Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Arquivos Diários: junho 8, 2017

O MODERNISMO NÃO POSSUI, NEM PODE POSSUIR, A PAZ

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, num trecho da sua encíclica “Mortalium Animos”, promulgada em 6 de Janeiro de 1928:

«Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este Fim: Conhecê-l’O e servi-l’O. O nosso Criador possui, portanto, pleno Direito a ser servido. Por certo, poderia Deus ter estabelecido apenas uma Lei da natureza para o governo do homem; Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos actos pela Providência Ordinária da referida Lei. Mas preferiu dar preceitos aos quais obedecêssemos, e no decurso dos tempos, desde os começos do Género Humano, até à vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos pelo Criador: “Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos Profetas; ùltimamente, nestes dias, falou-nos por Seu Filho” (Heb 1,1 ss). Está, portanto, claro que a Religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na Palavra revelada de Deus; começando a ser feita, desde o princípio, essa Revelação prosseguiu sob a Lei antiga, e o próprio Cristo completou-a sob a nova Lei. Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela Fé Histórica ter Ele realmente falado – não há quem não veja SER DEVER DO HOMEM CRER, DE MODO ABSOLUTO, EM DEUS QUE SE REVELA  E OBEDECER IGUALMENTE A DEUS QUE IMPERA. Mas para a Glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho de Deus instituiu na Terra a Sua Igreja.

Acreditamos, pois, que os que afirmam serem cristãos, não possam  fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas se se indaga, além disso, qual deva ser ela, por vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso. Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade de a Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma Doutrina, sob um Magistério e um só Regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível, é uma federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas,  a doutrinas opostas entre si. Entretanto, Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu a Sua Igreja como SOCIEDADE PERFEITA DE NATUREZA EXTERNA E PERCEPTÍVEL PELOS SENTIDOS, A QUAL, NOS TEMPOS FUTUROS, PROSSEGUIRIA A OBRA DE REPARAÇÃO DO GÉNERO HUMANO, PELA REGÊNCIA DE UMA SÓ CABEÇA, PELO MAGISTÉRIO DE UMA VOZ VIVA, E PELA DISPENSAÇÃO DOS SACRAMENTOS, FONTES DA GRAÇA CELESTE. Por esse motivo, por comparações, AFIRMOU-A SEMELHANTE A UM REINO, A UMA CASA, A UM REDIL DE OVELHAS E A UM REBANHO. (…)

Acaso podemos  tolerar – o que seria bastante iníquo – que a verdade, e em especial a revelada,  seja diminuída mediante pactuações? No caso presente, trata-se da verdade revelada que deve ser defendida.

Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos que deveriam ser instruídos na Fé Evangélica, e para que não errassem em nada, quis que, anteriormente, lhes fosse ensinada, pelo Espírito Santo, toda a Verdade, acaso esta Doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente, ou foi alguma vez perturbada na Igreja, EM QUE O PRÓPRIO DEUS ESTÁ PRESENTE COMO REGENTE E GUARDIÃO? Se o nosso Redentor proclamou claramente o Seu Evangelho, NÃO APENAS PARA OS TEMPOS APOSTÓLICOS, MAS TAMBÉM PARA PERTENCER ÀS ÉPOCAS FUTURAS, O OBJECTO DA FÉ PODE TORNAR-SE DE TAL MODO OBSCURO E INCERTO, QUE HOJE SEJA  NECESSÁRIO TOLERAR OPINIÕES PELO MENOS CONTRÁRIAS ENTRE SI? SE ISTO FOSSE VERDADE, DEVER-SE-IA IGUALMENTE DIZER QUE O ESPÍRITO SANTO, QUE DESCEU SOBRE OS APÓSTOLOS, QUE A PERPÉTUA PERMANÊNCIA DELE NA IGREJA, E TAMBÉM QUE A PRÓPRIA PREGAÇÃO DE CRISTO, JÁ TERIAM PERDIDO, DESDE HÁ MUITOS SÉCULOS, TODA A EFICÁCIA E UTILIDADE: AFIRMAR ISTO, É SEM DÚVIDAS BLASFEMO!»

