Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CHARADA DE RONCALLI PROMOVIDO NÚNCIO EM PARIS

Arai Daniele

Monsenhor Roncalli na sua estadia na Turquia fez uma sua pública «profissão de fé na fraternidade universal» dizendo na catedral de Istambul: «Nós somos todos irmãos sem distinção de religião, de lei, de tradições e de classe» (P. Tanzella, «Papa Giovanni», ed. Dehoniane, 1973, p. 140) Estas tiradas do adido diplomático enviado pelo Vaticano à Turquia eram conhecidas. Passavam porque se tratava apenas de um simples adido, não de um núncio que representa plenamente o Papa.

Eis um grande enigma dessa carreira. Como foi possível que um adido diplomático sem relevo, esquecido entre os poucos católicos da Turquia fosse escolhido “pessoalmente” por Pio XII para uma missão muito difícil numa das primeiras sedes da diplomacia vaticana? Não foi de certo pela qualidade do trabalho apresentado, que já há tempo suscitara dúvidas sobre a fé de tal clérigo espertalhão de aparência bonachona. Um dia talvez se saberá da influência de Montini junto a Pio XII. Por enquanto a hipótese mais plausível sobre essa escolha, que seria cômica, não fosse trágica para a Igreja, parece a de um monsenhor enfronhado na política clerical com seu livro «Via col vento in Vaticano», publicado pela Editora Kaos (“Via col vento in Vaticano”, I Millenari, Ed. Kaos, Milano, 1999, pp. 69-73).

O envio de Roncalli a Paris seria a resposta indireta de Pio XII a De Gaulle que, antes mesmo da entrada dos aliados em Paris (25 de Agosto de 1944), no dia 30 de Junho, pedira uma audiência a Pio XII. Tratava-se de obter do Papa a remoção do núncio, prelados e sacerdotes que na França haviam aceitado o governo colaboracionista de Vichy do marechal Pétain. O Papa Pacelli não cedeu à pretensão do general, nem reconheceu logo o seu novo governo. Mas a questão era enfrentada pela prudência vaticana consistente em contemporizar o mais possível. Eis a função adaptada, no bem e no mal, para Roncalli que como personagem de baixo perfil, teria redimensionado as pretensões do general.

Há que lembrar que junto a Pio XII estava o amigo de Roncalli, Montini, que deve ter sugerido seu nome. A versão ao nosso parecer mais plausível da escolha, que não exclui nem a intenção de redimensionar a pressão do general, nem a sugestão de Montini, é do acaso, no livro que vamos citar vem enunciada assim: «Na época, todos sabiam que monsenhor Roncalli não tinha a menor possibilidade de grande carreira, entre os que realmente contavam; só por puro acaso o haviam designado delegado apostólico para os quarenta mil católicos da Bulgária. Na secção para os negócios com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano, o seu proceder foi considerado um desastre e ele controlado, porque agia de modo que Roma se encontrasse diante de fatos consumados que indicavam um agir bisonho em inteiro contraste com os severos procedimentos das relações diplomáticas. Amiúde tiveram que adverti-lo porque como delegado apostólico, tanto na Bulgária como na Turquia, não estava acreditado a pleno título junto a tais governos, mas era só um representante pontifício junto aos bispos e às igrejas católicas locais. Apesar disso, frequentemente com suas iniciativas, Roncalli envolvia a Santa Sé em situações com as quais a secretaria de Estado de modo algum podia concordar. Naquele tempo, por exemplo, era inconcebível que um representante do Papa procurasse relações de intimidade com chefes das igrejas ortodoxas fora do estreito protocolo, a fim de evitar fáceis instrumentalizações e mal entendidos.

