Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CONHECER A HISTÓRIA PARA ENTENDER O «3º SEGREDO DE FÁTIMA»

yalta

Arai Daniele

Para entender o «Terceiro Segredo de Fátima» é preciso reconhecer antes de tudo que neste mundo a situação, pelo menos depois da morte de São Pio X em 1914, já era tão desastrosa do ponto de vista espiritual, que só a intervenção divina na história humana poderia sanar. Este Papa chegou a escrever que se poderia supor que o anticristo já tramava «entre nós».

Tratava-se do avanço poderoso de ideologias anticristãs: do comunismo ateu, enfrentado pelo paganismo nazista, por sua vez contrastado pelo poder do capitalismo americanista. Tais novas ideias de ordem política tinham em comum a radicada aversão à Civilização e Ordem cristãs, da qual provinham, mas queriam tácita ou abertamente azerar por vias culturais ou militares; plano já iniciado com as prévias revoluções europeias, especialmente a francesa.

A intervenção divina se deu em 1917 com as aparições de Fátima, quando o conflito ideológico e religioso na terra atingia um momento culminante. Foi então prometida uma ajuda especial ao mundo desvairado, através de um grande milagre operado por meio da Igreja pela devoção ao Imaculado Coração de Maria. Para comprovar a origem da ajuda, a fim de que se pudesse ver para crer, foi operado em dia e hora marcados, o extraordinário milagre do sol no dia 13 de outubro e nas vésperas da terrível revolução leninista que deu poder ao  comunismo soviético.

Em segundo lugar, só se entende o «Terceiro Segredo de Fátima» reconhecendo que a ajuda divina vem necessariamente através da Igreja e de seu chefe terreno que é o Papa, central na Profecia de Fátima desde o início e na visão do «Segredo», quando é virtualmente «liquidado» junto a todo o seu séquito fiel. De fato, nos nossos dias, a situação religiosa na Igreja e neste mundo, é bem mais desastrosa do que já descrevia São Pio X em 1914, e de muito agravada após a morte do Papa Pio XII em 1958, data ligada ao «Segredo», mais claro em 1960.

Ora, como toda esta situação desastrosa, seja do ponto de vista espiritual que político, podia ter sido evitada se tivesse sido atendido o pedido profético, e esta intervenção divina dependia do Papa, deve-se reconhecer que a Profecia de Fátima era inicialmente condicional com os papas de Fátima. E assim continuou até o tempo de Pio XII. Se tivesse sido atendida por Pio XI teria evirado a 2ª Grande guerra e muitos males devidos ao comunismo, propiciando uma situação de paz no mundo. Não foi atendida, mas no tempo de Pio XII ainda era condicional, porque podia ajudar os homens a evitar males piores para a vida da humanidade.

Pio XII, o Papa de Fátima, acreditava poder atender apenas parcialmente à difusão de Fátima, e em consequência despertar o interesse de toda a Igreja para satisfazer a consagração pedida, que só cumpriu em parte. Infelizmente aqui deveremos relatar como no tempo desse Papa mariano, que compreendia a importância dessa devoção e proclamou o dogma da Assunção de Maria Santíssima, Fátima não foi devidamente respeitada na integridade de sua Mensagem, o que causou bem graves resultados. Esse Papa combateu contra o mal do comunismo com leis humanas, mas sem o recurso principal da ajuda divina. Já estava cercado por anticristos, que ao seu redor já tramavam para uma abertura da Igreja ao mundo e o abandono de Fátima.

Seja como for, e esses fatos históricos virão cada vez mais à luz, a questão é que a Profecia de Fátima deixou num certo momento de ser condicional. Tal momento corresponde ao pleno reconhecimento do Papa pelo poder da intervenção divina refletida em cada palavra de sua Profecia: justamente sustar os erros vindos da Rússia. A partir desse momento já deixaria de haver um poder papal para recorrer à ajuda prometida, dependente da fidelidade para com o preciso aviso de perigo que a Mensagem profética continha: dos erros pregados pelo governo comunista da Rússia que, se vencendo essa guerra, iria conquistar um temível poder mundial para o mal. Quando e como esta cedência ocorreu foi descrita no artigo anterior.

