Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

QUE DIZER A UM ADOLESCENTE QUE HOJE QUEIRA SER PADRE?

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Ad Catholici Sacerdotii”, promulgada em 20 de Dezembro de 1935:

«É o sacerdote, de facto, por vocação e mandato Divino, o principal Apóstolo e defensor infatigável da educação da juventude cristã; ele, em Nome, e com a Autoridade de Deus, abençoa o matrimónio Cristão e defende sua perpetuidade e Santidade contra os erros e embustes da sensualidade e da concupiscência; o sacerdote traz a mais valiosa contribuição à solução, ou, pelo menos à mitigação dos conflitos sociais, pregando a Fraternidade Cristã, recordando a todos os mútuos deveres de Justiça e da Caridade Evangélica, pacificando os ânimos exasperados pelas diferenças sociais e económicas, MOSTRANDO AOS RICOS E AOS POBRES OS ÚNICOS VERDADEIROS BENS, A QUE TODOS PODEM E DEVEM ASPIRAR; o sacerdote, finalmente, é o mais eficaz pregador daquela cruzada de expiação e de santa penitência, à qual temos exortado todos os bons, para reparar as impiedades, as torpezas e os delitos que nos tempos presentes tanto desonram e degradam o Género Humano; tempos os de hoje, certamente, nos quais, como em nenhum outro momento da História, mais necessitamos da Misericórdia do Divino Redentor, e do Seu perdão.

Em verdade, os inimigos da Santa Igreja não desconhecem a importância vital do Sacerdócio, e por isso – como tivemos de lamentar ao escrever ao caríssimo povo mexicano – lançam seus ataques principalmente contra ele, PARA ARRANCÁ-LO DA RAIZ DA SOCIEDADE HUMANA E ABRIR CAMINHO PARA DESTRUIR COMPLETAMENTE O NOME CATÓLICO NA POSTERIDADE; eis certamente o que desejam com veemência, MAS QUE JAMAIS CONSEGUIRÃO!

O Género Humano sentiu sempre a necessidade de sacerdotes, isto é, homens que pela missão a eles legìtimamente confiada, fossem conciliadores entre Deus e os homens, cuja missão durante toda a vida abarcasse as coisas relacionadas com a Divindade; fossem os que oferecessem a Deus, as súplicas, as expiações, os sacrifícios em nome da sociedade, que como tal, TEM OBRIGAÇÃO DE RENDER CULTO PÚBLICO E SOCIAL A DEUS, DE RECONHECER N’ELE O SENHOR SUPREMO E O PRIMEIRO PRINCÍPIO, DE TENDER PARA ELE COMO AO SEU FIM ÚLTIMO, AGRADECENDO-LHE E TORNANDO-O PROPÍCIO. Em verdade, entre todos os povos de cujos costumes se tem notícia, a menos que sejam constrangidos pela violência a recusar e abjurar as leis mais Sagradas da natureza humana, sempre houve sacerdotes, embora muitas vezes a serviço de FALSAS DIVINDADES; e da mesma maneira, onde quer que os homens professem uma religião, onde quer que levantem altares, ali há um sacerdócio, circundado de mostras especiais de honra e veneração.

Mas quando brilharam os fulgores da Revelação Divina, apareceu o sacerdote revestido de muito maior dignidade, da qual é afastado prenúncio a misteriosa e venerável figura  de Melquisedec, sacerdote e rei, cujo símbolo o Apóstolo São Paulo relaciona com a Pessoa e Sacerdócio de Jesus Cristo.

Em primeiro lugar, como ensina o Sagrado Concílio de Trento, Jesus Cristo instituiu na última Ceia o Sacerdócio e o Sacrifício do mesmo nome:”Este mesmo Deus e Senhor nosso, embora uma só vez Se houvesse de oferecer por Sua morte no Altar da Cruz a Seu Pai, para operar ali a Eterna Redenção, não obstante, para que por Sua morte o Sacerdócio não se extinguisse, na última Ceia, na noite em que ia ser entregue, para deixar à Igreja, Sua amada Esposa, UM SACRIFÍCIO VISÍVEL, COMO O EXIGE A NATUREZA DO HOMEM, com O Qual se representasse aquele SACRIFÍCIO cruento que ia consumar uma só vez na Cruz, e para que ficasse memória dele até ao fim dos séculos, e para que se aplicasse sua virtude na remissão dos pecados que nós todos os dias cometemos, declarando-Se constituído Sacerdote Eterno segundo a ordem de Melquisedec, OFERECEU A DEUS PAI SEU CORPO E SANGUE, SOB AS ESPÉCIES DE PÃO E DE VINHO, E SOB ESTAS MESMAS ESPÉCIES, AOS APÓSTOLOS, QUE ENTÃO CONSTITUÍA SACERDOTES DO NOVO TESTAMENTO, entregou para que consumissem, e aos mesmos, bem como aos seus sucessores no Sacerdócio, mandou que oferecessem o mesmo Sacrifício sob os mesmos símbolos, dizendo: FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”.»

 

 A juventude é uma das maiores vítimas da seita conciliar; porque a gente nova constitui, por definição, o futuro da Humanidade, e porque possuem naturalmente uma plasticidade, uma potencialidade, que se for mal formada, como tal permanecerá agravada para todo o sempre.

Quem escreve estas linhas, tendo frequentado, em pleno Estado Novo Português, um colégio nominalmente católico, passou pela angústia de ouvir o agnóstico professor de História e Filosofia afirmar que “neste mundo, quem vence não é quem tem razão, mas quem tem força”; a minha primeira reacção foi pensar: Mas se é assim, para quê viver? É evidente que nenhum pai, nem nenhum professor, deve expender tais considerações a adolescentes sem proceder a um enquadramento, necessàriamente transcendente e Sobrenatural, que reconstitua uma ordem essencialmente objectiva que liminarmente desautorize quanto possível, na alma do adolescente, a atroz realidade deste péssimo mundo, desta verdadeira ante-Câmera do Inferno.

