Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O ANTI-CRISTO BERGOGLIO NÃO É CHEFE DE ESTADO DO VATICANO

bergoglio-e-lutero

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos de uma sua epístola endereçada ao Secretário de Estado, Cardeal Gasparri, a propósito das convenções entre a Santa Sé e o Reino de Itália – 30 de Maio de 1929:

«(…) Mas é aqui que a nossa expectativa foi mais duramente frustrada. Nós dizemos expectativa frustrada, porque as longas, embora nem sempre fáceis negociações, nos tinham aberto a alma para as melhores esperanças, e nós não podíamos, de nenhuma forma, esperar expressões heréticas, e piores do que heréticas, sobre a essência mesma do Cristianismo e do Catolicismo. Tentou-se remediá-las, mas parece-nos que não com muito sucesso. Distinguir, como parece se foi levado a dizer,  entre afirmação Histórica e afirmação Doutrinal, seria neste caso, do pior e mais condenável modernismo; a missão de evangelizar todos os povos é anterior à vocação de São Paulo, anterior a esta é a missão de São Pedro de evangelizar os gentios; a universalidade se encontra nos planos de Direito e de facto, nos primeiros momentos da Santa Igreja e da pregação apostólica; esta, por obra dos Apóstolos, e de homens Apostólicos, em breve  transbordou o Império Romano, o qual, como se sabe, estava bem longe de abraçar todo o mundo conhecido; se se pretendia sòmente recordar as facilidades providencialmente preparadas para a difusão e organização da Santa Igreja no quadro da organização do Império Romano, era suficiente citar Dante e Leão Magno, dois grandes italianos, que em algumas palavras magníficas disseram o que outros, inumeráveis, disseram em seguida,  com mais ou menos abundância de erudição, frequentemente misturadas de inexactidões e erros, em razão sobretudo de infiltrações protestantes e modernistas. (…)

E nós também  não conseguiremos ver até que ponto podia ser oportuno e generoso, numa hora de pacificação, o exumar, e com elogio, leis e disposições, factos longínquos e próximos, que para a Santa Sé, para os Soberanos Pontífices, para os católicos da Itália, bem como do mundo inteiro, não podiam deixar de ser dolorosos, como eram igualmente ofensivos e injuriosos; compreendemos menos ainda, QUE ELES TENHAM SIDO APRESENTADOS COMO A PREPARAÇÃO DA HORA PRESENTE, COMO SE A OPRESSÃO E A GUERRA FOSSEM PREPARAÇÃO À JUSTIÇA E À PACIFICAÇÃO.

Nós recordamos e apreciamos as passagens bastantes numerosas onde a Soberania e independência, com as suas consequências jurídicas, são reconhecidas bastante explìcitamente à Igreja e à Santa Sé; mas mais numerosas são ainda as passagens em que tais realidades parecem colocadas em dúvida, ou não serem interpretadas, nem exactamente, nem justamente.

Se na Concordata não são dois estados que estão em presença, são certamente duas Soberanias, no sentido total do termo, quer dizer, plenamente perfeitas, cada uma na sua ordem, ordem necessàriamente determinada pelos fins respectivos, onde difícilmente será útil acrescentar QUE A DIGNIDADE OBJECTIVA DOS FINS DETERMINA, NÃO MENOS NECESSÁRIA E OBJECTIVAMENTE, A ABSOLUTA SUPERIORIDADE DA IGREJA.(…)

Desagradam-nos; e se a menor animosidade e a menor amargura habitassem a nossa alma, nós diríamos que essas expressões nos ofendem, estas expressões repetidas: Nenhuma renúncia, nenhuma concessão do Estado à Igreja; control não perdido; meios de vigilância conservados sobre a Igreja, sobre o clero secular e regular, como se se tratassem de gentes suspeitas, para não dizer pior. Como se a Santa Igreja alguma vez tivesse tentado uma verdadeira e real usurpação e espoliação em detrimento do Estado; ENQUANTO QUE O CONTRÁRIO É QUE É NOTÓRIA E HISTÒRICAMENTE VERDADE, EM ITÁLIA E NOUTROS LOCAIS; COMO SE A IGREJA TIVESSE ALGUMA VEZ SOLICITADO AO ESTADO A RENÚNCIA A UM DIREITO OU A UMA AUTORIDADE, QUE A ELE PERTENÇA REALMENTE, NA EXACTA MEDIDA EM QUE A SANTA IGREJA CONSTITUI O FUNDAMENTO DE AMBOS.»         

