Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CASTIGAR O MAL – É PRATICAR O BEM

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em passagens da sua encíclica “Quas Primas”, promulgada em 11 de Dezembro de 1925:

«E agora, se ordenamos que Cristo Rei seja venerado por todos os católicos do mundo, com isso providenciaríamos para as necessidades dos tempos presentes e traríamos um remédio poderosíssimo àquela peste  que atinge a sociedade humana. A PESTE DA NOSSA IDADE É O ASSIM CHAMADO LAICISMO COM SEUS ERROS E SEUS ÍMPIOS INCENTIVOS. E vós sabeis, veneráveis irmãos, que esta impiedade não amadureceu num só dia, mas desde muito tempo se ocultava nas entranhas da sociedade. Efectivamente,  começou-se por negar o Império de Cristo sobre todas as gentes; negou-se à Igreja o Direito, que deriva do Direito de Jesus Cristo, isto é, de ensinar as gentes, de fazer Leis, de governar os povos para conduzi-los à felicidade Eterna. E aos poucos, a Religião Cristã foi igualada com as outras falsas religiões, e indecorosamente rebaixada ao nível destas. Depois foi submetida ao poder civil e foi deixada como que ao arbítrio dos príncipes e magistrados. E foi-se ainda mais longe: Houve os que pensaram substituir a Religião de Cristo por certo sentimento religioso natural. E não faltaram Estados que opinaram poder prescindir de Deus, e colocaram a sua religião na irreligião e no desprezo do próprio Deus. Os péssimos frutos que este afastamento de Jesus Cristo por parte dos indivíduos e das nações produziu tão frequentemente e por tanto tempo, nós os lamentámos na encíclica “Ubi Arcano”, e ainda hoje lamentamos: As sementes da discórdia espalhadas por todo o lugar; atiçados aqueles ódios e aquelas rivalidades entre os povos, que tanto atraso ainda interpõem no restabelecimento da Paz; a intemperança das paixões, que tão frequentemente se escondem sob as aparências do bem público e do amor Pátrio; as discórdias civis que disso derivaram, junto com aquele cego e desmedido egoísmo, tão largamente difundido, o qual, tendendo sòmente ao bem privado, e ao próprio cómodo, mede tudo sob padrão afim; a paz doméstica, profundamente perturbada pelo esquecimento e descuido dos deveres familiares; infringidas a união e a estabilidade das famílias; e finalmente, a própria sociedade sacudida e levada à ruína.

A celebração da Festa de Cristo Rei, que se renova todos os anos, será também uma admoestação para as nações, que o dever de venerar pùblicamente a Cristo, e de Lhe obedecer, diz respeito não sòmente aos particulares, mas igualmente aos magistrados e governantes: LEMBRAR-LHES-Á O JUÍZO FINAL, NO QUAL CRISTO, AFASTADO DA SOCIEDADE, OU MESMO SÒMENTE IGNORADO OU DESPREZADO, VINGARÁ ACERBAMENTE AS TANTAS INJUSTIÇAS RECEBIDAS, EXIGINDO A SUA DIGNIDADE  REAL QUE A SOCIEDADE INTEIRA SE AJUSTE AOS MANDAMENTOS E AOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS, QUER AO ESTABELECER AS LEIS, QUER NA ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA, QUER FINALMENTE, AO FORMAR O ÂNIMO DOS JOVENS NA SÃ DOUTRINA E NA SANTIDADE DOS COSTUMES.»

Uma das mais hediondas constantes da História da Humanidade, e bem reveladora de ingente depravação moral, É O AFIRMAR EM NEGATIVO INFERNAL, AQUILO QUE RENEGOU EM POSITIVO CELESTIAL. Nesse sentido o comunismo situa-se bem nos antípodas do Catolicismo. A massa vive da vingança pessoal, do ódio mesquinho, de todo um estendal de crapulices, ignorando completamente as Virtudes Cardeais: Força, Temperança, Justiça, Prudência. Porque é fácil ser, inerte, abúlico, adocicado, fraco; ou pelo contrário, ser tirânico, prepotente, soberbo; O QUE É DIFÍCIL É SER JUSTO, COMPASSIVO, MANSO, MAS FORTE E IMPLACÁVEL NA GRANDE LUTA CONTRA O MAL.

Todo o Magistério de Nosso Senhor Jesus Cristo, e podemos até afirmar, todo o ensinamento Bíblico, consagra o objectivo de conduzir as almas à JUSTIÇA, À VERDADE, E À CARIDADE.

Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, consubstancia, em toda a Sua vida sobre a Terra, o modelo supremo de perfeição moral, daquele equilíbrio, na plenitude, dos actos de todas as virtudes, que denominamos Prudência.

Fora de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua Santa Madre Igreja, não existe, nem pode existir, nem verdadeira virtude, nem verdadeira felicidade. Por isso mesmo, só Nosso Senhor pode retribuir com Infinita Justiça e Infinita Misericórdia, o Bem e o Mal praticados neste mundo.

O maldito Vaticano 2, e seus papas do diabo, pretenderam, pura e simplesmente, RELATIVIZAR A DISTINÇÃO ENTRE O BEM E O MAL. Ora sabemos que uma tal distinção É ABSOLUTA, ETERNA E IMUTÁVEL. Uma das formas de operar tal relativização, FOI SUPRIMIR TODO E QUALQUER CASTIGO, OU REFERÊNCIA A CASTIGO, FUNDAMENTADO EM RAZÕES RELIGIOSAS; salvo para aqueles que se obstinassem em continuar a defender a objectividade e transcendência dos conceitos de Bem e mal, porque para esses não haveria, como não houve, contemplações. É conhecido como o Vaticano 2, na lógica da sua infame liberdade religiosa, eliminou todo e qualquer vestígio do conceito de Estado como braço secular da Santa Madre Igreja, justamente encarregado de aplicar as penas temporais (incluindo a de morte) por razôes religiosas.

Se é eliminado o conceito de castigo do mal – que resta do Inferno? Daí decorre a amaldiçoada doutrina modernista do Inferno vazio. Mas se o mal não é castigado, tão pouco o Bem é exaltado e recompensado. PORQUE É OBLITERADA A PRÓPRIA DISTINÇÃO, ABSOLUTA, ETERNA E IMUTÁVEL, ENTRE O BEM E O MAL. Não olvidemos que a Sacrossanta Fé Católica nos ensina, que para o justo, a recompensa da fidelidade a Deus Nosso Senhor – É O PRÓPRIO DEUS! Consequentemente, existe total homogeneidade entre o Princípio da Lei e a recompensa pela fidelidade a essa mesma Lei. O CONCEITO HUMANO E TERRENO DE REMUNERAÇÃO, TAL COMO O DE CASTIGO, NÃO SE APLICA, EM ABSOLUTO, À ORDEM SOBRENATURAL.

Exactamente também neste enquadramento, é necessário asseverar que todo o castigo, como toda a recompensa, aplicada neste nosso pobre mundo, tem que possuir como fundamento absoluto, directo ou indirecto, a Nosso Senhor Jesus Cristo. O pai de família, católica ou legítima, baptizado ou não, exerce o seu poder dominativo em Nome de Deus, quer por Lei Natural, quer por Lei Divina Sobrenatural. Efectivamente, também o matrimónio entre não baptizados é intrìnsecamente monogâmico e indissolúvel, e existe para servir à procriação e educação da espécie. Na realidade, a Santa Madre Igreja possui Jurisdição indirecta sobre o matrimónio dos não baptizados, detendo o Estado Católico Jurisdição directa sobre os mesmos. O poder de castigar, inicia-se precisamente na família, porque num Estado Católico, quando o pai fosse indigno – o que acontece tão frequentemente – a autoridade Judicial deverá retirar-lhe o poder paternal e confiá-lo à mãe, ou a outro membro qualificado da família.

Evidentemente que a punição no seio da família é limitada, porque a família não constitui uma sociedade perfeita, mas a célula fundamental da mesma sociedade, orgânica e hieràrquicamente estruturada.

O Estado Católico pune com autonomia, MAS EM NOME DE DEUS, E SEGUNDO A RAZÃO DIVINA SOBRENATURAL. Os limites dessa punição inserem-se assim na recta razão natural, essencial e infinitamente beneficiada e elevada pela Revelação e pela Graça, enquanto participação na Natureza Divina. O Estado Católico situa-se nos antípodas da concepção de estado oriunda, quer do protestantismo anglo-americano, quer da revolução de 1789. E a oposição contraditória reside, essencialmente, como já foi referido, NA CONCEPÇÃO DE VERDADE ABSOLUTA, ETERNA E IMUTÁVEL. Os protestantes, sobretudo os liberais, os modernistas, os não-católicos em geral, não POSSUEM QUALQUER NOÇÃO, NEM TEOLÓGICA, NEM FILOSÓFICA, DE VERDADE. “Que é a Verdade?”- Perguntou Pôncio Pilatos a Jesus Cristo Nosso Senhor(Jo 18,38). Os Evangelistas nada registaram por acaso, tudo o que foi escrito na Sagrada Escritura o foi sob Inspiração Divina, o autor humano é apenas a causa instrumental. A questão de Pilatos, aparentemente inócua, encerra uma terrível importância e integra um significado universal. “Que é a Verdade?” Esta constitui a questão candente de toda a História da Humanidade. Porque se não há conceito de Verdade, Absoluta, Eterna e Imutável – ENTÃO NÃO HÁ NADA! NADA, A NÃO SER DESESPERO, ÓDIO, GUERRA, DROGA E EUTANÁSIA. “Que é a Verdade?” Foi esta a pergunta constitutivamente formulada pelo Vaticano 2, E À QUAL NÃO SOUBE, DESGRAÇADAMENTE, RESPONDER.

Se não se possui concepção de Verdade, NÃO SE PODEM ACEITAR, NEM APLICAR, FORMALMENTE, NEM CASTIGOS, NEM RECOMPENSAS. Efectivamente, para alguém aceitar, expiatòriamente, uma punição, tem de crer no Princípio Transcendente, Natural ou Sobrenatural, que encarna a razão objectiva desse mesmo castigo. Evidentemente, que na Ordem de realidade concretamente querida por Deus, a expiação natural NÃO SERVE À SALVAÇÃO ETERNA; todavia uma expiação por motivos naturais também NÃO É PECADO, SENDO ATÉ UMA OBRA BOA, EMBORA NÃO SALVÍFICA. Também não pode aplicar castigos, nem pessoal, nem funcionalmente, a menos que neste último caso, o funcionário, pessoalmente agnóstico, se integre num sistema de princípios que aplique a Justiça em Nome de Deus Nosso Senhor.

A Santa Madre Igreja, enquanto tal, tem o poder, e o dever, de aplicar castigos temporais, mesmo a pena de morte, em caso de falência do poder civil, porque QUEM PODE O SOBRENATURAL, PODE O NATURAL, EM ORDEM AO SOBRENATURAL. Deve-se à Santa Madre Igreja e ao seu Magistério Supremo e Infalível, não apenas na Ordem Sobrenatural, mas igualmente na Ordem Natural, a distinção fundamental entre Justiça e vingança. O bom Católico, individual, como funcionalmente, só pode operar norteado pela Justiça, que constitui um Hábito Sobrenatural que obra pela Glória de Deus, na aplicação a cada um daquilo que lhe pertence.

A JUSTIÇA GLORIFICA A DEUS, A VINGANÇA OFENDE A DEUS.

Por mais de uma vez tenho defendido que o crime dos heresiarcas do Vaticano 2, incluindo seus falsos papas da morte de Deus, é tão, tão infinitamente grave, que a pena de morte é muito pouco para eles. Trata-se de crimes de deicídio, alta traição à Igreja e genocídio de almas, de milhões de almas. Giordano Bruno (1548-1600) foi queimado por menos. Todavia não há nestas palavras qualquer ódio subjectivo, EMBORA HAJA E TENHA DE HAVER A MAIOR REPULSA MORAL OBJECTIVA.

Como irá proceder o Céu quando o monstro hediondo Bergoglio – que homenageia o maior heresiarca da História até ao Vaticano 2 – visitar a terra Sagrada de Fátima?

Castigar o mal, seja a que nível for, individual ou funcionalmente, com poder de Jurisdição, ou com poder dominativo – É SEMPRE PRATICAR O BEM.

Porque é a própria dignidade ontológica das criaturas que exige o seu castigo, quando nelas não existir a necessária dignidade operativa.

O mal é privação de ser, não possui nem causa eficiente, nem causa exemplar, nem causa final, constitui simplesmente um resultado da operação moral realizada na inconsideração da Lei Eterna Sobrenatural. Logo o seu castigo ordena-se a restaurar a plenitude do ser e da Soberania Divina onde ela foi violada. No castigo do Inferno, já não há possibilidade de remissão, caracterizadamente para demonstrar QUE A DISTINÇÃO ENTRE O BEM E O MAL É ABSOLUTA E IRREVOGÁVEL, TANTO QUANTO DEUS É, NA SUA ASSEIDADE INFINITAMENTE PERFEITA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Outubro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral    

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