Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

COMO A ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA SUBSTITUIU A ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

  • Saiba mais sobre as certezas da psicóloga da PUC lendo os artigos satíricos do observador Nelson Rodrigues

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus:

«Vós sois o sal da Terra! Ora se o sal se corromper, como se há-de ele salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende a candeia para a colocar debaixo de um alqueire, mas sim em cima do velador, e assim alumia a todos os que estão em casa. ASSIM HÁ-DE BRILHAR A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, DE MODO QUE VENDO AS VOSSAS BOAS OBRAS, GLORIFIQUEM O VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS.»                   Mat 5, 13-16

Escutemos o Papa São Pio X, num excerto da sua encíclica “Jamdudum in Lusitania”, condenando a lei de separação da República Portuguesa – 24 de Maio de 1911.

«É quase impossível acreditar quais sejam os vínculos com os quais a lei portuguesa constrinje a aprisiona a liberdade da Igreja: Quanto contradiga as instituições da nossa época, e também as proclamações públicas de todas as liberdades; quanto seja indigna para qualquer ser humano e povo civil. É também proibido, com graves penas, entregar à Imprensa qualquer acto dos bispos, e por nenhum motivo, nem mesmo dentro dos muros da igreja, é lícito expô-los ao povo, senão com autorização do Estado. Também é proibido, fora dos lugares sagrados, celebrar qualquer cerimónia sem autorização do governo republicano, realizar qualquer procissão, utilizar ornamentos sagrados, e nem mesmo a veste talar. Igualmente é vetado, não apenas nos edifícios públicos, mas também nas casas particulares, expor alguma coisa que lembre a Religião Católica – ENQUANTO NÃO HÁ VETOS ÀQUILO QUE OFENDE OS CATÓLICOS.

Enfim o Estado – coisa amarga e grave no máximo grau – não hesita em entrar no domínio específico da Autoridade da Santa Igreja, e a prescrever muitas coisas naquele âmbito em que, referindo-se ao ordenamento mesmo da Ordem Sacra, pretende para si as melhores atenções da Igreja – referimo-nos à educação e formação da juventude consagrada. Não isto sòmente – afinal constringe aos alunos do clero, para o estudo das ciências e das letras, que precedem a Teologia, a frequentar os liceus públicos, ONDE A INTEGRIDADE DA FÉ, PELO TIPO DE INSTRUÇÃO, ESTRANHO A DEUS E À IGREJA, É SEGURAMENTE EXPOSTO A PERIGOS EVIDENTES – mas o governo republicano introduz-se também na vida e na organização interna dos Seminários, arrogando-se o direito de designar os professores, de aprovar os livros, bem como de programar os estudos sagrados dos clérigos. São desse modo repostos em vigor os velhos decretos dos Regalistas; esses, do momento em que eram portadores de pesada arrogância, enquanto ainda havia concórdia entre o Estado e a Igreja, AGORA QUE O ESTADO NADA QUER TER EM COMUM COM A IGREJA, ACASO NÃO PARECERÃO CONTRADITÓRIOS E REPLETOS DE ESTULTÍCIA? O que se deve dizer, dado que essa lei, antes de tudo, FOI FEITA TAMBÉM PARA CORROMPER OS COSTUMES DO CLERO E PARA PROVOVAR A DEFECÇÃO DOS SEUS PROPÓSITOS. Assinala também, certa pensão a cargo do erário aos que, pela autoridade dos Bispos, receberam a ordem de se absterem dos Sacramentos, e plenifica de extraordinários benefícios OS SACERDOTES QUE MISERÀVELMENTE ESQUECEM AS SUAS FUNÇÕES, TENDO TIDO A DESFAÇATEZ DE SE CASAR, E COISA DESAGRADÁVEL DE SER REFERIDA, ESTENDE OS MESMOS BENEFÍCIOS À COMPANHEIRA E À PROLE DA SACRÍLEGA RELAÇÃO, ENQUANTO SOBREVIVEM.»

É conhecido como o pecado original, por haver sido premeditado e consumado numa situação ontológica de plenitude dos Bens Sobrenaturais e Preternaturais, possuiu uma gravidade tal, que se repercutiu por toda a História da Humanidade, transformando este mundo num lugar perpètuamente inimigo de Deus Nosso Senhor.

As pessoas na casa dos oitenta anos, se pensarem bem, poderão recordar a involução mediante a qual, nos últimos sessenta anos, nos países de antiga Tradição Católica, as funções desempenhadas pelos sacerdotes foram sendo gradualmente apropriadas pelos médicos, pelos psicólogos, e na pior das hipóteses – pelos bruxos. No caso português, quem escreve estas linhas, testemunhou um incremento brutal de toda a sorte de bruxaria nos últimos quarenta anos. Tal se deve, não a uma acção positiva dos poderes públicos, por muito ímpios que estes sejam, MAS AO PROGRESSIVO ESVANECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES ECLESIÁSTICAS. Ninguém pode argumentar, considerando a desintegração dessas instituições, no sentido de uma acção positiva e violenta da força pública dos estados, mas sim de uma usurpação secreta, mas implacável, das corporações eclesiásticas, regulares e seculares, por parte da maçonaria internacional, segundo plano há muito arquitectado.  

Ao invés da política de expulsão das ordens religiosas, seguida pela maçonaria no séculos XIX, foi considerado muito mais eficaz e menos oneroso, INTRODUZIR, SOB A APARÊNCIA DE LEGÍTIMA AUTORIDADE, AS IDEIAS LIBERAIS, AS IDEIAS DO MUNDO, NOS CONVENTOS – ESPERANDO APENAS QUE OS MONGES SAÍSSEM PELO SEU PRÓPRIO PÉ, DEPOIS DE APOSTATAREM DA SUA VOCAÇÃO E DA PRÓPRIA FÉ CATÓLICA.

Anàlogamente, o fenómeno que serve de epígrafe a este artigo deve integrar-se noutro bem mais vasto que releva do terrível rebaixamento da face humana do Corpo Místico a uma mera função naturalística e humanitária de animação e socorro social. Para isso trabalhou a maçonaria, infatigàvelmente, durante estes sessenta anos.

É evidente que as almas vivem um drama descomunal, pois que necessitando de apoio religioso e Sacramental, MAS SÓ RECEBENDO PEDRAS E ESCORPIÕES DA PARTE DOS “PADRES” DA SEITA CONCILIAR, É, ATÉ CERTO PONTO, COMPREENSÍVEL QUE TAIS ALMAS PROCUREM MÉDICOS, PSIQUIATRAS E PSICÓLOGOS PARA COM ELES ABRIREM O SEU CORAÇÃO. Menos compreensível e moralmente muito condenável é que se refugiem na bruxaria. Mas de quem é a culpa mortal senão daqueles que apostataram do seu múnus solene de proclamação da Glória de Deus e busca corajosa do nutrimento e salvação das almas?

Porque não nos iludamos: UMA VEZ OBLITERADO E ESQUECIDO O CÉU, SÓ RESTA O QUE DE PIOR TEM A TERRA. E é bem conhecido que o denominado serviço de apoio psicológico que agora é moda o Estado oferecer às vítimas de catástrofes e de crimes, em mais não constitui senão numa versão inteiramente laicizada do apoio religioso e Sobrenatural outrora ministrado pelos párocos ao seu rebanho.

A psicologia moderna, não a psicologia Tomista, constitui uma síntese habilidosa de vários materialismos e agnosticismos, e embora admitindo a bondade natural com que esses psicólogos trabalham, não podem oferecer a pessoas gravemente lesadas nos seus interesses patrimoniais e morais, senão isso mesmo, UMA SOLIDARIEDADE PURAMENTE HUMANA E NATURAL. Mas o pároco de outros tempos AGIA FUNDAMENTALMENTE EM NOME DA IGREJA E COMO SACERDOTE E MINISTRO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; possuía para isso a GRAÇA DE ESTADO na sua missão de levar às almas aquele consolo gravemente ungido de Luz Sobrenatural, de perspectiva de Eternidade, de elevação das faculdades da alma, de integração dos males temporais nos desígnios Incriados da Providência Divina. Nada disso pode realizar o psicólogo ou o psiquiatra, porque operam com dados imanentes ao mundo e à vida, que portanto a não explicam, nem podem explicar, que não a transcendem, nem lhe constituem finalidade ou valoração moral.

Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua vida pública, legou-nos, como Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, Aquela Sabedoria, aquela simplicidade, que tudo sabe sobrenaturalizar, que em tudo sabe contemplar o sinete Divino, a Finalidade Divina. Assim também deve ser o Magistério da Santa Madre Igreja, assim devem ser os Bispos e os mesmos sacerdotes.

Desgraçadamente, os denominados “padres” modernos, ligados que estão, umbilicalmente, a satanás, mesmo que seja só por ignorância, como acontece com os mais novos, que são mais vítimas do que protagonistas da apostasia conciliar; esses “padres” que nem sacerdotes são, por defeito essencial de ordenação, também, na sua grande maioria, não servem para assistir e consolar as almas, mesmo num contexto puramente humano, pois que essa vinculação umbilical a satanás inabilita-os, mesmo na Ordem Natural: QUEM RENEGA POSITIVAMENTE A ORDEM SOBRENATURAL, NÃO FICA SEQUER COM A ORDEM NATURAL – MAS COMO O ANTINATURAL!

Tal explica igualmente o fracasso matrimonial e paternal de muitíssimos desses homens, pois como dizia Santo Agostinho: “Nunca encontrei tão bons homens como os bons religiosos; mas também nunca encontrei tão maus homens como os maus religiosos”. Santo Agostinho quer significar que quem naufraga no plano religioso, se por acaso constituir família – soçobrará quase sempre numa imensa ruína, como esposo e como pai. Isto é válido para indivíduos que receberam vàlidamente o Sacramento da Ordem, ou para religiosos professos; mesmo que canònicamente hajam sido reduzidos ao estado laical com dispensa de celibato, ou recebido indulto de secularização, o que antes do maldito concílio era muito raro. Muito mais válido o será para simuladores e usurpadores das funções sacerdotais, como sucede actualmente.

Sòmente a Santa Madre Igreja conhece o homem, o homem todo, não apenas na Ordem Sobrenatural, mas igualmente na Ordem Filosófica; exactamente por isso, a Santa Igreja POSSUI RESPOSTA PARA TODAS AS INTERROGAÇÕES HUMANAS, PARA TODAS AS SUAS ANGÚSTIAS, PARA TODOS OS SEUS DRAMAS. Consequentemente, toda a assistência de ordem moral deve ser responsabilidade dos sacerdotes da verdadeira Santa Madre Igreja, podendo estes recorrer aos médicos sempre que se suscite alguma questão do foro clínico. Os inimigos da Santa Igreja sempre tiveram como ponto de honra subtrair-lhe a actividade, tanto docente como moral – entregando-a ao Estado. Mas os resultados estão à vista: Nem os estados ateus, nem a seita conciliar, não só ateia, como deicida, podem hoje ajudar moralmente as almas vítimas de catástrofes e de crimes. Frequentemente, o resultado será mesmo o oposto, como o demonstram não só as estatísticas de suicídio no mundo ocidental, como até a aberração de legalizar a eutanásia, ou suicídio assistido, como dizem alguns, fundamentada apenas em sofrimento psicológico, o que já constitui uma realidade na Bélgica e na Holanda, e se prepara em Portugal. Maior demonstração e confissão de derrota por parte da assistência psicológica e moral, quer dos estados, que da seita conciliar, não pode assim existir.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 28 de Junho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral                      

         

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