Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O CENTENÁRIO DO 1917 DE FÁTIMA E A DEGRADAÇÃO DA FÉ HOJE

a trinca de antis

Arai Daniele

Aproxima-se esse ano Centenário do evento marcante da história cristã da nossa época. De fato, Fátima é o evento sobrenatural ao mesmo tempo mais assombroso, incompreendido e manipulado. Quando o mundo moderno foi imerso por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, ceifando milhões de vítimas e demolindo a Cristandade, apareceu esse sinal incomparável para que os homens pudessem recorrer ao poder divino que aplacasse os ventos destrutivos das desvairadas revoluções ideológicas na sociedade humana.

Todavia, hoje, tal sinal de desígnio divino, parece mítico até ao mundo clerical, enquanto do mesmo modo na Igreja declinou o sentido do sagrado e do pecado, da devoção fiel e da missão sacerdotal, numa clara alienação da identidade católica. O incrível é que isto ocorra especialmente  onde foi estabelecida a Sé de Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações (exorcismo de Leão XIII em defesa da Igreja expugnada). Estaríamos aí diante do quadro de um declino religioso que invoca «o fim do tempo da nações» (Lc 21, 24) ao qual correspondente o retorno dos Judeus a Jerusalém?

Não é assombroso como s estes fatos históricos estão entrelaçados? Por isto, este escrito dirige-se às mentes que não desdenham evidências, mesmo veladas, da presença de um desígnio sobrenatural na história de gentes e impérios. Se o Evangelho e a ideia de conversão afundam hoje no brejo ecumenista, pondo fim à civilização cristã, a ideia do homem eterno, deve ser urgentemente proclamada dos telhados para o testemunho geral, a fim de que as consciências evitem enganos e reconheçam o tempo que vivemos neste 2017.

De tais obscuros enganos pode-se dizer que Fátima tem sido reflexo. De fato, o ano da aparição de Fátima – 1917 – marcou uma mutação na história dos impérios, não só por causa das guerras e revoluções, mas pelo emergir de um poder de sinal bíblico; sinal da virada crucial na vida da humanidade profetizada por Jesus sobre o fim do «tempo das nações» e o destino de Jerusalém e do povo no eixo da História. A visão do misterioso poder de Israel na história, realidade oposta à Cristandade, é obscurecida. O católico acreditava numa «inteligência» da vida e da história; na sua filosofia, que inclui a profecia e o milagre da conversão de um império à ordem cristã; acreditava no milagre ordenado à profecia que desvela um desígnio divino para uma Ordem universal. Hoje? O Vaticano adere à da «nova ordem mundial».

O intento aqui é focalizar os verdadeiros «sinais dos tempos», porque, se o que foi assinalado há dois mil anos assoma no horizonte da História cristã, então as consciências não podem ficar alheias ao sinal que focaliza as alienações obscuras da mesma Ideia cristã. Qual termo, melhor que este de «alienação», pode relacionar os enigmas cruciais da história do homem, de seu início até hoje; da rejeição da palavra do Pai com a queda original; da Encarnação divina do Filho recusado pelo Povo eleito; do que revelou o Espírito nas Escrituras com o outro que as subverte; do Segredo de Fátima com a mutação ecumenista, indiferente e mesmo oposta às conversões pedidas pela Santíssima Mãe?

Para entender essas visões e recusas espirituais que, numa sequência fatal, vão da negação «original» à atual apostasia «ecumenista», porque não usar o termo «alienação», aplicável num sentido universal? Esse termo foi abusado pelo Marxismo, mas é expressivo de uma inversão na relação aos mais altos valores humanos. Por exemplo reconhecer uma justa hierarquia do valor do trabalho e das instituições, que são para o homem e não este para o lucro e as organizações e mercados, porque estes são para o homem e não o contrário.

Mas para que essa ideia se aplique à vida humana sua lógica deve ir além; o valor do que serve ao homem de corpo e alma, deve preceder o do que usa o homem carnal. Assim, o fim da vida humana na sua integralidade deve anteceder, não só o valor material, ma seu tempo terreno a ser orientado à verdade sobre o fim último da vida humana. Sem ter em vista este, os dilemas pessoais e sociais tornam-se insolúveis; tal «alheamento existencial» representa a mais completa «alienação» da razão mesma da vida, que vai além do trabalho, do alimento, do cuidado do corpo e do sucesso social, causa o vazio final da vida.

Logo, o abuso ideológico desse desvio a favor da vida material – essa alienação – consiste em tomar a parte pelo todo, o secundário pelo principal, o meio pelo fim. Eis o ponto de encontro de toda revolução: a gnose do progresso ilimitado… na terra. Para que? Para a realização do mesmo progresso: a utopia de um paraíso num mundo socialista como fim do homem!

Assim, a ideia de «progresso social» engendrou a «fé» revolucionária liberal e marxista que, para obter tal «bem», justificou os piores massacres do mundo, rindo da suposta «alienação» de “criar a divindade perfeita à qual se submeter”, mas submetendo-se à funérea alienação comunista. Esta «alienação» acobertada pela ideia de obter paz, liberdade e fraternidade, no paraíso terreno que exclui o eterno, custou cem milhões de mortos.

Agora análoga atualização aparece aplicada à fé cristã, com custo para uma infinidade de almas! Tudo seguindo a elaboração religiosa ecumenista do progresso na «fé mais universal»! Trata-se da fé no homem a dano da fé divina; dos «sinais dos tempos» dos modernistas, como João 23 e Bergoglio,  contrapostos aos sinais da Providência, que redundam em apostasia e descristianização: uma alienação universal de marca terminal porque abandona o Bem cristão.

A alienação presente é sinal que se revela à luz de sua íntima analogia com as duas fatais grandes alienações históricas na recusa do Verbo de Deus: a original e a hebraica. No presente, o Vaticano «conciliar» na sua afinidade com o novo poder terreno de Israel e a sua aversão não ocasional mas radical à Tradição católica, não revela a terceira grande alienação?

Tal hora tremenda da história não estará ligada às Aparições de Fátima? A primeira, de 13 de Maio, se revelou resposta ao recurso impetrado pelas orações especiais da Igreja invocadas pelo Papa Bento XV, responsável pela confirmação da Fé católica que é essencialmente fé da intervenção divina na terra dos homens. No evento milagroso havia todos os termos de resposta do Céu através da Regina Pacis ao pedido da Igreja em aflição, por meio do Papa.

Todavia, a mensagem divina de ajuda foi estranhamente alienada. Assim, após aquele período de guerras devastadoras, o clima moral e religioso do mundo tornou-se cada vez mais sórdido devido ao geral declinar da Fé causado, seja pelo materialismo seja pelo americanismo, que introduzia o desvio protestante do livre exame, com que Imperou a falsa «liberdade de consciência na verdade»; o ardil mais sinuoso contra o dom da liberdade da consciência ordenada à verdade.

No plano dos fatos a tentação moderna a substituir a ordem natural cristã pela nova ordem mundial redundou no descalabro presente. E na era da comunicação total, circulam notícias de crises e perigos terríveis, mas sobre suas causas e soluções só há confusão. A realidade hodierna é a decadência espiritual numa crise geral e profunda que atinge todos os níveis: da família ao estado, da justiça à política; onde não reinam violência e corrupção há ocultas perversões. Convive-se com libertinagens, crimes e perfídias. Nunca a autoridade foi tão precisa, nunca tão ausente. Jamais houve controles tão potentes; jamais tanta inconsciência. Não há mais como recorrer a poderes humanos para conter desordens nacionais e chacinas internacionais. Nunca a ajuda divina foi tão urgente, nunca tão ignorada!

Todavia estava escrito: «Se guardardes a minha Palavra, sereis meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres» (Jo. 8, 31). A liberdade tem por fim o bem conforme à razão; a liberdade de enganar-se e enganar, «revela que somos livres, como a peste revela que ainda estamos vivos, mas da liberdade humana real é só uma falha» (S. Tomás). Para o cristão, a sociedade «liberada» da fonte divina da ordem e da lei, na onda da descristianização, não ficou mais livre, mas enveredou no caos da degradação moral e mental: vive-se hoje na mentira. E para entender qualquer crise, o católico se volta para a Sede de Roma.

Em 1958 lá morria Pio XII, e no seu lugar havia quem lera o «segredo divino» para prevenir o descalabro descrito que já ameaçava o mundo. Era João 23, chamado o «papa bom», que de público aceitava a origem divina da profecia de Fátima, mas como visava um concílio para a fraternidade de uma nova ordem na terra, mandou arquivar a «profecia de desditas», que o aborrecia, sagrando a «era iluminista», que entrevia, para suscitar a «igreja espetáculo» para os pobres. Passados quarenta anos, o «segredo profético» foi desarquivado. Era a visão da virtual eliminação do papa católico com o seu séquito fiel que deixava a arruinada Cristandade «decapitada» de seu guia. A pergunta é: confirma tal profecia a visão da atual vida no mundo e na Igreja? A demolição da Igreja e a desordem e perversão que vige na terra, que vive no meio de escombros morais e religiosos. A resposta parece uma evidência, mas como pode a grande comunicação entender o que ocorre no mundo chamado católico, se os mesmos clérigos não percebem o que lá foi perpetrado? Não pode. Esse mundo clerical, porém, assim como aquele entretido por essa comunicação, crê na lenda do «papa bom», e outros «santos conciliares» do mesmo jaez. Tudo em paradoxal contraste com a sua adulterada obra religiosa deles!

Seria a burla de vigários de Cristo que visam nada menos que «bonificar» a Sua religião? Algo como a censura feita a Jesus pelo grande inquisidor de Dostojevskij, para o qual, depois de Sua partida para o céu, só aos grandes sacerdotes compete discernir «sinais dos tempos» para guiar a grei na terra? O fato é que a visão do papa católico eliminado com o seu inteiro séquito fiel configura um grande crime interno à Igreja; substituição da hierarquia e clero tradicionais por essa cambada de idéias revolucionárias e modernistas.

Como é que sobre esse atentado que parece sinal virtual da demolição da Igreja, da qual já tanto se falou, só há confusão? Foi-se ao ponto de escrever livros para «provar» que o texto da visão fora forjado. Se o foi, porém, o que parece inacreditável, então despontariam duas hipóteses que apontam para uma mesma responsabilidade do Vaticano: 1ª- O texto da visão do Segredo, sobre o virtual massacre do papa com o seu séquito, foi falsificado ou mutilado por falsários no Vaticano que substituíram, não só o texto, mas a Irmã Lúcia, que o confirmou.

2ª- O texto publicado em 2000 é verdadeiro e de fato o papa católico, guardião da verdade revelada, foi virtualmente «eliminado». As duas hipóteses apontam para o mesmo Vaticano: ou lá há falsários, ou lá foi «eliminado» o vigilante que impede as falsidades religiosas, que é o papa católico com seu séquito; só assim a Santa Sé podia ter publicado documentos propostos como visões transmitidas por Maria Santíssima. Daí as acusações de serem falsos. De todo modo, estamos diante da visão de um delito clerical/conciliar; quer tal texto seja forjado, quer seja autêntico; não se escapa! Isto sim é espantoso!

No Antigo Testamento lemos do Profeta Daniel que investiga enganos (Dn. 13-14). Mas hoje, este delito – a virtual «eliminação» do Papa – não é investigado, como se os enganos cruciais na fé devam ser evitados. Já tratamos em livros desse ludíbrio no Vaticano, que o Segredo espelha, servindo-nos do paralelo cronológico entre o evento profético de Fátima e os fatos concernentes aos Pontificados de seu tempo, isto é, de 1917 até 1958, com a morte do “Papa de Fátima”, Pio XII. Dois tempos não podem deixar de interessar a quem vê em Fátima a profecia trazida pela Mãe de Deus para ajudar seus filhos a superar males espantosos na nossa época. Estes tempos marcam a sua história: – da dificuldade de acolher tal ajuda no tempo de Bento XV, Pio XI e Pio XII; – da tentativa de obscurecê-la, com a censura de João 23, das manipulações e da sua adaptação final à pessoa de João Paulo 2º.

Entre os dois tempos se coloca a visão do Segredo, isto é do evento assinalado como um castigo mais devastador para a Fé da Igreja que as duas guerras mundiais e a revolução comunista. No tempo posterior à morte de Pio XII, castigo dessa dimensão só pode ser a hecatombe do Catolicismo e do Papa, que começou a tornar-se clara em 1960.

Visto que o tempo do primeiro fato se concluiu com a morte do Papa Pacelli em 1958, o último dos três papas que não acolheram devidamente a ajuda divina encerrada na profecia de Fátima, como não ver nisso uma das causas da demolição espiritual que seguiu?

Em outras palavras, visto que toda falha tem consequências, podia uma falha a este nível não ter por efeito o eclipse do Papado católico, representado na visão da virtual «eliminação» do papa? Não foi este de fato substituído por um «papado» capaz de mutilar tanto a Fé como Fátima? Não equivalia isto à «decapitação» papal predita por Jesus à Irmã Lúcia numa íntima comunicação de Agosto de 1931: “Faça saber aos Meus ministros que, como eles seguem o exemplo do rei da França ao retardar a execução de Meu pedido, eles o seguirão na desgraça”? (Documentos de Fátima do P. Joaquim Alonso e «Entre Fátima e a Esfinge», p. 117).

Desta comunicação, que entra misteriosamente pela história adentro, há que tratar, pois foi referida a uma freira que ignorava e nunca entendeu qual fosse a «desgraça» mencionada. Há, pois que relacionar estas questões de suma importância, que indicam delitos, para entender a relação dos Cem anos, de 1917 a 2017. Este foi o prazo para a desgraça do Rei de França, que havia recebido o Pedido do Sagrado Coração: desde 1689 a 1789, quando a Monarquia perdia todo o seu poder e o Rei, a Rainha e toda a família real foram guilhotinada.

Daí a visão do papado acéfalo, que perde até seu último aspecto de poder divino na terra. Que Nossa Senhora de Fátima nos ajude diante desse último flagelo consequente à grande apostasia «católica»!

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12 Respostas para “O CENTENÁRIO DO 1917 DE FÁTIMA E A DEGRADAÇÃO DA FÉ HOJE

  1. Thiago dezembro 14, 2016 às 1:06 am

    Além do castigo espiritual da apostasia, muitos Santos profetizaram sobre os três dias de escuridão. Estariam esses dois juízos contidos no terceiro segredo? Ainda oculto?

  2. Pro Roma Mariana dezembro 14, 2016 às 11:14 am

    Caro Thiago, no meu entender, a terceira parte do Segredo de Fátima não é mais oculta, mas foi publicada em seguida de um passo falso de João Paulo 2º que pensou encampá-la para o culto de sua personalidade – como vítima martirizada no seu atentado da pça. de S. Pedro.
    Se há algo que não constou no «Segredo», foi a parte do diário da irmã Lúcia quando o escreveu por ordem do Bispo e recebeu a confirmação de Nossa Senhora. Nesta ocasião ficou registrada a data de 1960 como ditada pela Mãe de Deus, e mais a parte que segue e liga-se ao testo secreto: « – A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!» É a descrição do futuro castigo.
    Salve Maria Puríssima.

    • Thiago dezembro 16, 2016 às 12:56 pm

      Nossa! Realmente assustadora essa passagem do diário da Irmã Lúcia. Muito obrigado por me informar sobre este assombroso Castigo que virá. Suponho haver similaridades entre este trecho do diário e outras profecias de outros Santos.

      Que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ilumine o coração de todos os católicos do mundo para o Grande Castigo que virá.

      Eu sou apaixonado pela profecia de Nossa Senhora de Fátima, que me me trouxe de volta à fé verdadeira. Se o mundo daquela época, mais cristão do que o contemporâneo, foi castigado com duas Guerras Mundiais, o quê será da nossa época? Sem falar nas almas quase todas condenadas ao inferno, revelação dada à pequenina Jacinta.

      Penitência e Oração, rezar o terço, ler a Bíblia e o Catecismo todos os dias; e visitar Jesus Sacramentado. Como escapar de tal condenação? Nossas almas correm sério risco devido a grande iniquidade de nossos dias.

      Muito Obrigado pela atenção senhor Arai.

      • Pro Roma Mariana dezembro 16, 2016 às 2:50 pm

        Caro Thiago, com quem sabe dar a maior atenção à Mensagem profética de Nossa Senhora de Fátima, me é grato aprofundar seus particulares. Por exemplo, o trecho precedente sobre o grande castigo é a continuação da terceira parte do Segredo que inicia com o “Anjo e a ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra … um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda, ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo, mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontado com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! “. Entre esse original de 1917 e o escrito em 1944 há uma diferença de tempo devido ao fato da Profecia ser condicional à satisfação da Penitência. Era a Mãe do Céu a retardar o castigo com a mão direita. Em 44 este ficou evidenciado quanto quanto ao Papado, devido ao desatendimento e manipulação da Mensagem. Dai a clareza em 1960, que vai acarretar todo o resto quanto ao mundo; neste centenário? Só Deus sabe..

  3. Roberto Elias Costa dezembro 14, 2016 às 2:05 pm

    “The prophecies of the Apocalypse show that Satan will imitate the Church of Christ to deceive mankind; he will set up a church of Satan in opposition to the Church of Christ.

    “Antichrist will assume the role of Messias; his prophet will act the part of Pope, and there will be imitations of the Sacraments of the Church. There will also be lying wonders in imitation of the miracles wrought in the Church. (p.119)

    “And, there seems to be no reason why a false Church might not become universal, even more universal than the true one, at least for a time.” (p.155)

    Rev. E. Sylvester Berry, D.D.,
    The Church of Christ, An Apologetic and Dogmatic Treatise.
    Herder, St. Louis and London, 1927 & 1941.

    http://www.eclipseofthechurch.com/Quotes.htm

    • Zoltan Batiz dezembro 14, 2016 às 10:38 pm

      Sim. eu já me tinha referido a este Padre. Mas, como já conversei com o Sr. Arai, após as mudanças do Vat. 2, o Pe. Berry tornou-se parte desta anti-igreja que ele denunciou. Um pensamento assustador, que nós também podemos acabar assim.

      • henrique dezembro 15, 2016 às 3:32 pm

        Lembro-me que o célebre bispo norte-americano Fulton J. Sheen também mencionou num de seus livros uma anti-igreja que seria estabelecida por satanás no fim dos tempos. E ele próprio, o bispo Sheen, foi um entusiasta do Vaticano II.

  4. Roberto Elias Costa dezembro 16, 2016 às 5:41 pm

    O fato de que o Padre Berry possa ter (ou não) se bandeado para a anti-igreja não abala a veracidade do que falou no livro citado. Uma realidade assustadora, que hoje se apresenta com todas as cores, harmonizando-se inteiramente com a situação muito bem detalhada pelo artigo de Arai Daniele. Com efeito, na primeira parte do segredo de Fátima, as crianças tiveram a visão do inferno; ou seja, o segredo cuidava das almas; na segunda parte, Nossa Senhora avisou da aniquilação de vários países; ou seja, o segredo tratava das nações; em consequencia, é lícito pensar que a terceira parte, ainda encoberta e oculta, trate da Igreja, sociedade superior. Da crise da Igreja, da sua infiltração e ladina substituição por um simulacro diabólico, porque enganador. Coisa muito pior que a 3 guerra mundial.

    • Pro Roma Mariana dezembro 16, 2016 às 6:39 pm

      Caro Roberto Elias, no seu bom comentário, só não concordo quando diz: “a terceira parte, ainda encoberta e oculta, trate da Igreja, sociedade superior”. Penso que seja demonstrável, mesmo historicamente, que a visão da virtual «liquidação» do Papado com o atentado mortal ao Papa católico com todo o seu séquito fiel, seja a realidade mais clara em 1960. Isto devido à eleição de Roncalli, João 23, modernista e mação, que promoveu os desviados e dali para cá a sua igreja conciliar põe na berlinda os ortodoxos.
      O que diz dos bispos e padres que previram o descalabro, mas continuaram imersos nele, é um fato misterioso. Também Caifás profetizou bem sobre a morte de Jesus.
      No mais, sobre o 3º Segredo, trata-se de concluir, à luz da Fé, as consequências mais graves devido a ocupação consequente da sociedade superior que é a Igreja: supremo castigo.

  5. Thiago dezembro 16, 2016 às 10:43 pm

    Senhor Arai, desde meu tempo quando protestante já buscava fugir deste “mundo tenebroso” não me distraindo com a mídia anticristã, mas reservando meu tempo a uma literatura cristã conservadora e que apresentasse realmente uma fé viva. Quando descobri o movimento católico conservador, o movimento tradicionalista ou mesmo sedevacantista; percebi que os protestantes não conheciam em profundidade a crise do mundo moderno, da família, da moral, a crise ideológica (comunismo, fascismo, liberalismo) ou filosófica do niilismo. Foi assim que despertou meu interesse por livros católicos.

    O primeiro livro que li, já causou espantou foi “O Derradeiro Combate do Demônio” do Padre Paul Kramer. A cada página minhas antigas convicções sofriam um abalo extraordinário, principalmente por ser meu primeiro contato com as palavras de Maria Santíssima.
    Muitos outros vieram, e assim pude tomar a decisão de retornar à Fé.

    Atualmente lendo o livro do senhor “Entre Fátima e o Abismo”, me vejo diante de uma grande obra prima, demolidora de sofismas e enganos do diabo. Estou no trecho “Projeto para um Mundo Melhor”, onde já se vê claramente a discrepância entre o pensamento de Pio XII e o pensamento de muitos Cardeais e da Cúpula Vaticana daquele momento, infectada já com os erros da Rússia, ou seja, o comunismo/socialismo. A impressão que tenho é a de que, Pio XII não convocou os Bispos do Mundo inteiro para a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria por sofrer, naquele momento histórico (década de 1950) uma ameaça de cisma por parte da alguns Bispos do Mundo. Isso é apenas uma hipótese, uma impressão, pois outros cismas já ocorrem no passado, como na Idade Média. É apenas um questionamento meu; mas será que desde Bento XV haveria uma grande pressão e ameaças Maçônicas/Laicistas e Modernistas perante a Santa Sede; e esta ameaça representaria um perigo real na percepção dos Santos Pontífices? Daí o temor da condenação Pública dos erros da Rússia? Por que não Realizar uma Consagração conjuntamento dos todos os Bispos do Mundo, como foi pedido pela Santíssima Mâe de Deus, Maria Santíssima, a Mulher Coroada no Céú de Apocalipse 12 – (Nossa Senhora do Apocalipse – trecho bíblico chave para minha conversão )- ?

    Parabéns pela sua grande obra!!!

  6. Roberto Elias Costa dezembro 18, 2016 às 1:46 pm

    Muito prezado sr. ARAI, Salve Maria:
    O senhor tem toda a razão ao apontar que a 3a parte do segredo de Fátima seja demonstrável, correspondendo à liquidação do Papado. Eu falhei ao não ressalvar que essa terceira parte ainda não foi formalmente revelada, sendo porém agora claramente perceptível, ao menos em suas linhas gerais. Quanto à incrível apostasia da esmagadora maioria do clero, acredito que a massiva infiltração da Igreja (desde o séc. XIV) seja uma das causas. Curioso que, mesmo dispondo da Missa de S. Pio V, de padres e bispos válidamente ordenados e sagrados, e de sacramentos válidos, essa inaudita e generalizada apostasia tenha se consumado. Nos anos 70, ouvia comentários de membros da TFP sobre as reuniões do “MNF” (“Manifesto”), uma comissão de provectos que estudava “assuntos superiores”. Um deles, seria a teoria do “Pecado Imenso”, pela qual alguma pessoa, com a vocação de ser grande santo e de barra a marcha da revolução, tenha sido infiel, num pecado imenso, permitindo assim a grande apostasia. Será? No mais, o sr. THIAGO foi muito feliz ao ressaltar o valor do livro “Entre Fátima e o Abismo”, atualíssimo e até pŕofético, e que já merece um nova edição. Se possível atualizada, com os horrores de Bergoglio. Um grande abraço e um Santo e Feliz Natal a todos.

  7. Pro Roma Mariana dezembro 18, 2016 às 4:56 pm

    Salve Maria! Agradeço aos amigos a referência ao meu «Entre Fátima e o Abismo». Esse livro já foi atualizado numa versão inglesa, ainda a espera de editor. e numa edição modificada em italiano publicada pelos editores de Radio Spada. (Curiosamente é a «espada do Anjo»).
    Se houver um editor no Brasil interessado, posso enfrentar essa tarefa. Mas não sou eu a ter condições para procura-lo. Santo Natal a todos, na paz dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

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