Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A OBEDIÊNCIA AOS FALSOS PAPAS É PASSAPORTE PARA O INFERNO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, num trecho da sua encíclica “Menti Nostrae”, promulgada em 23 de Setembro de 1950:

«O primeiro impulso que deve mover o espírito sacerdotal, há-de ser o de unir-se estreitamente ao Divino Redentor, para aceitar dòcilmente, e em toda a sua integridade, os Divinos Ensinamentos, e de aplicá-los diligentemente em todos os momentos da sua existência, DE FORMA QUE A FÉ SEJA A LUZ DA SUA CONDUTA, E A SUA CONDUTA SEJA O REFLEXO DA FÉ.

Seguindo a Luz dessa Virtude, ele terá o seu olhar fixo em Jesus Cristo e seguirá Seus Ensinamentos e Exemplos, ìntimamente persuadido de que, para si, não é suficiente limitar-se a cumprir os deveres a que estão obrigados os simples fiéis, MAS QUE DEVE TENDER, COM FORÇA CADA VEZ MAIOR, ÀQUELA SANTIDADE QUE A DIGNIDADE SACERDOTAL EXIGE, SEGUNDO A ADVERTÊNCIA DA SANTA IGREJA:”OS CLÉRIGOS DEVEM LEVAR VIDA MAIS SANTA DO QUE OS LEIGOS, E SERVIR PARA ESTES DE EXEMPLO NA VIRTUDE E NO MODO RECTO DE AGIR”(Código de Direito Canónico (1917) Cânon 124).

Porque deriva de Cristo, deve por isso mesmo a vida sacerdotal dirigir-se toda e sempre para Ele. Cristo é o Verbo de Deus, que não desdenhou assumir a Natureza Humana; que viveu a Sua vida terrena para cumprir a vontade do Pai Eterno; que em torno de Si difundiu o perfume do lírio; que viveu na pobreza e “Passou fazendo o Bem e curando a todos” (At 10,38); que, enfim, Se imolou como Hóstia para a Salvação dos Seus irmãos. Eis, dilectos filhos, a síntese daquela admirável vida; esforçai-vos por reproduzí-la em vós, recordando a exortação: “Dei-vos o exemplo, para que, como Eu vos fiz, assim façais também vós”(Jo 13,15).

O espírito de humildade, iluminado pela Fé, dispõe a alma à imolação da vontade, por meio da obediência. O próprio Cristo, na sociedade por Ele fundada, estabeleceu uma Autoridade legítima, que é uma continuação da Sua. Quem portanto obedece aos Superiores obedece ao próprio Redentor.

Numa época como a nossa, em que o princípio da Autoridade está gravemente abalado, é absolutamente necessário, que o sacerdote, FIRME NOS PRINCÍPIOS DA FÉ, considere e aceite a Autoridade, não só como baluarte da ordem social e religiosa, mas também como FUNDAMENTO DA SUA PRÓPRIA SANTIFICAÇÃO PESSOAL. Enquanto com criminosa astúcia, os inimigos de Deus se esforçam por provocar e excitar a imoderada cobiça de alguns, para induzi-los a erguer-se contra a Santa Madre Igreja; Nós desejamos render os devidos louvores e confirmar com paternal carinho, à enorme multidão de ministros de Deus, que para mostrar abertamente a sua obediência cristã, e conservar intacta a própria fidelidade a Jesus, e à legítima autoridade por Ele estabelecida, “foram achados dignos de sofrer afrontas pelo Nome de Jesus”(At 5,41), e não sòmente afrontas, mas perseguições, prisões e morte.»

 

Muitos pensam ser a obediência a mais nobre das virtudes; mas tal não é verdade: A virtude mais nobre é A FÉ FORMADA PELA CARIDADE PERFEITA, SEM A QUAL NINGUÉM SE PODE SALVAR. Nunca a Santa Madre Igreja pregou a obediência cega, a qual é indigna de um ser inteligente, que promana de Deus por Criação, foi redimido por Nosso Senhor Jesus Cristo, e com o auxílio da Graça Divina se orienta para o seu derradeiro Fim: A contemplação Divina por toda a Eternidade.

