Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

«ACORDISMO» MODERNISTA, TFPISTA E CONVENTISTA nas amizades de Andreotti, de Mattei e Nougué

Arai Daniele

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foi Sinal da Salvação. Não assim a paixão da Igreja nos tempos do fim da Cristandade, que aparece como tremendo castigo; 3º castigo velado da Profecia de Fátima, que ficou mais claro em 1960, tempo de João 23 e da crescente apatia e acordismo no mundo católico.

Vejamos pois, essa questão inicial da paixão mortal da Igreja, com seus filhos acordados ao papado de marca modernista e maçônica e inimigo de Fátima. Era mesmo modernista Angelo Roncalli, J23?

Recentemente foi um amigo de Roncalli (AR) e Montini, que confirmou a evidência do modernismo desses clérigos, mas para dizer que agora, que essa ideologia religiosa venceu, outros (Buonaiuti…) deveriam ser reabilitados.

Trata-se do ministro e senador Giulio Andreotti, enfronhado modernista com altas amizades no Vaticano. Como democrata cristão no governo, foi autor de acordos políticos ambíguos e até promoveu a lei do aborto. Para ele, parece lógico pretender que a nova Igreja modernista conciliar passe a galardoar seus velhos infiltrados que chegaram ao papado. Trata-se de seus amigos, Roncalli, João 23 e Montini, Paulo 6. Fato é que, se eles tivessem desvelado as suas intenções de alterar a Religião, teriam sido afastados e condenados pela Igreja Católica. Mas as heresias modernistas deles ficaram ocultas até serem infiltradas na Doutrina e agora, para o demo-cristão senador Andreotti, a nova igreja alterada por meio delas, deveria rever o juízo que a Igreja católica fizera dos modernistas; devia pois inverter “o juízo sobre homens que foram até tempos muito recentes injustamente perseguidos” (?)

Como modernista, compreende-se a sua razão de querer a sua «igreja conciliar modernista» enaltecida que recupere seus parceiros, justamente condenados no passado. Mas esquece que a heresia que vai contra a Fé, vai contra Deus mesmo. O fato certo é que modernistas, mesmo ocultos, são excomungados pela Igreja católica, juízo imprescritível para os renitentes, que por isto se mantêm ocultos e mesmo depois de galgarem os cargos mais altos, evitam de confessar a própria fé pertinaz. Representam assim os mais disfarçados adversários da Fé católica, não só porque professam a heresia, mas porque obraram para sorrateiramente infiltra-la na Igreja. Foi o que fizeram com o Vaticano 2, produto da mais alta traição religiosa.

Para falar de «acordismo» com hereges, devemos então falar do enigma que concerne quem é hoje lembrado como o «papa bom», isto é João 23, que iniciou sua carreira como professor de história, mas que foi interdito nessa função porque suspeito de modernismo. Não é talvez verdade que então, como hoje, encubar a heresia modernista era razão para ser considerado contrário à Doutrina da Fé imutável e portanto, estar fora da Igreja?

O fato é que durante o Pontificado de Bento XV os eclesiásticos apreciados por São Pio X foram marginalizados enquanto aos outros abriram-se as portas vaticanas, como Giovanni Battista Montini, filho de um deputado do Partido Popular que, em Roma, desde 1924, havia iniciado com Roncalli uma longa amizade. Nesse ano depois da morte de Bento XV, reinava Achille Ratti, aliás Pio XI, que eleito em Fevereiro (1922), confirmou como Secretário de Estado o «rampoliano» Gasparri. Foi o papa das concordatas, mas não de compromissos «pan-crstãos».

Aqui, para voltar ao assunto do «acordismo» que depois de San Pio X instalou-se na vida da Igreja, vamos faze-lo tratando de sua “convergência e divergência com o novo livro de Roberto de Mattei: «Ralliement de Léon XIII – L’échec d’un projet pastoral (O Ralliement [acordo, concerto] de Leão XIII – o fracasso de um projeto pastoral).

A convergência refere-se à tese central do livro: o Ralliement de Leão XIII que sem dúvida fracassou em política sendo nefasto não só para a França, mas para o resto da Cristandade.

Assim, falar desse Ralliement hoje, ajuda a compreender o problema da nova mentalidade clerical. Esta, contamina até a obra de Mgr Lefebvre, entregue a um outro tipo de clero.

O tema central do livro em italiano, mas lido no Brasil em sua versão francesa é, pois, o que se conhece como Ralliement: “a política de conciliação e de compromisso entre a Santa Sé e a Terceira República francesa, maçônica e laica”. Infelizmente o documento-base dessa política foi uma encíclica: «Au milieu des sollicitudes», de 16 de fevereiro de 1892.

“O Ralliement em relação à Terceira República francesa pode ser considerado como projeto tanto político como pastoral. O projeto político nasce da tentativa de resolver a chamada Questão romana apoiando-se na Terceira República francesa para combater a monarquia italiana, culpada de lhe ter subtraído os Estados Pontifícios. O projeto pastoral se baseia num novo relacionamento com a modernidade. Leão XIII a combatia no plano filosófico, mas considerava possível reconciliar-se com ela no plano político. O projeto de Leão XIII era convencer os católicos franceses a mudar de atitude em relação à República”.

Na verdade, tratava-se da política do poderoso cardeal Mariano Rampolla del Tindalo, Secretário de Estado do Vaticano sob o Papa Leão XIII, que fez escola no clero romano.

Aqui é importante lembrar que sua influência de tipo diplomático era exercitada a partir da Escola Capranica de Roma, na qual se formaram cardeias da Curia e dois papas recentes, a saber, Giaccomo della Chiesa, Bento XV e Eugenio Pacelli, Pio XII. O outro importante seguidor de Ranpolla foi o cardeal Gasparri, futuro secretário de Estado. De modo que pode-se dizer que a tendência de dar precedência à política diplomática de concordatas, etc., prevaleceu na Igreja depois de São Pio X, vem dessa escola de pensamento.

Mas voltemos à questão da Igreja na França. Ora, os católicos franceses no fim do século XIX eram na sua maioria monarquistas de formação católica. Seus modelos eram São Luís e Santa Joana d’Arc, onde o rei era o lugar-tenente de Nosso Senhor Jesus Cristo em Terra.

Ora, “a Terceira Republica estabeleceu-se na França após a queda de Napoleão III, em 1870. A partir das eleições de 1877, que levaram ao poder governos maçônicos e laicos, aprovaram-se leis que resultaram na expulsão dos jesuítas, na interdição dos sacerdotes católicos de ensinar nas escolas públicas, na abolição do ensino católico em todas as escolas, na introdução do divórcio, na obrigação do serviço militar para os clérigos.

Apesar disso, Leão XIII estava convencido da possibilidade de um acordo entre a Santa Sé e a classe politica republicana. Para ele, a responsabilidade do anticlericalismo da Terceira República era dos monarquistas, que combatiam a República em nome da sua Fé católica.”

Aqui, tratando do assunto, o prof. Carlos Nougué diz que a mencionada encíclica, Au milieu des sollicitudes, vindo do Papa, tinha para alguns bispos diretrizes da Santa Sé com caráter de infalibilidade. Um erro que, segundo ele se repete hoje. “Exercia-se sobre os fiéis uma pressão sem precedentes, a ponto de fazer-lhes crer que aqueles que continuassem a sustentar a monarquia cometiam um pecado grave. Alguns fiéis foram impedidos de comungar por terem cometido ‘um pecado de monarquia’.

Os católicos e os monarquistas dividiram-se em dois grupos, os ‘coligados’ e os ‘refratários’, repetindo uma situação análoga à da época da Revolução Francesa com a Constituição civil do clero, onde havia sacerdotes ‘juramentados’ e ‘refratários’”.

Ora, tal «ralliement» com a República fracassou tendo desastrosas consequências na França que surgiram após a morte de Leão XIII  em 20 de julho de 1903. «Em outubro desse mesmo ano, mais de 10 mil escolas mantidas por congregações religiosas foram fechadas. Na Sexta-feira Santa de 1904, todos os crucifixos foram retirados das escolas e dos tribunais, e no dia 7 de julho do mesmo ano a República francesa, após ter expulsado as congregações de ensino católicas, as excluiu de todo o ensino público, até aquelas que estavam autorizadas legalmente para isso. No dia 29 de julho de 1904, as relações diplomáticas entre a França e a Santa Sé foram rompidas. Tendo chegado o momento previsto de aplicar a lei de 11 de dezembro de 1905 sobre a separação entre a Igreja e o Estado, várias medidas anticlericais sob o governo de Clemenceau foram brutalmente aprovadas em dezembro de 1906. A Igreja na França perdeu um patrimônio de 450 milhões de francos, ou seja, um montante superior dez vezes ao orçamento anual do culto». E conclui o Prof. de Mattei: «Nós podemos hoje afirmar que há um percurso desastroso de Leão XIII até os nossos dias, um percurso no qual se renuncia à tese da civilização cristã. E a hipótese da aceitação da modernidade tornou-se o modelo irreversível. Entre doutrina e pastoral, entre teoria e prática deve haver íntima coerência. Esta coerência faltou ao projeto pastoral de Leão XIII.»

E aqui se constata uma realidade no plano histórico.

Mas o problema que preocupa Nougué é relativo ao magistério. De fato diz: “Não temos nada que acrescentar ao dito: parece-nos perfeito. E note-se o que disse De Mattei mais acima, que o magistério de Leão XIII foi irretocável, ou seja, não liberal e pois assistido pelo Espírito Santo. Por isso mesmo é que não podemos concordar com a outra conclusão de De Mattei: “Hoje se nos propõe uma mudança pastoral que conduz necessariamente a uma mudança doutrinária. O Bispo de Oran (Argélia), D. Jean-Paul Vesco, afirmou em uma entrevista concedida ao hebdomadário La Vie, em 11 de abril de 2016, que na Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco ‘nada muda na doutrina da Igreja e, entretanto, tudo muda em relação ao mundo moderno’. É bem o projeto pastoral do ralliement aplicado à época atual».

“Não é verdade. O Ralliement foi, como dito pelo mesmo De Mattei, um erro de governo, um erro político, um erro prático, um erro pastoral – mas, atenção! não decorreu de um magistério liberal, e até se pode dizer que de certo modo se opôs a este. (Como vimos já em alguma postagem de nossa série «Da Necessidade de Resistir ao Magistério Conciliar», o magistério da Igreja pode falhar em assuntos contingentes como o é a política prática.) Ao contrário, o “ralliement” do Papa Francisco, perfeitamente consequente ao magistério conciliar (é como que seu coroamento), decorre justamente do caráter liberal deste (vide ainda nossa série (Da Necessidade de Resistir ao Magistério Conciliar). E não compreendê-lo perfeitamente é o problema que apontamos aqui quanto à obra geral de De Mattei.”

Três «acordismos» discordantes em «assuntos contingentes»

Temos aqui o caso de três intelectuais escritores que impingem ideias contingentes sobre questões substanciais, como seja o magistério pontifício, que não pode induzir em erro.

Comecemos então pelos sinônimos e significados de contingente e de seus antônimos: Sinônimos de Contingente: acessório, acidental, breve, casual, complementar, efêmero, eventual, interino, passageiro, precário, provisório, relativo, temporário, transitivo, transitório.

Antônimos de Contingente: basilar, certo, determinado, duradouro, importante, indispensável, necessário, obrigatório, precípuo, primordial, principal, vital, substancial.

O primeiro caso, do senador Andreotti, é certamente o mais grave ao considerar contingente a condenação infalível do Modernismo pela Igreja. Ele está certo em reconhecer essa fé, que é a sua também, em Roncalli, Montini e sucessores, tanto que a estes pede de rever um inapelável juízo da Igreja sobre aqueles que «ocuparam», como modernistas, a suprema cátedra da Fé! Em seguida, sabemos que Andreotti foi capaz dos piores compromissos políticos possíveis, quando até o juízo sobre o crime do aborto passou a ser matéria contingente.

Depois vem o caso do prolixo historiador conciliar, meio tradicionalista, capaz de criticar o tal magistério pastoral conciliar, mas fiel à sua natureza de documento legítimo da Igreja, porque da autoria de seus papas autênticos, e portanto que devem assim ser acolhidos. Lembro-me bem de um dos testemunhos de seu grupo em Roma, narrado pelo P. Francesco Ricossa. Foi anos atrás quando passavam um film blasfemo de Scorsese e que o nosso grupo decidiu ir rezar o Rosário em frente à Câmara dos Deputados, como sedabravo. Mattei com seu grupo, uma micro TFP italiana, queria participar com seus estandartes e faixas, mas o Padre disse que nosso testemunho não representava um grupo, mas católicos em geral. Então eles resolveram o caso encomendando uma missa de reparação no centro de Roma, devidamente anunciada. Mas era uma missa novus ordo, que eles não frequentam. Assim, só entraram na Igreja na hora da comunhão! Encomendaram uma nova missa de reparação que devia «desagravar» Nosso Senhor, mas que eles não aceitavam e não assistiam? Para eles a malignidade desta era contingente? Preferiam, pois, a Santa Missa Católica, mas ofereciam a Deus uma missa dúbia! Se não basta para identificar a ideia acordista deles, há mais casos a demonstra-lo.

E chegamos ao Carlos Nougué, crítico erudito do contingentalismo acordista do de Mattei. Aqui a posição parece ser mais decidida, tradicionalista e «resistente», pois é a posição do Convento de dom Tomás, que frequenta, ligado ao mgr Williamson, acordistas sobre a aceitação da «realidade do «papa herético». Seu magistério teria legitimidade pontifícia, mas inaceitável e a ele se deve resistir!

Ensina Nougué: «o magistério da Igreja pode falhar em assuntos contingentes como é a política prática. Ao contrário, o “ralliement” do Papa Francisco, perfeitamente consequente ao magistério conciliar (é como que seu coroamento), decorre justamente do caráter liberal deste. Não compreendê-lo é o problema que apontamos aqui na obra de De Mattei!»

Eis o requinte menos gramatical da contingência aplicada a esse magistério, onde o sujeito a ser recusado é a documentação, dita magisterial do Vaticano 2, tão precária que hoje existe mas amanhã pode ser dada ao fogo. O que fica é a falsa doutrina registrada da qual decorre e que persiste na «autoridade» conciliar; na verdade, é a heresia, condenável pois mentalmente formalizada num renitente, que a propaga como «ensino católico». Onde pode estar o sujeito da questão, senão nos conciliares, seus autores e propagadores. Nessas mentes temos o antônimo do «contingente» temos seu basilar vetor, que é o herege, no caso heresiarcas que usam poder para «heretizar». Mas para o nosso professor é melhor guardar o «papa herético» do que ficar sem nenhum… sugeito papal!

Parece piada, mas é para onde conduz essa adesão à legitimidade do «herético», talvez pela razão contingente de não passar por «empestado de sedevacantismo»: então recusa-se seu «magistério conciliar», até que eles produzam o próximo, ultra conciliar, mas legitimista!

Conclusão sobre o acordismo que acomuna os eruditos escritores citados: estão todos em pleno acordo sobre a legitimidade dos «papas conciliares», qualquer que seja o magistério herético que possam emanar. Neste caso, serão prolixos em ensinar o modo como se deve aceitar ou não erros e heresias que desonram a Igreja e perdem as almas, mas sempre salvaguardando a aceitação da autoridade divina de tais «anticristos no Vaticano». Ai dos sedevacantistas que os recusam como responsáveis desse falso magistério de perdição!