Aqui vamos repetir suas informações devido a sua importância, o que vai explicar porque Nossa Senhora só depois de esgotado o ano de 1943 ditou à Irmã Lúcia a data de 1960 e porque até aquele momento a Vidente de Fátima encontrou tanta íntima e inconsciente resistência a escrever o «Segredo». Dai em diante ela testemunhou abertamente que 1960 era a data determinada pela Mãe do Céu, porque então a visão da Profecia seria mais clara. Vamos lembrar, pois, estas datas sucessivas que nos levaram e esse período fatal de 1960, previsto após 1943.

Considere-se esta alteração da Mensagem de Fátima diante da cegueira política que levou aos acordos desastrosas de Yalta. Para descrevê-lo nos referimos ao artigo “Prophecies of War”, publicado em outubro de 1981 pela civilização católica, onde o historiador jesuíta Robert Graham S. J. (Designado para defender o trabalho de Pio XII durante a guerra das campanhas de difamação), documenta as consequências da adulteração clerical da Mensagem de Fátima realizada em 1942, em plena guerra. Seria inevitável considerar o “Segredo de Fátima” e a  “Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria” relacionados entre si, tanto em Itália como no resto da Europa. Mas assim não foi, deixando pedido divino plenamente confundido.

Durante a guerra, Pio XII não fez menção das revelações de Fátima explicitamente sobre a “Rússia”. Isso só aconteceu depois da guerra em 7 de julho de 1952, com a encíclica “Sacro vergente anno», quando a consagração foi mais explícita, mas sem a unidade dos bispos.

Comecemos por considerar que esse supremo flagelo, mais claro … para quem conservou a fé … em 1960, era condicional desde 1917 a 1958, quando morreu Pio XII. Estava ligado à palavra: “se farão o que Eu vos direi”… senão … e demais «se» condicionais da Rainha dos Profetas, que de fato não foi atendida devidamente. Em 1943 já era evidente a falha da fé na profética ajuda que exigia uma plena e grata atenção. Até essa data permanecia secreto o inevitável desenlace da Proferia relativa ao Papado. De fato, em 1942, no mesmo ano que o Papa tentava satisfazer o pedido de consagração da Rússia, mas imperfeitamente, todas as forças do mal entraram no Vaticano, coalizadas para neutralizar essa intenção. Pio XII só cedeu em parte, mas bastou para que sua sucessão ficasse comprometida por tais forças.

Papa Pacelli havia recebido em dezembro de 1940, no início da guerra, carta da Irmã Lúcia, renovando pedidos, advertências e promessas da Mensagem de Fátima. Convencido da sua importância enorme, procurou difundi-lo para que fosse bem acolhida por todos. Era o início de 1942 e o “segundo segredo” de Fátima, que continha o pedido de “consagração da Rússia” e a promessa de sua conversão à unidade católica e à paz, foi publicado em dois livros, com patrocínio eclesiástico, mas manipulado quanto aos erros do comunismo na Rússia.

O primeiro livro, «Nossa Senhora de Fátima», do P. Luigi Moresco, foi impresso pela Polyglota do Vaticano, com a introdução do Arcebispo de Milão, Cardeal Ildefonso Schuster, que evocou na sua vibrante pastoral de 18 de abril de 1942 aquele texto.

O segundo, «As maravilhas de Fátima», do jesuíta Português P. Luis Gonzaga da Fonseca, do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, foi abertamente elogiado e teve grande sucesso editorial.

A 31 de outubro de 1942 Pio XII, em deferência ao pedido da Virgem de Fátima (mas sem a participação dos Bispos), consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, com a rádio mensagem «Benedicite Deum Caeli»: “Rainha da Paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz que as pessoas suspiram: paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo. Dê-lhe a paz das armas e a paz das almas, para que na tranquilidade da ordem se alastre o Reino de Deus “.

Naqueles dias, mesmo Winston Churchill atestou em seus diários da Segunda Guerra Mundial, teve lugar o que ele descreveu com as palavras: «the turn of the hinge of fate», hora de uma viragem no destino da guerra. É improvável que este estadista seguisse questões marianas, de modo que a observação sobre a data crucial, vem de um estadista estranho a Fátima. Dado o sensível avanço para o fim da guerra, a Irmã Lúcia escreveu no mês seguinte: “Deus mostrou satisfação com o ato realizado pelo Papa, mesmo se este resta incompleto no que respeita aos termos do pedido. Por isto o fim da guerra e a conversão da Rússia fica adiada’ (FGS, p. 88).

