Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Arquivos Diários: maio 8, 2017

O MODERNISMO NÃO TEM MILAGRES

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, num trecho da sua encíclica “Pascendi Dominici Gregis”, promulgada a 8 de Setembro de 1907:

«Noutros termos mais breves e mais claros, querem que se deva admitir a EVOLUÇÃO VITAL dos livros sacros, nascida da evolução da Fé e correspondente a esta. Acrescentam ainda que os sinais de tal evolução aparecem tão manifestos, que se poderia escrever a História destes – e chegam até a escrever essa História, e com tanta persuasão, que parecem ter visto, com os seus próprios olhos, cada um dos escritores, que nos diversos séculos, estenderam a mão sobre a Escritura – para ampliá-la.

Para confirmá-lo, recorrem à crítica que chamam textual, e se esforçam em persuadir que este ou aquele facto, estes ou aqueles dizeres, não se acham nos seus lugares, e aduzem ainda outras razões do mesmo quilate. Dir-se-ia, na verdade, que se pre-estabeleceram certos tipos de narrações ou alocuções, que servem de critério certíssimo de julgamento. Com semelhante método, julgue quem puder fazê-lo, se eles podem ser capazes de discernir. E no entanto, quem os ouvir discorrer a respeito dos seus estudos relativos à Escritura, na qual lograram descobrir tantas incongruências, é levado a crer que antes deles ninguèm manuseou aqueles livros, e que não houve uma infinita multidão de doutores, EM TALENTO, EM SABEDORIA, E EM SANTIDADE de vida muito superiores a eles, que os esquadrinharam em todos os sentidos. E para estes sapientíssimos doutores, tão longe estavam as Escrituras de ter alguma coisa de repreensível, que ao contrário, quanto mais eles a aprofundavam, TANTO MAIS AGRADECIAM A DEUS, TER-SE DIGNADO DE ASSIM TER FALADO AOS HOMENS.

Mas é que os nossos doutores não se entregaram ao estudo das Escrituras com os meios de que se proveram os modernistas! Isto é, não se deixaram amestrar nem guiar por uma filosofia QUE TEM A NEGAÇÃO DE DEUS POR PONTO DE PARTIDA, e nem se arvoraram a si mesmos em norma de bem julgar. Parece-nos pois já estar bem declarado o método histórico dos modernistas. O filósofo abre o caminho, segue-o o historiador; logo após, por seu turno a crítica interna e textual. E COMO É PRÓPRIO DA PRIMEIRA CAUSA COMUNICAR A SUA VIRTUDE ÀS SEGUNDAS, CLARO QUE TAL CRÍTICA NÃO É QUALQUER CRÍTICA, MAS POR DIREITO DEVE CHAMAR-SE AGNÓSTICA, IMANENTISTA, EVOLUCIONISTA; E POR ISSO QUEM A PROFESSA, OU DELA SE UTILIZA, PROFESSA OS ERROS NELA CONTIDOS, E SE PÕE EM OPOSIÇÃO COM A DOUTRINA CATÓLICA. Por esta razão, é muito de admirar, que tal género de crítica possa hoje ter tão grande aceitação entre católicos. Isso ocorre por dois motivos: O primeiro é a aliança íntima que se estabelece entre historiadores e críticos deste género, não obstante qualquer diversidade de nacionalidade ou de crenças; o outro é a incrível audácia com que qualquer estranheza que algum deles diga, é pelos outros sublimada e louvada como progresso da ciência; SE ALGUÉM O NEGAR LEVA A PECHA DE IGNORANTE; SE PORÉM A ACEITAR E DEFENDER, SERÁ COBERTO DE LOUVORES. DISSO SE SEGUE, QUE NÃO POUCOS FICAM ENGANADOS, ENTRETANTO SE MELHOR CONSIDERASSEM AS COISAS, FICARIAM, AO CONTRÁRIO, HORRORIZADOS. DESSA PREPOTENTE IMPOSIÇÃO DOS EXTRAVIADOS, DESSE INCAUTO ASSENTIMENTO DOS PUSILÂNIMES, PRODUZIU-SE CERTA CORRUPÇÃO DE ATMOSFERA, QUE PENETRA EM TODA A PARTE E DIFUNDE O CONTÁGIO. »

 

O milagre, enquanto sinete da Verdade Revelada, por vezes impresso por Deus Nosso Senhor para autenticar a Sua Divina Palavra, no seio, e sob a Autoridade, da Santa Madre Igreja, SÓ PODE CONSTITUIR-SE NA FÉ CATÓLICA E PELA FÉ CATÓLICA. Efectivamente, o milagre, que na sua realidade material é acessível a quem quer que o possa presenciar, na sua realidade FORMAL, ou seja, PRÒPRIAMENTE COMO MILAGRE, só é testificável por quem possui a Fé Católica; ou ainda, e isto é fundamental, por quem é atraído à Fé Católica pela realidade desse mesmo milagre, percebida primeiro materialmente, mas com a Graça Divina, elevada à ORDEM FORMAL SOBRENATURAL. Tal sucede, porque a função primordial do milagre, ainda materialmente considerado, é ser condição extrínseca Providencial, altamente interpelante, da Graça Divina, neste caso, da Graça da conversão. Esta concepção aplica-se aos milagres do Antigo Testamento, e fundamentalmente aos milagres operados por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste quadro conceptual, compreende-se que os não crentes, sobretudo os respeitadores, afirmem que aquilo que hoje não tem explicação, tê-la-á no futuro, com os desenvolvimentos da ciência. Quanto aos inimigos históricos da Igreja, esses, malèvolamente, atribuem os milagres, como os de Fátima ou Lourdes, à fraude organizada pela mesma Igreja.

Cumpre assinalar que uma Ressurreição constitui um milagre no sentido mais estrito do termo – SÓ DEUS CRIADOR O PODE REALIZAR; E NESTE CASO, O CONCURSO INSTRUMENTAL DA CRIATURA, SOBRETUDO DO ANJO, QUANDO EXISTA, FICA REDUZIDO A UM MÍNIMO MUITO REMOTO.

A cura de certas doenças pode ser realizada pelos Anjos, sob ordens Divinas, mas não deixa de constituir um milagre, precisamente enquanto implica uma intervenção positiva de Deus -através da Ordem Preternatural dos Seus ministros angélicos – no sentido de alterar o curso puramente natural da ordem criada.

No modernismo não há, nem pode haver milagres, com excepção evidentemente, dos milagres que alcançam, por Graça de Deus, a conversão dos mesmos modernistas. É conhecido, e São Pio X recorda-o no trecho acima transcrito, como a base do modernismo é um misto de ateísmo e agnosticismo, convenientemente ornamentado de panteísmo ou antropoteísmo, estèticamente apresentado sob aparências mais ou menos cristãs. Ora, neste quadro conceptual, sendo o milagre, por definição, obra da misericórdia de Deus, o modernismo só poderá aceitar  manifestações consideradas puramente subjectivas e alucinatórias daquilo que valoriza como uma alienação humana – O Catolicismo tradicional! É exactamente essa a interpretação que se deve fazer dos “milagres” da seita conciliar: SÃO FRAUDES EQUIPARÁVEIS A ILUSIONISMO, OU ENTÃO PRODÍGIOS REALIZADOS PELO DEMÓNIO. O demónio, apesar de condenado, continua a ter grande poder sobre a matéria, só que não actua por ordens de Deus, como procedem os Anjos bons em certas curas, actua pela sua iniciativa de ente condenado, a quem Deus concedeu alguma liberdade para atormentar e tentar os homens, até ao fim do mundo. Todavia, dadas as circunstâncias, tudo indica que os “milagres” apresentados pela seita conciliar para as suas falsas e diabólicas canonizações, constituem, pura e simplesmente, MENTIRAS DA MAÇONARIA. Jamais olvidemos que a seita conciliar e a maçonaria internacional são exactamente a mesma coisa. Eles sabem perfeitamente que a grande massa nominalista, imersa nas mais negras supestições, nunca poderá distinguir entre a Santa Madre Igreja e a horrível seita que tomou a sua aparência e os seus contornos exteriores. Porque a amaldiçoada maçonaria possui pleno conhecimento de que neste pobre mundo O QUE CONFERE DINHEIRO E PODER SÃO AS APARÊNCIAS MIMÉTICO-NOMINALISTAS – E QUASE NUNCA AS REALIDADES CELESTIAIS E ETERNAS.

Porque os falsos milagres, as mentiras, o ilusionismo, os prodígios de satanás, POR DEFINIÇÃO, NUNCA PODERÃO CONVERTER NINGUÉM, embora confirmem as pobres almas na superstição.

Fátima é o maior milagre do século XX, até mesmo, em conjunto com Lourdes, o maior milagre da História da Igreja, se excluirmos os da época Apostólica. Quem escreve estas linhas foi com Fátima e em Fátima, que ainda criança, por Graça De Deus, apreendeu a verdadeira realidade da Ordem Sobrenatural; porque quem a desconhece – desconhece tudo, reduzindo a Fé Católica a um puro terrenismo naturalista.

A seita conciliar, a maçonaria internacional, quer destruir Fátima; não o fez, porque o que resta do Santuário é uma copiosa fonte de ouro. Mas exactamente por isso, a amaldiçoada maçonaria procura intensificar E BESTIALIZAR, o mais possível, a já infelizmente tão grande componente de superstição que desde sempre envolveu o Mistério de Fátima.

Se os povos latinos da antiga Cristandade, nos últimos 250 anos, foram presa tão fácil da maçonaria, tal deve-se ao descomunal tributo que esses povos sempre consagraram ao analfabetismo religioso e à mais negra e infame superstição.

Trata-se de um verdadeiro círculo vicioso: Por um lado a ignorância religiosa propicia, de alguma maneira, formas políticas ateias, e por sua vez estas, quando alcançam o poder, corroboram a dita ignorância. Porque o analfabetismo religioso que menciono, não se restringe, de modo nenhum, às classes populares, atinge e sempre atingiu, sobretudo nos países Latinos, também as classes cultivadas segundo os padrões do mundo, embora estas soçobrem bastante mais difìcilmente na superstição positiva. Em Portugal, o analfabetismo religioso de homens formados em Letras, nomeadamente em Histórico-Filosóficas – e portanto obrigados, até por uma exigência puramente cultural, a caracterizarem mais proficientemente os seus princípios intelectuais – atinge o limite do absurdo, quando afirmam, por exemplo, que o Mistério da Santíssima Trindade são três deuses.  Tal também não nos deve surpreender demasiado, porque o regime do Estado Novo Português (1926-1974) manteve nas Cátedras ateus e agnósticos notórios, desde que não fossem comunistas. É exactamente o que o grande Louis Veuillot (1813-1883) afirmava, quando se insurgia contra uma burguesia ateia, que só recorria à Santa Madre Igreja para defender O COFRE FORTE.

Que Deus Nosso Senhor nos defenda de tão hediondos pseudo-católicos.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 23 de Abril de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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