Em mim – por Graça de Deus, e de Nossa Senhora de Fátima, Medianeira de todas as Graças – o efeito foi totalmente o oposto do pretendido; consequentemente, sou hoje tão inflexível, e até brutal, com a seita conciliar, matriz de todos os mais impensáveis relativismos.

Mas como argumentar, hoje, com um rapaz que, de boa fé, quer ser padre? Convenhamos que é bastante difícil.

Em primeiro lugar, coloque-se uma questão de grande magnitude; o rapaz é baptizado? Se sim, tê-lo-á sido vàlidamente?  Não se pense que se trata de um problema menor, na exacta medida em que nestes nossos ominosos tempos há muitos, mas mesmo muitos, baptismos inválidos; pois que a seita conciliar, enquanto tal, não tem sacramentos, e o baptismo foi transformado num ritual de admissão numa seita festivaleira e pândega. Mas como se sabe, qualquer pessoa pode e deve baptizar, sendo que nos tempos que correm deve considerar-se como suspensa a lei canónica que exige, ordinàriamente, o Baptismo solene na igreja paroquial – precisamente porque vivemos tempos absolutamente extraordinàrios. Se o rapaz é vàlidamente baptizado, devemos imediatamente concluir pelo poder da Graça, que mesmo num ambiente social e religioso deletério, procura   e pugna pela verdadeira Fé Católica.

Deve-se instruir o rapaz na verdade e na santidade da Fé Católica, com o auxílio de um bom Catecismo, e conforme o grau de ilustração do adolescente, propor-lhe mesmo a Luz da Suma Teológica. Devemos, cautelosamente, perante a possível vocação, proceder à comparação entre os textos da Santa Madre Igreja e os da seita conciliar, estruturando bem a Tese de que a Verdade e o Bem, quer filosòfica, quer teològicamente, NÃO MUDAM, NEM PODEM MUDAR.    

Nunca devemos olvidar que em todo o homem, em qualquer época e em qualquer lugar, qualquer que seja o ambiente social e religioso em que ele viva, nesse homem permanece sempre O SINETE, O CARÁCTER DA CONTINGÊNCIA. Na medida em que a criatura NÃO É O SEU SER, porque é circunscrita pela sua própria essência, pelos limites da sua essência; necessàriamente, metafìsicamente, nela se gerará uma dinâmica que brota da incomensurabilidade entre essa limitação E O SER INFINITO. Consequentemente, quer queira, quer não, O VÍNCULO DA CONTINGÊNCIA ESTÁ NESSA PESSOA. Pode é errar objectivamente na expressão desse vínculo, como sucede na enorme maioria dos casos. Assim o comunismo constitui uma religião em negativo infernal: Tem o seu “deus” que é a matéria em evolução; tem a sua igreja que é o partido comunista; tem o seu redentor que são os revolucionários profissionais; tem o seu povo eleito que é a classe operária; e tem o seu paraíso escatológico que é a sociedade comunista, regeneradora e superadora de todas as contradições. Outro exemplo: A crença religiosa nos seres extra-terrestres e nas civilizações de outras estrelas; trata-se de uma autêntica religião em negativo infernal, pois subverte, objectivamente, aquela marca da contingência, que deve conduzir os homens à verdadeira filosofia e à verdadeira Religião.    

Neste quadro conceptual, a análise de uma possível vocação em tempos de extinção social e cultural da Santa Madre Igreja não pode deixar de considerar também estes aspectos fundamentalmente filosóficos.

A pergunta mais dramática do adolescente será certamente acerca dos lugares onde, acaso, ainda se conserve, fielmente, a Tradição Católica. A resposta deve excluir não apenas, como é evidente, a seita conciliar, mas também a Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X, e organizações que gravitam à sua volta. A resposta positiva deve referir como válidas as linhagens episcopais Thuc-Guérard des Lauriers e Alfredo Mendez Gonzalez-Clarence Kelly. A esperança e a sobrevivência da Fé Católica parece, sem dúvida, encontrarem-se nos Seminários Sedevacantistas dos Estados Unidos.

A possível vocação deve inteirar-se plenamente das belezas Sobrenaturais do celibato, notando explìcitamente, que a exigência material do celibato formalmente privada da vida na Graça Santificante, na Caridade perfeita, ESTÁ FUNDAMENTALMENTE NA ORIGEM DA PEDERASTIA ECLESIÁSTICA.

O adolescente deve consciencializar-se de que a seita conciliar, ateia e libertina, não tem Sacerdócio, nem Sacramentos, nem Missa, porque ela própria é a maçonaria internacional; e que muitos rapazes que têm nela sido incorporados tornaram-se funcionários dessa internacional do mal, libertando-se dela à custa de muitos sofrimentos e depois de violados, na alma, e por vezes, no corpo. Pois que a amaldiçoada seita saída do Vaticano 2, liderada pelos papas da morte de Deus, como castigo da sua apostasia, vem transformando-se numa internacional homossexual, quinta-essência de todas as impurezas, de todas as heresias, e de todos os crimes.

Espectáculos como o de Fátima, tendem a impressionar os adolescentes, incapazes de discernirem as ciclópicas e demoníacas forças em jogo, aliás como a imensa maioria dos adultos, mesmo instruídos. Mas a alma adolescente é, sobretudo, muito impressionável e sem o calo da vida, pelo que deve ser muito bem aconselhada, o que hodiernamente se apresenta como cada vez sendo mais difícil.

Que Nossa Senhora de Fátima abençoe e proteja a nossa juventude.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 18 de Maio de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 

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37 Respostas para “QUE DIZER A UM ADOLESCENTE QUE HOJE QUEIRA SER PADRE?

  1. Zoltan Batiz maio 26, 2017 às 1:24 pm

    “nestes nossos ominosos tempos há muitos, mas mesmo muitos, baptismos inválidos;”
    Pois. É mais difícil de invalidar, mas os macacos conciliares conseguiram invalidá-lo em bastantes casos. Ultimamente é difícil de saber se for válido.
    “A esperança e a sobrevivência da Fé Católica parece, sem dúvida, encontrarem-se nos Seminários Sedevacantistas dos Estados Unidos.”
    Não necessariamente. Há bons seminários sedevacantistas em outros lados: México, Argentina.
    Na América também há tendências erradas, como o culto do estatuto, por isto que nem rezam para que a sede vacante acabe.

    • henrique maio 27, 2017 às 12:13 pm

      “Na América também há tendências erradas, como o culto do estatuto, por isto que nem rezam para que a sede vacante acabe.”

      O que seria isso de “culto do estatuto”?

      Fiz recentemente um comentário aqui tratando justamente da falta de atitude do movimento sedevacantista. A única coisa necessária no momento é que os padres fiéis à Igreja, todos ao redor do mundo, fortaleçam a unidade entre si. Isso deveria ser feito através de um concílio, onde todas as divergências seriam dirimidas. Assim seriam assentadas as bases para a futura eleição (ou imediata, dependendo de como as coisas ocorressem) de um Papa sucessor de Pio XII.

      Mas isso não acontece. Por que eles se mantêm separados, cada qual em sua congregação? Aparentemente sem fazer a menor questão de se unirem?

      Parece que nem mesmo eles acreditam que são a última esperança da Igreja. Mas se eles próprios não acreditam nisso, como querem que os outros acreditem? Como querem que os fiéis abandonem, de todo, o clero ligado aos apóstatas do Vaticano, se eles, padres sedevacantistas, não agem com a unidade e a santidade que se espera da verdadeira Igreja – ainda mais da Igreja remanescente?

      • Alberto Cabral maio 27, 2017 às 9:55 pm

        Subscrevo inteiramente as afirmações produzidas, felicitando efusivamente o seu autor.
        Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

      • henrique maio 27, 2017 às 11:28 pm

        Caro Alberto, obrigado pelas gentis palavras.

        Este é o motivo pelo qual eu não consigo mudar meu pensamento num ponto – talvez o único em que eu não esteja, pelo menos até o momento, de acordo com o senhor. Se da Igreja remanescente deveríamos esperar tão mais do que o aquilo que vemos nos padres sedevacantistas de hoje, não será isso um sinal de que esses padres, embora merecendo todo o nosso apoio, ainda não são a última esperança da Igreja? Joaquim Nabuco, político brasileiro, fez uma observação muito sábia: “Só a religião entre as forças humanas não é sujeita à diminuição, pois quando a comprimem sobe. Ganha sempre em altura o que perde em superfície”.

        Não vemos ganho em altura. Não será porque a superfície, apesar dos problemas, ainda não é tão pequena? Deus Nosso Senhor deixaria seus últimos e tão poucos seguidores se perderem em sectarismos?

        Bem sei o que o senhor diz sobre o novo rito de ordenação, que ele é intrinsecamente viciado, por ter sido concebido por agentes da maçonaria. Mesmo assim eu me pergunto se esses problemas não possam, talvez, ser supridos pela boa fé e ignorância dos ordenadores e dos ordenados – sem prejuízo da posição sedevacantista. E veja ainda uma coisa: o Vaticano fala em mudar novamente a missa. Mas se a missa concebida nos anos sessenta já é de todo inválida, por que arriscariam, com novas mudanças, perder mais fiéis para os tradicionalistas?

  2. Pro Roma Mariana maio 28, 2017 às 10:43 am

    Os homens precisam e devem desejar sempre de um guia, o Pastor de suas almas. O castigo vem quando deixam de desejá-Lo, pelo que Ele é: o enviado, Deus mesmo. Os Padres viam ai o mistério do que Jesus ensina invocando Zacarias (13:7): ““Levanta-te, ó espada, contra o meu pastor… “Fere o pastor, e as ovelhas se dispersarão; mas voltarei a minha mão aos pequenos.”
    E Jesus em Mateus (26, 31) “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.” É Deus mesmo que abate o Pastor enviado.
    Hoje na Igreja isto é um fato que apresenta-se como castigo, Terceiro castigo consequente à magra ou nenhuma atenção à Sua Profecia. E para ser absolvido de tal falta é preciso reconhece-la, o que não parece acontecer, Parece até o contrário porque estes padres sede-vacantistas convivem normalmente com a Sede vacante. Se assim não fosse, rezariam e invocariam sem cessar orações e missas para resolver esse estado de castigo ofensivo a Deus na Sua Igreja.
    Já se ouviu em Fátima como os Sagrados Corações demonstram tristeza por esse estado.
    E saber que só a vinda de um Papa católico pode sanar o estado precário de todas essas anormais ordenações e consagrações. Assim penso que fica descrito o grave mal presente e a sua – ainda longínqua solução – que só pode iniciar pela súplica comum e universal para merecer um Papa.

  3. Zoltan Batiz maio 28, 2017 às 12:35 pm

    “padres sede-vacantistas convivem normalmente com a Sede vacante. Se assim não fosse, rezariam e invocariam sem cessar orações e missas para resolver esse estado de castigo ofensivo a Deus na Sua Igreja.”
    Era exactamente isto o que a minha frase destacada quis dizer. Mencionei o estatuto, porque na América é muito importante (com estatuto vales tudo, sem estatuto não és nada, daí a expressão “culto”, embora que os adeptos desta visão podem ser bem incultos), isto explica porque os bispos sedevacantistas acomodaram-se a situação. Têm a sua posição e isso basta.

  4. Roberto maio 28, 2017 às 4:11 pm

    Um concílio de padres e bispos sedevacantistas do mundo para eleição do Sumo Pontífice?
    Sinceramente meus amigos, isso não seria subtrair “roma” do correto entendimento da religião?
    Portanto, nesse caso, a tese de Guérard des Lauriers parece muito mais segura que tal aventura.

    • henrique maio 28, 2017 às 5:18 pm

      O concílio seria para fortalecer a unidade entre os verdadeiros pastores da Igreja, passando a limpo divergências políticas e magisteriais, eliminando motivos de sectarismos. Isto talvez levasse anos. Mas trata-se de um passo essencial antes de se pensar em eleger um papa.

      Mas, conforme meu comentário acima, o fato de não haver qualquer movimentação neste sentido entre os sedevacantistas me faz pensar que estes padres ainda não sejam a última esperança da Igreja, ao contrário do que poderíamos pensar tendo em vista o estado de apostasia e anarquia no clero da linhagem vaticana. Eu tendo, portanto, a pensar que os padres da linhagem vaticana ainda conservem, de algum modo, a validade, pelo menos os de boa fé – sem prejuízo da posição sedevacantista. Tendo a pensar que o Senhor não deixaria de derramar graças extraordinárias no meio sedevacantista, caso este fosse, realmente, tudo o que houvesse sobrado da Igreja.

      Mas isso são apenas especulações minhas. O que menos tenho a respeito deste assunto são certezas, e admito poder mudar de opinião à medida que o estudo e a experiência, ilustrados pela graça, melhorem meu discernimento das coisas.

      • Roberto maio 28, 2017 às 7:44 pm

        A Igreja é uma sociedade perfeita, ela jamais abandonaria o aspecto legal.
        Portanto, por mais que existam padres sedevacantistas de boa fé, lhes falta a legalidade essencial para a eleição de um ofício.

    • henrique maio 28, 2017 às 5:37 pm

      Complementando: justamente para livrar este empreendimento de qualquer traço de aventura, de megalomania pessoal, é que ele deveria ser feito com toda a ponderação. Deveria ser preparado ao longo de muitos anos – mas veja: preparado não do ponto de vista organizacional, mas fermentado nos espíritos dos padres, e também dos fiéis. Pois antes de tudo, é necessário que eles sinceramente queiram a restauração da ordem na Igreja! Que a queiram mais do que qualquer coisa!

      Mas parece que não querem. Como eu disse acima, talvez este seja um sinal de Deus no sentido de que a esperança da Igreja ainda não se reduz a apenas estes padres. Deus age por meio dos homens. E a restauração da ordem na Igreja se dará também por meio dos homens. Mas nada parece indicar que será por meio destes.

      • Roberto maio 28, 2017 às 7:47 pm

        Basta somente que um tenha esse espírito de verdade, aquele que for eleito. A consequência seria maravilhosa, muitos (não todos) o seguiriam.

      • Alberto Cabral maio 28, 2017 às 8:44 pm

        A legalidade da Santa Madre Igreja não lhe advém sòmente do Direito Canônico, mas, através do cânon 188, fundamentalmente do Direito Divino Sobrenatural; este passa à frente do Direito Canônico quando os superiores interesses da Santa Madre Igreja o exijam.
        Num Campo de concentração, o sacerdote é obrigado a reduzir a um minimo o ceremonial da celebração do Santo Sacrifício da Missa. Todavia os ritos espúrios do Vaticano 2 não simplificaram ,ADULTERARAM OS RITOS, NELES CRISTALIZANDO OBJECTIVAMENTE A INTENÇÃO DE DESTRUIR A SANTA MADRE IGREJA.
        Assim se conclui a invalidade da Liturgia conciliar.
        Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

  5. Roberto maio 28, 2017 às 9:44 pm

    Concordo, mas nesse caso isso só aconteceria se todos os membros do Novus Ordo desaparecessem da face da terra, infelizmente não é o caso, portanto o direito de eleger pertence a eles.

  6. henrique maio 28, 2017 às 11:04 pm

    Num dia de sábado, o Senhor caminhava pelos campos e seus discípulos, andando, começaram a colher espigas.
    Os fariseus observaram-lhe: “Vede! Por que fazem eles no sábado o que não é permitido?” Jesus respondeu-lhes:
    “Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros?
    Ele entrou na casa de Deus, sendo Abiatar príncipe dos sacerdotes, e comeu os pães da proposição, dos quais só aos sacerdotes era permitido comer, e os deu aos seus companheiros.”
    E dizia-lhes: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado;
    e, para dizer tudo, o Filho do homem é senhor também do sábado.”

    Marcos 2, 23-28

    Do mesmo modo, as leis da Igreja foram feitas para a Igreja, não a Igreja para as leis.

    O capitão do navio manda que nenhum marujo entre em seu alojamento. Mas devem eles observar esta ordem quando há uma tempestade, um incêndio ou um ataque de piratas?

    É uma das mais pérfidas armadilhas dos anticristos do Concílio Vaticano II o expediente de usar as leis da Igreja para atar as mãos da Igreja.

    Não caiamos nesta armadilha. Hoje, mais do que nunca, devemos enxergar a essência por trás das formalidades exteriores.

  7. Pro Roma Mariana maio 29, 2017 às 8:13 am

    QUE DIZER A UM ADOLESCENTE QUE HOJE QUEIRA SER PADRE?” Que tudo e toda a lei na Igreja é para a Fé. Não há pois maior demonstração da decadência de qualquer autoridade da parte dos membros do Novus Ordo do que a fé e o culto que professam sem e contra a Fé. Não sou eu ou ele que o afirma; são eles mesmos que o fazem e fizeram com o Vaticano 2,

  8. Roberto maio 29, 2017 às 12:31 pm

    Usar a leis da Igreja para atar as mãos da Igreja é uma contradição, seria o mesmo que dizer que o problema da Igreja é a sua própria lei. Não é verdade.
    Qualquer ajuntamento de padres e bispos sedevacantistas para eleição de um papa iria fracassar por uma simples razão, eles não teriam fundamento nenhum para provar que o eleito é um legítimo sucessor de São Pedro. Isso se daria provando que o eleito possui, de fato, a primazia, a superioridade dele sobre os demais, essa primazia nada mais é que a Diocese de Roma, ou seja, se ele não for Bispo de Roma é impossível que ele seja Papa. Não existe outra maneira de reconhecer um Sumo Pontífice.
    Veja que não existe nenhuma dificuldade nisso, e a própria lei da Igreja é muito sabia, e ela mesmo nos dá garantias que sairemos da crise, mais cedo ou mais tarde. Basta somente que um cardeal que seja eleito negue o Concílio do Vaticano II.
    .
    Conclavismo é loucura:

    • henrique maio 29, 2017 às 5:13 pm

      Conclavista a Igreja sempre foi.

      Quem acusa de “conclavismo” o reconhecimento da necessidade de eleger um novo e verdadeiro papa busca desviar-se da embaraçosa tarefa de justificar por que, afinal de contas, o privilégio de eleger um papa caberia, não aos bispos fiéis à Fé Católica, senão PRECISAMENTE ÀQUELES TRAIDORES QUE ESTÃO COMPROMETIDOS, DE MODO OSTENSIVO, EM DEMOLIR A IGREJA E PERDER ALMAS.

      Se quer, pois, refutar o que chama de “conclavismo”, mostre por que é válido o princípio SUICIDA e CRIMINOSAMENTE NEGLIGENTE, acima exposto.

      Ademais, o Papa, eleito por quem fosse, estivesse onde estivesse, seria sempre o bispo de Roma.

      • Roberto maio 29, 2017 às 5:50 pm

        Prezado Henrique,

        Você tem certeza de que TODOS os cardeais que existem e sejam eleitores são traidores e estão comprometidos de modo ostensivo em demolir a Igreja e perder as almas?
        Você tem absoluta certeza disso? Tem provas concretas para que cada um seja acusado disso?
        Você conhece tão bem TODOS eles?
        Para ser bispo de Roma tem que pertencer e governar a diocese de Roma, lembre-se ainda que cada cardeal pertence ao clero de Roma, cada um deles possui sua igreja na área da cidade de Roma.

      • henrique maio 29, 2017 às 5:51 pm

        Além de suicida, por levar à destruição do patrimônio da Igreja, e negligente, por fazer pouco caso das almas que vão sendo privadas da Fé, a ideia também não deixa de ter algo de SUPERSTICIOSO, na medida em que acredita que o Deus resolverá a situação sem o concurso dos homens, cumprindo seu dever e empregando todos os meios possíveis para defender a Igreja dos seus inimigos.

    • Alberto Cabral maio 29, 2017 às 6:48 pm

      Sem dúvida que uma eleição papal constituída a partir da tremenda carência de unidade do mundo sedevacantista seria uma loucura. ONDE NÃO HÁ UNIDADE NÃO HÁ AUTORIDADE.
      Se um Cardeal fosse eleito papa e imediatamente renegasse o Vaticano 2 seria excelente. Mas seria quase de certeza assassinado pela maçonaria, a menos que estivesse enquadrado fortemente por verdadeiros católicos já convenientemente entrincheirados no estado do Vaticano. Só que este depende para tudo do Estado Italiano, onde a maçonaria pontifica há mais de dois séculos. Seja como for, rezemos para que tal aconteça: Era a melhor solução!
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

      • Pro Roma Mariana maio 29, 2017 às 8:13 pm

        Um cardeal que eleito renegasse o Vaticano 2? Será que pensa no cardeal Burke que esteve dia 13 em Fátima, mas não concelebrou com Bergoglio? Para seguir a lei da Igreja deveria antes renegar, depois ser eleito. Mas no mundo às avessas que vivemos tudo é possível e vale registrar algumas suas palavras:
        “As horrible as are the physical chastisements associated with man’s disobedient rebellion before God, infinitely more horrible are the spiritual chastisements for they have to do with the fruit of grievous sin: eternal death,” ,,, the promised triumph of the Immaculate Heart of Mary undoubtedly refers firstly to “the victory of the Faith, which will put an end to the time of apostasy, and the great shortcomings of the Church’s pastors.”
        “The teaching of the Faith in its integrity and with courage is the heart of the office of the Church’s pastors: the Roman Pontiff, the Bishops in communion with the See of Peter, and their principal co-workers, the priests. For that reason, the Third Secret is directed, with particular force, to those who exercise the pastoral office in the Church. Their failure to teach the faith, in fidelity to the Church’s constant teaching and practice, whether through a superficial, confused or even worldly approach, and their silence endangers mortally, in the deepest spiritual sense, the very souls for whom they have been consecrated to care spiritually. The poisonous fruits of the failure of the Church’s pastors is seen in a manner of worship, of teaching and of moral discipline which is not in accord with Divine Law.
        Sobre a consagração da Rúussia: “The requested consecration is at once a recognition of the importance which Russia continues to have in God’s plan for peace and a sign of profound love for our brothers and sisters in Russia,”

      • Roberto maio 30, 2017 às 1:35 am

        Não creio que houvesse qualquer necessidade bélica para isso. É quase que humanamente impossível evitar ser morto pela maçonaria. Também acredito que seja impossível reunir “verdadeiros católicos” sem que haja um maçom no meio, começou com Judas, será assim até o final. Ele provavelmente seria morto por algum grupo de cardeais.

  9. Roberto maio 29, 2017 às 12:55 pm

    Editor, por favor não publique o video eu não tinha ouvido o audio.

  10. Pro Roma Mariana maio 29, 2017 às 3:47 pm

    Recomendo ao amigo que leia https://promariana.wordpress.com/2017/03/12/o-laco-fatal-do-conclavismo-da-hora-presente/. Penso que até o aciesordinata o publicou.
    O conclavismo alucinado acima só atinge e importa a alguns. Mas o conclavismo que vai contra a lei da Igreja e a quer mudar ou demolir, é o que afirma legítima a eleição de quem se demonstrou herege, ao ponto de abrir à uma nova igreja. Esta não é uma realidade que possa ser desmentida.

  11. henrique maio 29, 2017 às 8:02 pm

    “Você tem certeza de que TODOS os cardeais que existem e sejam eleitores são traidores e estão comprometidos de modo ostensivo em demolir a Igreja e perder as almas?”

    Quem não seja culpado por ação, é por omissão. Em se tratando de tão altas autoridades, não é mais possível ser ingênuo, dado o ponto a que chegou a apostasia.

    “Para ser bispo de Roma tem que pertencer e governar a diocese de Roma”

    Ordinariamente sim. Mas é claro que isso não é possível se o Papa for privado pela força do que é seu direito.

    Ademais: deixamos claro, pelas postagens anteriores, que nada do que se diz aqui em favor da necessidade de eleger um novo e verdadeiro Papa é para condescender com aventuras e sectarismos, como o circo de Palmar de Troya. Como eu disse: a eleição de um Papa, na presente e extraordinária situação, deveria ser precedida de um concílio reunindo todos os bispos do mundo fiéis à Igreja. O concílio talvez levasse anos, e seria depois ratificado pelo novo Papa. Mas o próprio concílio deveria ser precedido de uma longa fase de preparação espiritual, na qual os padres, bispos e fiéis do mundo todo ANSIASSEM PROFUNDAMENTE pela restauração da Igreja e a eleição de um novo Papa. Mas tal anseio, evidentemente, só pode ser suscitado pela graça de Deus. E justamente por não ver sinal de tal anseio, nem mesmo entre os padres sedevacantistas, é que eu sou levado a concluir que os padres sedevacantistas ainda não são a última esperança da Igreja, e que alguma esperança ainda possa haver entre o clero ligado aos apóstatas do Concílio Vaticano II. Não é, contudo, uma certeza.

    Repare: ainda que possa ocorrer do modo como você diz, isto é, que um cardeal fiel fosse eleito Papa, condenasse o Concílio Vaticano II e desse início à restauração da Igreja, isso não deve ser motivo para que rejeitemos a possibilidade de uma eleição pelos bispos sedevacantistas. Isso seria FÉ CEGA, que é o que os tradicionalistas parecem ter. Pois se eu não conheço pessoalmente todo o colégio cardinalício, e não tenho como provar, do modo como você quer, que todos são apóstatas, menos ainda você pode acreditar que alguém lá dentro ainda é fiel. Nosso julgamento deve ser objetivo, baseado no que se vê – não baseado em suposições que são produto dos nossos sentimentos. E o que se vê lá dentro é apostasia e omissão criminosa de todos os lados.

    Quem rejeita por princípio a possibilidade de eleger-se um Papa à revelia do Vaticano apóstata, que trate de mostrar que ainda existem bispos católicos lá dentro, e explicar por que eles preferem manter suas posições pessoais em vez de dar testemunho da verdade, como fizeram os mártires, derramando até o próprio sangue. Do contrário, bem faremos em ansiar por uma reunião dos verdadeiros bispos e a válida eleição de um novo Papa.

    • Alberto Cabral maio 30, 2017 às 12:13 am

      Os cardeais chamados dissidentes aceitam o Vaticano 2 e até invocam” SÃO” JOÃO PAULO II E O “BEATO “PAULO VI. Consequentemente, são cegos a conduzirem outros cegos. Não esquecer que a conversão à verdadeira Fé de um destes homens, POR SUPRIMENTO DA IGREJA ETERNA VALIDARIA O SEU CARGO. Um tal suprimento excepcional é de Direito Divino Sobrenatural.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

    • Roberto maio 30, 2017 às 1:19 am

      “Repare: ainda que possa ocorrer do modo como você diz, isto é, que um cardeal fiel fosse eleito Papa…”
      Não foi bem isso que eu disse.
      Para que fique bem claro, que seja o pior cardeal possível, o pior herege entre o colégio. Ele sendo eleito, sua eleição seria perfeitamente válida, a heresia não põe qualquer obstáculo para a eleição, a não ser que ela tenha sido condenado legalmente.
      Repare que o herege sendo legitimamente eleito, ele aceita o cargo, porém, por conta de sua heresia não é papa. Entretanto, caso ele confesse sua recusa ou dúvida formal da Fé Católica*, ele volta a fazer parte do Corpo Místico, volta a ser católico. Porém, ainda assim, ele por direito pode reclamar sua eleição, que continua válida, a Igreja por justiça e força de lei não lhe nega esse direito. Note que no momento de sua satisfação pelo pecado de heresia e uma vez removido o impedimento para o Pontificado, Deus lhe dá a jurisdição necessária para ser papa.

      *É interessante lembrar que a matéria do sacramento da penitência é ato do penitente; a contrição, a acusação e a satisfação.

