Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DO TRADICIONALISMO EMPALHADO AO CATOLICISMO EMPULHADO

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Arai Daniele

Aqui definimos «tradicionalismo empalhado» aquele que, diante da repetição da pérfida abominação de Assis – da reunião das grandes religiões do mundo promovida por um em veste papal – nem sequer repete as palavras de condenação de 30 anos atrás. As evita e tanto mais a declaração dos dois Bispos, Lefebvre e Castro Mayer em Buenos Aires, no fim do mesmo ano. Vamos republicá-la aqui, em desafio ao desagrado da atual FSSPX e de seu «papa conciliar».ecumaniacos

Quanto ao «catolicismo empulhado», não se pense que o “empulhar” aqui se refere só à operação ecumenista conciliar, essa é macro empulhação enquadrada nas Sacras Escrituras como abominável adultério religioso (para isto vamos lembrar a profecia de Ezequiel 7); não, vamos  nos referir à micro empulhação – na verdade uma virose teologal – hoje atual nos meios «tradicionalistas» mais empolados. Esta é de certo modo responsável pelo voluntário «auto-empalhamento» apenas acusado, pelo menos justificando a legitimidade da figura em veste papal acima. Mas note-se, muitos destes «mestres», pelo menos dizem que tais chefes pouco ou nada têm com o catolicismo senão o abuso dessa denominação; mas são Papas!

A empulhação da qual há que falar, portanto, provém dos que conhecem esta perfídia, mas pregam a legitimidade do disfarce de tal calamidade da Igreja ocupada pelos seus inimigos. Nesta longa ocupação muitos são os que sabem que foi engendrada uma «outra igreja», mas o disfarçam para constar como membros críticos desse simulacro conciliar que controla o centro de pensamento, finanças e influência mundial do Vaticano; a «igreja visível» deles.

Nem aderem de corpo e alma a tal mega aparato adulterino, mas como a adesão a este dita as regras do «bom-tom» religioso, não arriscam sentenças de “non uma cum” pela total recusa do «magistério conciliar». Não, mas colocam os erros deste falso magistério ao nível do real Magistério de Pedro, que conteria algum erro, a partir de «erros» do mesmo São Pedro!

Tudo isto, embora dita comunhão derive da adesão aos «papas» recebidos e honrados pelo mundo devido às suas amplas aberturas ecumenistas, em ruptura com a Tradição. Não conta que tais «papas conciliares» exaltem a ONU, organização que promove no Brasil e no mundo o aborto e outros crimes. Tais empulhações planetárias conjuntas não tocariam a autoridade de «papas» de poder garantido por «conclaves canônicos»! Senão satanás teria prevalecido!!

Estes «mestres» sabem que a função e a autoridade pontifical são representativas, e que só por esta razão o Vigário de Jesus Cristo é simbolicamente até mesmo «adorado». Indignaram-se quando sua tríplice coroa, que não é propriedade pessoal é doada a museu, como quando Paulo 6 «desfez-se» da Tiara papal. Ele alienava o que não era seu e tal gesto demonstrava ser alheio à fé devida à função de Vigário de Jesus Cristo Rei, com todo o poder no Céu e na terra.

Ultimamente o assunto dos gestos voltou no texto de autoria de um estudioso do peso de Arnaldo Xavier da Silveira, que o publicou em seu site. O artigo aborda a questão do Magistério Ordinário da Igreja Católica e esclarece que um papa ensina não apenas por palavras nos seus documentos, mas que do magistério ordinário também constam seus atos e gestos públicos. Cita São Tomás, além de documentos do ensino doutrinário convencional. Tudo apoiado nas palavras de Nosso Senhor aos seus apóstolos sucessores, Papa e Bispos: “quem vos ouve a Mim ouve”. A denominação que esse ensino comum e contínuo assumiu no tempo foi de Magistério ordinário. Está em discursos dos Papas, nas encíclicas, decretos, cartas e pregações, que exprimem esclarecimento nas questões de fé e costumes. Só quando tais palavras atingem um grau de relevância ex Cátedra na Igreja, envolvem a proteção divina da infalibilidade.