«Na secretaria de Estado esperavam a ocasião para retirá-lo do encargo diplomático, antecipando-lhe a aposentadoria não merecida, e reenviando-o ao seu lugarejo natal de ‘Sotto il Monte’. Aconteceu, porém, que em Paris, Charles De Gaulle naquele tempo andava às turras com o núncio apostólico monsenhor Valerio Valeri sobre o fato dos trinta bispos franceses que – afirmava o general – teriam colaborado com o governo Pétain e que ele queria por isto que fossem demitidos. Obviamente o Vaticano não aderiu a tal insano propósito, e instruía o núncio a opor-se decididamente a isto. As relações com a Santa Sé estavam a tal ponto de ruptura que De Gaulle havia pedido e obtido o afastamento de monsenhor Valeri ao qual, chamado a Roma, o Papa antecipou a púrpura cardinalícia. Ao Vaticano desagradou o mau comportamento de De Gaulle, e por isto tardava na difícil designação do novo núncio. A arrogância do presidente francês tornava tal designação um real quebra-cabeça. Na Secretaria se perguntavam: qual representante pontifício teria podido aceitar? Como resolver o dilema? Não havia ninguém indicado, então e para De Gaulle o longo atraso na nomeação era uma amarga retorsão diplomática que não conseguia engolir. Um dia o presidente francês recebendo as credenciais do embaixador da Turquia, depois do protocolo oficial, em colóquio privado, falou das dificuldades diplomáticas que um chefe de Estado encontra quando no mesmo território com os mesmos cidadãos há interesses concernentes a duas diversas potências, como por exemplo a Santa Sé. […] De Gaulle pergunta interessado: “Então como procedeis?”. O diplomático turco: “O meu governo procede de vez em vez segundo as personagens que representam a Santa Sé que, mesmo como delegação e não nunciatura reveste, todavia a importância de uma das mais influentes potências internacionais. Por exemplo, o Delegado Apostólico que temos agora é dos melhores que já tivemos, monsenhor Giuseppe Roncalli, bom e humano, disponível e espertalhão como todos os padres”. De Gaulle toma nota e depois de outras anedotas sobre ele, como a dos trezentos meninos que Roncalli declarou batizados para liberar a partida deles [para Israel], termina a audiência. Duas horas depois, parte uma mensagem cifrada de Paris para o Vaticano indicando que seria bem-vinda ao governo francês a nomeação para núncio em Paris do Delegado Apostólico da Turquia, caso o Vaticano o fizesse. Tal sugestão de designação para o chefe da Secção de relações exteriores, Domenico Tardini, que de tal delegado, enrolado e tagarela tinha péssima impressão, o surpreendeu mas ficou decidida diante da proposta de Paris. Visto a relação tensa com a França, monsenhor Roncalli não estava à altura de tão delicada e complexa situação do momento, onde teriam fracassado diplomatas bem experientes. Ainda outra estranheza a acrescentar à lista proveniente do Eliseu. Depois da sugestão aceita decidiram atrasar a resposta de confirmação. Eram os primeiros dias de Dezembro de 1952 e faltava pouco para o Natal, quando De Gaulle recebia os augúrios do Corpo diplomático que, segundo o acordo de Viena, era encabeçado pelo Núncio apostólico (decano, ainda não designado!).

Na falta deste, teria sido o vice decano a fazê-lo e – por acaso – era o embaixador russo, comunista cem por cento, mal aceitado por De Gaulle, qual expoente de certa direita. Naquela época as formas eram essenciais. O desafio a De Gaulle era notório àquele Corpo diplomático. De Gaulle avisou disso o Vaticano, a fim de que providenciassem. Não havia tempo a perder. Tardini, pressionado, manda um cifrado a Roncalli em Istambul, pedindo que apressasse sua vinda a Roma para depois seguir para a nunciatura apostólica de Paris, qual núncio em França. Roncalli, ao qual chegavam insistentes vozes de sua demissão da diplomacia, pensa logo em uma brincadeira de mau gosto da parte de algum brincalhão; Tardini desta vez teve que ser mais explícito, apressando-se em confirmar que a coisa era mais que séria e que urgia transferir-se antes do Natal. Transferiu-se assim logo e em Roma o Papa Pacelli recomendou-lhe de ser muito atento ao que devia dizer no discurso do princípio do ano; aliás, sugeriu-lhe de fazê-lo rever pela secretaria de Estado, antes de lê-lo. Roncalli prometeu de fazer do seu melhor, mas não teve tempo de coordenar as idéias nem para um rascunho. Chegando em Paris, entre as primeiras preocupações de Roncalli estava a de visitar o embaixador russo, o vice decano, que o convidou para jantar”.

“Entre um prato e outro, entre um copo e outro, as relações se tornaram amigáveis e fraternas. Monsenhor Roncalli então aproveitou para perguntar de chofre ao novo amigo russo: ‘Senhor embaixador, o que teria dito para estes augúrios, se eu não tivesse chegado a tempo?’. Bingo! O vice decano embaixador passou o seu texto às mãos do neo-decano Roncalli; este depois o copiou e reintegrou, e com a ênfase do neófito o declamou diante de De Gaulle e de todos os em embaixadores do Corpo diplomático francês, admirados pelos pontos mais salientes por ele tocados com fina sensibilidade de consumado diplomata. Só o russo ria à socapa. As congratulações foram também do presidente De Gaulle, que assim se salvava dos adversários romanos.

