Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A LIBERDADE RELIGIOSA E A SANTÍSSIMA EUCARISTIA

liberdade-e-hostia

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da encíclica “Mediator Dei”, promulgada em 20 de Novembro de 1947:

«Contém o Alimento Eucarístico, como todos sabem, “verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, junto com a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Conc. Trid. Sess.XIII, can.I); não é assim de admirar, se a Santa Igreja, desde as origens, adorou o Corpo de Cristo sob as espécies Eucarísticas, como se vê dos ritos mesmos do Augusto Sacrifício, com os quais se prescreve aos Sagrados Ministros que adorem o Santíssimo Sacramento com genuflexões e inclinações profundas

Os Sagrados Concílios ensinam que desde o início da sua vida foi transmitido à Igreja que se deve honrar “com uma única adoração o Verbo de Deus Encarnado e a Sua própria Carne”(Conc Trid. sess.XIII, can.6); e Santo Agostinho afirma: Ninguém coma esta Carne sem tê-l’A primeiro adorado”; acrescentando “que não só não pecamos adorando, como pecamos não adorando (Enarr. in Ps. 98,9.).

Desses princípios Doutrinários nasceu e se foi pouco a pouco desenvolvendo o Culto Eucarístico de Adoração, distinto do Santo Sacrifício. A conservação das Sagradas Espécies para os enfermos, e para todos os que viessem a encontrar-se em perigo de morte, introduziu este louvável uso de adorar este Alimento Celeste, conservado nas nossas igrejas. A Eucaristia é Sacrifício, e é de facto também Sacramento; e difere dos outros Sacramentos, ENQUANTO NÃO SÓ PRODUZ A GRAÇA, COMO CONTÉM DE MODO PERMANENTE O PRÓPRIO AUTOR DA GRAÇA. (…)

Assim pois, ìntimamente unidos a Cristo, procuremos todos mergulhar na Sua Santíssima Alma, e unir-nos com Ele para participar dos actos de adoração, com os quais Ele oferece à Trindade Augusta a homenagem mais grata e aceite; aos actos de louvor e acção de Graças que Ele oferece ao Pai Eterno, e a que faz eco o Cântico do Céu e da Terra: “Bendigam ao Senhor todas as Suas obras”(Dan 3,57); participando dos actos, imploremos a ajuda Celeste no momento mais oportuno, para pedir e obter socorro em Nome de Cristo, mas sobretudo, ofereçamo-nos e imolemo-nos como vítimas, clamando:”Faz que sejamos oferta Eterna a Ti”(Missal Romano; Secreta da Missa da Santíssima Trindade).»   

 

NOMQue sentido terá, para homens que aceitam o princípio da liberdade religiosa, colocarem eles mesmos objecções à regulamentação da recepção da Eucaristia por divorciados recasados?

Evidentemente que nenhum.

A Sagrada Eucaristia, quer como Sacrifício, quer como Sacramento, constitui um Mistério Sobrenatural em sentido estrito, ou seja, permanece infinitamente acima, mas não contrário, à esfera natural. É o Mistério da nossa Redenção renovado incruentamente no Altar, num Sacrifício de valor infinito, pois é O MESMO QUE O DA CRUZ; é a nossa união, Sobrenatural, mas absolutamente real, com o nosso Salvador, Sacerdote e Vítima, numa intimidade que só será superada pela união Eterna no Reino dos Céus. O Altar Católico constitui a Porta dos Céus, É JÁ UM CÉU, porque não olvidemos que toda a Santíssima Trindade Se encontra nele presente, A UM TÍTULO ESPECIALÍSSIMO, INFINITAMENTE MAIS RICO DO QUE A OMNIPRESENÇA NATURAL DE DEUS.

Neste quadro conceptual, deveremos bem compreender o como o princípio da liberdade religiosa DESTRÓI TOTALMENTE A ORDEM SOBRENATURAL: É QUE A FORMA LETAL LIBERAL, POR NECESSIDADE TEOLÓGICA E MESMO METAFÍSICA, ANIQUILA O CONTEÚDO DOGMÁTICO, O QUAL NÃO PODE SUBSISTIR NUM ENQUADRAMENTO FORMAL QUE O CONTRADIGA. Este processo de aniquilamento do Dogma foi premeditado, calculado, e depois aplicado sistemàticamente nos textos conciliares, de modo a produzir, a seu tempo, o efeito pretendido: A PERDA TOTAL DA FÉ PELO CLERO E FIÉIS, QUASE INADVERTIDAMENTE.    

