Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CONSIDERAÇÕES SOBRE O 1960 DA PROFECIA DE FÁTIMA

 

Arai Daniele

 

Este artigo e seu relato de fatos pouco ventilados é para colocar a pergunta singela: Deus não sabia o que estava ocorrendo na Sua Igreja, já no tempo de Pio XII e a partir dos anos quarenta?

Seria tolo perguntar se não servisse para ter a cabal certeza de que isto determinou as datas de 1944 e 1960 reveladas à irmã Lúcia por Nossa Senhora de Fátima. Mas havia de aparecer o anti-profeta, de ideias modernistas e maçônicas, inimigo das «profecias de castigos e desgraças» e portanto de Fátima.

Que os modernistas simpatizem com os mações, ateus e comunistas, com quem compartilham ideias humanitaristas, é fato recorrente no passado e presente político deles, que hostilizam só a Tradição, visando o fim do «Syllabus» do Papa Pio IX através de um concílio pastoral.
Esse foi o Vaticano 2; velada revolução religiosa nascida da utopia
sobre a teoria da evolução da consciência humana que, uma vez madura (veja o «cristão adulto» de Karl Rahner), se livra da autoridade derivada da Revelação. Assim o mundo moderno passaria finalmente da fase do princípio de transcendência ao de imanência, professando a religião antropocêntrica, em vista de um humanitarismo global. Eis o ideal que irmana demo cristãos mações, socialistas, liberais e, apologistas do insuperável valor da praxe «pastoral» do Vaticano 2 (P. Cornelio Fabro, «La svolta antropologica di Karl Rahner», Rusconi, Milão, 1974.).

Todavia, justamente esta mentalidade relativista, condenada pelo magistério católico, dominava a mente dos infiltrados na Igreja para «aggiornare» a fé e a autoridade católica ao progresso do mundo moderno. Bastava aplicar a «caridade relativista» às mais diversas questões, como fez Bento 16, perseverando na aplicação desta ao relativismo religioso ecumenista.

A mesma linha de Roncalli, do profetismo que evoca sinais dos tempos, não para referir-se à espiritualidade cristã, mas à utopia da nova ordem ecumenista, era a tendência conciliadora modernista em questões religiosas: a operação ecumenista e até incrimina as palavras «proselitismo» e dispensa a conversão».

Isto se estendia à política, em sentido contrário ao das directrizes da Igreja. Para esta, também na política pode haver um aspecto político da doutrina, como foi o «Non expedit» de Pio IX e o anti-comunismo dos Papas recentes.

Mas o que importava para Roncalli (que visava antes ao que une) e até ao arcebispo de Paris Suhard, era actualizar a Igreja, conciliando-a com o progresso da democracia moderna, 80ª proposição condenada pelo Syllabus de Pio IX.

Nesse sentido Roncalli e Suhard apoiaram plenamente a iniciativa
dos padres operários, que passaram a trabalhar em fábricas para estar em contato com os trabalhadores e, se possível, aproximá-los com algumas palavras do Evangelho. O problema é que em vez de converter estes à religião, foram convertidos ao comunismo. Com tais resultados Roma reagiu e impôs uma intervenção de Suhard, que em Fevereiro de 1949 fez uma declaração sobre a questão julgada inadequada pelo Vaticano. Roncalli, porém, interveio em favor dessa iniciativa ruinosa para a fé, e fez publicar, ajudado por Montini,  no «l’Osservatore Romano», um elogio a tal iniciativa, em ato em Paris com o acordo de seu patrono episcopal Suhard.

Quando Pio XII, no dia 30 de Junho de 1949, decretou a excomunhão dos comunistas ateus e quantos em algum modo favoreciam o comunismo, Roncalli partiu de Paris para um longo tour na província, desvelando como queria evitar o problema, ausência que repetiu por ocasião da publicação da encíclica
«Humani Generis» (12.8.1950), que explica os erros e condena a «nova teologia». Com o Vaticano 2, compreende-se porque as doutrinas que os Papas católicos condenam, com seus autores, deviam ser promovidas segundo Roncalli e sucessores. Alguns nomes: Danielou, De Lubac, von Balthasar, Chenu, Congar.

É verdade que a reprovação da obra do inspirador destes «novos teólogos», Teilhard de Chardin, já falecido, mas real mentor da revolução do Vaticano 2 permaneceu sob João 23, que assinou o documento preparado pela Cúria em 1960, provavelmente para não escandalizar demais esses cardeais.

O prenúncio da eleição do Roncalli ao trono pontifício
A revolução para mudar o cristianismo vinha de longe e não recolhia só as ideias e planos de personagens conhecidos. Nela, tudo fora urdido em segredo; pairavam até as ideias de Steiner e da sua antroposofia. Rudolf Steiner, já em 1910, no tempo de São Pio X, preanunciava: “Precisamos de um Concílio e de um Papa que o convoque” (Arceb.R. Graber, «Athanasius», Civiltà, Brescia, p. 43).

O francês Jean-Gaston Bardet, que depois vai se saber que era um
conhecido mação, autor de livros com tendência «cristã esotérica»,
escreveu, em Agosto de 1954 a Roncalli, e depois o visitou em Veneza, para avisá-lo que ia se tornar Papa. Não é só isso, mas prevê que o seu pontificado será marcado por grandes reformas. Ele também diz que assumirá o nome de João.

Como tudo isso se tornou realidade e há ainda outras indicações de que Roncalli sabia que seria eleito, podemos deduzir que os poderes ocultos já o haviam apontado como candidato papal do próximo conclave, e portanto, avisado em tempo. Pode essa escolha não ser ligada ao seu currículo de clérigo de acordo com as necessidades da Maçonaria? E a convocação dum concílio em seguida à eleição,  seria alheia à decisão dos mesmos poderes estranhos à Igreja?

Outro episódio estranho foi mencionado no programa «enigma» da RAI 3 (2003). Trata-se do relatório do embaixador Francesco Giorgio Mameli de 1954 ao ministro Piccioni da República Italiana, em que Roncalli está indicado como o candidato ao pontificado a promover; seria o João Baptista, o precursor de Montini, pacto de ferro, como também da convocação do Concílio para a mutação da Igreja segundo as lojas.
Estas dominavam no Vaticano e decidiram sobre Roncalli papa, como testemunhou também Franco Bellegrandi (Nichitaroncalli, p. 62.11).

Entende-se, assim, que a obra ecumenista de Roncalli no Próximo
Oriente lhe havia aberto tantas portas e, em seguida como núncio em Paris, também de Patriarca e candidato à Sé, para ser o «papa bom» da nova liberdade de consciência, de acordo com a Maçonaria.

Depois de ter favorecido monsenhor Feltin, presidente da Pax Christi (pacifismo cristão), para a sucessão do Cardeal Suhard em Paris, Roncalli em 1953 retornou à Itália como Patriarca de Veneza. E dali partiria depois para Roma para ser eleito, como previsto, à Cátedra de São Pedro.

Foi a surpreendente carreira de um professor suspeito desde o início de um modernismo larvado que mirava à abertura da Igreja ao mundo, como conseguiu.

 

No dia 2 de janeiro de 1944 a Mãe do Céu havia aparecido à vegente de Fátima para autorizá-la a escrever a 3ª parte do Segredo; da visão do Papa católico «liquidado» com todo o seu completo séquito fiel, o que seria mais claro em 1960. Nesta data o Segredo podia ser conhecido, mas foi censurado. Por quem, senão pelo «papa mação», eleito para a demolição da Igreja.

Todavia deve-se constatar que a indignação diante de alguém que em veste papal manda sorrateiramente censurar a Mensagem profética de Quem é a Rainha dos profetas foi mínima.

E igualmente foi reduzida essa indignação a medida que João 23 e sucessores foram corrompendo aos poucos a Doutrina e a Liturgia católicas segundo a Tradição apostólica.

Não só, mas até hoje, quase sessenta anos após a eleição ilícita de um clérigo que pelas suas obras de abertura à liberdade iluminista de consciência e religião demonstra-se alheio ao Catolicismo, ainda não se contesta a sua eleição.

Paralelamente, contesta-se a visão do «Terceiro Segredo», que nos faz ver o massacre da Igreja Católica e da Cristandade nessa data. Inúmeras alegações e falsos segredos são pois produzidos para que essa data perca toda a sua importância profética.

Todavia é uma data que assinala o período histórico da débâcle de uma Cristandade que se perdeu na grande apostasia profetizada. Um dia vai se perceber a gravidade do engano, mas já será tarde para muitas almas.

No entanto se diga e testemunhe que o aviso divino não faltou. Faltou e faltam os homens de Sua Igreja devastada.

 

 

 

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