Satisfeito disso, os trinta bispos não foram expulsos. E as relações com a França gaulista tornaram-se normais. O núncio Roncalli passou a ser intermediário em toda circunstância delicada entre a Santa Sé, a França e todos os outros Países além da cortina de ferro, cujos problemas políticos desapareciam com a intervenção do núncio bonachão e sempre sorridente, estimado além da cortina de ferro”.

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Roncalli na nova veste encontrou em Paris o centro para desenvolver uma roda de novas influentes amizades, que podem bem refletir as suas escolhas. O novo núncio, conhecido glutão, sabia como atrair amizades com a boa mesa. Parece brincadeira, mas a brilhante posição de Roncalli em Paris como solucionador de graves problemas se liga à sua idéia de «simplicidade genial»: contratar o melhor cozinheiro da cidade. Desse modo Roncalli era frequentado então por tantos amigos famosos, como Léon Blum, o socialista que, operando a união de esquerda da Frente Popular, havia chegado ao poder em 1936.

Eram então seus especiais amigos, Edouard Herriot, presidente do Partido Radical-Socialista, presidente do Conselho de 1924 a 1932. Famoso anticlerical, de cujo governo escreveu Léon de Poncins (Christianisme et F.M.): “A intrusão da Maçonaria nos assuntos do Parlamento e do seu domínio sobre a maioria… ficou mais forte do que nunca durante o ministério Herriot de 1924. Seu governo [publicamente saudado pelos maçons], decretou uma série de leis de socialização, prenunciando as leis da Frente Popular de Léon Blum, leis elaboradas nas lojas maçônicas («Forces Secrètes», pp. 63-64).

Um outro amigo, Vincent Auriol, ateu e socialista, também mação, ministro das Finanças no governo da Frente Popular e primeiro Presidente da 4ª República (1947-54). Ele quis usar um velho privilégio do governo francês para impor o barrete cardinalício ao Núncio em França, Roncalli, em seguida, eleito Cardeal e, portanto, «papabile».

Outro amigo era o diplomata suíço Carl Burckhardt, mação, professor de história, especializado em Voltaire e Goethe, comissário da Sociedade das Nações e presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Quando Roncalli foi eleito em 1958, Burckhardt escreveu ao seu amigo Max Richer uma carta descrevendo a vida de Roncalli, em Paris: «Ele girava como um jovem funcionário de embaixada, encontrava-se ele em toda parte»… E pelas suas longas conversas [no salão de Madame Abrami] revelava seu espírito alheio ao sobrenatural, o seu racionalismo e deísmo chegando à posição dos reformistas… seguindo os filósofos franceses… «Vai mudar muitas coisas. Depois dele, a Igreja nunca mais será a mesma».

O amigo mais íntimo, porém, foi o Barão Yves Marsaudon, neto do monsenhor Le Cam, colaborador de Rampolla, nomeado em 1946 Ministro da Ordem de Malta em Paris, irmão mação desde 1926 da Grande Loja da França, e enfim desde 1932 Mestre Venerável e 33° grau da Loja Republique. Quando, por pertencer a estas sociedades secretas, o que é proibido pela lei da Igreja, ele se aconselhou com Roncalli, foi aconselhado a permanecer sossegado na Maçonaria! Este programa exigia o conceito fraternal da tolerância, mesmo na doutrina: procurar em cada coisa mais o que une, do que aquilo que divide. Portanto, havia que deixar de lado os dogmas católicos, a necessidade de conversão, a autoridade do Vigário de Cristo, enfim, as palavras do próprio Cristo. Roncalli sistematicamente recusou-se a ajudar aqueles que queriam se aproximar da Igreja de Roma; sempre o fez com jovens ortodoxos. Era a rejeição da missão católica.

Yves Marsaudon

Yves Marsaudon

Que os modernistas simpatizem com os mações, ateus e comunistas, com quem compartilham idéias humanitaristas, é fato recorrente no passado e presente político deles, que hostilizam só a Tradição, visando o fim do «Syllabus» do Papa Pio IX através de um concílio pastoral. Esse foi o Vaticano 2; velada revolução religiosa nascida da utopia sobre a teoria da evolução da consciência humana que, uma vez madura (veja o «cristão adulto» de Karl Rahner), se livra da autoridade derivada da Revelação. Assim o mundo moderno passaria finalmente da fase do princípio de transcendência ao de imanência, professando a religião antropocêntrica, em vista de um humanitarismo global; ideal que irmana demo cristãos mações, socialistas, liberais e, apologistas do insuperável valor da praxe «pastoral» do Vaticano 2 (P. Cornelio Fabro, «La svolta antropologica di Karl Rahner», Rusconi, Milão, 1974). Todavia, justamente esta mentalidade relativista, condenada pelo magistério católico, dominava a mente desse infiltrado na Igreja para «aggiornare» a fé e a autoridade católica ao progresso do mundo moderno. Bastava aplicar a «caridade relativista» às mais diversas questões, como fez depois Bento 16 e agora Bergoglio, com a aplicação desta ao relativismo religioso ecumenista.

O grave desastre é que tudo isto foi inoculado no aparato da Igreja com o conclave que elegeu Roncalli e portanto fez aceitar essa mesma linha, do profetismo que evoca sinais dos tempos, não para referir-se à espiritualidade cristã, mas à utopia da nova ordem ecumenista.

No próximo artigo será relatado como, já em Paris, Roncalli era indicado pela maçonaria como o papa segundo os planos dessa seita. No entanto, sua eleição foi até agora aceita e ele foi até canonizado pela «outra igreja», que ele iniciara a edificar, atendendo à encomenda dos líderes da nova ordem global.  A meta é uma religião ecumenista globalizada unida à maçonaria.

Anúncios

12 Respostas para “A CHARADA DE RONCALLI PROMOVIDO NÚNCIO EM PARIS

  1. aciesordinatablog março 27, 2017 às 6:56 am

    Excelente texto. Parabéns! Deixa muito clara o background horroroso de João XXIII

    • Pro Roma Mariana março 27, 2017 às 1:45 pm

      Caro amigo, salve Maria, pergunto, se posso, que informe aos leitores o motivo pelo qual você iniciou este blog com esse título importante e animador para a nossa luta, e o que planeja fazer com ele. Obrigado Arai

  2. Pingback: EL ENIGMA DE LA PROMOCIÓN DE RONCALLI POR PÍO XII A LA NUNCIATURA DE PARÍS – AMOR DE LA VERDAD

  3. henrique março 28, 2017 às 1:13 pm

    Prezados Arai e Alberto,

    Peço esclarecimento sobre uma questão diversa da tratada aqui. É sobre as ordens conferidas pelos bispos ligados a Roma após o Concílio Vaticano II, com o novo rito.

    O que podemos dizer dos homens ordenados deste modo? São eles apenas laicos – de tal modo que somente com grande concessão pode-se chamá-los de “padres”?

    Ou, em vez disso, é possível dizer que a ordem permanece num estado potencial, e seus atos só se tornam válidos a partir do momento em que se desligam da nova igreja apóstata?

    Ou ainda: são verdadeiramente padres?

    Ou é questao ainda não resolvida?

    Dois exemplos: Paul Kramer e Paulo Renato Dornelles – o primeiro é conhecido; o segundo é ex-membro da Arquidiocese de Porto Alegre, que desde algum tempo professa que Bergoglio é antipapa, embora, como Paul Kramer, ainda reconheça os anteriores, até João XXIII, como papas. Fundou uma “comunidade escatológica”, celebra a missa pelo rito antigo, e publica diariamente vídeos das missas, sermões e orações no Facebook. Pode um católico se aproximar de padres como esses para receber sacramentos?

    • henrique março 28, 2017 às 9:26 pm

      Para explicar melhor minha dúvida: se não me falha a memória, o Alberto Cabral disse que os homens ordenados pela igreja-pós CVII e saídos dela, deveriam ser em seguida devidamente ordenados. Entretanto também disse que se um papa da igreja-pós CVII se convertesse – embora esta hipótese seja altamente improvável – seria verdadeiro Papa, por suprimento da Igreja Eterna.

      Podem os padres convertidos serem válidos, tendo sido ordenados apenas pelo novo rito? Não pode, pergunto, operar também neste caso um princípio de suprimento, assim como no caso de um falso papa que se convertesse?