O modernismo, por definição, não possui, nem pode possuir, a Paz. Esta, efectivamente, é constitutiva do repouso SOBRENATURAL na Verdade e no Bem, da tranquilidade na Ordem, da serenidade inefável com que se atinge o Fim último, QUE É TAMBÉM O NOSSO PRINCÍPIO. Mas nada disto existe, ou pode existir, no modernismo, o qual, infinitamente distante de Deus Nosso Senhor, procede por mudanças contínuas, por uma viciosa e interminável série de actos, que sendo contingentes, são metafísica e teològicamente inúteis, pois permanecem finitos. Daqui o espectáculo da seita conciliar, sempre em evolução, porque nunca encontra Aquele, que dando plena conta de Si, explica igualmente todas as séries contingentes.

Sartre, no seu ateísmo postulatório – quer dizer, um ateísmo que surge como decisão puramente existencial e não com base em raciocínios – não duvida em afirmar que a tragédia, mas simultaneamente a essência do homem, reside no facto de ser uma consciência aniquilante, pois qualquer valor que coloque só o pode fazer como condição do próprio aniquilamento desse mesmo valor, que pela liberdade coloca e pela liberdade aniquila; uma liberdade totalmente vazia, sem lei alguma, sem balizas nem normas: ORA É ISTO PRECISAMENTE O QUE ACONTECE COM O MODERNISMO, É UMA PROCURA EM VÁCUO, UMA CAMINHADA AGÓNICA, PORQUE SEM PRINCÍPIO E SEM FINALIDADE, E PORTANTO SEM MEIOS E SEM FINS SECUNDÁRIOS.

No passado 13 de Maio, em Fátima, Bergoglio procedeu a uma profissão solene da doutrina protestante da justificação extrínseca, ou seja: A alma justificar-se-ia perante Deus, não mediante uma transformação Sobrenatural transcendentalmente conduzida pelo próprio Deus, mas apenas por um acto de confiança nos méritos de Cristo, que actuariam por si mesmos, sem a nossa cooperação.

Assinale-se que um protestante conservador ainda possui alguma ténue noção do pecado, NÃO ASSIM UM MODERNISTA PURO E DURO COMO BERGOGLIO, o qual poderia perfeitamente falar de outros assuntos, pois para ele, ateu libertino até à medula, o pecado não existe, em absoluto – sòmente danos sociais. A transformação da face humana do Corpo Místico numa internacional pederasta, para onde são canalizadas as esmolas dos fiéis, não incomoda nada a Bergoglio e aos modernistas, incluindo os chefes da Fraternidade, que foi de São Pio X, e que agora está, na pessoa dos seus chefes, ao serviço do diabo. É que para os modernistas A FÉ CONSTITUI O SEU PRÓPRIO OBJECTO, MAS COMO ESSE OBJECTO É NECESSÀRIAMENTE CONTINGENTE, ELES FLUTUAM E EVOLUEM NO NADA. Exactamente por isso, eles dizem e fazem, hoje uma coisa, amanhã outra, e depois ainda outra, por isso a pseudo-liturgia que usam varia em tudo, a começar pela criatividade do “celebrante”. O modernismo não possui, não pode possuir, o conceito de Lei – pois a concebe como pura indicação de conveniência, como uma sugestão, à qual, diabòlicamente, infernalmente, reduziu os Mandamentos da Lei de Deus – menos ainda o conceito de Dogma, absolutamente insuportável para os modernistas.