Tudo nasceu no conclave eleitor de João 23, quando o «Terceiro Segredo de Fátima», do grave terceiro castigo seria mais claro: De fato, as suspeitas sobre ligações maçônicas desse primeiro anticristo «papal», já transpareciam na carta do Cardeal Tisserant a um abade docente de direito canônico. Nela o purpurado francês declara ilegítima a eleição de João 23, justamente porque desejada e preparada por forças estranhas ao Espírito Santo (cf. ‘Vita’, 18/9/77, p. 4, citado em Nichitaroncalli, p. 57); suspeita apoiada em comprometedores documentos sobre Roncalli, subtraídos misteriosamente do Arquivo Vaticano (ibidem, p. 41).

O princípio acordista que João 23 aplicou às suas «aberturas religiosas» era pragmaticamente maçônico: deve-se procurar antes o que une e deixar de lado o que divide as gentes de várias religiões e ideologias’. Como, porém, a autoridade religiosa existe para confirmar princípios da Fé antes de tudo, necessariamente não se pode reconhecer tal poder em quem antepõe o contingente, que pode unir e acordar as pessoas, ao transcendente que, mesmo que separe é substancial e imutável. Seria católico o prelado que para unir cale sobre a Santíssima Trindade, porque sobre isto cria divisões?

Eis o pensamento dos «anticristos conciliares» no sistemático desprezo da Verdade. Eis que quando estes incorrem nessa inversão de valores, o mal reside nas mentes infiéis deles, da qual o magistério que produzem é mero resultado.

Mas os acordistas não querem entender isto e acusam o crime mas desobrigam os criminosos; ao contrário, reconhecem-nos como papas que receberam  o poder diretamente de Jesus Cristo, para adversar a Sua Fé! È demais!

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7 Respostas para “«ACORDISMO» MODERNISTA, TFPISTA E CONVENTISTA nas amizades de Andreotti, de Mattei e Nougué

  1. henrique abril 22, 2017 às 1:58 pm

    “Mas os acordistas não querem entender isto e acusam o crime mas desobrigam os criminosos; ao contrário, reconhecem-nos como papas que receberam o poder diretamente de Jesus Cristo, para adversar a Sua Fé! È demais!”

    A posição tradicionalista, independente de qualquer exame rigoroso do Magistério, pode ser rejeitada pelo simples fato de ser equivalente a um SUICÍDIO.

    Podem escrever quantos livros quiserem, podem despejar toda a erudição do mundo na defesa dos “papas hereges”: ISSO NÃO PODE ESTAR CERTO! Porque resulta na destruição do que resta da Igreja e na perda de almas. Não é a salvação das almas a lei suprema da Igreja? Não é para isso que ela foi fundada, em primeiro lugar?

    • Pro Roma Mariana abril 25, 2017 às 8:53 am

      Ontem ouvi no rádio Marcelo lamentar-se que em Portugal escasseiam os católico de esquerda, os famigerados catto-comunistas que abundaram, por exermplo, na Itália e no Brasil. Quer preparar uma triunfante acolhida de Bergoglio. Mas já não basta ele à testa da geringonça das esquerdas? Será que estas deverão encomendar umas cruzes-foice e martelo na Bolívia do Morales para completar o quadro?
      Sobre a escassez de «acordismo» português, aquele que contaminou a Itália e a França, isto é modernismo que quer juntos Cristo e Belial, haveria muito que dizer. Mas seria em favor dos portugueses, em cujo 25 de abril não tiveram parte… deixaram para depois com Marcelo!

  2. henrique abril 22, 2017 às 2:04 pm

    “estão todos em pleno acordo sobre a legitimidade dos «papas conciliares», qualquer que seja o magistério herético que possam emanar. Neste caso, serão prolixos em ensinar o modo como se deve aceitar ou não erros e heresias que desonram a Igreja e perdem as almas, mas sempre salvaguardando a aceitação da autoridade divina de tais «anticristos no Vaticano». Ai dos sedevacantistas que os recusam como responsáveis desse falso magistério de perdição!”

    Por trás da aparência de docilidade, de repúdio ao “cisma” sedevacantista, oculta-se a soberba de quem toma o lugar até do próprio Papa no ensino da Doutrina.

    Ainda que não admitam, essa é a “verdade” que fica gravada no espírito dos fieis: o Magistério não deve chegar diretamente ao fiel, mas antes deve passar pelo filtro sapiencial de algum doutor erudito, que dirá ao fiel o que deve aceitar e o que deve rejeitar.

    Repare que se aceitamos que um Papa pode errar em matéria de Fé, sem que por isso deixe, instantaneamente e sem qualquer julgamento, de ser Papa (ou: de ser considerado Papa – aceitando que, se errou, nunca o foi), o resultado é que “Papa” deixa de ser o mesmo que vigário de Cristo, e passa a ser nada mais que um mero cargo honorífico, um primeiro entre os pares, um presidente de assembléia. Eis aí o conciliarismo sorrateiramente instalado na Igreja. O conciliarismo em que os mesmíssimos tradicionalistas acusam os sedevacantistas de incorrer.

    Mas a posição deles resulta até mais grave que o conciliarismo, pois pretendem ter o direito até de corrigir concílios.

    • Pro Roma Mariana abril 22, 2017 às 4:32 pm

      De fato, trata-se de uma igreja alheia à Verdade, onde o poder está nas mãos dos que pontificam erros e heresias, que a massa segue. A parte consciente disso, os tradicionalistas, ocupam-se de criticas, mas impingindo a crença que essa nova hierarquia conciliar representa de qualquer modo legitimamente Nosso Senhor, que é a mesma Verdade traída. Mas tudo se resolveria na celebração tradicional de Seu Santo Sacrifício, una cum os hereges. Ora, como é que estes podem ser agradáveis a Deus e converter sem testemunhar e honrar a Verdade?
      Tudo começou numa reunião humana de cardeais enganados pelas aparências que elegeram «papa» um clérigo modernista e filo-mação que demonstrou essa «fé» implementando-a com um «concílio» manipulado e o «magistério» desviado que seguiu a este. A marca sinistra disso tudo foi a aversão à Profecia de Fátima. Mas o mundo, dito católico, alija toda essa evidência com uma estranha certeza: a eleição e a igreja com um «papa herege» foi aprovada em modo «canônico»! Com isso até canonizam hereges para alegria das massas!
      O que acontecerá depois de tudo isto?

  3. Roberto Elias Costa abril 25, 2017 às 4:38 pm

    Engana-se, prezado Henrique, ao sem razão criticar quem hoje defende a vacancia da Sede Apostólica, diante da escandalosa conduta herética de Jorge Mario Bergoglio.
    O sedevacantismo é hipótese teológica respeitável, como ensina a Igreja Católica, através de seus pontífices e Doutores. E hoje, a única hipótese que explica corretamente a situação.

    São Roberto Belarmino, Santo e Doutor da Igreja ensina o seguinte:

    “Portanto, a verdadeira opinião é a quinta, de acordo com a qual o Papa que é manifestamente um herege cessa por si mesmo de ser Papa e cabeça, no mesmo modo em que ele cessa de ser um Cristão e um membro do corpo de Cristo e um membro do corpo da Igreja; e por esta razão ele pode ser julgado e punido pela Igreja. Esta é a opinião de todos os antigos Padres, que ensinam que os manifestamente heréticos imediatamente perdem toda a jurisdição, e destacadamente a de São Cipriano (lib. 4, epist. 2) o qual diz o seguinte sobre Novaciano, que foi Papa [i.e. antipapa] no cisma que ocorreu durante o pontificado de São Cornelio: “Ele não seria capaz de reter o episcopado [i.e. de Roma], e, se ele foi feito bispo antes, separou-se ele mesmo do corpo dos que eram, como ele, bispos, e da unidade da Igreja.”

    De acordo com o que São Cipriano declara nessa passagem, mesmo que Novaciano tivesse sido verdadeiro e legítimo Papa, ele teria automáticamente decaído do pontificado, se ele mesmo separou-se da Igreja.

    Esta é a opinião de grandes recentes doutores, como John Driedo (lib. 4 de Script. et dogmat. Eccles., cap. 2, par. 2, sent. 2), o qual ensina que só se separam da Igreja aqueles que são expulsos, como os excomungados, e aqueles que se retiram voluntáriamente dela ou a ela se opõe, como heréticos e cismáticos. E em sua sétima declaração, ele sustenta que naqueles que vão embora da Igreja, não resta absolutamente nenhum poder sobre aqueles que estão na Igreja. Melchior Cano diz o mesmo (lib. 4 de loc., cap. 2), ensinando que hereges não são nem partes nem membros da Igreja, e que é inconcebível que alguém possa ser cabeça e Papa, sem ser membro e parte (cap. ult. ad argument. 12). E ele ensina na mesma obra, com franqueza, que hereges ocultos permanecem ainda na Igreja, eles são partes e membros, e portanto o Papa que é um herege oculto ainda é Papa. Essa é também a opinião de outros autores os quais citamos no livro I De Ecclesia.

    O fundamento desse argumento é que o herege manifesto não é de nenhum modo membro da Igreja, isto é, nem espiritualmente, nem corporalmente, o que significa que ele não é membro por união interna, nem por união externa. Pois mesmo maus Católicos [i.e. que não são heréticos] estão unidos e são membros, espiritualmente pela fé, corporalmente pela confissão de fé e pela participação nos sacramentos visíveis; os hereges ocultos estão unidos e são membros embora apenas pela união externa; ao contrário, os bons catecúmenos pertencem à Igreja só pela união interna, não pela externa; mas hereges manifestos não pertencem em nenhuma maneira, como já haviamos provado.”

    (De Romano Pontifice, lib. II, cap. 30, tradução minha)

    • henrique abril 26, 2017 às 12:59 pm

      Roberto, estou de acordo com isso. A posição absurda, suicida, é aquela que, embora denuncie a crise na Igreja e apegue-se a elementos do seu passado (tradicionalistas), considera como verdadeiros papas os exterminadores da Fé do Concílio Vaticano II, a ponto de ter por rebelde e cismática a posição sedevacantista. É posição equivalente à daquele que é apunhalado, mas obstina-se em não denunciar o apunhalador, somente o punhal – na prática um suicida.

      Não me agrada o termo “tradicionalista”. A Igreja é, foi e sempre será tradicionalista – a Sagrada Tradição, junto com a sagrada Escritura, é o depósito da Fé. Parece-me que quem se identifica com este termo deixa transparecer a ideia segundo a qual pode haver uma igreja tradicional e uma igreja moderna. É claro que não! Igreja só há uma.

      • Roberto Elias Costa abril 29, 2017 às 5:10 pm

        Prezado Henrique, tens razão. Enganei-me ao ler apressadamente sua manifestação. E devo dizer que concordo inteiramente consigo: essa posição de “Reconhecer & Resistir” a um falso pontífice é cismática, se não herética. Pois, se o Pontífice é mesmo Papa, deve-se-lhe obediência, e não resistencia. E se não é Papa, deve ser tido como tal. Daí se nota a contradição de Mons. Lefebvre, que dizia que Roma havia apostatado, mas ao mesmo tempo, com ela negociava o reconhecimento. Essa questão, assim como a da infalibilidade, foi bem esclarecida no livro “Misterio da Iniquidad” (prefacio de Mons. Dolan). Se não leu esse livro, lhe mando cópia por email. Abraço, e parabéns pela coerencia.

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