Escutemos ainda Pio XI, num pequeno excerto da encíclica “Non Abbiamo Bisogno”, promulgada em 29 de Junho de 1931:

«Nós, pelo contrário, nós, a Santa Igreja, a Religião, os fiéis católicos (e não sòmente o Romano Pontífice), não podemos ser gratos a quem, após haver dissolvido o socialismo e a maçonaria, inimigos nossos declarados (porém, não só nossos), LHES DEIXOU LIVRE ACESSO, COMO TODOS ESTÃO VENDO E DEPLORAM, E PERMITIU SE TORNASSEM TANTO MAIORES E MAIS PERIGOSOS, QUANTO MAIS DISFARÇADOS E FAVORECIDOS PELA NOVA LIBRÉ.»

Houve pessoas, incluindo o jovem sacerdote Marcel Lefebvre, que tremeram de horror, aquando dos Acordos de Latrão, em 11-2-1929, porque sentiram que a Sagrada Cidade de Roma havia sido definitivamente laicizada, agora no plano de Direito.

Efectivamente, Mussolini ludibriou, até certo ponto, a boa fé do Papa Pio XI, pois assinou, sobretudo, a Concordata pensando sòmente nos dividendos políticos e sociais que daí poderia extrair, e jamais em objectivos religiosos. A Concordata reconhece a confessionalidade do Estado Italiano segundo coordenadas napoleónicas e revolucionárias idênticas às praticadas na Europa e na América Latina, no século XIX; isto é, concebe o regime de união entre a Igreja e o Estado, COMO UM MECANISMO DE ESCRAVIZAÇÃO DA PRIMEIRA PELO SEGUNDO. Apesar da acentuada falência da Concordata, é certo que a restauração da Soberania Internacional da Santa Sé no Estado de Vaticano revelou-se irreversível e constituiu precioso instrumento, durante a segunda Guerra Mundial, no auxílio aos perseguidos, sobretudo aos Judeus, bem desmentindo as calúnias lançadas a Pio XII pelos inimigos da Santa Madre Igreja.

Também não é pensável que Pio XI haja renunciado, no mais estrito plano de Direito, à sua soberania temporal sobre a Cidade de Roma, A QUAL É SAGRADA POR DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, E NÃO POR QUALQUER ACIDENTALIDADE HISTÓRICA. Porque a Soberania temporal do Romano Pontífice não consiste num fim em si mesmo, É UM ELEMENTO ADJUTÓRIO, EMBORA COSNTITUTIVO, DA SUA FUNÇÃO SOBRENATURAL. Consequentemente, Pio XI renunciou à sua Soberania sobre a Sagrada Cidade de Roma num plano de Direito puramente humano, histórico e natural; E JAMAIS SEGUNDO UM ORDENAMENTO DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, DO QUAL, ALIÁS, NÃO PODIA DISPOR. É possível também conceber o referido plano puramente humano, histórico e natural, COMO UM FACTO DE ORDEM ESSENCIALMENTE SUPERIOR, QUANDO REFERIDO AO DIREITO DIVINO SOBRENATURAL.

Porque a Cátedra de São Pedro, enquanto orgão de Direito Divino Sobrenatural, é perfeitamente distinta, mas não separada, do orgão da chefia do Estado do Vaticano; tal como no passado, antes da sacrílega usurpação dos Estados Pontifícios, a chefia temporal destes Estados era perfeitamente distinta, mas não separada, do orgão Cátedra de São Pedro. Existia assim um regime de UNIÃO PESSOAL entre ambos os distintos orgãos; mas NÃO UM REGIME DE SEPARAÇÃO, PORQUE A INTEGRIDADE DO GOVERNO POLÍTICO E ADMINISTRATIVO TEMPORAL CONSTITUI-SE COMO FUNDAMENTALMENTE ORDENADA À PERFEIÇÃO E INCOLUMIDADE DA FUNÇÃO DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL.

Ora o Tratado constitutivo do Estado do Vaticano, embora realizado entre a Santa Sé e o Reino de Itália, foi livremente reconhecido pelas potências civis, na grande maioria conduzidas pela maçonaria e o protestantismo.

Efectivamente, entre 1870, data da incorporação definitiva de Roma no Estado Italiano, e os Acordos de Latrão, a Santa Sé continuou sendo sujeito de Direito Internacional com a respectiva personalidade e responsabilidade moral. Mas a personalidade sem soberania não é de forma alguma suficiente para que o Romano Pontífice possa conduzir a Barca de Pedro por entre os inúmeros escolhos, que estimulados por satanás, lhe estorvam o caminho. Os especialistas nestes assuntos, mesmo não católicos, consideram até que a referida personalidade internacional da Santa Sé não está vinculada ao seu domínio temporal, qualquer que ele seja, mas à sua relevante influência, e mesmo soberania, espiritual.

Reza assim, literalmente, o artigo 2 do Tratado de Latrão: “A Itália reconhece a Soberania da Santa Sé no domínio internacional, COMO ATRIBUTO INERENTE À SUA NATUREZA, EM CONFORMIDADE COM A TRADIÇÃO E COM AS EXIGÊNCIAS DA SUA MISSÃO NO MUNDO”.

Neste quadro conceptual, o Direito Internacional, protagonizado pelo Reino de Itália, aceita e reconhece a atribuição de Soberania à Santa Sé, ÙNICAMENTE, EM VIRTUDE DA SUA MISSÃO TRADICIONAL, OU SEJA, CONSTITUTIVAMENTE, DA DOUTRINA DE FÉ CATÓLICA E DO DIREITO DIVINO SOBRENATURAL.

Consequentemente, os estados, e são muitos, que reconheceram a Santa Sé como detentora de soberania internacional, assim procederam, explícita ou implìcitamente, segundo a letra e o espírito do Tratado de Latrão, e não sob quaquer outra forma.

Considerando, que após a morte do Papa Pio XII, não a Santa Sé, mas a sua aparência, prossegue objectivos radicalmente opostos à Doutrina Católica, TORNANDO-SE MESMO O VATICANO UM ESTADO DA MAÇONARIA; É EVIDENTE QUE À LUZ DO REFERIDO TRATADO DE LATRÃO, E DO MESMO DIREITO INTERNACIONAL, OS “PAPAS CONCILIARES” NÃO SÓ NO QUE SE REFERE À PRÓPRIA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, MAS IGUALMENTE NO QUE CONCERNE À TITULARIDADE TEMPORAL DO ESTADO DO VATICANO, SÃO VERDADEIROS E PRÓPRIOS USURPADORES, NÃO APENAS DE FACTO, MAS IGUALMENTE DE DIREITO.

É claro que a grande maioria dos juristas nega rotundamente esta asserção. Tal como nega existir CORRUPÇÃO CONSTITUTIVA DA FUNÇÃO PAPAL nas actividades dos “papas conciliares”, pela qual estes se tornam verdadeiros anti-Cristos universais e papas do diabo.

Mas o que é uma realidade é que o Estado do Vaticano é o primeiro estado CONSTITUTIVAMENTE MAÇÓNICO. É conhecido como nos últimos 250 anos a quase totalidade dos estados de antiga Tradição Católica foram tomados de assalto, nas suas estruturas dirigentes, pelos pedreiros livres, acabando por infectar todos os estratos da sociedade. Mas como no Estado do Vaticano existe a peculiaridade do vínculo da nacionalidade se constituir mediante uma qualificação funcional, ou seja, no Vaticano não se vive, própriamente – trabalha-se; temos o corolário de um Estado em que quase todos os seus funcionários são maçons, ou simpatizantes consumados da seita. Isto para não falar nas células e fraternidades sodomitas que por lá há. UM VERDADEIRO INFERNO NA TERRA. O VATICANO INCORPORA E RESUME TODO O MAL QUE PODE HAVER NESTE MUNDO.

Mas jamais olvidemos que o grande vencedor será, já é, Nosso Senhor Jesus Cristo, que com Mediação de Sua Mãe Santíssima,  perante o naufrágio da barca terrestre e humana, fará reviver a Santa Madre Igreja a partir da Sua Barca Celeste, que é a Barca da Igreja Triunfante, da Igreja Eterna, daquela que poder algum no-la poderá arrebatar.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Outubro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

 

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