Só se pode crer na Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, COM A FÉ TEOLOGAL SOBRENATURAL, SÓ POR DEUS FACULTADA; JAMAIS COMO UMA CRENÇA HUMANA. Mesmo as reflexões filosóficas sobre o modo de Presença Real, só se tornam possíveis, DEPOIS DA PROFISSÃO SOBRENATURAL DO DOGMA CATÓLICO, E COMO SEU COROLÁRIO EXTRÍNSECO, NA RAZÃO ILUMINADA PELO ORGANISMO SOBRENATURAL, DAS VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS, DA GRAÇA SANTIFICANTE E DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO.

A nossa união com Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia constitui a maior refutação de todo e qualquer dualismo. A dignidade da matéria é significada não apenas pela Encarnação do Verbo, mas pela nossa união Sobrenatural, espiritual e física, com Ele, penhor da Ressureição gloriosa e da vitória absoluta do Bem sobre o mal.

Consequentemente, aqueles que, sob um ponto de vista modernista, se apresentam como opositores à concessão da Eucaristia aos divorciados recasados – ESSES MESMOS, PURA E SIMPLESMENTE NÃO TÊM MISSA, NEM SACRAMENTOS, NEM PRESENÇA REAL, NEM SACERDÓCIO; E PRECISAMENTE PORQUE A AMALDIÇOADA PROCLAMAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA DESTRUIU TODAS ESSAS SANTÍSSIMAS REALIDADES, PELA RAIZ, E PREMEDITADAMENTE. Na realidade, tais homens falam do que não existe, pois a seita conciliar dissolveu todos os Mistérios, e nas suas pseudo-missas só se toma pão e vinho. Porque a admissão do princípio da liberdade religiosa é incompatível mesmo com a Fé informe; na exacta medida em que tudo perde o seu sentido: Dogma, Moral, Sã Filosofia, Liturgia, tudo, absolutamente tudo!

Que pretendem pois os modernistas que contestam Bergoglio? Criar uma frente comum plenamente identificada com a dita hermenêutica da continuidade, na invocação de Karol Wojtyla e suas pseudo-encíclicas, mas incorporando já a neo-fraternidade apóstata? Só o futuro o dirá. Mas seja como for, os cardeais contestatários – NAVEGAM NO NADA!

Porque na base do ateísmo, ou do agnosticismo, tudo é, de Direito, perfeitamente indiferente, valendo ou não, na prática, ùnicamente em função da volúpia egoísta do momento, a nível individual e colectivo.               

O próprio matrimónio, que até mesmo na Ordem Natural é monogâmico, indissolúvel, e essencialmente orientado para a procriação e educação qualificada de novas gerações, não pode ser vivido na sua integridade moral sem a Graça de Deus. Efectivamente, a humanidade nunca viveu numa ordem puramente natural; porque foi constituída na base de um casal, formado já adulto, e na posse de Dons Preternaturais e Sobrenaturais, os quais foram perdidos pelo pecado. A Redenção restaurou a possibilidade da vida da Graça, mas não devolveu os Dons Preternaturais, nem sarou a ferida na natureza provocada pela malícia de Adão e Eva, os quais tiveram de empregar grande energia moral negativa para pecarem, ou seja, para tentarem violar os limites ontológicos e gnoseológicos da sua privilegiada condição. Certos Teólogos pensam, hipotèticamente, que a Graça Medicinal Preternatural seria suficiente para uma vida matrimonial totalmente isenta de pecado mortal; mas mesmo que assim fosse, na ordem actual de salvação, ninguém, absolutamente ninguém, pode ser admitido no Reino dos Céus sem a Graça Santificante Sobrenatural; além disso, na ordem actual de salvação, a Graça Medicinal está ordinàriamente associada à Graça Sobrenatural; consequentemente, sem a Graça de Deus, Actual e Habitual, ninguém pode cumprir rigorosamente, sem falta mortal, por toda a sua vida, os deveres matrimoniais.  Ora a profissão do princípio da liberdade religiosa elimina a Fé Teologal, como elimina toda a vida da Graça, só permanecendo uma horrível caricatura da Verdade e da Santidade do Matrimónio, tal como Deus o quis, e a Santa Madre Igreja sacramentalmente consagra. O modernismo não possui matrimónio algum, pois não possui qualquer conceito do Vínculo Moral Objectivo de Direito Divino Sobrenatural. Assim se explica que Bergoglio produza toda a sorte de aberrações sobre o matrimónio, criando por irrisão causas de nulidade com mentalidade divorcista; porque para ele é totalmente indiferente que as pessoas se juntem como animais, se separem, ou tenham vários parceiros sucessiva ou simultâneamente, de sexo oposto ou não, com toda a multidão de abortos que tal implica, não interessa, DESDE QUE VIVAM FELIZES E DEIXEM ASSIM VIVER OS OUTROS; é esta a teoria de Bergoglio, bem como de toda a seita conciliar; PORQUE UMA VEZ ACEITE O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA, MATRIZ DIABÓLICA DE TODAS AS LIBERDADES E FRUTO PROIBIDO QUE CORROMPE E AMALDIÇOA TUDO O QUE TOCA – VALE TUDO!

Liberdade religiosa e Santíssima Eucaristia constituem assim os dois extremos absolutos do mal e do Bem: Efectivamente a Eucaristia enquanto Sacrifício de valor infinito, e enquanto Sacramento fruto desse mesmo Sacrifício, constitui o Sol Incriado que resplandece sobre todo o Universo, pelo Qual o nosso Criador e Redentor vem até nós para residir nas nossas Capelas e permanecer junto dos nossos corações com os Seus Soberanos afectos, para nos facultar a coragem Sobrenatural de continuarmos o nosso combate pela Soberania Espiritual e Temporal do Seu Sacratíssimo Coração. O amaldiçoado princípio da liberdade religiosa é precisamente o veneno deicida que aniquila a Ordem Sobrenatural e corrompe a natural, eliminando todo e qualquer sentido para a vida, relativizando todos os valores, todos os princípios, todas as finalidades, todo o quotidiano, e todo o sofrimento. Aquilo que a Luz infinita da Sagrada Eucaristia nos revela e ilustra, toda a auréola Sobrenatural da Criação remida por Nosso Senhor, todo o resplendor de uma vida consumida na Graça de Deus, participante na Natureza Divina, todas essas santas realidades, tudo é acabrunhado, bestializado, ridicularizado, incinerado, pelo demoníaco princípio da liberdade religiosa, que mais não é do que a liberdade dos discípulos de judas iscariotes, organizados na seita conciliar, tentarem legalizar e sacralizar a introdução do culto do diabo na Casa de Deus, na consecução do proverbial objectivo comunista do pós-ateísmo, ou seja, daquela idade da História em que já não é necessário negar a Deus, PORQUE NEM SEQUER DELE SE POSSUI O DEVIDO CONCEITO. Efectivamente, Bergoglio, no seu vive e deixa viver, no seu quotidiano EM QUE SÓ O HOMEM EXISTE, projecta o hálito tenebroso do esquecimento, do total olvido, até mesmo de um conceito deturpado e longínquo de Deus, rumo ao NADA ABSOLUTO!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Dezembro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral    

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Uma resposta para “A LIBERDADE RELIGIOSA E A SANTÍSSIMA EUCARISTIA

  1. Thiago dezembro 20, 2016 às 4:29 am

    É isso mesmo.

    Sim sim
    Não não

    Temos que ser radicais na defesa da fé. Ou se crê, ou então que caia fora qualquer sacerdote indigno (incrédulo) de sua função.

    Fui um protestante dito fundamentalista, mas sinto que falta essa garra, essa sede de luta nos católicos em que convivo no meu dia-a-dia.

    Con Deus é assim, 8 ou 80, não dá pra ficar em cima do muro alimentando o respeito humano e, consequentemente, desprezando o sofrimento de Deus.

    CLOACAS DE IMUNDÍCIA, que a ira de Deus fulmine tais sacerdotes.

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