De fato, as palavras da Mensagem profética de Fátima, com a aprovação implícita de Pio XII, foram deliberada e publicamente manipuladas, nesse mesmo ano e justamente nos termos do  aviso de perigo do Céu sobre os erros difusos pelo governo revolucionário que se apoderou da Rússia. Assim, desde a paz de 1945, o clero católico passou a encontrar-se na encruzilhada de ideologias materialistas anticatólicas: de um lado a difusão dos erros do comunismo no mundo e do outro a invasão do americanismo na Europa e em todo Ocidente. Clérigos, como Montini, que propiciaram esses desvios, adquiriram mais e mais poder no governo da Igreja. Aqui há que lembrar também, como o «americanismo cristão» deu nova força ao modernismo que já minava a fé na Igreja e viria a alterá-la com a doutrina do Vaticano 2, para o mal das almas.

Cap+Com  Pio XII queria cumprir a consagração pedida por Nossa Senhora de Fátima; por isto manteve as intenções de oração para a conversão da Rússia. A política do Vaticano, no entanto, continuou com a sua prioridade diplomática em relação às grandes potências. Dai o contato de Pio XII com o presidente Franklin Delano Roosevelt, que levou à adulteração de palavras do Segredo de Fátima por parte de importantes clérigos do Vaticano.

Dos documentos papais emerge que o Papa cuidava para não deixar transparecer “nenhum sinal de aprovação e encorajamento para a guerra travada contra a Rússia em 1941”. Aconteceu, porém, que Pio XII, que em abril de 1939 havia entretido correspondência com o presidente norte-americano, o maçom Franklin Roosevelt, em 1941, sofreu pressões de ordem diplomática para aceitar uma interpretação mais tolerante da “Divini Redemptoris” contra toda forma de colaboração com o comunismo “intrinsecamente perverso”.

A este respeito foi enviado a Roma o embaixador Myron Taylor, que vinha sondar junto aos mais próximos colaboradores do Papa, sobre a atitude a ser tomada diante do comunismo; se seria a mesma divisão de opinião que havia entre os arcebispos americanos: por exemplo, os de Baltimore, Cincinnati e Boston eram cautelosos e realistas, como Mons. Tardini; os de Nova York, o Cardeal Spellman e outros, eram otimistas e pragmáticos, como o onipresente Montini. Bem, com a ajuda deste, Taylor acabou convencendo Pio XII, que 20 de setembro respondeu a Roosevelt levantando qualquer objeção de princípio à questão da ajuda americana à URSS.

Em carta datada de 22/09/1942 ao embaixador Myron Taylor, Pio XII declara: A pedido do presidente Roosevelt, o Vaticano interrompeu toda polêmica com o regime comunista, mas esse silêncio, que pesa sobre a nossa consciência, não é compreendido pelos líderes soviéticos que continuam, na URSS e nos países ocupados pelas tropas do exército vermelho, a perseguir a Igreja e os fiéis. Pio XII termina: “Queira Deus que o mundo livre não venha um dia a lamentar o nosso silêncio!”

Sabe-se hoje que atrás dessa linha de «diplomacia concordatária» subvertida porque aberta a todo compromisso, esteve sempre Montini (futuro Paulo 6), que iniciou um “diálogo” com o poder soviético que estava irradiando erros nefastos no mundo, contra a vontade e portanto,  sem o conhecimento do Papa. A prioridade diplomática dele não era, pois, católica, como a que foi reiterada em Fátima, com o objetivo final de conversão, mas era do diálogo sobre as políticas de abertura ao mundo descristianizado.

Assim, no mesmo 1942, por iniciativa de Montini junto ao sanguinário Stalin, já estava sendo planeada uma futura “abertura” da “ostpolitik” aos líderes soviéticos, aos representantes do regime que é inimigo da verdade de Cristo. Foi assim que a mediação humana com os donos do mundo descartou a fé na Mediação de Maria no único Senhor do Céu e da terra.

Sobre que assunto poderiam tratar Montini e Stalin? É o que se deveria saber quando, mais tarde se soube de um episódio ainda envolvido no mistério de iniquidade, que resultou na maior demolição Católica. Foi um fruto de uma série de obscuros compromissos que passavam pela alteração da Mensagem de Fátima; cegueira política que levou ao fatal acordo de Yalta. Eram os primórdios de iniciáticas segundo a mentalidade conciliar, que descarta a Providência, e que 20 anos mais tarde iria inaugurar um «concílio ecumenista» para fazer descer o silêncio sobre toda ameaça comunista à Fé, então iminente, dos erros da Rússia avisados em Fátima («Acordo Montini-Stalin», cf. Sì sì no no, ano VIII, 21:. «O Vaticano II alijou Fátima», Daniele).

Deliberadamente adulteradas algumas palavras da Mensagem de Maria em Fátima

No que diz respeito ao original, em ambas as publicações citadas acima, as palavras de Maria foram deliberadamente alteradas. Onde é dito: “Se meus pedidos forem atendidos, a Rússia se converterá e terão paz, caso contrário, ela vai se espalhar seus erros no mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”, substituiu-se os erros da “Rússia”, pela vaga expressão de  “propaganda ímpia”, não especificamente atribuível ao flagelo do ateísmo e do comunismo soviético, mas possivelmente também ao nazismo alemão, e assim por diante.

Na Alemanha, os observadores e polícia nazista, sempre desconfiados dos movimentos do Papa, viram na “Consagração” um perigo para a frente interna alemã. Seus chefes observado com crescente irritação, referência a “consagração”, repetida na Itália, França, Holanda, Bélgica e até mesmo a Alemanha. Para eles, esta teve um sentido cada vez mais claro “anti-eixo”. Na verdade, desde o início de 1943, a “Consagração ao Imaculado Coração de Maria” e o tema da “conversão da Rússia” tomou a conotação pró-Aliados, anti-Eixo, e a Rússia soviética não foi vista mais como potência governada pelo regime assassino já conhecido e que depois do conflito mundial iria difundir seus tentáculos pela terra. Não. Especialmente na Inglaterra, o cardeal Hinsley, arcebispo de Westminster, interpretou as palavras para efeitos da propaganda aliada na sua pastoral quaresmal de 1943, dizendo: “O Santo Padre faz alusão inequívoca à Rússia, cujo povo, agora, está heroicamente defendendo seus lares e a sua pátria do invasor”.

É provável que Goebbels teria desprezado o uso de um tema religioso para o seu trabalho, mas em outras zonas vitais, como na França, a referência à ameaça comunista era relevante. Assim, o gesto de Pio XII foi interpretado mal por L. Delébeque, colunista do “L’Action Française”, que comentou em 18 de Fevereiro, de 1943, uma carta de um leitor que relatam “rumores” sobre as “revelações” de Fátima transmitidos por Pio XII, atribuindo os sucessos russos à Virgem, que estava a ponto de converter a Rússia. Neste caso, em seguida, os russos invadiriam a Europa com seus cruzados para restabelecer a ordem e a Religião. Inacreditável!

Se fosse esse o caso, o perigo comunista já não existia! Foi, portanto, sensata a resposta que deu então à polêmica “La Semaine Catholique”, Boletim Diocesano de Freiburg (Suíça), observando que, desde 1930, Pio XI ordenou orações para serem recitadas no fim da Missa para a “conversão da Rússia” de seus erros!

Fátima foi transformada, portanto, não só num golpe de sorte para a propaganda aliada e um açoite para os nazistas, que alegavam lutar contra a ameaça mortal do bolchevismo para todo o mundo que, mas a santificação desse regime atroz. Foi a miopia da propaganda aliada que, dirigida pela péssima política utopista de Roosevelt – não corrigida, mas apoiada por Pio XII – explorou este tema religioso, apropriado para dobrar a consciência moral de muitos.

Os “aliados” não tem, portanto, razão real de serem gratos aos primeiros manipuladores do “Segundo Segredo” de Fátima ao “alteraram” o texto, tornando-o adequado particularmente para os seus fins imediatos, mas cega diante do que viria depois. Por outro lado, se o propósito do Vaticano era uma falha equidistância entre um comunismo de longo alcance e um fugaz terror nazista, essa alteração realizada em 1942 com o intuito de evitar toda manipulação política, foi efetivamente invertida, com a terrível agravante da censura de um aviso de origem divina.  Como foi possível que esses editores clericais não tenham imaginado que a expressão “a Rússia se converterá” seria entregue nas mãos do “aliado”, inimigo estremado da Igreja, uma arma poderosa de ampla repercussão para persegui-la? Podiam não prever que, abolindo a referência à Rússia, então URSS, como causa de guerras e perseguições, iriam remover um aviso para lembrar que a maior ameaça era e restou sendo com a “guerra fria” o comunismo?