Mas que dizer de grandes gestos, de repercussão mundial, como a convocação de reuniões de todas as religiões do mundo, como se viu e se vê em Assis? Ora, se esse «magistério» falado ou gesticulado implica sempre a autoridade da Igreja, então que dizer também da pessoa que o promove? Representa um magistério que reivindica credibilidade à Cátedra e à Igreja?  beija-o-alcorao

É aqui que vemos esses «mestres » pontificarem: “não só não devemos ao magistério conciliar, em quanto tal, obediência alguma em nenhum ponto, mas devemos enfrentá-lo com uma contínua e intransigente oposição católica”. Isto testemunhamos neste mesmo sito, mas sob o título «delenda Vaticano 2», o que pede a destruição do seu espírito, letra e promotores, pois é demonstração que esta falta de credibilidade indica não terem a autoridade da Igreja.

Só no nosso tempo, em que os falsos mestre proliferam, é que alguém que ensina matemática, física ou gramática, se apresente voluntário para dissertar sobre os temas mais espinhosos da vida da Igreja, não para repetir o que já está definido, mas para o contrariar com a sua opinião. Ora, a profissão de fé depende de certezas e uma delas é ser impossível que um papa ensine no seu magistério o que é contrário e nocivo à Fé, na Doutrina ou na Liturgia. Por isto se um católico rejeita um rito de missa, alegando ser «heretizante» ou «protestantizante», deve ser claro ao testemunhar que o clérigo que o promulgou não pode ser papa verdadeiro.

Foi o dilema – ainda pendente e daí «empalhado» -, no encontro de Mgr Lefebvre com o «papado» do Vaticano conciliar, representado então por João Paulo 2º e o Cardeal Seper. Vejamos de novo a questão, antes de voltarmos ao falso dilema atual. Sim, porque dessa pendência despontou a casta de «empulhadores», triste posição dos que, reconhecendo o erro e querendo defender a Igreja da alteração, empalham as objeções diante da Santa Sé ocupada.

É a síndrome de um cego «papismo» acatólico porque, a ocupação do cargo para a defesa da Fé é o perigo do maior engano. Trata-se da calamidade de alguém que, vestido de chefe da Igreja beija o Alcorão… como se os Pastores a quem Deus confiou a Igreja, pudessem, sobre um ponto de extrema importância no que tange a sua preservação, fazer gesto que torna-se causa de erro para os fiéis” (Papa Pio VI, Super Soliditate Petrae).

São Tomás diz que um papa rezando sobre o túmulo de Maomé [ou de Ghandi] é um exemplo claro que caracteriza a apostasia pública da fé católica. Qual a diferença entre este exemplo de São Tomás para os atos e gestos dos «papas conciliares» que celebram a «fé de Assis»? Quem pode duvidar que os atos e gestos dos conciliares tornam-se cada cez piores porque diretos a concretizar sistematicamente a a perversão ecumenista, como «consciência» da Igreja (nova).

É de fé que a Autoridade que representa Deus na Terra, o Papa católico, não pode ministrar aos fiéis veneno contra a Fé, seja com palavras, documentos, iniciativas ou atos. Mas não é isto que têm feito e fazem os «papas conciliares»? Se a verdadeira Igreja não podia errar diante do rigor jansenista, tanto menos pode errar diante do debochado relativismo ecumenista dos que perpetram um máxima ofensa à única soberania divina: não são pois verdadeiros papas!

Para entender esse ponto voltemos à questão posta pelo Cardeal Seper, chamado por João Paulo 2º para fazer as pazes com Mgr Lefebvre se aceitasse o Vaticano 2 à luz da Tradição! O nó ficou devido à sua afirmação: ser o «Novus Ordo de Paulo 6» protestantizante. Foi o mesmo Seper a apontar o nó porquê: – ou isto é falso e tal rito – dado por um papa – é católico, ou quem o institui não é papa! (Cf. nº extra da revista Itineraires: Mgr Lefebvre et le Vatican).

Pode o católico fiel, do «sim, sim, não, não», chamar católico o que é protestante, ou vice versa; ou ainda mais – um rito ou a «autoridade» que o promove e que avança de tal modo no erro ecumenista que culmina seu apostolado com a «reunião de Assis»? Não equivale isto à maldição de chamar bem o mal e mal o bem? Ou será que o mal e a heresia em questões de «extrema importância no que tange a vida da Igreja e a salvação das almas», tem autoridade na direção apostólica da Igreja de Deus? Não pode ter, assim como não podem ter nenhum direito os que os promovem a perdição em nome da Igreja. Se parece que tiveram, na verdade decaíram dele «ipso facto» porque já decaíram da condição de católicos pelo próprio juízo, segundo a Lei evangélica e da Igreja e a razão da autoridade em representação de Jesus Cristo.

Aqui despontam, porém, alguns novos mestres de mente empalhada pelo «papismo» cego, com um «status quo» acatólico: não se pode julgar um papa, mas conviver com o herege até a vinda de outro papa conciliar, porque o conclave tem valor absoluto se as vozes do mundo disserem que finalmente temos papas tão humanos, que aceitam pecados e heréticos, por misericórdia. Pela lei evangélica não se trata de julgar quem promove a heresia; estes já estão julgados; trata-se de reconhecer o fato à luz da Fé e da lei da Igreja. Senão falsos Cristos, em posição papal, vão enganar sem freios multidões. Até quando? Com qual resistência católica?

Ainda uma reunião das «grandes religiões» em Assis, «qu’en penser?»

Os tradicionalistas que «empalham» essa questão alegam a posição de seus maiores. E aqui vem a contradição que se vale do nó não desfeito por Mgr Lefebvre, para não testemunhar nem mesmo o que os Bispos testemunharam na 1ª reunião da abominação de Assis. Vamos publicar declarações dos dois Bispos, a fim de aquilatar o silêncio hoje de seus discípulos. Quem ouviu a lembrança desta declaração de 1974 ou da conjunta em 1986 para esta ocasião?

DECLARAÇÃO DE MONSENHOR LEFEBVRE de 21/11/1974

«Nós aderimos de todo o coração e com toda a alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a preservação desta mesma fé, a Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. [105]

Nós rejeitamos, ao contrário, e recusamos sempre seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e depois do concílio, em todas as reformas que dele procederam.

De fato, todas estas reformas contribuíram e ainda contribuem para a demolição da Igreja, para a ruína do sacerdócio, para o aniquilamento do sacrifício e dos sacramentos, para o desaparecimento da vida religiosa, para um ensino neutro e teilhardiano na universidade, nos seminários, na catequese, ensino que procede do liberalismo e do protestantismo, já tantas vezes condenado pelo magistério solene da Igreja.

Nenhuma autoridade, nem mesmo a mais alta hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há 19 séculos. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema!” (Gl. 1,8)

Não é, talvez, o que nos repete hoje em dia o santo padre? E se uma certa contradição se manifestar entre suas palavras e seus atos, assim como nos atos dos dicastérios, então nós escolhemos o que foi sempre ensinado e não daremos ouvidos às novidades que destroem a Igreja.

Não se pode modificar profundamente a lex orandi sem modificar a lex credendi. A nova missa corresponde ao novo catecismo, ao novo sacerdócio, aos novos seminários, à nova universidade, à nova Igreja carismática, pentecostal, todas coisas opostas à ortodoxia e ao magistério de sempre.

Esta reforma tendo saído do liberalismo e do modernismo, é toda e inteiramente envenenada; nasce da heresia e termina na heresia, mesmo que todos os seus atos não sejam formalmente heréticos. É, portanto, impossível a qualquer católico consciente e fiel adotar esta reforma e submeter-se a ela de algum modo.

A única atitude de fidelidade à Igreja e à doutrina católica, para a nossa salvação, é a recusa categórica de aceitar a reforma. Por isto, sem nenhuma rebeldia, nenhuma amargura, nenhum ressentimento, nós prosseguimos na nossa obra de formação sacerdotal sob a estrela do magistério de sempre, persuadidos como estamos de não poder prestar maior serviço à santa Igreja católica, ao sumo pontífice e às gerações futuras.

Por isto nós aderimos firmemente a tudo que foi acreditado e praticado na fé, os usos, o culto, o ensino do catecismo, a formação do sacerdote, a instituição da Igreja, da Igreja de sempre, e codificado nos livros que apareceram antes da influência modernista do Concílio, esperando que a verdadeira luz da tradição possa dissipar as trevas que obscuram o céu da Roma eterna.

Fazendo assim, estamos convencidos, com a graça de Deus, a ajuda da Virgem Maria, de São José, de São Pio X, de que permanecemos fiéis [106] à Igreja Católica e Romana, a todos os sucessores de Pedro e de que somos os fideles dispensatores mysteriorum Domini Nostri Jesu Christi in Spiritu Sancto. Amém. (ass.) Marcel Lefebvre.

Vamos agora saber o que declararam os dois bispos fiéis em relação ao ato inaudito de Assis:

DECLARAÇÃO (como conseqüência dos acontecimentos da visita de João Paulo II à Sinagoga e ao Congresso das Religiões em Assis).

Roma mandou nos perguntar se tínhamos a intenção de proclamar nossa ruptura com o Vaticano por ocasião do Congresso de Assis.

Parece-nos que a pergunta deveria, antes ser esta: o senhor acredita e tem a intenção de declarar que o Congresso de Assis consuma a ruptura das autoridades romanas com a Igreja Católica? Porque é precisamente isto que preocupa àqueles que ainda permanecem católicos.

Com efeito, é bastante evidente que, desde o Concílio Vaticano II, o papa e os episcopados se afastam, de maneira cada vez mais nítida, de seus predecessores. Tudo aquilo que foi posto em prática pela Igreja para defender a Fé nos séculos passados, e tudo o que foi realizado pelos missionários para difundi-la, até o martírio inclusive, é considerado doravante como uma falta da qual a Igreja deveria se acusar e pedir perdão.

A atitude dos onze papas que, desde 1789 até 1958, em documentos oficiais, condenaram a revolução liberal, é considerada hoje como “uma falta de compreensão do sopro cristão que inspirou a revolução.” Donde a reviravolta completa de Roma, desde o Concílio Vaticano II, que nos faz repetir as palavras de Nosso Senhor àqueles que O vinham prender. “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum.” Esta é a vossa hora e o poder das trevas. (Lc, 22:52-53)

Adotando a religião liberal do protestantismo e da revolução os princípios naturalistas de J.J. Rousseau, as liberdades atéias da Constituição dos Direitos do Homem, o princípio da dignidade humana já sem relação com a verdade e a dignidade moral, as autoridades romanas voltam as costas a seus predecessores e rompem com a Igreja católica, e põem-se a serviço dos que destroem a cristandade e o Reinado Universal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os recentes atos de João Paulo II e dos episcopados nacionais ilustram, de ano para ano, esta mudança radical de concepção da fé, da Igreja, do sacerdócio, do mundo, da salvação pela graça. O cúmulo desta ruptura com o magistério anterior da Igreja, depois [204] da visita à sinagoga, se realizou em Assis. O pecado público contra a unicidade de Deus, contra o Verbo Encarnado e Sua Igreja faz-nos estremecer de horror: João Paulo II encorajando as falsas religiões a rezar a seus falsos deuses: escândalo sem medida e sem precedente.

Poderíamos retomar aqui nossa declaração de 21 de novembro de 1974, que permanece mais atual que nunca. Quanto a nós, permanecendo indefectivelmente na adesão à Igreja Católica e Romana de sempre, somos obrigados a verificar que esta religião modernista e liberal da Roma moderna e conciliar se afasta cada vez mais de nós, que professamos a Fé católica dos onze papas que condenaram esta falsa religião.

A ruptura, portanto, não vem de nós, mas de Paulo VI e de João Paulo II, que rompem com seus predecessores. Esta negação de todo o passado da Igreja por estes dois papas e pelos bispos que os imitam é uma impiedade inconcebível e uma humilhação insuportável para aqueles que continuam católicos na fidelidade a vinte séculos de profissão da mesma Fé.

Por isso, consideramos como nulo tudo o que foi inspirado por este espírito de negação: todas as Reformas pós-conciliares, e todos os atos de Roma realizados dentro desta impiedade.

Contamos com a graça de Deus e o sufrágio da Virgem Fiel, de todos os mártires, de todos os papas até o Concílio, de todos os santos e santas fundadores e fundadoras de ordens contemplativas e missionárias, para que venham em nosso auxílio na renovação da Igreja pela fidelidade integral à Tradição.

Buenos Aires, 2 de dezembro de 1986

Marcel Lefebvre

Arcebispo-Bispo emérito de Tulle

Antônio de Castro Mayer

Bispo emérito de Campos, que concorda plenamente com a presente declaração e a faz sua.

 

A Roma conciliar iniciou seu caminho de apostasia do Catolicismo há mais de meio século ensinando como supremo valor a paz na terra, o que significa inverter a Ordem cristã sempre seguida e pela qual lutaram os Católicos. Quem inverte essa Ordem está na Igreja? Pode ser seu papa? Quem diz que é, admite que seu poder vem de Deus; empulha a si e ao próximo com essa ignomínia. Que Deus permita o desvario humano, não significa que o autoriza; e o poder do Papa não vem da Igreja; vem diretamente de Jesus Cristo.

Que sempre seja louvado e adorado.

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