Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CONVERSÃO MILAGROSA DO JUDEU ALFONSO RATISBONNE POR NOSSA SENHORA

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Arai Daniele

Dia 20 de janeiro é a festa do aniversário da milagrosa conversão em Roma do banqueiro de uma tradicional família judaica. Trata-se do famoso Alfonso Ratisbone que em 1842, na Igreja romana de Sant’Andrea delle Fratte a Roma, diante do quadro representando Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em 1842, obteve essa sublime graça.

Neste ano, portanto, completam-se 175 anos do evento, testemunhado por este judeu importante personagem que narra: “A Virgem não pronunciava palavra nenhuma, todavia, compreendi perfeitamente … senti uma mudança tão completa que pensei ser outra pessoa, a alegria mais ardente eclodiu no fundo de minha alma; não conseguia falar … não saberia descrever as verdades das quais adquiri a fé e o conhecimento. Tudo o que posso dizer é que o véu caiu dos meus olhos; não só um céu, mas toda uma série deles, que me haviam envolvido, desapareceram … sai de um abismo de trevas, via no fundo do abismo as extremas misérias das quais fui tirado por obra de uma misericórdia infinita … tantos homens tranquilamente descem neste abismo com os olhos fechados pelo orgulho e pela indiferença … perguntam-me como foi que adquiri estas verdades, visto ser certo que eu não abri nunca um livro de religião, nem li nunca uma só página da Bíblia: tudo o que sei é que, entrando na igreja, ignorava tudo, e saindo, via tudo claro … não tinha nenhum conhecimento literal mas podia interpretar o senso e o espírito dos dogmas, tudo acontecera dentro de mim, e estas impressões, mil vezes mais rápidas do que o pensamento, não me tinham apenas comovido o ânimo, mas o tinham guiado a uma nova vida … os preconceitos contra o Cristianismo não mais subsistiam, o amor do meu Deus tinha ocupado o lugar de qualquer outro amor.”

Vamos ver agora a origem do banqueiro Ratisbone, narrada por outro convertido.

L’entrée des Israelites dans la Société Française  (E.Avalon, Paris,1997)

Com este título o Padre José Lémann (1936-1915), judeu convertido ao catolicismo que dedicou sua vida à conversão de seus correligionários, apresenta o resultado de 20 anos de pesquizas sobre a penetração dos israelitas como cidadãos na sociedade francesa, onde progrediram e tornaram-se influentes enquanto crescia a descristianização social.

Este livro de 1995 documenta como esse ingresso, prudentemente preparado por Luiz XVI, é tido como vitória dos direitos humanos da Revolução de 89, que “redimiu” os judeus e guilhotinou esse Rei cristão.

Depois de sua expulsão da Espanha em 1492, de Portugal em 1496 e dos Estados do Império alemão durante o século XV, muitos judeus se fixaram na França e prosperaram com a usura. Na Alsácia o governo real teve que intervir porque uma multidão de cristãos arruinados passaram a falsificar quitações em hebraico, para sobreviver. O Rei fez então justiça compensando muitos judeus com concessões civis. Mas as seculares restrições a esse Povo no que concerne a propriedade, o ensino, os casamentos o livre transito, que foi uma constante de diversos governos de diversas nações e épocas, só pode explicar-se como consequência da reação que suscitam pelo seu destacado comportamento face às populações locais ditado pela secreta formação talmúdica.

O Autor mostra como grandes inimigos da Igreja como Maomé, Lutero, Voltaire, e acrescentaríamos Hitler, foram encarniçados perseguidores dos Judeus, enquanto os Papas sempre ensinaram e deram exemplo dos cuidados que os governantes devem exercitar para faze-los respeitar. Assim foi com Luiz XVI no caso de “Estrasburgo assediada por um só judeu”, o banqueiro Cerfbeer: apelando-se ao Rei contra a cidade inteira obteve justiça. Era o avô dos irmãos Teodoro e Alfonso Ratisbone que, convertidos e ordenados, fundaram a obra de Nossa Senhora de Sion, para a conversão dos judeus.

A justiça sob os Reis católicos tinha por fundamento os Princípios cristãos que aperfeiçoaram o Decálogo. Estes deviam ser defendidos do ódio revolucionário e da subversão doutrinal, em especial no exercício do ensino e da justiça. Dai a exclusão dos Judeus dessas funções na política da emancipação controlada sob os Reis católicos e da aliança destes à subversão revolucionária que iria exaltar sua condição de perseguidos junto aos protestantes e aos filantropos do filosofismo. Era a união de forças para a substituição da ordem cristã tradicional pela “nova ordem” em que todas as religiões são iguais.

A descristianização, porém, abriria o caminho a futuros holocaustos. Era o advento da nova sociedade humanitária que congloba uma massa de cristãos religiosamente degenerados, traídos pelos seus “pensadores” pela frivolidade de seus ‘nobres’ pelo próprio egoísmo e sensualismo, pela adesão à Maçonaria de seus chefes, pelos interesses políticos dos governos vizinhos, tudo guiado por secretos centros de poder. Nos “Anchives israélites” de junho 1979, se diz: – se Voltaire nos foi funesto, o voltairismo nos foi eminententente útil -. Nosso Autor conclui: “Tudo vem da Maçonaria! Mas ela mesma como o Voltairismo e as outras traições, irá servir amplamente aos Judeus… Haverá um tempo em que ouviremos este grito: “o judaísmo governa o mundo e é preciso concluir que, ou a maçonaria tornou-se judia, ou o judaísmo tornou-se maçônico” (Revue des questions historiques, 62° liv. 1/4/1992).

Quais as ligações entre estes dois poderes e desde quando existem, é difícil saber. Sabe-se porém que têm referência comum na Cabala, não naquela que é santa tradição milenar, mas na sua deformação perversa onde a magia convive até com a necromancia. Isto evoca ao Autor o episódio do rei Saul (I° Reis) com a feiticeira de Endor que, invocando um morto, pode bem representar a Maçonaria: o povo judeu que lamentava a falta de direitos civis! Um pacto sombrio: “Como se um judaísmo pervertido dissesse às sociedades degradadas e infiéis a Deus: – amanhã estareis comigo. Meus planos serão os vossos! ”

Os principais guias “avançados” da ‘nova sociedade humanitária” indicados pelo Padre Lemann: Lessing, Mendelssohn, Dohm e Cerfbeer, apoiados na Franca especialmente pelo maçon Mirabeau. O livre pensador alemão Lessing era filho de um pastor luterano, mas cultor do panteísmo do judeu Spinoza e amigo do brilhante filósofo judeu Mendelssohn (o Sócrates alemão), propugnou um ceticismo tolerante com a parábola dos 3 anéis: Um pai que herdou um precioso anel de família que prometeu a cada um de seus 3 filhos, manda fazer duas cópias idênticas que não se distinguem do original. Quando morre cada filho, para estar certo de ter herdado o autêntico, recorre à justiça. O juiz exalta o “amor sem preconceitos” do pai porque os 3 anéis representam as “tres religiões monoteístas: judia, cristã e muçulmana”. É a apologia do indiferentismo religioso por amor à paz que hoje se procura introduzir até na Igreja.

Moisés Mendelssohn, inteligente e afável, casou-se com a filha do rico negociante de Hamburgo, Guggenheim, avô do homônimo musicista. Aplicou a sua iniciação nas obras de Maimonides à conciliação com o cristianismo pela interpretação do Judaísmo, irmão maior, segundo o espirito moderno, que vê as religiões como uma comum necessidade humana. Traduziu e divulgou o Pentateuco e os Salmos, mas seu filosofismo racionalista foi banido das sinagogas pelos rabinos alemães.

Guilherme Dohm ao serviço de Frederico II, rei da Prússia, ganhou prestigio com seu livro de 1791 “A Reforma Politica da situação dos Judeus”, programa prático da revolução pelo “Contrato social” de Rousseau, transferido às questão judia. O livro dirige-se aos soberanos expondo a teoria do Estado que deve colocar-se acima das diferentes religiões “para que não sejam prejudiciais à grande sociedade”. Com esse nivelamento do Cristianismo de Estado às religiões minoritárias o livro da Dohm “tornou-se o ponto de partida das reformas perseguidas e em parte realizadas” segundo os Arquivos israelitas (1867, p.466). Era o livro pedido pelos judeus da Alsácia, liderados por Cerfbeer, a Mendelssohn, mas que este pediu a Dohm, julgando mais convincente se fosse escrito por um não judeu. A tradução francesa é do mesmo ano, 1791, e teve grande repercussão apesar das dificuldades legais de difusão.

“Tal livro levou Mirabeau a publicar em Londres um escrito análogo.” O conde de Mirabeau que a Revolução francesa cedo tornará famoso, havia sido encarregado de fazer triunfar o iluminismo nas lojas de Paris a da França inteira.” Esse poderoso tribuno do Terceiro Estado era ligado à nobreza por nascimento, mas à Revolução pela rebeldia celerada de sua juventude. Entre prisões, fugas e contactos com os conspiradores maçons da Alemanha de Weishaupt, das lojas de Londres e do astuto Talleyrand, delineou seu projeto revolucionário de uma nova ordem humanitária de emancipação total, judeus em testa. Foi equívoco conselheiro para Luiz XVI proclamando na tribuna francesa: “A Revolução dará a volta ao mundo” (… de mãos dadas com o Judeu-errante).

O P. Lemann conclui ponderando sobre a prudência da Luiz XVI ao querer uma emancipação judia que controlasse a tendência social de destaque e ressentimento desse Povo para não prejudicar a sociedade cristã. Confiou seu estudo a Malesberbes, magistrado sério mas influenciado pelo filosofismo. E assim a Revolução encontrou os caminhos já abertos. Só havia que empunhar a bandeira da emancipação total do mundo moderno a Cristo, contando para isto com a cumplicidade judia.

As aparições de Nossa Senhora

Diante de tantos perigos e ameaças, Deus não havia dado algum sinal e ajuda à Sua Igreja. Esta é a questão que, embora seja extremamente importante, está incrivelmente esquecida. Na noite entre 18 e 19 de julho de 1830, onze dias antes do golpe de estado, Nossa Senhora apareceu em Paris, na capela da “rue du Bac” das Filhas da Caridade, à jovem religiosa Catarina Labouré. A humilde noviça, que depois se tornou santa, ouviu a Virgem Maria, que com os olhos em lágrimas, predizia as grandes desgraças que iam para abater-se sobre a humanidade. Em 27 de novembro, a Virgem Imaculada confiou a Catarina a missão de propagar a “Medalha Milagrosa” para sustentar os fiéis e a Igreja com a invocação: — Oh Maria concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a Vós. Eis, portanto, a resposta a esta questão capital que nos deve orientar sobre a luminosa seqüência de aparições marianas que vieram prevenir sobre os grandes perigos revolucionários modernos que se sucedem em escalada vertiginosa.

A consideração fundamental é esta: a intervenção sobrenatural precede uma ameaça política à vida religiosa, mas a verdadeira ameaça, invisível, está no interior da Igreja, é relativa à defesa da fé, da doutrina, do culto, do clero, da hierarquia e do pontificado. Nossa Senhora veio à “rue du Bac”, como a La Salette e Fátima, avisar sobre erros políticos, mas para a defesa da Roma católica. A mensagem de ajuda é antes de tudo para que o pontífice romano tenha um novo apoio inestimável para preservar a fé íntegra e pura. Bastaria lembrar estas aparições de Maria Imaculada que em Lourdes, em 1858, diz “Eu sou a Imaculada Conceição”, confirmando assim a plena oportunidade do dogma proclamado pelo papa Pio IX em 1854.

A revolução liberal dentro da Igreja. À esta luz podemos entender que o verdadeiro perigo de 1830 não era tanto a revolução coroada que iria impor o erro no mundo pelas armas, mas a infiltração liberal que iria enfraquecer as defesas doutrinais da Igreja. Este termo tem-se prestado a muitas confusões, razão pela qual se impõe uma melhor elucidação deste mal, denunciado pelo papa.

Liberalismo é, essencialmente, atribuir à liberdade humana prioridade sobre a verdade revelada por Deus. Esta rebeldia à verdade começou a apoderar-se dos governos e das leis com a revolução francesa, mas era condenada e mantida fora da Igreja até que eclesiásticos, como o padre Lamennais, ocuparam-se de acolhê-la e “cristianizá-la”. Desde o século XIX o liberalismo religioso fez três grandes tentativas de dominar a Igreja. A primeira, de Lamennais, consistia em considerar o direito à liberdade um fato universal no qual se inseria o da liberdade da Igreja, como uma espécie diante do gênero. Esta posição quanto à liberdade religiosa tinha por conseqüência lógica a separação total da Igreja e do Estado, da lei de Deus e da lei dos homens. Depois da revolução de 1830, esta posição revolucionária agravou-se, por ser defendida também por “católicos liberais” à Lamennais, que se apresentavam à opinião pública como os verdadeiros defensores da liberdade da Igreja. Podia haver ilusão nisto?

Essa primeira tentativa com seus embustes e ilusões foi firme e prontamente repelida em 1832 pelo papa Gregório XVI com a encíclica Mirari vos, que reconhecendo a entidade do perigo usou palavras da profecia apocalíptica que estão no início deste livro.

A segunda tentativa de criar um “liberalismo católico” foi no sentido de aliar a Igreja à democracia, repelida porém com grande força e precisão doutrinal pelo papa Pio IX com a encíclica Syllabus e o Concílio Vaticano: não há maioria democrática que possa prevalecer sobre a infalibilidade da Igreja e do papa, Vigário de Cristo.

A terceira tentativa obteve no início um sucesso prático sob Leão XIII que, embora firme na doutrina, concedeu pelo “ralliement” uma aliança dos católicos franceses com o governo que operava com princípios liberais condenados pela Igreja. Mas com o novo papa, São Pio X, essa concessão cessou. As conseqüências foram dramáticas pela reação do governo, que despojou a Igreja na França de tudo quanto possuía. O mesmo aconteceria anos depois em Portugal, mas os princípios imutáveis da prioridade da lei de Deus sobre os votos democráticos e as preferências dos homens, afirmou-se pela ação de São Pio X de tudo instaurar em Cristo. Seriam desacreditadas pela encíclica Notre charge apostolique também as tentativas da “democracia cristã” do Sillon de Marc Sagnier, que aceitava uma vontade soberana do povo (até de ofender a Deus como acontece com a lei do aborto). Ficavam claras as palavras de Leão XIII, de que o Estado que se rege pelos princípios do liberalismo é na prática um Estado ateu. “Este — ateísmo social — baseado numa liberdade depravada não é menos contrário ao direito natural e cristão que o ateísmo individual.” (Enc. Libertas, de 1888)

Compreende-se como os milagres obtidos coma a Medalha Milagrosa, dos quais se sobressai este do P. Ratisbone, foi uma ajuda inestimável para refrear o liberalismo, que tinha por alvo principal a Doutrina Católica com seus Dogmas e mandamentos. Mas tanto fizeram que padres modernista e portanto liberais e também mações entraram no Vaticano para obter o ‘concílio’ para a mudança, que é o execrável Vaticano 2. Que Deus queira suscitar conversões, como as dos irmãos judeus Ratisbone, para fazer cair o véu do ódio e da escuridão para muitos.

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4 Respostas para “CONVERSÃO MILAGROSA DO JUDEU ALFONSO RATISBONNE POR NOSSA SENHORA

  1. Thiago janeiro 25, 2017 às 4:11 am

    Não houve uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo a uma religiosa francesa no século XVII, estabelecendo a devoção do Sagrado Coração de Jesus e alertando rei Luis XIV sobre uma conspiração dos poderosos do mundo contra a monarquia católica francesa? O pedido teria sido ignorado por ele e por seu filho e neto? Daí a consequência teria sido a Revolução Francesa?

    Desculpe-me por não lembraro nome da religiosa que, se não me engano, foi canonizada.

    Outra aparição mariana muito importante sobre o fim dos tempos foi a de Nossa Senhora do Bom Sucesso no atual Equador, no início do seculo XVII.

  2. Thiago janeiro 27, 2017 às 4:23 pm

    O que é “santa” cabala?

    Kabala não é o ocultismo judaico, pagão, “perene”, diabólico, maçônico?

  3. Pro Roma Mariana janeiro 27, 2017 às 6:46 pm

    Devo consultar, porque me parece que o rabino romano convertido Eugenio Zolli escreveu sobre isto na Enciclopédia Católica. Em todo caso, estes ramos muito antigos para receber e entender as Sagradas Escrituras através da compreensão da língua, do significado das letras e dos números, no início deviam ser bons. Mas o que foi que a gnose humana não conseguiu logo deturpar?

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