Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

TERÁ O MUNDO CATÓLICO ROMANO PERDIDO A FÉ E ACOLHIDO ANTICRISTOS?

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Arai Daniele

Relembrar a crucial incúria católica pelo 1960 revelado por Nossa Senhora em Fátima, refere-se ao fato que, se, quando foi revelado na Montanha de La Salette que “Roma perderá a fé e tornar-se-á sede do Anticristo”, tivesse sido dada uma data, esta deveria assumir para os católicos a maior importância. Ora, na aparição de Fátima, esta data foi dada para o período de 1960, quando a terceira parte do Segredo profético, do grande castigo, seria mais claro.

Diante de um aviso sobrenatural dessa gravidade dado numa Aparição de Maria Santíssima, reconhecida pela Igreja, a questão deveria deixar o mundo católico muito atento à situação futura em que essa suprema desgraça ocorreria. E de fato os Papas que conheceram o teor desse aviso profético de La Salette alertaram repetidamente sobre ele.

É o caso de rever isto, assim como a série dos eventos funestos da história do mundo moderno desde o tempo de La Salette até Fátima, a fim de aquilatar os perigos que se assomavam sobre a fé do vasto mundo católico romano.

De fato, grandes ameaças  pairam sobre a Sede romana da Igreja Católica, induzindo várias reações contraditórias sobre a fidelidade da Cristandade em geral. Ora, entende-se que se Roma perde a fé e torna-se sede do Anticristo, significa que um inteiro mundo católico foi aos poucos na direção desse castigo; pior que o de grandes guerras e revoluções juntas, máxima hecatombe porque avança no silêncio de enganos no seio do mesmo mundo católico. E só a mesma fé pode fazer perceber e reagir a esse mal.

Com a ocupação da Sede da Ordem cristã, onde está a Palavra e a benção divina para que os homens e as nações não precipitem na desordem total, a humanidade fica condenada sem nem mesmo perceber a uma crescente e inevitável destruição, até o castigo da mais completa ruína. Mas como é que esse mundo,católica outrora fiel, não percebeu o declino para tentar impedi-lo? Que poderoso engano tornou possível que Roma perdesse a fé e se tornasse sede do Anticristo; um macroscópico descalabro religioso, na completa passividade de um mundo católico incapaz de percebê-lo?

Então parece evidente que a justa leitura da profecia indicava um fato muito mais amplo que considerar essa desgraça da perda da fé localizada só na Roma papal, mas que nela estão incluídos, contados como parte dessa Roma, um inteiro mundo católico, que de certo modo perdeu a força da fé. De fato, o Apóstolo São Paulo explica aos tessalonicenses, que essa vinda do Anticristo só é possível porque antecedida pela grande apostasia; uma infidelidade relativa à defesa e à aplicação da fé em toda grande questão da vida no mundo humano.

Na tendência de infidelidade em assumir a preservação da fé como dever de consciência, pode bem estar incluída a crescente desatenção diante dos sinais proféticos como La Salette e Fátima.

E assim chegamos à atmosfera espiritual que se vivia no mundo e na Igreja no tempo das aparições de Fátima. Estas certamente despertaram uma reação muito importante, mas o peso da vida no mundo moderno, no progresso fictício para as almas, não deixou de crescer.

E assim nos aproximamos da realização do evento profetizado para o período de 1960. Sobre o teor da fé do mundo católico na sua vigília Nossa Senhora quis comunicar a Sua profunda tristeza através da Irmã Lúcia.

Foi a chamada entrevista da Irmão ao Padre Agustin Fuentes. O modo como ela foi recebida já era um sinal dos tempos da grande crise da fé. Vejamos.

Lembrar as palavras dessa entrevista, mas não só, considerar tudo o que está associado às reações que despertou, demonstram claramente qual era o teor da fé no mundo católico romano de então. De fato, a atmosfera religiosa para a recepção da mensagem profética da relevância da terceira parte do Segredo de Fátima estava pesadamente impregnada desse relativismo religioso que infesta a sociedade e prevaleceu diante da revelação do «Segredo».

Nosso Senhor instruíra os apóstolos: «Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta, como profeta, receberá a recompensa de profeta.” (Mt 10, 40-41). Depois de lembrar as palavras de Nossa Senhora à Irmã Lúcia, e a atmosfera e ambiente religioso que revelou-se então, no período de 1960, vamos por fim considerar a mentalidade religiosa que discutiu o «Segredo» no ano 2000.

É sempre de enorme interesse reler pelo menos parte da entrevista da Irmã Lúcia ao Padre Fuentes, que em dezembro de 1957 encontrou-a no seu convento muito triste, pálida e abatida; e lhe relatou o seguinte, que o Padre anotou e foi publicado em duas versões:

“Padre, a Santíssima Virgem está muito triste porque não se deu atenção à sua mensagem de 1917. Nem os bons nem os maus tomaram conhecimento. Os bons seguem o seu caminho sem preocupar-se com atender às indicações celestes; os maus, marcham na estrada larga da perdição sem tomar nenhum conhecimento das ameaças de castigo.

“Creia, padre, o Senhor Deus muito em breve castigará o mundo. O castigo é iminente e o padre pode imaginar quantas almas cairão no inferno se não se rezar e fizer penitência. Esta é a causa da tristeza de Nossa Senhora. Senhor Padre, o que falta para 1960? E o que sucederá então? Será algo muito triste para todos, nada leve se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não posso detalhar mais, uma vez que é ainda um segredo que, por vontade da Santíssima Virgem, a ser conhecido pelo Santo Padre e pelo Senhor Bispo de Fátima – mas nem um nem outro o quiseram ler, para não se deixarem influenciar. É a terceira parte da Mensagem de Nossa Senhora, que ainda permanece em segredo até essa data de 1960. Padre, diga a todos o que a Senhora tantas vezes me disse que muitas nações desaparecerão da face da Terra, que a Rússia seria o flagelo escolhido por Deus para castigar a humanidade se antes, por meio da oração e dos santos Sacramentos, não obtiverdes a graça da conversão dessa pobre Nação”.

“A Irmã Lúcia ainda me disse: “Senhor Padre, o demônio está operando a batalha decisiva contra a Virgem Maria, e o que mais aflige o Coração Imaculado de Maria e de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais. O demônio sabe que sacerdotes e religiosas, descuidando de sua excelsa vocação, arrastam muitas almas para o inferno. Estamos ainda em tempo de evitar o castigo do Céu. Temos à nossa disposição meios muito eficazes: a oração e o sacrifício. Mas o demônio faz de tudo para distrair-nos e afastar-nos da oração.

“Porém, padre, é preciso dizer às pessoas que não devem permanecer à espera de uma convocação à oração e à penitência, nem de parte do papa, nem dos bispos, nem dos párocos, nem dos superiores gerais. Chegou o tempo de cada um, por sua própria iniciativa, realizar santas obras e reformar a sua vida segundo a convocação da Santíssima Mãe. O demônio quer apoderar-se das almas consagradas, tenta corrompê-las para levar à impenitência final, usa todas as astúcias pa introduzir o Mundo na vida religiosa; daí a esterilidade da vida interior, a frieza dos seculares em relação à renúncia aos prazeres e à total entrega a Deus. Lembro, padre, que foram dois fatos que concorreram para santificar Jacinta e Francisco: a grande tristeza da Senhora, e a visão do inferno. Porque víamos a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios (…). A Senhora encontra-se como que entre duas espadas: de um lado vê a humanidade obstinada e indiferente às ameaças de castigos; de outro, vê a profanação dos santos Sacramentos e o desprezo dos avisos de castigos que se aproximam, permanecendo incrédulos, sensuais, materialistas. Por isso, Senhor Padre, minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que decerto virão sobre a terra se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder para sempre a nossa alma, se persistirmos em continuar no pecado. Senhor Padre – reiterou-me a Irmã Lúcia –, não esperemos que venha de Roma para todo o mundo um chamamento à penitência, da parte do Santo Padre; nem esperemos que tal apelo venha da parte dos Senhores Bispos para cada Diocese; nem ainda, das Congregações Religiosas. Não. Nosso Senhor usou já muitos destes meios e ninguém fez caso deles.

“Nossa Senhora me disse claramente que se aproximam os últimos tempos. Disse-o por três vezes; na primeira, que o demônio está para iniciar a luta decisiva, isto é, final, da qual sairemos vitoriosos ou vencidos: ou estamos com Deus, ou com o demônio; não há meio termo. Depois, me repetiu que os últimos remédios dados ao mundo são o Santo Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. E últimos significa que não há outros meios.