No trecho acima transcrito é bem nítido como o Papa Pio XII faz depender, essencialmente, a obediência, da Profissão da Fé Católica, e é concebida em ordem à Santidade.

Um Papa legítimo, que na sua vida particular, ordenasse a prática de um único pecado venial – NÃO DEVIA, NEM PODIA, SER OBEDECIDO.

Embora o pecado mortal não faça, por si mesmo, perder a jurisdição canónica de ninguém, o conhecimento da condição humana ensina-nos que um Superior, Secular ou Regular, em pecado mortal, não pode constituir uma Imagem fidelíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo; consequentemente as suas ordens, embora em princípio legítimas, de alguma forma são refractadas pela próprio estado de ausência de Graça Santificante; e nesse caso, de alguma maneira, encontram-se em desproporção com o veemente desejo de santidade do súbdito.

Uma prova extremamente trágica do que acabo de afirmar, vamos encontrá-la no próprio falso concílio Vaticano 2: É conhecido como um conjunto de, aproximadamente, cerca de um terço de Padres, filiados na maçonaria – muito bem organizados já de antes do mesmo concílio – logrou dominar, com facilidade, uma maioria de Padres, QUE POR SE ACHAREM HABITUALMENTE EM PECADO MORTAL, não dispuseram de FORÇA SOBRENATURAL para se opor àquela autêntica invasão maçónica. O que eles queriam era livrarem-se de responsabilidades e voltarem o mais rápido possível para casa. Mesmo o “Coetus Internationalis Patrum”, após o concílio, depôs as armas e rendeu-se incondicionalmente, com a excepção de Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer.

Neste quadro conceptual, o Superior só constituirá eminentíssima Imagem de Cristo, quando estiver em estado de Graça. Se tal não suceder, existirá sempre um ruído ontológico entre as suas ordens e o súbdito com vocação à santidade. Um tal ruído não significa, por si mesmo, desobediência, mas um extremo cuidado e rigor da parte do súbdito.

A verdadeira Autoridade só pode ser a Católica, Apostólica, Romana. O poder civil só é formalmente legítimo se ele mesmo se encontrar submetido à Autoridade Eclesiástica, neste caso o Romano POntífice. Assim concebida, A AUTORIDADE É UM SERVIÇO, pois é providenciada, como princípio moderador e ordenador, por Deus Nosso Senhor, para conduzir hieràrquicamente as criaturas à proclamação da Glória extrínseca de Deus e à Eterna Beatitude. Tudo o que Deus criou foi essencialmente hierárquico; o próprio Deus, nos milagres, só actua directamente quando, como nas ressurreições, só Ele os pode realizar, caso contrário actua através dos Seus Santos Anjos. Deus Nosso Senhor nunca dispensa os homens de realizar O QUE ELES PODEM FAZER! Quando Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou Lázaro, não deixou de solicitar aos circunstantes para que removessem a pedra de entrada no sepulcro e desenfaixassem o ressuscitado. É A FÉ QUE FUNDAMENTA, ABSOLUTAMENTE, A AUTORIDADE RELIGIOSA E CIVIL – E NÃO O INVERSO!

Sabemos, pela Santa Fé, que é grande, muito grande, a miséria da condição humana. A derrocada total da face humana do Corpo Místico, no espaço apenas de uma geração, constitui exemplo supremo e clamoroso do amaríssimo fel da condição humana. Pior do que isso, só pode ter sido a destruição da Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X pela maçonaria nela infiltrada e disposta a liquidar os baluartes derradeiros da Fidelidade. O que mais custa é verificar que o conhecimento profundo do plano gizado pelas sociedades secretas há cerca de duzentos anos, NÃO EVITOU QUE O MESMÍSSIMO PLANO SURTISSE EFEITO DUAS VEZES – NA IGREJA OFICIAL E NA DITA FRATERNIDADE. Pois não se conhecia tão bem o que a maçonaria pedia? O DEDO MENDINHO DE UM PAPA! Então se se sabia, porquê insistir estùpidamente no anti-sedevacantismo?

Todas as forças católicas tradicionalistas deveriam sempre haver sido dirigidas contra a cabeça da serpente – DECEPANDO-A! Não leram as obras de Monsenhor Delassus (1836-1921)? Pois aí se inscrevia, com total clareza, QUE A CIDADE SEM DEUS SERIA EDIFICADA A PARTIR DAS RUÍNAS DA SANTA MADRE IGREJA – E É PRECISAMENTE O QUE ESTAMOS VENDO!  

Se a obediência à Cátedra da Verdade conduz à salvação; é lógico que a obediência à pestilência do falso papa conduzirá, irrevogàvelmente, à condenação. PORQUE ENTÃO O ATEÍSMO SERÁ PROCLAMADO COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS. AS FORMAS ATEIAS DISSOLVERÃO OS CONTEÚDOS MATERIALMENTE CATÓLICOS. E quem se fica a rir é a maçonaria internacional que depois de roubar todo o Património da Santa Madre Igreja, conseguiu apoderar-se do Património da ex-Fraternidade, Património, note-se, constituído com as esmolas sacrificadas de inúmeros fiéis, que assim pensavam, legìtimamente, contribuir para a salvação da Sacrossanta Fé Católica, na sua Doutrina, no seu Sacerdócio, no seu Santo Sacrifício da Missa, e nos seus Sacramentos.

Efectivamente, se a Igreja conciliar, na qual a ex-Fraternidade já está integrada, é tão válida e legítima como esta, para quê a própria Fraternidade? Qual a utilidade dos seus sacerdotes, dos seus Sacramentos, da sua Doutrina? É O QUE SE CHAMA ANIQUILAMENTO POR ABSORÇÃO! A OBLITERAÇÃO, COM APARÊNCIA LEGAL, DE UMA IDENTIDADE! GOLPE GENIAL DE SATANÁS!

Fellay e seus apaniguados tornaram-se réus, da mais hedionda, da mais asquerosa, da mais torpe traição, à Santa Madre Igreja, merecendo também eles a pena de morte, em que incorrem os grandes heresiarcas, os grandes assassinos de almas, os grandes blasfemadores do Santíssimo Nome de Deus.

Que estou a exagerar? Mas como? Não tomou Fellay a jurisdição do anti-Cristo Bergoglio para a facultar aos seus sacerdotes. A pseudo-jurisdição de um horrível apóstata que declara que a Religião não conta para nada no que concerne à qualidade moral de uma pessoa; que apoia declaradamente o aborto e a sodomia; que é descaradamente comunista; que em tudo o que diz e faz demonstra ser um ateu obstinado no ódio extremamente profundo que nutre por Nosso Senhor e Nossa Senhora, no ódio mortal que dedica à Santa Madre Igreja, cujos restos, ainda vivos, pretende, e está a arruinar. É esta a jurisdição de Inferno que Fellay quer para os seus sacerdotes?  OBEDECER A FELLAY, OBEDECER A BERGOGLIO, É GARANTIR UM PASSAPORTE PARA O INFERNO.

Como pode o autor destas linhas, que combate sem tréguas – e com os escassíssimos meios de que dispõe – a seita conciliar há cerca de quarenta anos, não amaldiçoar esta maldita ex-Fraternidade que o quereria sepultar, a ele e a muitos outros, de novo, no lodo imundo da dita seita?

Faz pena ler os artigos do Prof.Roberto de Mattei, ele avalia pessoas e realidades como se ainda estivesse nos anos sessenta. Os ditos Cardeais contestatários, ignòbilmente apoiados no agnosticismo e no ateísmo do Vaticano 2, só incrementam o caos, que constitui o meio ideal para satanás, neste mundo de loucos, extrair os maiores dividendos.

Entristece mais uma vez aquilatar como Fátima, já conspurcada pelo anti-Cristo, se vai novamente locupletar com uma massa quase toda supersticiosa e nominalista. Não estou a dizer isto por serem pessoas humildes; muito pelo contrário, uma origem social humilde e rural aproxima tendencialmente muito mais de Deus do que o ouropel ganancioso e hipócrita das grandes cidades.

O que acontece é que o atroz analfabetismo religioso do povo português – e dos povos latinos em geral – possui causas muito profundas que imergem na noite dos séculos, e foi continuadamente denunciado pelos Bispos Portugueses, pelo menos por aqueles que se não deixaram iludir pelas estatísticas dos baptizados e dos matrimónios canónicos. E os orgãos de comunicação social, portugueses e estrangeiros, controlados pela maçonaria ou pelos comunistas, friccionam as mãos de contentes por lidarem com uma “Igreja Católica” QUE NA REALIDADE É A MAÇONARIA INTERNACIONAL.

Finalmente, recorda-se uma vez mais, que nós, os católicos, não podemos nutrir ódios pessoais. As expressões são severas, e têm que ser severas, MAS REFLECTEM APENAS PRINCÍPIOS OBJECTIVOS E TRANSCENDENTES; AMAR O INIMIGO É QUERER O SEU BEM TEMPORAL E ETERNO, O QUE POR VEZES EXIGE O SEU CASTIGO. A GLÓRIA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS DEVEM NORTEAR TODA O NOSSO PENSAMENTO, TODA A NOSSA VONTADE, TODA A NOSSA CARIDADE SOBRENATURAL.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 16 de Abril de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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3 Respostas para “A OBEDIÊNCIA AOS FALSOS PAPAS É PASSAPORTE PARA O INFERNO

  1. henrique abril 20, 2017 às 10:24 am

    “Efectivamente, se a Igreja conciliar, na qual a ex-Fraternidade já está integrada, é tão válida e legítima como esta, para quê a própria Fraternidade? Qual a utilidade dos seus sacerdotes, dos seus Sacramentos, da sua Doutrina?”

    Ótima pergunta, que expõe a real motivação dos tradicionalistas. O apego à liturgia antiga, ao Magistério, à Tradição da Igreja, não é a manifestação exterior de um profundo e sincero amor pela Verdade. Em vez disso, é um apego meramente estético!

    Querem a Fraternidade não porque ela conserve a Verdade. Querem-na da mesma forma que um antropólogo quer conservar esta ou aquela cultura tradicional.

    É quase um fetiche. Tradicionalistas falam tanto no valor da liturgia antiga, nos defeitos da missa nova e na conveniência de suprimi-la, etc, como se isso, por si só, pudesse restaurar a ordem na Igreja.

    Por acaso se esquecem que até pouco antes do Concílio Vaticano II não havia nem traço de missa nova na Igreja? Que tudo o que havia então era apenas a liturgia tradicional? E, mesmo assim, aconteceu a apostasia e tudo o que vemos hoje. Se toda a Igreja fosse forçada a readotar a liturgia antiga, dentro de pouco tempo convocariam um Concílio Vaticano III para “renovar” tudo de novo.

    O problema não é a liturgia. O problema é a PERDA DA FÉ! Restaure-se a Fé, e tudo o mais será restaurado.

    • henrique abril 20, 2017 às 10:40 am

      Mas como restaurar a Fé, quando a apostasia vem, não de fora da Igreja, mas desde a sua própria cabeça?

      Enquanto essa cabeça, remendo monstruoso do demônio, não for cortada, todo esforço de restauração da Fé será em vão. É como combater uma infestação de ratos matando um a um, em vez de ir direto ao ninho.

      • Alberto Cabral abril 20, 2017 às 3:59 pm

        Certissimo. O senhor vai mesmo ao fundo da questão. Realmente, o facto de Monsenhor Lefebvre se ter recusado a proclamar a Verdade até ao fim, publicamente e sem rebuços, acabou por revelar-se letal para a causa Católica.
        Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral -Lisboa

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