A Paz é totalmente o oposto de toda esta mutabilidade, de todo este relativismo, porque só se encontra no Dogma, só este constitui refrigério adequado para o espírito, elevando-o à Ordem Sobrenatural e consequentemente a uma Paz infinitamente acima das vicissitudes terrenas, mesmo as mais legítimas. Quem procura Deus é porque em certa medida já o encontrou, ou melhor, foi por Deus encontrado, isto evidentemente na Ordem Sobrenatural. Neste quadro conceptual, a expressão “procurar a Deus” possui significado absolutamente antípoda da equivalente expressão modernista, a qual configura a procura de um fantasma de si próprio, de uma projecção imanente e vital da cultura e do progresso humano, recapituladora de todas as heresias e de todos os deicídios. Mas o verdadeiro católico quando afirma que procura Deus, simplesmente aprofunda homogèneamente, especulativamente, a sua Fé, formada numa Caridade cada vez mais perfeita, sempre com o auxílio dos Dons do Espírito Santo. Enquanto que o modernista procede a uma espécie de onanismo mental, o verdadeiro católico assimila, com o socorro Divino, aquela poderosíssima e acalentadora Verdade de QUE O NOSSO PRINCÍPIO É TAMBÉM O NOSSO FIM, REPRESENTANDO IGUALMENTE OS MEIOS E OS FINS SECUNDÁRIOS NECESSÁRIOS PARA LÁ CHEGAR. Porque quanto mais se ascende nos caminhos Divinos, mais a razão de Fim absoluto sobrepuja a razão dos meios e dos fins secundários, o que é parte integrante da unificação e da simplificação, não apenas especulativa e interior, mas também prática. Efectivamente o conceito de meio é o de algo que só é necessário em função do fim que se pretende atingir, e não intrìnsecamente, por si mesmo. Mesmo o conceito de fim secundário possui a sua autonomia, sem dúvida, mas essencialmente subordinado ao fim primário, ou pelo menos, não podendo contradizê-lo. Não é difícil compenetrarmo-nos de que os Bens Eternos CONSTITUEM, ABSOLUTAMENTE, METAFÍSICA E TEOLÒGICAMENTE, UM FIM EM SI MESMO; A PRÓPRIA VISÃO BEATÍFICA, CONSTITUI, SIM, UMA OPERAÇÃO, MAS TOTALMENTE ESPECULATIVA. Efectivamente, quem está no Céu possui tudo, tudo, a mais nada pode aspirar; então como se compreenderia uma operação prática no Céu, mesmo como fim secundário – em ordenação a quê?

Mas o modernismo desconhece, caracterizadamente, a noção de Fim absoluto; então, lògicamente, não caminha, não peregrina, VAGUEIA, VAGABUNDEIA, EM CEGUEIRA E ESTERILIDADE COMPLETA.

Daí, o medonho espectáculo da seita anti-Cristo e dos papas da morte de Deus, mais os governos laicos que fervorosamente os apoiam, não se importando de para isso jugular o tão decantado princípio de separação entre as Igrejas e o Estado. É natural; a seita anti-Cristo É A PRÓPRIA MAÇONARIA INTERNACIONAL QUE PONTIFICA, SEM RIVAL, EM TODO O MUNDO OCIDENTAL.

A verdadeira Paz, existe sem dúvida nos santos do Céu, mas também no Purgatório; É FALSO DIZER QUE OS TORMENTOS DO INFERNO SÃO FORMALMENTE IGUAIS AOS DO PURGATÓRIO. PORQUE AS ALMAS PURGANTES POSSUEM A GRAÇA SANTIFICANTE, SÃO HERDEIRAS DO CÉU, E AS ALMAS MUITO SANTAS NEM SEQUER SOFREM DA PENA DO SENTIDO. ORA O SOFRIMENTO DO INFERNO CONSTITUI UM RADICAL PRINCÍPIO DE PRIVAÇÃO DE SER, QUE É CASTIGO DAS OPERAÇÕES PRÁTICAS DOS CONDENADOS, QUE NA TERRA PRIVARAM DEUS DA SUA GLÓRIA. CONSEQUENTEMENTE, É A PRÓPRIA DIGNIDADE ONTOLÓGICA DOS CONDENADOS QUE EXIGE O SEU CASTIGO.

A Paz Sobrenatural de Deus Nosso Senhor começa neste mundo nas almas dos santos, e só pode ser obliterada pelo pecado. Exactamente por isso se deve consistentemente afirmar que PARA OS AMIGOS DE DEUS O CÉU INICIA-SE VERDADEIRAMENTE JÁ NESTE MUNDO, QUAISQUER QUE SEJAM OS SOFRIMENTOS INFLIGIDOS PELAS MISÉRIAS DESTA TERRA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Maio de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

     

Anúncios
Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica