Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ÚLTIMO SINAL DE GUERRA À CRISTANDADE NA SÍRIA: CULPAR A RÚSSIA

 

 

Arai Daniele  syriachurchesb1

Sobre a extrema «alienação» das nações: na história cristã da nossa época, Fátima é o evento sobrenatural ao mesmo tempo mais assombroso, incompreendido e manipulado. Quando o mundo moderno foi imerso por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, ceifando milhões de vítimas e tentando demolir a Cristandade, apareceu esse sinal incomparável para que os homens pudessem recorrer ao poder divino que aplacasse os ventos destrutivos das revoluções ideológicas na sociedade humana.

Todavia, hoje, tal sinal com cariz de desígnio divino, parece mítico até no mundo clerical, enquanto do mesmo modo na Igreja declinou o sentido do sagrado e do pecado, da devoção fiel e da missão sacerdotal, numa clara alienação da identidade católica.

O incrível é que isto ocorra à socapa e onde foi estabelecida a Sé de Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações (exorcismo de Leão XIII em defesa da Igreja expugnada). Estaríamos aí diante do quadro de um declino religioso que invoca «o fim do tempo da nações» (Lc 21, 24) ao qual correspondente o retorno dos Judeus a Jerusalém?

Não são assombrosos estes fatos históricos que indicam um desfecho de guerra sem quartel? Este artigo dirige-se pois às mentes que não desdenham evidências, mesmo veladas, da presença de um desígnio sobrenatural na história de gentes e impérios. Se o Evangelho e a ideia de conversão afundam hoje no brejo ecumenista, pondo fim à civilização cristã e à ideia do homem eterno, não foi dito ser urgente que esta demolição fosse proclamada dos telhados para testemunho geral, a fim de que as consciências evitem enganos sobre a hora presente?

De tais obscuros enganos pode-se dizer que Fátima tem sido reflexo.

De fato, o ano da aparição de Fátima – 1917 – marcou mutação sem igual na história dos impérios, não só por causa das guerras e revoluções, mas pelo emergir de um poder de sinal bíblico; sinal da virada crucial na vida da humanidade profetizada por Jesus sobre o fim do «tempo das nações» e o destino de Jerusalém e do povo no eixo da História.

A visão desse misterioso poder de Israel no tempo histórico é realidade não conjugada, mas oposta à Cristandade. Todavia não só é obscurecida mas negada hoje na Roma do Vaticano 2. O católico acreditava numa «inteligência» da história, que inclui a profecia e o milagre da conversão de um império à ordem cristã; acreditava no milagre ordenado à profecia que desvela um desígnio divino para uma Ordem universal. Hoje em que se acredita senão no perigo de uma guerra iminente contra a Rússia, não mais soviética?

Certo é que o Vaticano atual aderiu à ideia de uma «nova ordem mundial», ecumenista, contrária ao Cristianismo.

Aqui entendo focalizar os verdadeiros «sinais dos tempos», porque, se o que foi assinalado há dois mil anos assoma no horizonte da História, então as consciências não podem ficar alheias a este sinal que focaliza as alienações obscuras da mesma Ideia cristã. Qual termo, melhor que este de «alienação», pode relacionar os enigmas cruciais da história do homem, de seu início até hoje; da rejeição da palavra do Pai com a queda original; da Encarnação divina do Filho com a Sua recusa pelo Povo eleito; do que revelou o Espírito nas Escrituras com o outro que subverte o espírito de conversão ao Verbo de Deus encarnado. Ao Segredo de Fátima não se opõe talvez a mutação ecumenista, que é intrinsecamente oposta às conversões?

Para entender essas visões e recusas espirituais que, numa sequência fatal, vão da negação «original» à atual apostasia «ecumenista», porque não usar o termo «alienação», aplicável num sentido universal? Há problema no uso desse termo abusado pelo Marxismo? Vejamos.

O termo «alienação» para Marx, no quadro das relações capitalistas de produção, exprime a depreciação do produto finalizado ao valor do uso humano, em relação ao seu valor de troca. Nisto reconhece uma justa hierarquia de valores: o produto do trabalho e as instituições são para o homem e não este para o lucro. Assim, o valor do uso humano de um produto de seu trabalho, lembra justamente Marx, não deve ser alienado pelo seu valor de mercado, porque este é feito para o homem e não o contrário.

Mas para que essa ideia se aplique à vida humana sua lógica deve ir além; o valor do que serve ao homem de corpo e alma, deve preceder o do que usa o homem carnal. Assim, a integridade da vida humana deve anteceder, não só o valor material do dinheiro, mas toda falsidade sobre o fim último da vida humana, que torna a questão insolúvel; que representa a mais completa «alienação» da razão mesma da vida, que vai além do trabalho, do alimento, do corpo material.

Porque relacionar isto com a guerra iminente? Porque o abuso ideológico da ideia alienação – consiste em tomar a parte pelo todo, o secundário pelo principal, o meio pelo fim, uma nova ordem humana terrena pela ordem divina do Cristianismo. Eis o ponto de encontro de toda revolução e guerra mundial: a gnose do progresso ilimitado na terra pelo domínio da força. Para que? A realização desse progresso dá na utopia de um paraíso do mundo socialista, hoje consumista, como fim da felicidade do homem moderno!

Assim, a ideia de «progresso social» acima do espiritual engendrou a «fé» evolucionária marxista que, para obter tal «bem», justificou os piores massacres do mundo, rindo da suposta «alienação» de “criar a divindade perfeita à qual se submeter”, mas submetendo-se à funérea alienação comunista, hoje americanista; «alienação» coberta pela ideia de paz, liberdade e fraternidade, no paraíso terreno que exclui o eterno, e custou cem milhões de mortos.

Agora atenção, pois análoga atualização aparece aplicada à fé cristã, com custo para uma infinidade de almas! Tudo seguindo a elaboração religiosa ecumenista do progresso numa «fé mais universal»! Trata-se da fé no homem a dano da fé divina; dos «sinais dos tempos» dos modernistas contrapostos aos sinais da Providência, que resultaram em descristianização e apostasia: alienação universal das nações de marca terminal; alienação que vem da Revolução francesa e não acabou porque a mentira sem a correção do Cristianismo é guerra contínua.

A alienação presente é sinal que se revela à luz de sua íntima analogia com as duas fatais grandes alienações históricas da recusa do Verbo de Deus: a original e a hebraica. No presente, o Vaticano «conciliar» na sua afinidade com o novo poder terreno de Israel e a sua aversão não ocasional à Tradição católica, não revela a terceira grande alienação? Só esta pode dar a dimensão do que vem ai, mais ainda que as duas grandes guerra mundiais. E vem aí a terceira.

 

A Profecia de Fátima, em especial o seu «Terceiro Segredo», revela o Grande Castigo pelo qual Deus punirá o mundo pelos crimes de uma humanidade cada vez mais pecadora, se não se deixar de ofender a Deus e não houver arrependimento geral das mentiras que se vivem. A visão mostra a hecatombe na Sede da Verdade e na ausência desta só pode prevalecer uma enxurrada de mentiras assassinas em todos os campos, o que leva ao desespero e à guerra. Hoje nessa onda já se prevê a destruição da Síria com a alienação do Cristianismo que nessas terras das primeiras conversões a Cristo era remanescente.

E parece certo que, a verdade desvelada pelos fatos reais que vivemos indicam uma guerra final contra o Cristianismo representado tenuemente pelo bastião da chamada «terceira Roma», a Rússia. Então essa «alienação final» vai custar muito caro às almas do dito Ocidente, porque Nosso Senhor fez saber à Vidente de Fátima que a Rússia foi confiada a Maria, Mãe de Deus e Senhora nossa.

Visto que a maior ajuda espiritual que o mundo católico recebeu neste tempos foi a Profecia de Nossa Senhora de Fátima, é evidente que os piores pecados são contra Seu Coração Imaculado. E o abandono dos cristãos pelo Ocidente e de tudo o que ainda representa o Cristianismo nessas terras do Oriente Médio, são uma ofensa enorme que pede reparação. Se essa não é proclamada em tempo, só poderá vir em forma de um castigo sem precedentes.

Que os Sagrados Corações de Jesus e de Maria nos ajudem nesta hora de provação.

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