para a capela, eram as 4h da tarde, hora a que costumava ir fazer a visita ao Santíssimo, por ser a hora a que ordinariamente está mais só, e não sei porquê, mas gosto de me encontrar a sós com Jesus no Sacrário.
  • Aí ajoelhei-me no meio, junto ao degrau da mesa da Comunhão e pedi a Jesus que me fizesse conhecer qual era a Sua Vontade. Habituada como estava, a crer que as ordens dos Superiores são a expressão certa da Vontade de Deus, não podia crer que esta o não fosse. E perplexa, meio absorta, sob o peso duma nuvem escura que parecia pairar sobre mim, com o rosto entre as mãos, esperava, sem saber como, uma resposta. Senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro, levanto olhar e vejo a querida Mãe do Céu. «Não temas, quis Deus provar a tua obediência, Fé e humildade, está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado. Depois de escrito, encerra-o num envelope, fecha-o e lacra-o e escreve por fora, que só pode ser aberto em 1960, pelo Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa ou pelo Sr. Bispo de Leiria».

Fatima Papa secreto

  • E senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi, – A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!
  • Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo: – O Céu! O Céu! Apenas passou a maior força do sobrenatural, fui escrever e fi-lo sem dificuldade, no dia 3 de Janeiro de 1944, de joelhos apoiada sobre a cama que me serviu de mesa. (Nota: O Meu Caminho I, p. 158-160). Pp. 266,267 de «Um Caminho sob o Olhar de Maria», Carmelo de Coimbra, com Imprimatur do Bispo de Coimbra de 23 de agosto de 2013.

As «novas luzes» desveladas por Nossa Senhora à Irmã Como se pode ler, em janeiro de 1944, a Irmã Lúcia vê algo mais do que já vira na 3ª parte do Segredo sobre o mistério de luz que é Deus e N’Ele – a ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra… segue uma devastação planetária após esse sinal de alienação ecumenista da Fé que causa a guerra perversa para destruir esta única Igreja de Deus de – uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica.

No desprezo pelos sinais celestes avançados e na aceitação dos falsos cristos, chegou-se a tal ponto que podemos ter a certeza estar o castigo extremo, descrito para esta geração, já às portas.

E poderemos reconhecer sua origem porque será universal.

Invoquemos pois sem cessar o auxílio de Deus através dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria; nossa esperança é posta na promessa das últimas palavras do Seu Segredo: «Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

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