Deve-se acrescentar que P. Fonseca quis deixar claro que a sua “adulteração” da Mensagem foi apreciada em alta Sede! Mas qual era então o pensamento de Pio XII, que quis a Mensagem de Fátima conhecida, recorrendo até à colaboração do cardeal Schuster, e tendo consagrado o mundo, com uma menção implícita da Rússia, de acordo com o pedido transmitido a ele peça Irmã Lúcia?

Conclusão: O mundo livre teve que lamentar profundamente o silêncio do Vaticano sobre os erros “intrinsecamente perversos” da Rússia Soviética. Hoje ninguém pode ignorar como foi fatal para toda a humanidade a cegueira ou malícia dos líderes ocidentais – em primeiro lugar de Roosevelt! – que quis e levou países e povos a concordarem com “acordos de Yalta”, ditados pelo sanguinário Stalin. Com os pactos de Yalta foram condenados ao massacre, escravidão, terror e à ateização pela força populações inteiras; as consequências se espalhou por toda a terra, e por longo tempo, males dos quais ainda não se vê o fim, apesar das aparências! Encontramos exemplos do resultado imediato de Yalta no “Livro Negro do Comunismo”: Stalin obrigou os Aliados à executarem o repatriamento de todos os russos que estavam foragidos no Ocidente, com o uso da força. Foram repatriados mais de um milhão e 300.000 pessoas, em circunstâncias terríveis. (“O Livro Negro do Comunismo”, Mondadori, 1998).

A decantada liberdade do Ocidente, tremendo diante do diktat soviético enviou milhares para serem mortos ou prisioneiros na URSS. Cederam à chantagem contra quem “escolhera a liberdade.”

Mas aqui a questão principal aponta para a vigilância católica, que devia prevalecer em Roma, mas falhou. Pio XII deixou-se convencer por um maçom liberal que pensava decidir sobre os destinos das nações e dos homens. Para fazê-lo o Papa permitiu que uns padres manipulassem a 2ª parte do Segredo da Mãe de Deus, com a desculpa de promover Sua Mensagem profética.

Quando falha a fé restam só escombros de comportamentos ininteligíveis. Pio XII não exercia mais poder na Igreja, como era esperado do Papa. E o castigo para o Papado seguiu justamente com aqueles mesmos elementos clericais, como Roncalli, João 23, Montini, Paulo 6, e sucessores conciliares, em quem o Papa não  punha confiança, mas promoveu. E foram a desgraça da Igreja e de muitas almas.

Resta que aqui, a intenção foi de mostrar como a intervenção divina na vida humana não falha nunca nos Seus avisos, mas respeitando a liberdade humana, criada por Deus mesmo, deixa ao ser humano a escolha de segui-Los. Para isto instituiu a autoridade da Igreja. Se falha, isto tem consequências letais para o bem e a ordem da humanidade toda. É o grande castigo revelado pelo 3º Segredo, ainda condicional como se pode demonstrar até 1943. Naquele ano o Papado ainda poderia ter si do poupado. Depois disso estava fadado à «morte simbólica» conhecida pela visão do Segredo.

E Nossa Senhora no dia 3 de janeiro de 1943 ditou à Irmã Lúcia o que não era mãos condicional, mas fatalmente mais claro em 1960, quando o Vaticano já estava ocupado pelo espírito anticristo do modernista mação João 23, que J23-papa da morte de Deus inverteu sua vocação de obstáculo aos males do mundo, à apostasia e ao Anticristo. Ei-los juntos na hora presente.

2 Respostas para “CONHECER A HISTÓRIA PARA ENTENDER O «3º SEGREDO DE FÁTIMA»

  1. Zoltan Batiz novembro 7, 2016 às 12:18 pm

    “pelo menos depois da morte de São Pio X em 1914, já era tão desastrosa do ponto de vista espiritual, que só a intervenção divina na história humana poderia sanar”
    Sim, mas como se sabe? A aparição afirmou que os pecados mais espalhados eram os da carne, o que considera-se o nível mais básico. Não houve resistência à tentação nem sequer no mais baixo nível.

  2. Pro Roma Mariana novembro 7, 2016 às 2:26 pm

    Sim, os pecados da carne são básicos ao nível pessoal, mas tratando de questões históricas, há que ver suas consequências sociais e religiosas, Por exemplo no protestantismo de Lutero, como no anglicanismo de Henrique VIII, como no liberalismo da revolução francesa. No caso em questão, das guerras e dos delituosos pactos de Ialta, só podem entrar indiretamente como castigos, como inevitavelmente parece delinear-se a próxima grande guerra e o que virá com ela.

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