  12. José Carlos maio 29, 2017 às 11:41 pm

    Para quem deseja ir para a vida religiosa /monástica infelizmente não há nenhum local a não ser no meio “tradicionalista”

  13. Eduardo maio 30, 2017 às 12:10 am

    “A esperança e a sobrevivência da Fé Católica parece, sem dúvida, encontrarem-se nos Seminários Sedevacantistas dos Estados Unidos.”
    Um dia os católicos, realmente escolhidos de Deus, vão dar razão aos sedevacantistas.
    “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Ap. XVIII

  14. Thiago maio 30, 2017 às 4:55 am

    A Igreja está em seu momento de Martírio. E Judas Escariotes reina em Roma, vendeu o Corpo Místico para a Maçonaria por 30 moedas. A Cátedra nos tempos do concílio 2 negou à Cristo Nosso Senhor três vezes. Enfim, eis O Corpo Místico de Criso crucificado. Assim como Nosso Senhor Jesus ressuscitou miraculosamente; o Corpo Social e Místico de Cristo ressuscitará. E essa será o Triunfo do Imaculado Coração de Maria. Será no advento da Parusia ou por outro caminho? Não sei.

    Nosso tempo é o tempo da supremacia de Satã, da apostasia, das duas bestas, do Dragão e do Anticristo.

    Estudo o apocalipse há muitos anos, e a explicação mais razoável que encontrei no Catolicismo foi a revelada ao Padre Gobbi por Nossa Senhora.

  15. Pro Roma Mariana maio 30, 2017 às 10:26 am

    @ Roberto; quando você diz que o herege oculto “tem sua eleição perfeitamente válida, que a heresia não põe qualquer obstáculo para a eleição, a não ser que ela tenha sido condenado legalmente”, aponta à situação aparente, porque “porém, por conta de sua heresia não é papa”. Estamos pois na pura abstração tanto “no caso ele confesse sua recusa ou dúvida formal da Fé Católica*, ele volta a fazer parte do Corpo Místico, volta a ser católico”, quanto que “por direito pode reclamar sua eleição, que continua válida, a Igreja por justiça e força de lei não lhe nega esse direito”. Um direito jamais adquirido numa eleição nula. Veja a Bula ‘Cum ex». Quanto à “lembrar que a matéria do sacramento da penitência é ato do penitente; a contrição, a acusação e a satisfação”, que atinência pode ter com o direito a recuperar jurisdição? Nenhuma.

    • Roberto maio 30, 2017 às 1:06 pm

      A Cum ex apostolatus é uma lei. Pergunto, por exemplo, onde, perante a lei Jorge Mario Bergoglio é acusado de herege? Como você ou eu, sabendo que ele é um herege, iriamos tornar sua eleição nula e retirá-lo do Vaticano? Não podemos fazer isso, isso seria fazer justiça com as próprias mãos. O policial sabendo que existe uma pena de morte para assassinato e vê alguém cometendo o crime, sabe que o criminoso é culpado mas não aplica a lei, antes de tudo, deve haver a acusação legal. O que nos interessa aqui nessa discussão, não são consequências teológicas, mas a aplicação de leis. E convenhamos, quando Paulo IV decretou a Bula, tinha em mente a autoridade competente a quem se destinava tal documento.
      No meu entendimento, só existe uma maneira de aplicar a Cum ex apostolatus, legalmente, com efeito concreto, digamos assim, seria alguns cardeais reconhecerem que de fato Bergoglio é um herege, e consequentemente anunciarem publicamente a vacância da Sé, isso automaticamente tiraria a validade de sua eleição.
      Seria EXATAMENTE dessa forma que Paulo VI iria ser removido do Vaticano, no final dos anos sessenta, se caso, alguns dos cardeais tivessem tido uma compreensão perfeita do que foi o Concílio do Vaticano II e movessem a vontade no sentido de um processo legal.

      • Pro Roma Mariana maio 30, 2017 às 3:24 pm

        @ Roberto: Justo, “quando Paulo IV decretou a Bula, tinha em mente a autoridade competente a quem se destinava tal documento”. Para a Igreja em condições normais é isto mesmo. Veja-se o caso do papa Pascoal II na questão das investiduras, quando foi interpelado por S. Bruno e outros santos bispos. Hoje estamos longe disso em questões muito mais graves, porque a Fé foi alterada diretamente com a apostasia centrada num «novo evangelho conciliar»,
        Logo. não existe mais uma maneira de aplicar a Cum ex apostolatus, diretamente, “com efeito concreto, digamos assim, alguns cardeais deveriam reconhecer que de fato Bergoglio é um herege, e consequentemente anunciarem publicamente a vacância da Sé”. Você ouviu algum desses cardeais conciliares o contestarem na fé para tirar a validade de sua eleição? Nunca. Então leia a parte final (nº 7) da Bula do Papa Paulo IV. Ali ele volta ao direito do fiel de recusar e anatemizar os hereges (Gal 1, 8). O que faltou da parte da hierarquia e até dos dois grandes bispos Lefebvre e Castro Mayer no final dos anos sessenta? “A compreensão perfeita do que foi o Concílio do Vaticano II” e a vontade de ligar causa-efeito no sentido de acusar de público o processo da mutação conciliar da Doutrina e Liturgia como causa de perda da autoridade na Fé. Acusaram os anticristos e os antipapas, mas sem enquadrar isto na Lei. Mas o desvio deles é concreto e reconhecível pelos que tem fé, que tem o direito-dever de testemunhá-lo e apartar-se do aparato conciliar que desvia e dana. Dom Mayer ainda disse algo sobre a falsa igreja de João Paulo 2º, mas está ai o Rifan para atestar que foi a reação de um «velhinho”! Agora sou eu um dos velhinhos que ainda quer morrer na Igreja da nossa juventude. Não há outra nascida do Sacrifício de Nosso adorável Salvador.

      • henrique maio 30, 2017 às 5:10 pm

        E, além do que foi dito acima (pelo Arai Daniele? Não há nome), pergunto: onde está determinado que os cardeais, e apenas os cardeais, tem a prerrogativa de fazer isso, no caso de manifesta heresia e traição por parte daquele que ocupa o trono papal? Não lhe parece que isso é arbitrário?

        Se o Papa, sendo a autoridade suprema, não pode ser julgado por ninguém, isso vale tanto para os cardeais quanto para o mais humilde dos fiéis. Mas se partimos do princípio de que o ocupante do trono papal deve ser julgado, por manifesta heresia, assumimos que ele não é Papa, de modo que não se pode discriminar entre cardeais, bispos, padres e fiéis: todos estão em condições de dar testemunho da usurpação e da vacância da Sé.

        Isso contuno não significa que no plano da ação prática – da prisão e do julgamento do impostor – não haja uma distinção entre maiores e menores autoridades. È claro que há. Convém, certamente, que os primeiros a tomarem uma atitude, perante a referida situação de usurpação, sejam aqueles que estão mais acima na hierarquia da Igreja. Mas isso é assim por conveniência, não por prerrogativa sobrenatural. Se porventura as maiores autoridades falharem nisso, nada pode impedir que os de mais baixa autoridade tomem a iniciativa.

        Há pois, da parte dos tradicionalistas, uma confusão entre duas coisas: TESTEMUNHAR e JULGAR. Pelo fato de nós, fiéis, não estarmos em condições de agir contra a usurpação, não significa que não devamos DAR TESTEMUNHO dela. Dizer, em alto e bom som: NÃO HÁ PAPA. A SÉ FOI USURPADA.

        Pois como pode haver julgamento de um crime se não há testemunho do crime? Primeiro há o testemunho, depois o julgamento. MAS OS TRADICIONALISTAS QUEREM IMPEDIR O TESTEMUNHO!!!

  16. Pro Roma Mariana maio 30, 2017 às 6:12 pm

    @ Henrique, sou eu Arai que responde por Roma Mariana. Volto aqui para mostrar como esse testemunho sobre a Sé usurpada, quando os mais qualificados falham, está registrado na Bula «Cum ex» do Papa Paulo IV sobre a perda «ipso facto» da jurisdição dos desviados:
    7. Os fiéis não devem obedecer mas evitar os desviados na Fé.
    «E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de haver nenhuma declaração ulterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja lícito em conseqüência a todas e cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos, se não se houvessem apartado antes da Fé, nem houvessem sido heréticos, nem houvessem incorrido em cisma, ou os houvessem suscitado ou cometido, tanto aos clérigos seculares e regulares, o mesmo que aos leigos; e aos Cardeais, incluso aos que houvessem participado na eleição desse Pontífice Romano, que com anterioridade se apartou da Fé, e era ou herético ou cismático, ou que houvera consentido com ele outros pormenores e lhe houvessem prestado obediência, e se houvessem ajoelhado ante ele; aos chefes, prefeitos, capitães, oficiais, incluso de nossa materna Urbe e de todo o Estado Pontifício; assim mesmo aos que por acatamento ou juramento, ou por precaução se houvessem obrigado e comprometido com os que nestas condições foram promovidos ou assumiram suas funções, (seja-lhes lícito) subtrair-se em qualquer momento e impunemente da obediência e devoção aqueles que foram assim promovidos ou entraram em funções, e evitar-lhes como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham de prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência os futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primados, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito. E ademais para maior confusão destes mesmos assim promovidos e assumidos, se pretenderem prolongar seu governo e administração, contra os mesmos assim promovidos e assumidos (seja-lhes lícito) requerer o auxílio do braço secular, e não por isso os que se subtraem desse modo à fidelidade e obediência para com os promovidos e titulares, já ditos, estarão submetidos ao rigor de algum castigo ou censura, como se exige, ao contrário, aos que cortam a túnica inconsútil do Senhor.»
    Negar-lhes a obediência e evita-los como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos e heresiarcas, é o testemunho público que nos merecem os falsos papas, de João 23 a Bergoglio. Um duro esforço contra a corrente, por amor à Igreja e caridade para com o próximo enganado pela aparências Eis o QUE DIZER A UM ADOLESCENTE QUE HOJE QUEIRA SER PADRE”

  17. Roberto maio 30, 2017 às 7:50 pm

    “Você ouviu algum desses cardeais conciliares o contestarem na fé para tirar a validade de sua eleição? Nunca.”
    Nunca não é o mesmo que para sempre.
    A Bula informa que um leigo tem o direito de “subtrair-se”, de “evitá-los COMO SE FOSSEM…” e não vejo como um leigo possa anatemizar alguém, visto que esse tipo de ato solene é somente reservado ao Sumo Pontífice em cerimonia própria. Porém, entendo que você talvez queira dizer que a Bula, em uma suposta demora da aplicação da lei por parte da autoridade competente, automaticamente transfere a qualquer pessoa o poder de julgar e condenar qualquer ofício eclesiástico baseado na presunção de que, nunca, jamais, em tempo algum, até a consumação dos séculos, um cardeal pudesse surgir e condenar o Concílio do Vaticano II. Sinceramente não é essa leitura que faço do documento.

  18. Pro Roma Mariana maio 30, 2017 às 9:22 pm

    Caro Roberto, toda a boa leitura começa do que está nas Escrituras. Por exemplo de Gálatas 1, 8: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” O anátema significa que professa e comunga em outro evangelho, outra fé. Ato solene somente reservado ao Sumo Pontífice em cerimonia própria? Quando foi o caso os Papas condenaram, por exemplo os modernistas. Já poderia bastar para que os fiéis não devam obedecer mas evitar os desviados modernistas na Fé. O resto é fumaça nos olhos, para esperar que um falso papa modernista anatematize os resistentes, como mgr Fefebvre.

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