Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Arquivos Diários: maio 15, 2017

A CEGUEIRA DA GRANDE MASSA POPULAR

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da sua encíclica “Fulgens Corona”, promulgada em 8 de Setembro de 1953:

«Mas para que a piedade não permaneça apenas uma palavra vã, nem se torne uma simples imagem falaz da Religião, nem um sentimento fraco e caduco de um momento, antes seja sincera, verdadeira e eficaz, deve estimular-nos todos, segundo as condições de cada um, à conquista da virtude. É necessário que, antes de mais nada, a todos excite aquela inocência e integridade de costumes, que foge e aborrece até a mais pequena mancha de pecado, já que comemoramos o mistério da Santíssima Virgem, cuja Concepção foi Imaculada e isenta de toda a culpa original.

Parece-nos que a Santíssima Virgem, a qual em todo o curso da sua vida nunca se afastou em nada dos preceitos e dos exemplos do seu Divino Filho – quer nas alegrias, de que foi suavemente inundada, quer nas tribulações e nas dores mais atrozes, que a constituíram Rainha dos Mártires – parece-nos, repetimos, que a todos e cada um de nós, diga aquelas palavras que proferiu nas Bodas de Caná, apontando Jesus Cristo aos servos do banquete: “Fazei tudo o que eles vos disser (Jo 2,5). Parece que cabe a nós repetir a todos, hoje, essa mesma exortação, num sentido ainda mais vasto, visto que é de absoluta evidência QUE A RAIZ DE TODOS OS MALES COM QUE SÃO ATORMENTADOS OS HOMENS, COM TANTA ASPEREZA E VEEMÊNCIA ANGUSTIADOS OS POVOS E AS NAÇÕES, PROVÉM DO FACTO DE QUE MUITOS “ABANDONARAM A FONTE DE ÁGUA VIVA E ABRIRAM CISTERNAS PARA SI, CISTERNAS DESCONJUNTADAS, QUE NÃO PODEM CONTER ÁGUA”(Jr 2,13)E ABANDONARAM AQUELE QUE É O “CAMINHO, A VERDADE, E A VIDA” (Jo 14,6). Se portanto se errou, é necessário voltar ao caminho recto; se as trevas dos erros perturbaram as mentes, devem ser, sem demora, dissipadas pela Luz da Verdade; se aquela morte, que é a verdadeira morte, se apoderou das almas, é necessário recuperar a vida, com vivo e eficaz desejo; referimo-nos àquela vida celeste que não conhece ocaso, porque tem a sua origem em Cristo Jesus, com Quem gozaremos no Céu a Bem-Aventurança Eterna, se com ânimo confiante e fiel O seguirmos nesta Terra de exílio.

Isso nos ensina e exorta a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, nossa dulcíssima Mãe, que nos ama com verdadeiro amor, sem dúvida, mais do que todas as mães terrestres. Como sabeis, Veneráveis irmãos, os homens de hoje têm grande necessidade dessas exortações e convites para que voltem para Cristo, e se conformem diligente e eficazmente com os Seus ensinamentos, quando tantos tentam desairragar da sua alma a Fé Cristã, ora astuciosamente e com insídias ocultas, ora com uma propaganda e exaltação clara e obstinada dos seus erros, propalados com tanta ostentação, como se fossem glória do progresso e do esplendor deste século. MAS REJEITADA A NOSSA SANTA RELIGIÃO, E NEGADAS AS DETERMINAÇÕES DIVINAS QUE SANCIONAM O BEM E O MAL, É SUMAMENTE EVIDENTE QUE PARA QUASE NADA SERVEM AS LEIS, E COMO QUE FICA REDUZIDA AO MÍNIMO A AUTORIDADE PÚBLICA; POR VIA DE CONSEQUÊNCIA, OS HOMENS, PERDIDAS A ESPERANÇA E A CERTEZA DOS BENS IMORTAIS, COM ESSAS ENGANADORAS DOUTRINAS, PROCURAM IMODERADAMENTE, POR SUA PRÓPRIA NATUREZA, OS BENS TERRENOS, COBIÇAM ÀVIDAMENTE OS DO PRÓXIMO, E QUANDO A OCASIÃO E A POSSIBILIDADE SE LHES PROPORCIONAR – APODERAR-SE-ÃO DELES! MESMO PELA FORÇA. Daqui nascem os ódios, as invejas, as rivalidades, e as discórdias entre os cidadãos; daqui vem a perturbação da vida pública e privada, e gradualmente se arruínam os fundamentos do Estado, que difìcilmente poderão ser mantidos e reforçados pela autoridade das leis civis e dos governantes; daqui, finalmente, deriva a depravação dos costumes, pelos espectáculos licenciosos, pelos livros, jornais e crimes sem conta.

Reconhecemos que nesse campo a autoridade do Estado não pode fazer muito; na verdade, a sanação de todos estes males só pode encontrar-se noutra Fonte mais elevada; é necessário recorrer a uma força mais forte do que a humana, PARA QUE ESCLAREÇA COM A LUZ CELESTE OS ÂNIMOS, PENETRE-OS E OS RENOVE COM A DIVINA GRAÇA, E OS TORNE MELHORES COM O SEU AUXÍLIO.»  

 

 

Por volta do ano de 1970, os jornais portugueses publicaram uma notícia de um singular acontecimento: Uma aldeia portuguesa havia-se tornado protestante. Como interpretar tal acontecimento? Na realidade tal pressuporia que até essa data a dita aldeia era católica, mas sê-lo-ia? Evidentemente que apenas de Baptismo, bem como de uma prática ESTRITAMENTE MIMÉTICA E NOMINALISTA, POR EFEITO PURAMENTE MECÂNICO E SUPERSTICIOSO DE ROTINAS SOCIAIS. Consequentemente, os habitantes dessa aldeia apenas se passaram a mimetizar de outra forma, tanto mais que eles só distinguiam o catolicismo do protestantismo pelo facto do novo pastor ser casado.

A 13 de Maio de 1974, pouco depois da Revolução do 25 de Abril em Portugal, alguns jornalistas deslocaram-se a Fátima, muito se admirando com o facto das demonstrações de “fé” serem tão efusivas quanto as manifestações de júbilo pela dita revolução, que recorde-se, foi maçónica – comunista. Desconheciam os referidos jornalistas, que quer as festas alusivas à revolução, quer as relativas a Fátima, eram sòmente constitutivas do mimetismo nominalista atrás referido. As massas não são comunistas, nem anti-comunistas, não são católicas, nem anti-católicas – FORMALMENTE, NÃO SÃO NADA! Movem-se ao sabor da representação momentaneamente mais forte.

Argumentar-se-á que sempre é melhor ser católico nominal do que ser ateu de convicção; mas tal é absurdo, porque o mimetismo nominalista constitui sòmente um puro automatismo psico-motor totalmente impróprio e indigno de seres racionais. Não olvidemos o que Nosso Senhor escreveu à Igreja de Filadelfia: “Oxalá fosses frio ou quente, mas como és morno, vomitei-te da Minha presença” (Ap 3,15.17). O ateu convicto, sob a unção da Graça Divina, pode vir a ser um bom católico; mas o mimético-nominalista, porque formalmente não é nada, muito mais difìcilmente sairá do seu torpor e da sua acídia.

E não se afirme que as grandes massas nominais possuem a Fé do carvoeiro, porque isso é falso. Frequentemente tenho afirmado que a denominada Fé do carvoeiro pode até ser a Fé de um santo. Mas as massas nominais são, tendencialmente, materialmente, SUPERSTICIOSAS, e não crentes; e não por serem de condição humilde; bem pelo contrário, a cultura e sabedoria do mundo, possuem a propensão de afastar as almas das coisas do Alto. Ora, as Virtudes Teologais e Morais, a Graça Santificante e os Dons do Espírito Santo, facultam sobrenaturalmente, com sublimação de Infinita riqueza, aquilo que nas pessoas humildes falta de cultura humana. Para melhor entender isto, vamos aprofundar certas noções: A Virtude da Fé – que é um acidente Sobrenatural cognitivo, especulativo, que nobilita a faculdade da inteligência em ordem à Verdade Infinita – formada pela Caridade perfeita – Virtude Sobrenatural, acidental, que nobilita a vontade em ordem ao Bem Infinito – e pela Graça Santificante – Hábito entitativo, que nobilita a essência da alma, transformando-a em espelho fiel de Deus Uno e Trino – a virtude da Fé constitui uma PARTICIPAÇÃO REAL NA INTELIGÊNCIA DIVINA, TAL COMO A CARIDADE CONSTITUI UMA PARTICIPAÇÃO NA CARIDADE E SANTIDADE DIVINAS, E A GRAÇA SANTIFICANTE UMA PARTICIPAÇÃO NA NATUREZA DIVINA. Porque pela Graça, a alma é, acidentalmente, o que Deus é essencialmente.

A Teologia Dogmática, fundamentalmente Tomista, ensina que os eleitos do Céu conhecem intuitivamente, pela Visão Beatífica, a Essência Divina, porque Esta adere, mediante o Lume da Glória, à inteligência das almas, sem a mediação objectiva de qualquer outra realidade. E na forma dessa Essência Divina podem os  eleitos conhecer toda a universalidade do Ser, incluindo o que se passa na Terra, até ao Juízo Final. Tal acontece, porque todo o ser da Criação É, não existe, É virtualmente em Deus.

Neste quadro conceptual, quando a alma mais humilde deste mundo, goza da Fé formada pela Caridade perfeita e pela Graça Santificante, essa alma – embora num grau de perfeição muito inferior à Visão Beatífica – conhece todas as verdades da Fé, mesmo aquelas a que não tem acesso por via experimental, e conhece-as num plano virtual próximo, ainda que muito menos próximo do que a referida Visão Beatífica. É que o nosso organismo Sobrenatural, embora acidental, supera infinitamente as coisas criadas, e sendo participação na Natureza Divina, necessàriamente integra todo o objecto da Fé, com diversos níveis de profundidade, homogèneamente correspondentes aos diversos graus de santidade.

E aqueles que longe da civilização não conhecem, sem culpa, a Nosso Senhor Jesus Cristo, poderão conhecê-l’O só pelo Hábito da Fé e pela Graça Santificante? Podem conhecer a Nosso Senhor de forma virtual próxima, quanto mais santidade possuírem mais próximo será esse conhecimento extraordinário, ainda que não deixe de ser virtual. Todavia, a Providência ordinária dispôs que as almas tomem contacto com as realidades da Fé, concretamente, através do Catecismo e da frequência assídua do Santo Sacrifício da Missa e das cerimónias Litúrgicas em geral.

O problema da grande massa, hoje como ontem, porque o nominalismo supersticioso popular soçobra na noite dos séculos, reconduz-se ao lastro de grande miséria moral que é apanágio do pecado original. Já Santo Inácio de Loyola, na Espanha Católica do século XVI aludia ao facto das massas irem à Missa tal como vão pescar, caçar ou pecar. E o próprio Santo Inácio, antes da sua conversão, é bem o exemplo da rotina religiosa das massas – FORMAS EXTERIORES TOTALMENTE DESPROVIDAS DE CONTEÚDO, QUE OS PROFETAS E O PRÓPRIO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VIOLENTAMENTE ANATEMATIZARAM.

Que também existem almas de grande qualidade; evidentemente que sim, sempre houve, há, e haverá porque isso também Nosso Senhor Jesus Cristo no-lo prometeu. Mas se a grande massa das pessoas que vai a Fátima, hoje como ontem, fosse verdadeiramente católica – PORTUGAL SERIA UM PAÍS TOTALMENTE DIFERENTE DAQUILO QUE É, E FOI.

O que dói mais é que Fátima, como Altar do Mundo e repositório da Infinita Misericórdia Divina bem como da Mediação Universal de Maria Santíssima, é hoje, e desde há quase sessenta anos, propriedade da maçonaria internacional, que lá edificou um templo consagrado a satanás, onde se manobram as forças do Inferno.

Insiste-se, é nos Mistérios de Fátima que reside a solução que reconstituirá a linhagem dos Papas. Ora o núcleo desses Mistérios é medularmente constitutivo do apelo solene à Santidade, ao amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus, de todo o Corpo Místico, Docente e discente. Sem este cimento, sem esta forma estruturante, que só Deus pode conceder, mas que sòmente o homem poderá realizar, nada se poderá edificar.

Nem olvidemos que devemos amar a Nossa Senhora, sobrenaturalmente, sobre todas as coisas, embora menos do que a Deus Nosso Senhor; porque amamo-la em Deus, por Deus, e para Deus, não com amor terreno, humano, sensível, mas com verdadeiro amor sobrenatural, indissociável da Caridade Suprema que nos une à Santíssima Trindade.   

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 1 de Maio de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral        

Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica