Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

GNOSE NA «NOVA TEOLOGIA DE BAIXO» DE RATZINGER, ignorada pelo P. Paulo Ricardo?

Arai Daniele piero-della-francesca

Quem seguiu a nossa publicação do estudo de Dom Antônio de Castro Mayer sobre a «Nova Teologia», já se inteirou de como essa novidade teologal pretende tratar o sobrenatural sem seguir a estrutura filosófica tomista aristotélica, que começa por definir a verdade. Dirão, como faz o PP. Ricardo, que repete sempre: esta é outra filosofia, decadente, ou seja a neo-tomista leonina, pois sua aplicação católica foi defendida pelo papa Leão XIII e sucessores. Por exemplo pelo papa Pio XII e teólogos como o P. Garrigou Lagrange e o mesmo Dom Mayer. Santo Tomás não seria, ele mesmo «tomista» dessa escola, mas muito mais agostiniano.

Sobre a visão teológica do Autor da Suma, não há dificuldade em qualificá-la de insuperável, pois, pode ser traduzida inteiramente para a atualidade, como para qualquer tempo. Não há dúvida, pois, que reaver a sua acuidade em autores do presente é impossível, mas o esforço de aplicar o seu avançado pensamento universal aos tempos modernos é mais que louvável.

O “tomismo leonino” quer ser isso bem ou mal. Ao contrário, a «nova teologia» é outra coisa; é pretensão de retorno às fontes, o dito «ressourcement spirituel», no desprezo de tudo o que se ordenou no campo da religião nestes séculos, com a desculpa de superar a fixidez tradicional, especialmente no rigor do Magistério.

Como se pode verificar, em períodos em que o pensamento humano passa por fases por assim dizer transitórias, senão decadentes, esse rigor é desprezado; opta-se pela imaginação e pela novidade. Foi o tempo que precedeu as revoluções européias, especialmente a francesa. Nessa época, em matéria de pensamento religioso, preferia-se um vago agostianismo ao tomismo. Para depois deixar também aquele a favor de uma falsa idéia enciclopédica. Inaugurava-se o tempo do cientificismo. A ler a tal grande enciclopédia, até Voltaire deu boas risadas por algumas besteiras que queriam fazer passar por ciência.

E não haveria que tentar essa revolta do «conhecimento científico» também em religião? É claro que na idade moderna esta tentação era cada vez mais forte para tentar desfazer o que se pretendia fossem os tabus da Escritura sobre a Criação com o evolucionismo. Um dos acontecimentos religiosos nesse sentido, que interessou os novos teólogos no fim da década de cinqüenta foi a popularidade do pseudo cientista e místico, o jesuíta Teilhard de Chardin (1881-1955), inventor de um sistema teológico conhecido como «teologia da evolução»!

Este teólogo foi justamente impedido de publicar seus livros, considerados pela igreja católica como nocivos e de conteúdo hereticoide. Precisou vir o Vaticano 2 para inverter tudo. Mas já então seus comentaristas mais apaixonados eram protestantes ou o d. Hélder Câmara, encantado por sua personalidade humanitarista, que se serviu de sua ordem durante toda a  vida.

O ambiente cultural jesuítico sempre casou bem com o seu evolucionismo literário. Sim, porque os mais argutos analistas críticos de sua obra, concordam trata-se de ficção científica.

De fato, a proposta «teológica» de Teilhard de Chardin, que parte da evolução, a qual ele chama de “luz que ilumina todos os fatos, curva a que devem seguir todas as linhas”, tem como ponto de convergência «cristã» o que chama de “lei da consciência e da complexidade”, com a tendência de evolução por parte da matéria, que a faz tornar-se cada vez mais complexa!

Processo, segundo ele, resumidos em => Células Vivas => Organismos Pluricelulares. Segue em milhares de séculos a «noosfera», que significa a «camada mental» e a «hominização», fase em que o seu processo evolutivo «adquire consciência de si mesmo»! Ai entra a sua etapa final e Teilhard começa a se apoiar na teologia para ver o futuro da evolução no «ponto Alfa»; que converge no que chama de Ponto Ômega = a união sobrenatural de todas as coisas em Deus. Deus aparece como causa final, mais que causa eficiente do universo, dando perfeição a tudo em Cristo: centro do processo evolutivo e o seu princípio básico. O Cristo ponto Ômega. (veja «O Ômega da liturgia conciliar; lançar em órbita o sacerdócio católico!» PRM.

A razão não seria exclusividade humana, mas propriedade geral da vida. Eis uma teologia reflexo da idéia naturalista e panteísta contrária a Bíblia e também à razão. Ela divaga pelas elucubrações de um universalismo panteístico, prometendo um «happy end» para tudo e para todos, sem nenhuma alusão à graça de Deus; uma das razões da sua difusão, pois o homem moderno aceita qualquer entorpecente que se apresente em nome da ciência.

É claro que isto ia agradar ao otimista e bonachão Roncalli e a uma hierarquia decadente, a tal ponto que, apesar do disfarce das palavras ambíguas, influenciou em cheio o Vaticano 2. Hoje é a mesma Rádio Vaticana, «voz do papa e da Igreja em diálogo com o mundo», a confirmara a «influência do pensamento de Teilhard de Chardin no Concílio Vaticano II»:

«05/06/2013, Cidade do Vaticano (RV) – No Quadro Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a refletir sobre os elementos presentes na Igreja e na sociedade que criaram condições favoráveis à Convocação do Concílio Vaticano II. Destacaremos hoje, o pensamento de Teilhard de Chardin… considerado o primeiro católico de projeção universal no campo da ciência a assumir uma posição totalmente positiva em relação à teoria evolucionista … suas proposições conseguiram conciliar e sintetizar o que parecia ser contraditório e dual: a idéia de criação e evolução.» Depois há quem lembre que ele continuava «condenado» pelo prefeito do s. Ofício, ainda sob Roncalli, João 23; tudo era já então pura aparência.

TEILHARD DE CHARDIN E AS NOVAS TEOLOGIAS

Quem se aprofundou no estudo das ligações da «nova teologia» de De Lubac e companhia com a gnose, como é o caso do P. Ennio Innocenti, descreve esse «vespeito teologal» desde suas remotas origens. Aqui não há espaço para essa erudita análise, Mas quem se quiser aprofundar nessa muito interessante questão, tem hoje a disposição um duplo compêndio em italiano, verdadeiro dicionário da matéria sobre as origens gnóstica da «nova teologia»; Padre Ennio Innocenti, «La Gnosi Spuria» (Città Ideale, Prato, 2013, p. 92 ss). «7.1. H. De Lubac : “Il Rinascimento di Pico della Mirandola come «alba incompiuta»”.

Ai é descrito como se desenvolveu a partir do «humanismo renascentista» a «gnose conciliar». (LA GNOSI DELLA «NUOVA TEOLOGIA» MONTATA DALLO SPIRITO DEL VATICANO 2)

Hoje, depois de sessenta anos da implementação desastrosa da Vaticano 2, muitos ainda acreditam que, nesse contexto, a luta contra a Tradição apoiada pela eterna Roma foi motivada apenas pelo espírito protestantizzante representada pelos grandes prelados do Reno. Eles eram os portadores da rebelião à Cúria e, portanto, ao que derivava do poder de Pedro. Para neutraliza-lo mobilizaram seus grandes oráculos teologais, quais Rahner, Ratzinger e similares para mais tarde virarem a mesa dos esquemas preparados durante dois anos.

Mas se eles puderam fazê-lo e também alterar o que era predeterminado pela lei da Igreja a propósito, é porque tinham o consentimento de João 23, assim como este tinha antes, por sua vez, silenciosamente anulado decisões dos Papas, Pio XI e Pio XII sobre o ecumenismo tendo mais que consentimento da Maçonaria. Tudo acontecia em ação concertada para o domínio da utópica teologia modernista, aberta a uma nova ordem mundial, em detrimento da Ordem Cristã.

Vamos brevemente ver os estágios dessa inversão planeada pelo Vaticano 2 em dois níveis: – político – liquidar a condenação do que era a “intrinsecamente perversa ideologia, com a qual não é aceitável nenhuma colaboração em qualquer campo com o comunismo, por qualquer um que queira salvar a civilização cristã”. Em termos políticos com o pérfido acordo de Metz, de não condenar o comunismo no Vaticano 2 como está na Enc. «Divini Redemptoris», Pio XI, 1937) em troca da vinda de alguns popes ortodoxos autorizados a vir a Roma pelo governo soviético;

– No nível doutrinal, revertendo a convicção da “Nova Teologia” (TL) condenada pela Enc. Humani generis de Pio XII (1950). João 23 fê-lo, convidando aqueles teólogos, afastados todos do ensinamento por causa dessa doutrina desviada, para serem conselheiros do concílio. São eles: Henri de Lubac, Jean Daniélou, Chennu O.P., Hans Urs von Balthasar, Yves Congar.

Pois bem, segundo De Mattei na sua história do Vaticano 2, Congar reivendica no seu diário a paternidade parcial ou total de muitos de seus documentos: Lumen Gentium, De Revelatione, De ecumenismo, Declaração sobre as religiões não cristãs, Schema XIII [Gaudium et Spes], De Missionibus, De Libertate religiosa, de presbyteris”.

Pode-se realmente ver as suas pegadas nesses documentos e outros relacionados. Sua seria uma obra divina para construir aquele admirável novo mundo no auge da dignidade do ser humano moderno emancipado. Este plano obscuro está resumido em palavras mais explícitas numa única ordem global para as duas cidades descritas por Santo Agostinho, o plano passou após uma longa viragem teologal, por exemplo, no texto de “Gaudium et Spes”:

  • 40c) Diálogo entre a Igreja e o mundo – Esta compenetração da cidade terrena com a celeste só pela fé se pode perceber; mais, ela permanece o mistério da história humana, sempre perturbada pelo pecado, enquanto não chega a plena manifestação da glória dos filhos de Deus. Procurando o seu fim salvífico, a Igreja não se limita a comunicar ao homem a vida divina; espalha sobre todo o mundo os reflexos da sua Iuz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pessoa humana, consolida a coesão da sociedade e dá um sentido mais profundo à quotidiana atividade dos homens. Ela pensa, assim, que por meio de cada um dos seus membros e por toda a sua comunidade, muito pode ajudar para tornar mais humana a família dos homens e a sua história. Além disso, ela muito aprecia a contribuição que as outras igrejas cristãs ou comunidades eclesiais têm dado e continuam a dar para a consecução do mesmo fim. E está também firmemente persuadida de que pode receber muita ajuda, de vários modos, do mundo, pelas qualidades e ação dos indivíduos e das sociedades, na preparação do Evangelho. A seguir expõem-se alguns princípios gerais para promover convenientemente o intercâmbio e a ajuda recíproca entre a igreja e o mundo, nos domínios que são de algum modo comuns a ambos.

‘A consecução do mesmo fim’ implica aqui pelo menos uma contradição, pois ou a prioridade deste fim é a Fé, ou a consecução de uma concórdia terrena. Ora, a prioridade cristã está no ensinamento evangélico: ‘Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, tudo o mais vos será dado por acréscimo’ (Mt 6, 33). E a Igreja sempre ensinou que o primeiro fim que o cristão deve almejar para a sociedade é o triunfo da Fé, que tem por consequência tudo o mais: a fraternidade humana, na harmonia também terrena. Mas aqui o fim almejado não é o da Fé vista a colaboração e intercâmbio com outras igrejas e com o mundo agnóstico, o que significa com outras crenças. O fim prioritário de todas estas, por assim dizer cidades, só poderia ser pois os valores e a felicidade mundana.  Então, somente cidades que aceitam ‘idéias religiosas’ afins podem falar de compenetração; impossível para Santo Agostinho.

Q este ponto, sabemos que a influência para a mutação teológica do Vaticano 2 não veio apenas da escola de Karl Rahner ou mesmo vagamente da ficção de Teilhard de Chardin, mas de grupos de modernistas como Roncalli relacionadas com estes da “nova teologia”, dito “ressourcement”, do qual o brasileiro P. Paulo Ricardo é adepto, sendo discípulo de Ratzinger.

Este grupo inicialmente se tinha aliado aos rahnerianos cardeais do Reno. Entre eles figurava Joseph Ratzinger, que com Rahner colaborou para escrever o padrão de “Dei Verbum”, obra decisiva na nova maneira conciliar de ler a Revelação. Mas depois de um curto período de tempo, Ratzinger tornou-se ciente das diferenças com o “mestre”, que era de outro planeta! Tanto que ele deixou a importante revista “Concilium” com a qual colaborou junto a Rahner e Edward Schillebeeckx, para inaugurar outra, “Communio”, juntamente com os da NT.

É bom, em seguida, ir mais fundo na origem e essência desta “Nova Teologia”, condenada pela “Humani Generis” de Pio XII, em 1950, e agora dominante. Basta pensar que os teólogos chamados por João 23 para preparar o Vaticano 2 tornaram-se guias doutrinais, bem como para os seus produtos, tais como a “Redemptor hominis” João Paulo 2º, que, eventualmente, os recompensou, fazendo-os cardeais, de Lubac, Congar e Von Balthasar.

Os autores de obras condenadas por Pio XII, algumas décadas mais tarde, eram promovidos e honrados pelos “papas conciliares». O que aconteceu! Eles ou o Papado tinha mudado? E que todos os católicos e aceitem! Perdeu-se a memória ou aceitou-se a mudança de religião?

O ponto central da «gnose» das grandes mudanças sempre foi: uma nova dignidade humana! Mas não será esta, fora e contra o conceito evangélico de filhos de Deus, a tentação original de «ser como deuses»?

Seguindo a origem gnóstica da «nova teologia» de De Lubac exposta pelo Padre Innocenti, («La Gnosi Spuria», veja «7.1. H. De Lubac : “Il Rinascimento di Pico della Mirandola come «alba incompiuta», veremos que o ideal de transformação eclesial vem de longe e ficou incompleto. Ali vemos toda a magia obscura dos poderes ocultos representados no famoso quadro de Piero della Francesca etiquetado «Madonna e Santi e Federico da Montefeltro» (1472-1474): precisamente, o pêndulo (um ovo? O ovo cosmico?) que pende sobre a «cheia de graça», «Venus» do tempo da Redenção. No geometrismo de Piero della Francesca encontra-se este particular; uma expressão de tensão metafísica – como observado por muitos autores -, quase a querer significar um «centro» absoluto, um lugar divino. Aqui, porém, sob o pêndulo, não está a Virgem Mãe «umile ed alta più che creatura», mas o nome do «humanista místico» Pico della Mirandola (da aurora inacabada = do culto do homem).

De Lubac (apaixonado pela idéia, garante o apresentador Bouyer, fala de Pico, de seus ideais e de sua importância em alguns de seus escritos.» em seu tempo, a obra do conde della Mirandola, foi considerada pouco aceitável e o papa Inocêncio VIII ordenou uma comissão para seu exame e das teses a ela contrárias. Três teses de Pico foram consideradas heréticas e três com sabor de heresia, e outras sete com censuras diversas. Na base dessa análise o Papa proibiu a disputa… ao invés, em seguida as teses foran publicadas fora da Itália devido à má fé de Pico. Mas Lorenzo o Magnífico o protegeu em Florença.» detalhes anotados por De Lubac.

Faz falta hoje entre nós do Orlando Fedeli, para a análise dos neo-gnósticos, que demonstre como esses erros da gnose chegam até nós para desvirtuar a Fé. Alguém dirá: se trata só de teses teóricas! Sim, mas com elas se passou do Culto a Deus a diversos cultos à alta dignidade do homem, que tudo acaba por justificar; até interpelar Deus como fez Ratzinger, cultor da NT e de Paulo 6 em Auschwitz: – “Onde estava Deus que permitiu todos esses males”!

E quando a gnose penetra na Sede da Igreja, mesmo se tudo parece aceitável para muitos, mesmo Bergoglio, o que ocorreu foi uma inversão religiosa que criou a nova religião do culto humano na completa compenetração da Cidade de Deus com a Cidade do homem (veja Gaudium et Spes). Nela, não é mais Deus que julga os homens, mas os prelados que se permitem interpelar Deus!

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2 Respostas para “GNOSE NA «NOVA TEOLOGIA DE BAIXO» DE RATZINGER, ignorada pelo P. Paulo Ricardo?

  1. Thiago dezembro 28, 2016 às 3:16 pm

    Oi senhor Arai.

    Muitos acusam Olavo de Carvalho de ser gnóstico. Tentei estudar um pouco sobre o assunto. O único livro que li “Antropoteismo, a religião do homem” de Orlando Fedeli, é muito complicado de se entender, vou ler novamente.

    Gnose é “coisa ruim” do capeta, de ocultismo; é muito sutil e traicoeira, e deturpa os ensinamentos de Cristo e da Igreja.

    • Pro Roma Mariana dezembro 28, 2016 às 5:33 pm

      Caro Thiago,
      Talvez possa ajudar a compreender que «gnose» ruim não é uma coisa só, mas uma tendência do pensamento em busca do conhecimento. Isto porque a mente humana se encontra diante de dois «caminhos», da fé ou do gnosticismo. Talvez possa interessá-lo o artigo «I – A «GNOSE» CONCILIAR QUE TRAMA A CRISTANDADE no ideário do prof. Orlando Fedeli – de 2013 neste blog. Quanto ao ecletismo cultural do Olavo, que inventa tantos «caminhos», todos a seguir, tende, como o Fedeli demonstrou a escolhas gnósticas. Que seja um labirinto não há dúvida.

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