      • Pro Roma Mariana março 29, 2017 às 8:53 am

        recebemos do Sr. Alberto Cabral
        RESPOSTA AO SENHOR HENRIQUE

        No que concerne ao poder da Ordem; nenhum maçon o pode ministrar, nenhum maçon o pode receber. Nenhum rito composto por maçons e protestantes com o objectivo de destruir a Santa Madre Igreja pode outorgar Sacramento algum. Na exacta medida em que Roncalli, Montini, e muitos outros eram comprovados maçons, bem antes do concílio, das duas uma: Ou receberam o Sacramento da Ordem antes de serem maçons, mas sendo verdadeiros modernistas, e o Sacramento da Ordem foi inválido, por falta de intenção católica de o receber; ou então, se ainda não eram modernistas, então o Sacramento da Ordem foi válido. Tudo indica, porém, que Roncalli e Montini sempre foram modernistas e a partir de certa altura se fizeram maçons.
        Em 1968, o Rito do Sacramento da Ordem foi profundamente subvertido, com alteração dos textos da forma do Sacramento, executada com a intenção de destruir a Fé Católica; logo esse rito, mesmo usado por perfeitos católicos, é inválido, porque a referida intenção de destruir a Fé Católica permanece objectivamente cristalizada no rito, actuando também objectivamente.
        O Sacramento da Ordem pode reviver apenas no caso em que o ordinando o receba em pecado mortal, portanto válida, mas ilìcitamente; assim o ordinando recebe o carácter da ordem, mas não a Graça respectiva, que receberá mais tarde, quando se colocar em estado de Graça. Não existe qualquer possibilidade de o Sacramento da Ordem (ou outro qualquer) recebido invàlidamente, vir a reviver.
        No que concerne à Jurisdição, coloca-se o problema desta reviver com o suprimento da Igreja Eterna. Em teoria será assim. Mas como hodiernamente não estamos tratando de fracassos e de quedas na Fé de bispos considerados isoladamente, MAS COM UMA CONJURA GLOBAL DA MAÇONARIA PARA USURPAR A NOMENCLATURA E A FUNÇÃO DA SANTA MADRE IGREJA; neste particular, a conversão dos falsos papas equivaleria à conversão geral da maçonaria. Seria o maior milagre moral da História da Criação, mas a Providência Divina não governa o mundo com milagres desse tipo, pois procede com suavidade e proporção. Sinceramente, jamais acreditei nessa hipótese.
        Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral, Lisboa

  4. henrique março 29, 2017 às 8:37 pm

    “No que concerne à Jurisdição, coloca-se o problema desta reviver com o suprimento da Igreja Eterna. Em teoria será assim.”

    Considerando que o sacramento da ordem recebido invalidamente não revive, esta possibilidade – da revivescência da jurisdição em um papa pós CVII – não está prestes a ser extinta mesmo em teoria – se é que já não está? Pois quanto há, na hierarquia da igreja pós-CVII, que não se enquadram numa dessas possibilidades: (1) maçom; (2) modernista no momento da ordenação (3) ordenado por modernistas (4) ordenado pelo novo rito?

    • henrique março 29, 2017 às 8:44 pm

      Melhor dizendo: (1) maçom ou modernista no momento da ordenação (2) ordenado por maçons ou modernistas (3) ordenado pelo rito novo.

    • Alberto Cabral março 31, 2017 às 12:31 am

      Na realidade o Sacramento da Ordem revive na base do Carácter sacerdotal e episcopal verdadeiramente recebido. A Jurisdição Papal, em sentido estrito ,não reviveria mas constituir-se-ia na base do suprimento da Igreja Eterna, da Glória de Deus, e do bem das almas. Mas repito: Deus não governa o mundo através deste tipo de milagres.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

    • Pro Roma Mariana abril 3, 2017 às 10:53 am

      Henrique, desculpe o atraso da resposta. Outro livro sobre Fátima apareceu em italiano e aqui o meu trabalho de ler não acaba nunca. Mas leio quase sempre textos dos quais discordo. Por exemplo o 3º segredo de Zavalas já publicado por Traditionin action anos atrás. Mas a análise é longa o hoje basta ler o mesmo Atila Guimarães para ter idéia do que é falso.
      O que vale a pena notar e é novo para muitos, é o meio testemunho do exorcista Gabriele Amorth sobre o Padre Pio, a quem já teria sido revelado em 1913 a paixão mortal da Igreja e portanto o conteúdo do Segredo. Digo meio testemunho porque ele mistura Paulo 6 nessa previsão come se este fosse alheio ao atentado à igreja.
      Mas além disso, temos ali o testemunho importante que JP2 não consagrou a Rússia em 1984 como fez crer e repetir até mesmo pela Irmã Lúcia e o mundo conciliar: uma longa e triste história que já contei antes em outros escritos. Mas parece que meu testemunho não vale.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: