Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ARIANISMO – HERESIA GNÓSTICA PERENE: uma diferença com Orlando Fedeli

Arai Daniele

O fato que o espírito das velhas heresias do gnosticismo, arianismo e pelagianismo, para ficar só nestas, esteja presente depois de tantos séculos, deve indicar algo de importante para compreender o que seja. Para começar, diga-se logo que toda heresia pode convergir a uma matriz, à gnose espúria que é presunção de conhecimento contrário à fé. Trata-se, pois, da ferida perene da rebelião que manchou a alma de todo ser humano com o pecado original.

Mesmo querendo diferenciar as piores formas de heresias, podemos ficar com três: – contra a autoridade do Pai Criador, em ambos os Testamentos, com Marcionismo; a pelagiana, pela qual o homem pode dispensar a ajuda divina para operar em verdade. E, finalmente, a pior, o arianismo, que negando a igualdade do Filho com o Pai, nega a Palavra de Deus, que é o Mistério da Santíssima Trindade. Com isto supera toda outra heresia pois ataca a verdade mais alta, do Verbo de Deus, descrita no Evangelho de São João.

O arianismo foi das heresias mais maléficas desde o período de transição entre a afirmação do Cristianismo, cujo culto foi aceito em 313 pelo Império Romano e o seguinte dos grandes Concílios ecumênicos. Não só, durou com seus estragos na formação da Cristandade, desde seu início nesse século IV d. C, até meados do século X d. C.; ,as o seu espírito adeja ainda.

Voltando a tratar desse assunto, recorri a alguns trabalhos que me parecem mais adequados ao momento religioso sob o desvio ariano conciliar que vivemos. Entre estes, «Présence d’Arius» de Hughes Kéraly, em francês (Ed. Martin Morin, 1981), mas também a quanto o amigo Orlando publicou sobre gnose e gnosticismo no sito Montfort, onde consta também o título «Nova missa; câncer da Igreja». E aqui é implícita a heresia do falso culto a Deus.

Ora, se toda a bestialidade modernista, maçônica, conciliar ecumenista do «novus ordo» ouvidas pelos católicos nestes quase sessenta anos de domínio modernista, desviou tantos, ao mesmo tempo deve-se reconhecer que apurou a fé de muitos. Já explicava Newman, o cardeal vindo da heresia anglicana: “nenhuma doutrina é definida antes de ser combatida.”

Claro, essa luta é em nome da mesma Fé imutável, independente de qualquer nosso melhor entendimento; requer, para ser enfrentada, manter-se firme nos grandes princípios de modo a consolidar a nossa capacidade de resistência católica. Essa resiliência hoje, mais investiga antigas heresia, como a ariana, e mais compreende o que seja o Vaticano 2, que parece novo, mais demonstra o que tem em comum com elas, Basta considerar o retorno às mesmas confusões ecumenistas, para ver que seus problemas surgem de sua alienação ao princípio de que a verdade vem de Deus aos homens , não no sentido oposto.

Em meu livro que analisa os desvios conciliares à luz de todo o Magistério precedente de todos os papas, «l’Eclisse del Pensiero Cattolico» (Ed. Europa, Roma, 1997), demonstro a contraposição ao pensamento «teândrico» católico, das idéias «androteístas» conciliares. É o gnosticismo que impregnou o pensamento dos bispos reunidos em concílio, sob João 23 e Paulo 6, para elaborar uma «nova Pentecostes» não ecumênica mas ecumenista!

Tudo partindo de um plano pré-estabelecido de abertura e reunião das crenças do mundo. Não mais a Religião única da Verdade, mas de “verdades” gnósticas da própria larva modernista dos novos mestres. Basta ouvir Bergoglio, que a cada dia emite novas ideias de seu pessoal repertório.

Mas passemos ao arianismo, para depois descrever o martírio de um santo que recusou a comunhão com esses hereges, embora seus sacramentos fossem praticamente os mesmos.

A presença da heresia ariana hoje

Como se sabe, a palavra heresia vem do grego e significa escolha.  As velhas heresias que reaparecem hoje de modo tortuoso, como a de Ario, ou Arius, seguem uma escolha anti – Trinitária.

Ario, presbítero de Alexandria no Egito, foi autor dessa «escolha herética» que, segundo a ortodoxia da Igreja, atenta à Verdade no campo da Cristologia, pois tange ao entendimento teológico que se tem da Pessoa de Jesus Cristo da Trindade Santa.

A Cristologia é o ramo da Teologia dedicada ao conhecimento da natureza de Jesus Cristo; segunda Pessoa da Trindade divina, que tem a substância de Deus Pai, Criador –  e do Espírito Santo, a terceira Pessoa, tendo-Se encarnado neste mundo humano.

A heresia foi combatida pelos mais sábios entre os doutos da Igreja Cristã Primitiva, como Santo Atanásio, mas também pelo povo fiel.  Ário não queria aceitar que Jesus Cristo fosse Deus encarnado, mas sim um homem extraordinário, argumentando que não partilhava da mesma substância de Deus, porque criado por Deus como toda outra criatura humana. Assim, negava a eternidade de Cristo, encarnação do Verbo divino, Filho de Deus. A partir de sua respeitável formação intelectual como presbítero em Alexandria, centro intelectual da Ásia Menor, fez vários adeptos entre os bispos e dai no mundo político.

O primeiro a defender a ortodoxia transmitida pelos Apóstolos e confrontar Ario  diretamente foi o Bispo de Alexandria, Alexandre que, percebendo o perigo dessa rebelião doutrinal, reuniu um Sínodo local, em 318 d. C, que contou com cem bispos aproximadamente. Os bispos condenaram Ario como herege e divulgaram a decisão a bispos de outras dioceses e ao papa Silvestre, que a acolheu. Mesmo assim, Ario, apresentando a sua heresia como interpretação do Evangelho, conseguiu importantes adesões de adeptos interessados em pilotar as disputas teológicas no mundo político que buscava ideias convenientes para unir os povos; era a idéia ecumenista da época.

A situação tornou-se preocupante e o imperador Constantino, que era assessorado pelo Bispo Ósio de Córdoba, na Espanha, convocou um Concílio ecumênico em 325 d. C, realizado em Niceia. O Concílio reuniu cerca de trezentos bispos de várias regiões e definiu o dogma que Jesus Cristo como Filho de Deus foi gerado, não criado da mesma substância e natureza do Pai, desde toda a eternidade; a ideia de Ario, assim como a de que o mundo não fora criado por Deus do nada (ex nihilo), é pois herética. Constantino acatou as decisões do Concílio de Niceia e exilou Ario, condenando as suas obras.

Após a resolução do Concílio, 325 d. C, um presbítero da cidade de Nicomédia, Eusébio, passou a difundir o semi-arianismo, tentando a reabilitação da heresia, mitigada. Esta corrente alastrou-se logo e seu efeito se fez sentir sobre o imperador Constantino que, já em 327, anistiou Ario, permitindo que regressasse à Alexandria.

O Bispo de Alexandria então já não era Alexandre mas Atanásio, que a Igreja viria a canonizar pela sua luta contra a heresia de Ario. Foi um  dos mais importantes e sábios mestres da Igreja Cristã Primitiva a combater a heresia do arianismo.

Santo Atanásio (295 d. C – 373 d. C) manteve-se na linha ortodoxa de repúdio ao arianismo desde o seu início. Ao longo das décadas de 330 e 340 d. C, Atanásio teve de enfrentar duramente a organização ariana (ou semiariana) no Egito e em grande parte da Igreja oriental.

Eusébio de Nicomédia, o partidário de Ário, conseguira formar uma seita arianista que exerceu grande poder dentro da Igreja, e chegou a influenciar bispos do Oriente e a excomungar Atanásio para desterrá-lo por duas vezes. Atanásio só foi reabilitado pela Igreja com o Concílio de Sárdica em 346 d. C, que reafirmou as concepções ortodoxas do Concílio de Niceia, confrontando mais uma vez o arianismo.

Contudo, o imperador Constâncio, na década de 350 d. C, deu muito espaço à heresia ariana, chegando a obrigar o então papa Libério a excomungar Atanásio em 357 d. C. Nas décadas seguintes, de 360 e 370, sobretudo após a morte do imperador, Atanásio e outros sábios da Igreja, como Santo Hilário, continuaram isolados a defender a ortodoxia relativa à Trindade e a combater a heresia ariana.

Gnose, Religião oculta da História

“Quando se estuda a gnose entra-se num labirinto cheio de brumas, tentando descobrir segredos que permitirão chegar a um mistério. Não é de estranhar que o tema se preste a confusões.” Fedeli empenhou-se a desmascarar a «gnose» com armas culturais. Nisto ele polemizou com Olavo de Carvalho nesse campo, comum a ambos.

Trata-se da solução do combate cultural anticomunista do Olavo, impraticável a breve, porque leva tempo para preparar a moçada; se é que chega a ser conclusivo nesse “labirinto cheio de brumas”.  No entanto, pode indicar um verdadeiro atalho, hoje esquecido, que foi lembrado no começo do século XX por S, Pio X, mas abandonado em seguida. É do Cristianismo, da Civilização e Ordem cristãs que existem e só precisam ser restauradas. A partir dela sabemos qual a plena cultura sobre o homem e o seu fim, sobre a família e a sociedade, portanto de seus opostos, para reagir.

Mas a sua Cidadela é a Igreja Católica. É claro que se esta foi abalada, arruinada, e depois ocupada, a solução cultural e religiosa  para agir na sua reedificação, é testemunha-lo, conforme a situação dos tempos.

Nesta especificação – segundo os tempos -, alguém pode querer ler uma deriva modernista. Nada disto. O nefasto modernismo quis aplicar este agir onde não podia, ao cerne do Cristianismo, isto é, à sua plena cultura sobre o homem e o seu fim, sobre a família e a sociedade, portanto opondo-se ao que vem do Alto, a favor das falsas culturas modernas que operam para destruí-lo.

Também é claro que o reconhecimento dos diversos pensamentos da parte dos mais doutos é útil e necessário, e podemos seguir essa crítica do Orlando quando estabelece distinções entre panteísmo e gnose em crenças “hinduístas, do Egito, China e Caldéia, passando por Heráclito e Parmênides, pelo sufita Ibn Arabi, Campanella até Diderot, Kant, Novalis e os românticos.” Tudo bem se esses pensamentos são citados em função do seu anticristianismo. “O panteísmo é naturalista, monista e tende ao racionalismo. A gnose é dualista, anti- cósmica e anti-racionalista”.

Sim, mas reconhecendo que há sistemas gnósticos ambíguos quanto ao mundo material, enquanto, há sistemas panteístas que vêm a transformação da matéria em espírito, no sentido evolucionista, como quis o jesuíta Teilhard de Chardin para o Vaticano 2.

Ao conceituar a «gnose» segundo sua pretensão de ser “o conhecimento do incognoscível”, conceituação que desvela a contradição anticristã típica da gnose, em oposição à Palavra divina, ao Verbo. Como se vê, quando a gnose repele a inteligência e a lógica como enganadoras, rejeita a estrutura do pensamento em si, que é ordenado à Verdade, contrapondo-lhe um conhecer intuitivo, ligado a algum poder secreto do homem, que gera todo e qualquer «esoterismo»!

“Conhecer o incognoscível, de fato, significa dar ao homem o conhecimento de Deus e do mal, coisas impossíveis de compreender. De fato não podemos compreender ou conhecer a própria essência de Deus que é ser infinito e transcendente, impossível de ser captado por nosso intelecto. Também não podemos entender o mal e o pecado: o mal enquanto ser não existe, e o mal moral não tem razão que o justifique. Assim, a gnose pretende oferecer ao homem um conhecimento natural que o colocaria em posição de compreender – e portanto superar – a Deus, de compreender a mal, e, ademais, de conhecer sua natureza mais íntima, que seria divina.

“A gnose é então a religião que oferece ao homem o conhecimento do bem e do mal. Ora, sabe-se que a árvore do fruto proibido do Éden era exatamente a árvore do conhecimento ou ciência do bem e do mal (Gen. II,10). Assim, teria sido a gnose a tentação de Adão. Com efeito, a serpente prometeu a nossos primeiros pais que, se comessem o fruto proibido, “seriam como deuses, conhecendo o bem e o mal” (Gen., III,5).”

Tudo acontece no mundo da consciência, da cultura e da religião, em chave favorável ou contrária à consciência, à cultura e à fé cristã. Eis o principal guia do agir, que é o atalho que indiquei acima para enfrentar questões políticas a partir da cultura essencial da Religião; sim porque o sábio reconhece a contraposição que há em somente duas maneiras de pensar: a Fé, «pistis» e o que se pensa ver como conhecimento não discursivo e ilógico na «gnose».

Neste sentido a «cultura» necessária ao católico é ao mesmo tempo a mais ampla, simples e lógica e me agrada resumi-la com as palavras do pensador Juan Donoso Cortés, como expus no meu artigo deste site: https://promariana.wordpress.com/2014/03/08/a-filosofia-de-donoso-cortes-dugin-olavo-e-seu-inverso-conciliar/

Todo pensamento, ideologia, crença desviada da trilha da Verdade,  é relacionado à essa tendência gnóstica de rapto prometeico do conhecimento. Portanto, exprime uma profunda inquietação do espírito humano, que não pode encontrar harmonia e tranquilidade senão na Palavra divina.

Eis que Santo Agostinho a exprimia dizendo: « Fizeste-nos para ti Senhor, e inquieto está nosso coração, enquanto não repousar em ti ». Na ciência de Deus tudo está contido, desde a Teologia, que o Vaticano 2 quis mudar, até a mais alta Política cristã, que a miséria política atual quer anular. Mas é fato que sem a Verdade as almas morrem.

O testemunho e a defesa da Verdade na Igreja precede qualquer outro debate que hoje, na ausência de um papa católico, é mais que ocioso, arrisca ser testemunho de uma falsa realidade.

E como isto implica a deturpação do culto a Deus, seguirá o exemplo de martírio de um santo para testemunhá-lo.

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7 Respostas para “ARIANISMO – HERESIA GNÓSTICA PERENE: uma diferença com Orlando Fedeli

  1. Thiago maio 23, 2017 às 5:56 pm

    Oi senhor Arai,

    O Olavo foi importante pra mim, quando abandonei o ateismo pelo prostestantismo. A hegemonia cultural é materialista, ateia, marxista, nas universidades. Quando protestante pentecostal fundamentalista; me sentia esmagado por tamanha oposição. As Sagradas Escrituras, a fé cristã mesmo, é esmagada, combatida, vilipendiada no que há embutido nesses erros filosóficos da modernidade. Como não sabia argumentar frente a tamanha oposição, me agarrei ao fanatismo puro, à fé absoluta (ainda que seja uma fé torta, sem fundamentos sólidos, cheia de ignorâncias e erros também). Apeguei-me de forma a não ver minha fé em Cristo ruir. Abracei a fé torta e heretica protestante como se fosse a ultima tábua de salvação; no desespero total, como se fosse o único meio de chegar à Cristo Jesus.

    Já protestante praticante, observava a Fé Biblica era combatida e derrotada dentro do meio protestante. Demolida pelo Liberalismo Teológico das “igrejas” protestantes tradicionais e pela “Teologia” da Missão Integral, vertente protestante da “Teologia” da Libertação (heresia pós-conciliar). Ou seja, a fé no Jesus histórico, no Jesus Divino, está sob ataque cerrado até mesmo entre os hereges.

    O. Carvalho foi importante para mim pois apresentou e divulgou à minha geração a desconstrução de alguns mitos modernos, principalmente o Marxismo. Deu uma sobrecarga de ânimo para aqueles que se viam derrotados. Minha grande decepção com ele se deu quando descobri sua gnose. Sua admiração por notórios gnosticos (Boeme, Husserl, Guenon, etc). Ou seja, a filosofia de Carvalho é capenga, desconstrói alguns venenos da modernidade e mantém outros, por vezes mais antigos, germes geradores da própria modernidade.

    A obra de Fedeli foi fundamental para que eu tomasse a decisão de me retornar à fé de minha infância. Obra que, no mei entender, destruiu os mitos modernos e da antiguidade que sobravam. Aí sim; decisão tomada; heresias devidamente repudiadas; me voltei ao Magistério da Santa Madre Igreja. Estou engatinhando ainda no ensino tradicional da Igreja. Comecei a ler o Catecismo, os Santos Padres da Igreja. Encontrei A Paz de espírito que tanto almejei. Encontrei a firme Rocha de São Pedro.

    Panteísmo, materialismo, cientificismo por um lado. Por outro, gnose, idealismo, surrealismo, fenomenologia. Comunismo x Liberalismo. Nem um, nem o outro. São as duas partes da língua da serpente. São os dois extremos da modernidade. São os dois extremos já presentes nas heresias da antiguidade.

    Muito Obrigado Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora!!! Por me resgatarem da grande confusão espiritual.

    Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo. Assim como era no Principio, Agora e Sempre. AMÉM.

    Salve o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria!!!

    • Pro Roma Mariana maio 23, 2017 às 6:43 pm

      Caríssimo Thiago, salve Maria! Foi edificante ler seu percurso e final profissão na verdadeira Fé, Conclusão e percurso não sem enormes dificuldades, mas iluminados pela Graça. Ai está a força de crer, esperar, adorar e amar a Deus, como nos ensinou o Anjo em sua aparição para preparar as Aparições de Nossa Senhora de Fátima. Como católicos, vivendo a realidade, somos nutridos pelo Mistério de Deus. Como crer na permissão divina sobre a situação absurda que vive a Igreja, se esta não fosse depositária também da Profecia para todos os tempos. A verdade vem do Alto, seja qual for e muitos autores a testemunham, no âmbito da imperfeita cultura humana.
      O que eu quis dizer nesse artigo é que a cultura deve convergir à Verdade na justa hierarquia de princípios e valores, o que não faz o ecletismo do Olavo. Por isto vou citar o que escreve um grande autor católico e pode servir de guia. E depois falar de santo Hermenegildo, mártir da Religião sem misturas nem conveniências sacramentais,

    • henrique maio 24, 2017 às 12:40 am

      “Deus escreve certo por linhas tortas” – foi ouvindo Olavo de Carvalho referir as aparições de Fátima, em seu antigo programa de rádio, que pela primeira vez eu tive ânimo de pesquisar sobre o assunto. Tinha grande admiração por ele. Pensava ser um homem muito sábio e cristão. Até que eu tive a capacidade de discernir qual era a verdadeira doutrina dele: uma coisa hedionda chamada perenialismo, segundo a qual, pelo pouco que sei do assunto, a Religião Católica não seria a única revelada por Deus, mas apenas mais uma entre outras – as “grandes tradições religiosas” – cada qual sendo como uma das várias manifestações exteriores, superficiais, de uma sabedoria primordial, anterior a todas e maior que todas.

      Quer dizer: para esses aí, nosso amado Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, não foi tudo isso que dizem os católicos, não! Foi apenas mais um, entre outros – e só! Substituível por qualquer um dos demais “profetas”! COISA ABOMINÁVEL, EVIDENTEMENTE.

      Lamentavelmente tem muito católico que segue Olavo de Carvalho achando que está em bom caminho, deixando-se seduzir por sua posição política conservadora. E a causa disso é a absoluta falta de uma verdadeira educação católica. No meio dessa grande apostasia, as ovelhas ficam carentes de líderes, e os charlatães encontram presa fácil.

  2. Pro Roma Mariana maio 23, 2017 às 7:28 pm

    El orden consiste en la superioridad jerárquica de todo lo que es sobrenatural sobre todo lo que es natural, y, por consiguiente, en la superioridad jerárquica de la fe sobre la razón, de la gracia sobre el libre albedrío, de la Providencia divina sobre la libertad humana y de la Iglesia sobre el Estado; y, para decirlo todo de una vez y en una sola frase, en la superioridad de Dios sobre el hombre.
    De la restauración de estos principios eternos del orden religioso, del político y del social depende exclusivamemte la salvación de las sociedades humanas. Estos principios, empero, no pueden ser restaurados sino por quien los conoce, y nadie los conoce sino la Iglesia católica; su derecho de enseñar a todas las gentes, que le viene de su Fundador y Maestro, no se funda sólo en ese origen divino, sino que está justificado también por aquel principio de la recta razón, según el cual toca aprender al que ignora y enseñar al que más sabe.
    Carta de Juan Donoso Cortès al Cardenal Fornari

    • Thiago maio 23, 2017 às 9:33 pm

      Maravilhoso texto!

      Fé acima da Razão!

      Ordem Sobrenatural acima da Ordem Natural!

      Igreja que prevalece sobre o Estado!

      Civilização Cristã!

      Cidade de Deus!

  3. Thiago maio 23, 2017 às 9:47 pm

    Também gostaria de deixar aqui dois livros importantíssimos.

    “Luz nas Trevas Protestantes” do Padre Julio Maria.

    “Em Defesa da Fé” de Frei Damião.

    Para que outras pessoas não venham a cair na heresia protestante.

  4. Zoltan Batiz maio 23, 2017 às 10:28 pm

    O arianismo medieval, o unitarianismo, originou na minha terra, menos que 3 minutos de a pé da nossa casa, e o homenzinho o que o produziu, Ferenc Dávid (1510-1579), era da minha raça (que vergonha). Mesmo hoje em dia o “bispo” principal dele reina lá, e eles têm uma sucessão continua desde aquela altura. Essa religião produziu os unitarianos americanos de tipo John Quincy Addams, e influenciou até Jefferson. O arianismo mais moderno é dos ditos Testemunhas de Jeová. O nome “Jeová” foi inventado por um monge dominicano, Raymundus Martini, (no século 10, salvo erro), o quem inseriu os vogais da palavra “Adonai” (Senhor) entre os consonantes do Tetragramaton (JHVH), como podem ver no video https://www.youtube.com/watch?v=aWzetMUXPGo . A Vulgata não contém a palavra Jeová nem sequer uma vez, nem o Talmudo (o que usa En Gof para o tetragamaton masculino, uma invenção talmúdica, e Shekinah para o feminino; estes dois aspectos da divinidade deles são quase inseparáveis).

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