*   *   *

Em breve, as questões importantes a rever para poder entender melhor qual deveria ser o teor da fé para bem receber o «Terceiro Segredo de Fátima» podem ser vistas assim:

– No modo como os Papas referiram-se aos fatos profetizados em La Salette; isto relato no meu artigo aqui: https://promariana.wordpress.com/2014/12/30/2015-fatima-e-as-profecias-dos-papas-da-imaculada-medianeira/. Os Papas até São Pio X previam tempos sinistros em breve.

– No modo como os «Papas de Fátima», de Bento XV até Pio XII, trataram as mensagens de Nossa Senhora. Isto foi relatado no meu livro «Entre Fátima e o Abismo» : considerações e fatos sobre o Segredo que desafia o Pontificado e assombra a Cristandade. Os Papas não deram atenção aos pedidos/ofertas da Mensagem nem Pio XII fez a consagração da Rússia.

– As palavras de tristeza de Nossa Senhora foram transmitidas na entrevista dos últimos dias de 1957, em outubro do ano seguinte Pio XII morre. Segue um conclave que elege Roncalli, que assume o nome do anti-papa João XXIII. Trata-se de um clérigo suspeito de professar fé modernista e filo-maçônica. Já em janeiro de 1959 ele convoca o Vaticano 2 para atualizar a Igreja a essas ideias e abrir ao mundo. Nesse ano censura e manda arquivar o «3º Segredo de Fátima», cuja abertura era esperada para 1960, conforme a vontade de Nossa Senhora.

A Igreja viveu pois nesse período o flagrante contraste entre o fim dos Pontificados católicos, que falharam em relação à graça oferecida em Fátima, e o início do tempo em que não só se omitia a atenção devida à essa Mensagem profética, mas a arquivavam de modo definitivo. Tudo isto tornou-se mais claro em 1960, como a Irmã Lúcia havia explicado ao Cardeal Alfredo Ottaviani, Pro-Prefeito do Santo Ofício, que a indagara a respeito do «3º Segredo». Ele então o relatou, dizendo tratar-se de mensagem profética.

Assim é claro que se pode afirmar, sem necessidade de fornecer prova alguma, que a causa de toda a crise que passou a flagelar a Igreja desde então, foi a eleição de João 23 ao Pontificado. Quem deve fornecer provas é quem nega ser essa eleição a causa eficiente do desastre eclesial. Mas para ser credível, deverá desvendar qual outro evento sobrepujou essa eleição para produzir tais frutos nefastos para a Fé. Que evento seria esse, pois o Vaticano 2 ainda não estava em ato e o único evento anterior a esse «concílio», que surpreendeu todo o mundo foi a negativa da parte de João 23 de dar a conhecer o Segredo de Fátima que deveria ser publicado em 1960. Jamais antes se viu alguém em veste papal fazer semelhante afronta à Mãe de Deus e Senhora nossa.

Todavia, isto que é aqui lembrado, não foi então considerado para motivar um testemunho. Naqueles dias, se indignação houve, calou diante da «decisão do papa»! Na verdade, porém, se o conteúdo do «Segredo» não tinha sido dado a conhecer, como era esperado, um fato ficou revelado indiretamente, isto é, que na Sede romana comandava alguém capaz de censurar e arquivar uma Mensagem que se reconhecia de origem divina.

Podia este fato, indiretamente revelado naquela ocasião, ser matéria contida no «Segredo»? Naquele momento não era fácil provar que esse alguém, isto é João 23 rompia com a continuidade doutrinal dos Papas anteriores e demonstrava renúncia à fé anti-modernista, sobre a qual prestara juramento. Mas em seguida esse afastamento ficou registrado em atos abertamente favoráveis à hereges e heresias. O que podia então ligar João 23 ao «Segredo», da visão do Papa católico morto juntamente com todo o seu séquito fiel? Só admitindo que a sua eleição havia sido possível devido à eliminação do Papa que, à cabeça da Igreja romana, era de obstáculo ao advento do Anticristo, o «Katéchon» que fora «tirado do meio» (2Ts 2).

Ora, para podermos entender uma Profecia para os nossos tempos como esta de Fátima, que segue a de La Salette sobre o advento do Anticristo em Roma, há que apoiar o pensamento no que indicam as profecias precedentes, como essa de São Paulo aos Tessalonicenses e a de Nosso Senhor sobre o Pastor abatido e a grei dispersa.

Sim, porque disso se trata em relação ao Pontífice romano e o mundo católico dividido e em profunda crise de identidade, ao ponto de ser clara a renúncia ao testemunho católico e a queda geral na apostasia profetizada. Só assim, à luz de Fátima, é possível  entender que foi o mundo católico romano a ter perdido a fé ter acolhido anticristos em vestes pontificais.

Note-se bem: a visão do Segredo só pode referir-se ao ano 1958, quando o Papa Pio XII morreu, seguiu o conclave que elegeu um modernista filo-mação, como Roncalli, que assuniu o nome do anticristo João XXIII, e tudo mudou na Igreja.

O que «seria mais claro em 1960», quando não morreu nenhum papa, refere-se pois ao que veio depois, e abrange muitos entre nós, que aceitamos a revolução na Igreja despreocupadamente. Pessoalmente, eu me casei no ano seguinte sem pensar em nada disso. Agora, uma multidão não só aceitou mas acolheu os novos «papas» com entusiasmo. Em pouco tempo Roncalli era já aclamado como o «papa bom». Mas ai já apareceram divisões e fraturas, que só cresceram desde então nessa minoria fiel que foi percebendo que aparecia uma nova igreja que não era a da «nossa juventude»!

Note-se que nestes tempos, se um Bispo avisa que há anticristos na suprema Sede do Vaticano, é pouco ou nada ouvido. Mgr Lefebvre o fez na carta em que convocava 4 padres para serem consagrados bispos; uma situação gravíssima. E quem se lembra desse aviso? Não certamente esses pobres bispos, que até tratam com a Roma dos anticristos. E os «fiéis»? Quase todos querem só garantir a «Missa da nossa juventude»! Tá aí, juventude desperdiçada para a defesa da nossa Santa Religião diante do maior perigo: dos falsos cristos e anticristos em Roma!

Esse é o tempo do «Segredo de Fátima»; cada vez mais claro depois de 1960, para que todos possam reconhecer o desastre para ainda prestar um verdadeiro testemunho dessa abertura do poço do abismo!

3 Respostas para “TERÁ O MUNDO CATÓLICO ROMANO PERDIDO A FÉ E ACOLHIDO ANTICRISTOS?

  1. henrique outubro 14, 2016 às 12:33 pm

    De fato é espantosa a letargia dos católicos diante da apostasia bem diante dos olhos. Fingem que está tudo bem, ou que não está tão mal, como se buscassem justificativas para a própria passividade. Fazem pouco caso das profecias; reclamam a liberdade de não aceitar revelações privadas. Quando muito, falam numa “crise” de um modo tão vago, tão impessoal, que mais parece falarem de uma pandemia de gripe: um mal que não tem culpado, contra o qual nada podemos fazer, só nos restando tolerá-lo, e se possível com um sorriso forçado no rosto. E assim como fomentar convulsões sociais em nada ajudaria a resolver uma pandemia – ao contrário, só pioraria a situação – acreditam que em nada ajuda “criar cismas” para combater a crise na Igreja. Daí quem combate essa nova igreja acaba passando por culpado.

    • Pro Roma Mariana outubro 14, 2016 às 5:51 pm

      De fato, Henrique, passamos por culpados porque de há tempo falarmos de apostasia geral sem citar nenhuma solução! Para muitos, sem citar a solução caem as razões válidas! E os anos passam e chegaram ao Bergoglio. Dizer que o tempo do «Segredo de Fátima» é cada vez mais claro depois de 1960, e que todos podem reconhecer o desastre e prestar o fiel testemunho da abertura do poço do abismo, hoje parece coisa de fanático! No entanto, não sei como se possa professar a fé da Igreja e pedir o socorro divino, sem testemunhar a tremenda realidade atual, pela qual se pede. É como pedir milhares de Rosários para fazer um acordo… com essa Roma! Já a falta do testemunho sobre o que é de Deus não revela a cegueira própria da apostasia?

  2. Pro Roma Mariana outubro 15, 2016 às 8:17 am

    Quando se testemunha a realidade presente da Igreja de Deus e da Cristandade, já se dá o primeiro passo necessário para qualquer «solução». É como diante de um incêndio: sem testemunhar o alarme do fogo, como pedir e dar socorro? E aqui se trata do alarme sobre a situação do ser humano como foi criado por Deus, em grave perigo se não for socorrido pela verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sem Ele nada podemos. E Ele deixou-nos a solução na Fé íntegra e pura de Sua Igreja. Dispensar a necessidade desta Fé e desta Igreja, como nos foi legada, é a apostasia de esperar outras soluções.

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